Foram encontradas 440 questões.
A BOA ESCOLA
Meu brilhante colega Gustavo Ioschpe, uma das mais lúcidas vozes no que diz respeito à educação, escreveu sobre o que é um bom professor. Eu já começava este artigo sobre o que acho que deva ser uma boa escola, então aqui vai.
Primeiro, a escola tem de existir. No Brasil há incrivelmente poucas escolas em relação à necessidade real. Têm de existir escolas para todas as crianças, em todas as comunidades, as mais remotas, com qualidades básicas: não ultrapassar o número de alunos bem acomodados, e que eles não tenham de se locomover para muito longe; instalações dignas, que vão das mesas às paredes, telhado, pátio para diversão e recreio, lugar para exercício físico e esportes; instalações sanitárias decentes, cozinha para alimentar os que não comem suficientemente em casa; alguém com experiência médica ou de enfermagem para atender os que precisarem. Em cada sala de aula, naturalmente, uma boa prateleira com livros, sem dúvida, doados pelos governos federal, estadual, municipal. E que ali se ensine bem o essencial: aritmética, bom uso da linguagem, noções de história e geografia para que saibam quem são e onde no mundo se situam. Falei até aqui apenas de ensino elementar em escolas menos privilegiadas economicamente. Em comunidades mais resolvidas nesse sentido, tudo isso não será apenas bom, mas excelente, desde a parte material até professores muito bem preparados que sejam bem exigidos e bem pagos.
No chamado 2.º grau, além de livros, quem sabe computadores, mas – ainda que escandalizando alguns – creio que esses objetos maravilhosos, que eu mesma uso constantemente, não substituem um bom professor. E que, nesse degrau da vida, todos sejam preparados para a universidade, desde que queiram e possam. Pois nem todos querem uma carreira universitária, nem todos têm capacidade para isso: para eles, excelentes escolas técnicas, depois das quais podem ter mais ganho financeiro do que a maioria dos profissionais liberais. Professores com mestrado e se possível doutorado, diretores que conheçam administração, psicólogos que conheçam psicologia, todos com saber e postura que os alunos respeitem a fim de que possam aprender.
Finalmente a universidade, que enganosamente se julga ser o único destino digno de todo mundo (já mencionei acima os cursos técnicos cada dia melhores e mais especializados). Universidade precisa existir, mas não na abundância das escolas elementares. É incompreensível e desastrosa a multiplicação de faculdades de medicina, por exemplo, cujas falhas terão efeitos dramáticos sobre vidas humanas. Temos pelo país muitas onde alunos não estudam anatomia, pois não há biotério, não têm aulas práticas, pois não há hospital-escola. Essa é uma realidade assustadora, mas bastante comum, que, parece, tenta-se corrigir. Dessas pseudofaculdades sairão alunos reprovados nas essenciais provas do CRM, mas que eventualmente vão trabalhar sem condição de atender pacientes. Faculdades de direito pululam pelo país, sem professores habilitados, sem boas bibliotecas, formando advogados que nem escrever razoavelmente conseguem, além de desconhecer as leis – e reprovados aos magotes nas importantíssimas provas da OAB. Coisa semelhante aconteceria com faculdades de engenharia mal preparadas, se existirem, de onde precisam sair profissionais que garantam segurança em obras diversas, de edifícios, casas, estradas, pontes. Vejam que aqui comentei apenas alguns dos inúmeros cursos existentes, muitos com excelente nível, mas não se ignorem os que não têm condições de funcionar, e mesmo assim... existem. Em todas essas fases, segundo cada nível, incluam-se professores bem preparados, muito dedicados, e decentemente pagos – professor não é sacerdote nem faquir.
O que aqui escrevo é mero, simples, bom-senso. Todos têm direito de receber a educação que os coloque no mundo sabendo ler, escrever, pensar, calcular, tendo ideia do que são e onde se encontram, e podendo aspirar a crescer mais. Isso é dever de todos os governos. E é nosso dever esperar isso deles.
(LUFT, Lya. A Boa Escola. Revista Veja, 24 de fevereiro de 2013, p.22.)
Todas as ideias abaixo são defendidas pela autora, EXCETO
Provas
Questão presente nas seguintes provas
São afirmativas verdadeiras, EXCETO
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A área sombreada na figura abaixo é

Provas
Questão presente nas seguintes provas
“Trabalhar o ensino da leitura voltado para a construção de sentidos, evidenciando as funções sociais da leitura e da escrita, numa tentativa de aproximar as práticas de leitura que ocorrem na escola com aquelas que são observadas nos diferentes contextos sociais”. Nessa perspectiva, o ensino da leitura privilegia:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Desde muito cedo, Jean Piaget demonstrou sua capacidade de observação. Aos onze anos, percebeu um melro albino em uma praça de sua cidade. A observação desse pássaro gerou seu primeiro trabalho científico. Formado em Biologia, interessou-se por pesquisar sobre o desenvolvimento do conhecimento nos seres humanos. As teorias de Jean Piaget, portanto, tentam nos explicar como se desenvolve a inteligência nos seres humanos. Daí o nome dado à sua ciência de Epistemologia Genética, que é entendida como o estudo dos mecanismos do aumento dos conhecimentos.
Sobre os estudos de Jean Piaget, analise as afirmativas abaixo:
I - A formação de Piaget em Ciências Naturais levou-o a buscar compreender o conhecimento com base na biologia.
II - O processo de desenvolvimento depende, na perspectiva piagetiana, de fatores ligados à maturação, da experiência adquirida pela criança em seu contato com o ambiente e, principalmente, de um processo de autorregulação que ele denomina equilibração.
III - No período de 1925 a 1931, com o nascimento de seus três filhos, Piaget dedicou-se à observação meticulosa do desenvolvimento dos bebês, elaborando análise sobre a construção do real e o desenvolvimento da inteligência.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1341067
Ano: 2012
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Janaúba-MG
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Janaúba-MG
Provas:
Marque a alternativa CORRETA.
Dada a perspectiva abaixo, pode-se afirmar que a vista superior mostrada pelo número 1 (um) é:

Provas
Questão presente nas seguintes provas
Acerca da crise de 1929, considerando seus antecedentes e repercussões, analise cada uma das afirmativas.
I - Os países do Leste Europeu sobreviveram incólumes à crise de 1929, em virtude da economia planificada adotada no bloco socialista.
II - A América Latina foi duramente afetada, aspecto que contribuiu para um processo de diversificação de sua economia no pós-1930.
III - Após a crise, o pensamento keynesiano e o chamado Estado do Bem-Estar Social tornaram-se hegemônicos na Europa.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
De acordo com a NOB/RH/SUAS, são responsabilidades e atribuições dos Gestores Municipais, EXCETO
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Analise o código:
select C.NomeCliente
from Cliente as C
where C.NumCliente not any
(select P.NumCliente
From Pedido as P, Item as I
Where P.NumItem = I.NumItem and I.Preco > 100);
Marque a afirmativa que NÃO corresponde à consulta apresentada no código.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A MÁGICA DA EDUCAÇÃO
Vale a pena refletir sobre o elo entre a Educação e o que acontece com nossa vida profissional. Sabemos que, ao deixar a Escola e encontrar um emprego, o número de anos de estudo é o mais poderoso determinante do que vamos ganhar. Como regra geral, quanto mais se estuda, mais o salário inicial é elevado — embora varie de acordo com a oferta e a procura de competências. Se acreditamos que o contracheque reflete a nossa contribuição para a produtividade da empresa, os anos de estudo são a maior fonte de progresso. É o que Adam Smith dizia e que já foi exaustivamente medido.
De fato, quanto maior o estoque de Educação com o qual iniciamos a vida profissional, mais ganhamos. Ou seja, no dia em que pleiteamos um emprego, o mercado valoriza o que aprendemos na Escola. Portanto, há boas razões para a Escola ensinar bem aquilo que conta para um bom desempenho profissional.
Mas os números contam mais histórias. Quem estudou pouco ou nada não só começa com um salário medíocre, mas permanece a vida toda no mesmo nível. Já para os que têm mais Educação, no curso da sua vida profissional, o salário pode duplicar ou triplicar. Esses aumentos são espantosamente maiores do que o benefício de entrar mais educado no mercado de trabalho — no caso, comparado com quem tem menos Escolaridade.
Nosso primeiro salário reflete aqueles conhecimentos que a Escola nos deu e que o mercado valoriza. É fácil entender. Mas o que explicaria o avanço ao longo da carreira, se já havíamos parado de estudar? Como esquecemos muito do aprendido na Escola, até não seria absurdo pensar que o salário encolheria.
Em boa medida as empresas remuneram de acordo com a capacidade de produzir de cada um — e com a escassez relativa daquele perfil de mão de obra —, mas não precisamos aqui entrar nesses complicadores. Se pagam cada vez mais, ao longo da nossa carreira, se o salário segue crescendo, isso significa que nos tornamos mais produtivos. É forçoso concluir que, de alguma forma, continuamos aprendendo. Ficamos mais educados, apesar de não estarmos mais na Escola.
Em outras palavras, os aumentos ao longo dos anos só podem ser explicados pela capacidade de aprender com a experiência vivida. Esse amadurecimento ao longo da vida — fortemente influenciado pela nossa Educação formal prévia — metamorfoseia-se em maior produtividade. Eis a mágica da Educação!
Visto de outra maneira, o que aprendemos na Escola e tem uso imediato aumenta os salários, mas não tanto. Conta mais o que aprendemos depois. Logo, seja do ponto de vista individual, seja do da empresa, o aprendizado mais valorizado economicamente é aquele que se dá durante a vida profissional, não antes. Essa conclusão, além de curiosa, não é sem consequências.
Tudo o que puder ser feito para maximizar o aprendizado ao longo da nossa carreira se traduz em avanços nos rendimentos. É importante lembrar, conta a qualidade da Educação que tivemos. Não são quantos fatos e fórmulas decoramos, mas a capacidade de ler, escrever, pensar, decifrar o mundo ao nosso redor, bem como identificar e encontrar soluções para os problemas que vão aparecendo.
Pela vida afora, ajudará tudo o que possa facilitar, incentivar e promover o aprendizado, até o máximo condizente com o potencial de cada um. Ajudam os cursos, mentores, estágios ou grupos de discussão. Essa é a boa tese da Educação Permanente. Mas nem tudo vem de fora. Também funciona o esforço próprio, autodidata, de maneira totalmente informal. E, mais ainda, avançamos mercê de uma insaciável curiosidade e de uma atitude de sempre fazer perguntas e procurar respostas. O que importa é a busca incansável de formas de alimentar a nossa sede de conhecimentos e de novas soluções.
Nossa carreira depende do esforço para continuar a aprender. O tesouro da Educação não está no diploma e no que Ensinou a Escola, mas sim no que ela nos permite crescer depois.
(CASTRO, Cláudio de Moura. A Mágica da Educação. Revista Veja, São Paulo, 6 de março de 2013, p. 20.)
Ao referir-se à “Educação Permanente”, o autor afirma que ela está ligada a vários fatores externos e acrescenta: “Também funciona o esforço próprio, autodidata, de maneira totalmente informal.”
De acordo com o contexto, ser “autodidata” significa:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container