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Foram encontradas 60 questões.

2427441 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ

TEXTO 1:

Será que sou bobo?
Walcyr Carrasco

Ando perdido em uma selva de palavras. Existem termos destinados a dar a impressão de que algo não é exatamente o que é. Ou para botar verniz sobre uma atividade banal. Já estão, sim, incorporados no vocabulário. Servem para dar uma impressão enganosa. E também para ajudar as pessoas a parecer inteligentes e chiques porque parecem difíceis. Resolvi desvendar algumas dessas armadilhas verbais.

Seminovo — Já não se fala em carro usado, mas em seminovo. Vendedores adorarn. O termo sugere que o carro não é tão velho assim, mesmo que se trate de uma Brasília sem motor. Ou que o câmbio saia na mão do comprador logo depois da primeira curva. E pura técnica de vendas. Vou guardá-lo para elogiar uma amiga que fez plástica. Talvez ela adore ouvir que está “seminova”. Mas talvez...

Sale — É a boa e velha liquidação. As lojas dos shoppings devem achar liquidação muito chula. Anunciam em inglês. Sale quer dizer que o estoque encalhou. A grife está liquidando, sim! Não se envergonhe de pedir mais descontos. Pode ser que não seja chique, mas aproveite.

Loft — Quando o loft surgiu, nos Estados Unidos, era uma moradia instalada em antigos galpões industriais. Sempre enorme e sem paredes divisórias. Vejo anúncios de lofts a torto e a direito. A maioria corresponde a um antigo conjugado. Só não tem paredes, para lembrar seu similar americano. É preciso ser compreensivo. Qualquer um prefere dizer que está morando em um loft a dizer em uma quitinete de luxo.

Cult — Não aguento mais ouvir falar que alguma porcaria é cult. O cult é o brega que ganhou status. O negócio é o seguinte: um bando de intelectuais adora assistir a filmes de terceira, programas de televisão populares e afins. Mas um intelectual não pode revelar que gosta de algo considerado brega. Então diz que é cult. Assim, se pode divertir com bobagens, como qualquer ser humano normal, sem deixar de parecer inteligente. Como conceito, próximo do cult está o trash. E o lixo elogiado. Trash é muito usado para filmes de terror. Um candidato a intelectual jamais confessa que não perde um episódio da série Sexta-Feira 13, por exemplo. Ergue o nariz e diz que é trash. Depois, agarra um saquinho de pipoca, senta na primeira fila e grita a cada vez que o Jason ergue o machado.

Workshop — E uma espécie de curso intensivo. Existem os bons. Mas o termo se presta a muita empulhação. Pois, ao contrário dos cursos, no workshop ninguém tem a obrigação de aprender alguma coisa específica. Basta participar. Muitas vezes botam um sujeito famoso para dar palestras durante dois dias seguidos. Há alunos que chegam a roncar na sala. Depois fazem bonito dizendo que participaram de um workshop com fulano ou beltrano. A palavra é imponente, não é?

Releitura — Ninguém, no meio artístico ou gastronômico, consegue sobreviver sem usar essa palavra. Está em moda. Fala-se em releitura de tudo: de músicas, de receitas, de livros. Em culinária, releitura serve para falar de alguém que achou uma receita antiga e lhe deu um toque pessoal. Críticos culinários e donos de restaurantes badalados adoram falar em cardápios com releitura disso e daquilo. Ora, um cozinheiro não bota seu tempero até na feijoada? Isso é releitura? Então minha avó fazia releitura e não sabia, coitada. O caso fica mais complicado em outras áreas. Fazer uma releitura de uma história não é disfarçar falta de ideia? Claro que existem casos e casos. Mas que releitura serve para disfarçar cópia e plágio, serve. Seria mais honesto dizer “adaptado de...” ou “inspirado em...”, como faziam antes.

Daria para escrever um livro inteiro a respeito. Fico arrepiado quando alguém vem com uma conversa abarrotada de termos como esses. Parece que vão me passar a perna. Ou a culpa é minha, e não sou capaz de entender a profundidade da conversa. Nessas horas, fico pensando: será que sou bobo? Ou tem gente esperta demais?

(CARRASCO, Walcyr. In: SILVA, Carmem Lucia da & SILVA, Nilson Joaquim da. (orgs.)

Lições de Gramática para quem gosta de Literatura. São Paulo: Panda Books, 2007. p. 77-79.)

Em “As lojas dos shoppings devem achar liquidação muito chula.”, o vocábulo marcado poderia ser substituído pelos seguintes sinônimos sem qualquer prejuízo de seu sentido original da frase, com a EXCEÇÃO DE UM. Assinale-o:

 

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2427151 Ano: 2012
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ
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Em relação às previsões constitucionais concernentes ao Poder Executivo NÃO é correto afirmar que:

 

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2427085 Ano: 2012
Disciplina: Direito Penal
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ
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Analise as afirmativas abaixo, relativas aos crimes contra o meio ambiente:
I – Constitui crime previsto na lei dos crimes contra o meio ambiente causar poluição de qualquer natureza mesmo em níveis que não resultem ou não possam resultar em danos à saúde humana, nem que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora.
II – Constitui crime previsto na lei dos crimes contra o meio ambiente comercializar motosserra ou utilizá-la em florestas e nas demais formas de vegetação, ainda que com licença ou registro da autoridade competente.
III – Em todos os crimes previstos na lei dos crimes contra o meio ambiente a pena para condutas dolosas e culposas, lesivas ao meio ambiente, é a mesma.
Assinale a alternativa correta:
 

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2426373 Ano: 2012
Disciplina: Direito Penal
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ
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Analise as afirmativas abaixo, relativas aos crimes contra o meio ambiente:
I – Constitui crime previsto na lei dos crimes contra o meio ambiente praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.
II – Constitui crime previsto na lei dos crimes contra o meio ambiente introduzir espécime animal no País, sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente.
III – Constitui crime previsto na lei dos crimes contra o meio ambiente cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente, sem permissão da autoridade competente.
Assinale a alternativa correta:
 

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2426121 Ano: 2012
Disciplina: Legislação do Ministério Público
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ
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No curso de um processo criminal em que se imputa a João da Silva o crime de estelionato, o Ministério Público requereu a realização de dois exames periciais: um exame grafotécnico (que busca caracterizar a autoria das falsificações realizadas em cheques) e uma perícia de voz (visando à identificação do acusado como autor de conversas incriminadoras obtidas mediante interceptação telefônica autorizada judicialmente). O juiz defere o pedido do MP e intima João para fornecer os padrões gráficos e vocais necessários à perícia. Considerando a narrativa acima, relativa aos direitos e garantias individuais e coletivos, é correto afirmar que:
 

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2426011 Ano: 2012
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ
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Em relação aos Direitos e Garantias Individuais e Coletivos NÃO é correto afirmar que:

 

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2425886 Ano: 2012
Disciplina: Direito Tributário
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ
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Analise as afirmativas abaixo, relativas ao imposto sobre patrimônio e a renda:
I – O imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza será informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade, na forma da lei.
II – Compete à União instituir impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza .
III – O imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza não incidirá, sobre rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão, pagos pela previdência social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a pessoa com idade superior a sessenta e cinco anos, cuja renda total seja constituída, exclusivamente, de rendimentos do trabalho.
Assinale a alternativa correta:
 

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2425696 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ

TEXTO 1:

Será que sou bobo?
Walcyr Carrasco

Ando perdido em uma selva de palavras. Existem termos destinados a dar a impressão de que algo não é exatamente o que é. Ou para botar verniz sobre uma atividade banal. Já estão, sim, incorporados no vocabulário. Servem para dar uma impressão enganosa. E também para ajudar as pessoas a parecer inteligentes e chiques porque parecem difíceis. Resolvi desvendar algumas dessas armadilhas verbais.

Seminovo — Já não se fala em carro usado, mas em seminovo. Vendedores adorarn. O termo sugere que o carro não é tão velho assim, mesmo que se trate de uma Brasília sem motor. Ou que o câmbio saia na mão do comprador logo depois da primeira curva. E pura técnica de vendas. Vou guardá-lo para elogiar uma amiga que fez plástica. Talvez ela adore ouvir que está “seminova”. Mas talvez...

Sale — É a boa e velha liquidação. As lojas dos shoppings devem achar liquidação muito chula. Anunciam em inglês. Sale quer dizer que o estoque encalhou. A grife está liquidando, sim! Não se envergonhe de pedir mais descontos. Pode ser que não seja chique, mas aproveite.

Loft — Quando o loft surgiu, nos Estados Unidos, era uma moradia instalada em antigos galpões industriais. Sempre enorme e sem paredes divisórias. Vejo anúncios de lofts a torto e a direito. A maioria corresponde a um antigo conjugado. Só não tem paredes, para lembrar seu similar americano. É preciso ser compreensivo. Qualquer um prefere dizer que está morando em um loft a dizer em uma quitinete de luxo.

Cult — Não aguento mais ouvir falar que alguma porcaria é cult. O cult é o brega que ganhou status. O negócio é o seguinte: um bando de intelectuais adora assistir a filmes de terceira, programas de televisão populares e afins. Mas um intelectual não pode revelar que gosta de algo considerado brega. Então diz que é cult. Assim, se pode divertir com bobagens, como qualquer ser humano normal, sem deixar de parecer inteligente. Como conceito, próximo do cult está o trash. E o lixo elogiado. Trash é muito usado para filmes de terror. Um candidato a intelectual jamais confessa que não perde um episódio da série Sexta-Feira 13, por exemplo. Ergue o nariz e diz que é trash. Depois, agarra um saquinho de pipoca, senta na primeira fila e grita a cada vez que o Jason ergue o machado.

Workshop — E uma espécie de curso intensivo. Existem os bons. Mas o termo se presta a muita empulhação. Pois, ao contrário dos cursos, no workshop ninguém tem a obrigação de aprender alguma coisa específica. Basta participar. Muitas vezes botam um sujeito famoso para dar palestras durante dois dias seguidos. Há alunos que chegam a roncar na sala. Depois fazem bonito dizendo que participaram de um workshop com fulano ou beltrano. A palavra é imponente, não é?

Releitura — Ninguém, no meio artístico ou gastronômico, consegue sobreviver sem usar essa palavra. Está em moda. Fala-se em releitura de tudo: de músicas, de receitas, de livros. Em culinária, releitura serve para falar de alguém que achou uma receita antiga e lhe deu um toque pessoal. Críticos culinários e donos de restaurantes badalados adoram falar em cardápios com releitura disso e daquilo. Ora, um cozinheiro não bota seu tempero até na feijoada? Isso é releitura? Então minha avó fazia releitura e não sabia, coitada. O caso fica mais complicado em outras áreas. Fazer uma releitura de uma história não é disfarçar falta de ideia? Claro que existem casos e casos. Mas que releitura serve para disfarçar cópia e plágio, serve. Seria mais honesto dizer “adaptado de...” ou “inspirado em...”, como faziam antes.

Daria para escrever um livro inteiro a respeito. Fico arrepiado quando alguém vem com uma conversa abarrotada de termos como esses. Parece que vão me passar a perna. Ou a culpa é minha, e não sou capaz de entender a profundidade da conversa. Nessas horas, fico pensando: será que sou bobo? Ou tem gente esperta demais?

(CARRASCO, Walcyr. In: SILVA, Carmem Lucia da & SILVA, Nilson Joaquim da. (orgs.)

Lições de Gramática para quem gosta de Literatura. São Paulo: Panda Books, 2007. p. 77-79.)

Em “Mas o termo se presta a muita empulhação.”, a palavra grifada na frase está empregada com o valor do seguinte sinônimo:

 

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Questão presente nas seguintes provas
2424916 Ano: 2012
Disciplina: Direito Penal
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ
Provas:
Daniel é funcionário público e trabalha na secretaria de fazenda do município de Mesquita. Sua função é controlar a execução dos contratos da prefeitura, inclusive a autorização para pagamento. Auxiliado por seu irmão, Hugo, Daniel elabora um audacioso plano para apropriar-se de dinheiro pertencente à prefeitura. Daniel cadastra a conta corrente de Hugo como sendo de uma empresa que efetivamente presta serviços à prefeitura. Ao autorizar os pagamentos, João destina 95% dos recursos à conta verdadeira daquela empresa e 5% para a conta de seu irmão. Guilherme, responsável pela conferência e liberação dos pagamentos autorizados por Daniel, não observa os deveres de cuidado a que estava obrigado e o desvio ocorre. Os crimes praticados por Daniel, Hugo e Guilherme foram respectivamente.
 

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2444405 Ano: 2012
Disciplina: Direito Penal
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ
Provas:
Em relação aos crimes de abuso de autoridade (4.868/65), NÃO é correto afirmar que:
Questão Desatualizada

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