Foram encontradas 824 questões.
Disciplina: TI - Redes de Computadores
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ
- Modelo TCP/IPIntrodução ao Modelo TCP/IP
- Modelo TCP/IPModelo TCP/IP: Camada de Transporte
- TCP/IPTCP: Transmission Control Protocol
- TCP/IPUDP: User Datagram Protocol
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Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ
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Disciplina: Direito Constitucional
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ
“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.”
(art. 5, Constituição Federal)
Em relação aos direitos e garantias fundamentais individuais e coletivos, avalie se a Constituição Federal preconiza os seguintes termos:
I- Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.
II- Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.
III- Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
IV- É livre a manifestação do pensamento, sendo estimulado o anonimato.
V- É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem.
VI- É violável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.
VII- A expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação é limitada e, em alguns casos, arbitrada por meio de censura ou licença.
Estão corretos:
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Disciplina: Segurança Privada e Transportes
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ
II- Verificar a respiração.
III- Verificar a circulação.
IV- Avaliar nível de consciência e alterações neurológicas.
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Disciplina: Engenharia Ambiental e Sanitária
Banca: BIO-RIO
Orgão: Pref. Mesquita-RJ
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Texto:
Ah, ser somente o presente
Ferreira Gullar
Muito embora alguns de meus poemas falem do passado, viver no passado ou tê-lo presente no meu dia a dia não me agrada. Na verdade, todos nós somos o que vivemos e, de certo modo, o passado constitui também o nosso presente, quer o lembremos ou não. Mas, precisamente porque somos o que vivemos, trazemos conosco lembranças muitas vezes dolorosas, que de repente emergem no presente. Disso, creio que ninguém gosta, à exceção dos masoquistas.
Para falar com franqueza, confesso que sofrer não é a minha vocação, embora nem sempre consiga escapar do sofrimento. Se puder, escapo. Creio mesmo que a vocação do ser humano (de todo ser vivo?) é a felicidade.
Isso é o que todos buscamos, na comida que saboreamos, na bebida que sorvemos, nos momentos de amor, no carinho, na amizade e na alegria de fazer o outro feliz. Sofrer, não. Só quando não tem jeito e a lembrança do passado é quase sempre sofrimento: ou porque voltamos a sentir a dor de outrora, ou porque relembramos a felicidade que houve e se foi para nunca mais.
Por isso foi que, certa manhã, ao entrar na sala vindo do quarto de dormir, deparei-me com o sol matinal que a invadia e me senti feliz como nunca. Nenhum passado, nenhuma lembrança. Eu era ali, então, um bicho transparente, mergulhado na luz matinal. E escrevi estes versos:
“Ah, ser somente o presente, esta manhã, esta sala”.
Essa é uma aspiração certamente impossível de realizar, mas a poesia é, entre outras coisas, viver, com a ajuda da palavra, o impossível, já que aspirar apenas ao possível não tem graça. Pois bem, houve gente que leu esses versos e não apenas gostou deles como concordou com aquela aspiração irrealizável. Essa de que o passado já era.
Mas eis que estou caminhando pela avenida Atlântica quando vem a meu encontro um senhor de óculos, barba e cabelos quase inteiramente brancos.
— Gullar, meu querido, quantos anos faz que a gente não se vê! Lembra daquele dia, na Redação da “Manchete”, quando o Adolpho Bloch só faltou te agredir?
— Me agredir, é? — falei por falar, já que não sabia quem era aquele sujeito que me abordara assim de repente. E ele continuou:
— Você tinha aparecido na televisão, de barba por fazer e sem gravata, falando em nome da revista, o que deixou o Adolpho furioso.
E acrescentou:
— Mas acho que você não está me reconhecendo... Eu sou o Hélio, o fotógrafo.
Só então me lembrei dele. Tínhamos sido amigos e não fui capaz de reconhecê-lo.
— Você pegou um cinzeiro, ia bater com ele na cara do Adolpho e fui eu que te arrastei para fora da Redação, lembra?
A verdade é que nunca fui muito bom de memória. Quando voltei do exílio, uma atriz famosa e linda, companheira na luta contra a ditadura, desceu do carro no meio da rua, em Ipanema, para vir me abraçar. Dois meses depois, estou lançando um livro e ela para em minha frente para que eu lhe autografe o livro, e o nome dela some de minha mente. Entro em pânico. Não poderia perguntar-lhe o nome depois daquele abraço efusivo em plena rua.
A solução que encontrei foi me levantar, sair da livraria, atravessar correndo a rua, entrar no boteco em frente, perguntar à Teresa o nome da atriz e voltar. Sentei-me de novo, ela me olhou sem entender nada. Escrevo, então, no livro: “Para Norma Bengell...”.
Com o passar dos anos, a coisa foi ficando pior. Outro dia, combinei com a Cláudia que iríamos ao cinema. Escolhi o filme, marquei para nos encontrarmos lá mesmo, cheguei antes, comprei as entradas (uma inteira e uma meia, que eu sou idoso) mas, quando o filme começou, ela falou revoltada: “Você ficou maluco? Esse filme nós já vimos!”. E eu: “Você está brincando!”. “Eu, brincando!? Você é que está maluco! Não faz nem um mês que vimos este filme!”
Realmente, após minutos, constatei que já o havíamos visto. Assim está minha memória: tudo o que vejo, leio, ouço ou faço logo esqueço. Não tenho mais passado. Aquilo que escrevi no poema virou verdade: tornei-me apenas o presente, esta manhã, esta sala.
(São Paulo, domingo, 08 de abril de 2012. Jornal Folha de São Paulo. Ilustrada)
Em “...ao entrar na sala vindo do quarto de dormir, deparei-me com o sol matinal que a invadia...”, a expressão assinalada pode ser substituída sem prejuízo de seu sentido original por:
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