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2977504 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Mirassol-SP
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Leia o texto para responder às questões de números 02 a 08.

Redes de Risco

Novas tecnologias de comunicação despertam fascínio quando surgem e, depois, preocupação, até pânico. Foi assim com o cinema, a televisão e, neste século 21, é o que se passa com as redes sociais.

Na quarta, 24 de maio, o médico e secretário de Saúde dos EUA, Vivek Murthy, emitiu um alerta sobre os riscos dessas mídias. O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.

Há pesquisas que mostram que o sistema de recompensa das redes sociais, por meio das chamadas “curtidas”, estimula processos neurológicos similares aos verificados em dependentes químicos; já outras revelam benefícios, como conexão emocional e comunitária entre os jovens.

A falta de consenso leva o relatório americano a pedir por um esforço científico de investigação. Enquanto isso, medidas vão sendo tomadas. Em março, Utah proibiu que menores de 18 anos tenham contas em redes sem a anuência de pais ou responsáveis.

Entretanto, em vez da proibição, especialistas apontam para a importância da educação digital. O objetivo deve ser capacitar crianças e adolescentes para lidarem com a poluição informacional das redes: diferenciar textos opinativos de noticiosos, investigar a veracidade das informações, produzir conteúdos com responsabilidade, proteger a privacidade, reconhecer abusos e buscar ajuda, quando necessário.

Assim, busca-se a redução dos potenciais efeitos nocivos das fake news, do discurso de ódio, da superexposição e do cyberbullying – que podem gerar ou agravar transtornos mentais.

Pela disseminação recente e pelas mudanças provocadas, é natural que o uso das redes sociais gere preocupação e até medo. Mas o conhecimento obtido pela ciência e pela educação é a forma mais sensata de lidar com as adversidades.

(Editorial, Folha de S.Paulo, 25.05.2023. Adaptado)

Considerando-se o emprego de conjunção, a flexão verbal e a concordância verbal, o trecho do 2º parágrafo – O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens. – está corretamente reescrito em:

 

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2977503 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Mirassol-SP
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Leia o texto para responder às questões de números 02 a 08.

Redes de Risco

Novas tecnologias de comunicação despertam fascínio quando surgem e, depois, preocupação, até pânico. Foi assim com o cinema, a televisão e, neste século 21, é o que se passa com as redes sociais.

Na quarta, 24 de maio, o médico e secretário de Saúde dos EUA, Vivek Murthy, emitiu um alerta sobre os riscos dessas mídias. O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.

Há pesquisas que mostram que o sistema de recompensa das redes sociais, por meio das chamadas “curtidas”, estimula processos neurológicos similares aos verificados em dependentes químicos; já outras revelam benefícios, como conexão emocional e comunitária entre os jovens.

A falta de consenso leva o relatório americano a pedir por um esforço científico de investigação. Enquanto isso, medidas vão sendo tomadas. Em março, Utah proibiu que menores de 18 anos tenham contas em redes sem a anuência de pais ou responsáveis.

Entretanto, em vez da proibição, especialistas apontam para a importância da educação digital. O objetivo deve ser capacitar crianças e adolescentes para lidarem com a poluição informacional das redes: diferenciar textos opinativos de noticiosos, investigar a veracidade das informações, produzir conteúdos com responsabilidade, proteger a privacidade, reconhecer abusos e buscar ajuda, quando necessário.

Assim, busca-se a redução dos potenciais efeitos nocivos das fake news, do discurso de ódio, da superexposição e do cyberbullying – que podem gerar ou agravar transtornos mentais.

Pela disseminação recente e pelas mudanças provocadas, é natural que o uso das redes sociais gere preocupação e até medo. Mas o conhecimento obtido pela ciência e pela educação é a forma mais sensata de lidar com as adversidades.

(Editorial, Folha de S.Paulo, 25.05.2023. Adaptado)

No trecho do 3º parágrafo – Há pesquisas que mostram que o sistema de recompensa das redes sociais, por meio das chamadas “curtidas”... –, pertencem à mesma classe de palavras os termos:

 

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2977502 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Mirassol-SP
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Leia o texto para responder às questões de números 02 a 08.

Redes de Risco

Novas tecnologias de comunicação despertam fascínio quando surgem e, depois, preocupação, até pânico. Foi assim com o cinema, a televisão e, neste século 21, é o que se passa com as redes sociais.

Na quarta, 24 de maio, o médico e secretário de Saúde dos EUA, Vivek Murthy, emitiu um alerta sobre os riscos dessas mídias. O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.

Há pesquisas que mostram que o sistema de recompensa das redes sociais, por meio das chamadas “curtidas”, estimula processos neurológicos similares aos verificados em dependentes químicos; já outras revelam benefícios, como conexão emocional e comunitária entre os jovens.

A falta de consenso leva o relatório americano a pedir por um esforço científico de investigação. Enquanto isso, medidas vão sendo tomadas. Em março, Utah proibiu que menores de 18 anos tenham contas em redes sem a anuência de pais ou responsáveis.

Entretanto, em vez da proibição, especialistas apontam para a importância da educação digital. O objetivo deve ser capacitar crianças e adolescentes para lidarem com a poluição informacional das redes: diferenciar textos opinativos de noticiosos, investigar a veracidade das informações, produzir conteúdos com responsabilidade, proteger a privacidade, reconhecer abusos e buscar ajuda, quando necessário.

Assim, busca-se a redução dos potenciais efeitos nocivos das fake news, do discurso de ódio, da superexposição e do cyberbullying – que podem gerar ou agravar transtornos mentais.

Pela disseminação recente e pelas mudanças provocadas, é natural que o uso das redes sociais gere preocupação e até medo. Mas o conhecimento obtido pela ciência e pela educação é a forma mais sensata de lidar com as adversidades.

(Editorial, Folha de S.Paulo, 25.05.2023. Adaptado)

Mantém-se o sentido do trecho do 1º parágrafo – Novas tecnologias de comunicação despertam fascínio quando surgem e, depois, preocupação, até pânico. –, se os termos destacados forem substituídos, correta e respectivamente, por:

 

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2977501 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Mirassol-SP
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Redes de Risco

Novas tecnologias de comunicação despertam fascínio quando surgem e, depois, preocupação, até pânico. Foi assim com o cinema, a televisão e, neste século 21, é o que se passa com as redes sociais.

Na quarta, 24 de maio, o médico e secretário de Saúde dos EUA, Vivek Murthy, emitiu um alerta sobre os riscos dessas mídias. O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.

Há pesquisas que mostram que o sistema de recompensa das redes sociais, por meio das chamadas “curtidas”, estimula processos neurológicos similares aos verificados em dependentes químicos; já outras revelam benefícios, como conexão emocional e comunitária entre os jovens.

A falta de consenso leva o relatório americano a pedir por um esforço científico de investigação. Enquanto isso, medidas vão sendo tomadas. Em março, Utah proibiu que menores de 18 anos tenham contas em redes sem a anuência de pais ou responsáveis.

Entretanto, em vez da proibição, especialistas apontam para a importância da educação digital. O objetivo deve ser capacitar crianças e adolescentes para lidarem com a poluição informacional das redes: diferenciar textos opinativos de noticiosos, investigar a veracidade das informações, produzir conteúdos com responsabilidade, proteger a privacidade, reconhecer abusos e buscar ajuda, quando necessário.

Assim, busca-se a redução dos potenciais efeitos nocivos das fake news, do discurso de ódio, da superexposição e do cyberbullying – que podem gerar ou agravar transtornos mentais.

Pela disseminação recente e pelas mudanças provocadas, é natural que o uso das redes sociais gere preocupação e até medo. Mas o conhecimento obtido pela ciência e pela educação é a forma mais sensata de lidar com as adversidades.

(Editorial, Folha de S.Paulo, 25.05.2023. Adaptado)

De acordo com o texto, uma forma de reduzir os potenciais efeitos nocivos das fake news, do discurso de ódio, da superexposição e do cyberbullying consiste em reconhecer

 

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2977500 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Mirassol-SP
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Leia o texto para responder às questões de números 02 a 08.

Redes de Risco

Novas tecnologias de comunicação despertam fascínio quando surgem e, depois, preocupação, até pânico. Foi assim com o cinema, a televisão e, neste século 21, é o que se passa com as redes sociais.

Na quarta, 24 de maio, o médico e secretário de Saúde dos EUA, Vivek Murthy, emitiu um alerta sobre os riscos dessas mídias. O relatório afirma que, apesar de a ciência ainda não ter alcançado consenso a respeito, há fortes indícios de que elas possam prejudicar a saúde física e mental dos mais jovens.

Há pesquisas que mostram que o sistema de recompensa das redes sociais, por meio das chamadas “curtidas”, estimula processos neurológicos similares aos verificados em dependentes químicos; já outras revelam benefícios, como conexão emocional e comunitária entre os jovens.

A falta de consenso leva o relatório americano a pedir por um esforço científico de investigação. Enquanto isso, medidas vão sendo tomadas. Em março, Utah proibiu que menores de 18 anos tenham contas em redes sem a anuência de pais ou responsáveis.

Entretanto, em vez da proibição, especialistas apontam para a importância da educação digital. O objetivo deve ser capacitar crianças e adolescentes para lidarem com a poluição informacional das redes: diferenciar textos opinativos de noticiosos, investigar a veracidade das informações, produzir conteúdos com responsabilidade, proteger a privacidade, reconhecer abusos e buscar ajuda, quando necessário.

Assim, busca-se a redução dos potenciais efeitos nocivos das fake news, do discurso de ódio, da superexposição e do cyberbullying – que podem gerar ou agravar transtornos mentais.

Pela disseminação recente e pelas mudanças provocadas, é natural que o uso das redes sociais gere preocupação e até medo. Mas o conhecimento obtido pela ciência e pela educação é a forma mais sensata de lidar com as adversidades.

(Editorial, Folha de S.Paulo, 25.05.2023. Adaptado)

O editorial deixa claro que a controvérsia em torno do uso das redes sociais reforça

 

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2977499 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Mirassol-SP
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Leia a tira.

Enunciado 2977499-1

(Caco Galhardo, “Daiquiri”. Folha de S.Paulo, 01.05.2023)

Deflagrando o sentido de humor da tira, a frase do último quadrinho permite concluir corretamente que a Dra. Gislaine

 

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2977498 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Mirassol-SP

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.

O selvagem

Saía para a balada todas as noites. Pai e mãe descabelados. Dormia até tarde. Apareceu com uma tatuagem no braço.

– O que é, meu filho? – gemeu a mãe.

– Tribal.

O pai quase teve um infarto. Piorou quando soube que a turminha do prédio estava se reunindo em um apartamento vazio para ouvir música. O porteiro dedurou. Foram expulsos.

A tia comentou:

– Se ao menos ele tivesse uma boa namorada!

Apareceu uma candidata. Tinha piercing nas sobrancelhas e na língua. A mãe tentou se conformar com a escolha.

De noite, na solidão do quarto, o pai se contorcia.

– O que vai ser desse rapaz?

Prestou vestibular. Para surpresa de todos, passou. Dali a alguns meses, anunciou:

– Arrumei trabalho! É voluntário, em uma ONG para proteger meninos de rua.

– Pode ser voluntário porque tem quem o sustente! No meu tempo, eu só pensava em comprar um carro novo! – esbravejou o pai.

Era o caso de chamar um terapeuta. Marcaram consulta. O psicólogo o recebeu em uma sala aconchegante.

– Por que veio aqui?

– Meu pai me mandou. Eu mesmo não tinha a menor vontade. Eles não me entendem.

– Quem sabe você possa me dizer por quê?

– Eu quero qualidade de vida, sabe? Não passar o tempo todo me matando para ter coisas. Quem sabe mais tarde vou morar numa praia... e trabalhar com alguma coisa de que eu goste.

O terapeuta observou as tatuagens, o brinco ousado, a camiseta torta, os cabelos espetados. Atrás da aparência selvagem, reconheceu seu passado. Em sua época, a juventude também fora assim. Com projetos de vida. Teve uma sensação de alegria, porque afinal... a juventude continuava sendo... a juventude.

– O que eu mais quero é dividir a vida com alguém. O mundo anda complicado. Eu queria ter uma relação fixa. Eu só dela, ela só minha! Quem sabe até ter um filho, mais tarde.

Despediu-se do terapeuta com um abraço.

– Qual o problema do meu filho? – quis saber o pai.

– O problema é nosso, que esquecemos como fomos.

Quem disse que os jovens não têm mais sonhos?

(Walcyr Carrasco. Veja SP, 08.06.2005. Adaptado)

Assinale a alternativa cuja frase atende à norma-padrão de concordância verbal.

 

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2977497 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Mirassol-SP

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.

O selvagem

Saía para a balada todas as noites. Pai e mãe descabelados. Dormia até tarde. Apareceu com uma tatuagem no braço.

– O que é, meu filho? – gemeu a mãe.

– Tribal.

O pai quase teve um infarto. Piorou quando soube que a turminha do prédio estava se reunindo em um apartamento vazio para ouvir música. O porteiro dedurou. Foram expulsos.

A tia comentou:

– Se ao menos ele tivesse uma boa namorada!

Apareceu uma candidata. Tinha piercing nas sobrancelhas e na língua. A mãe tentou se conformar com a escolha.

De noite, na solidão do quarto, o pai se contorcia.

– O que vai ser desse rapaz?

Prestou vestibular. Para surpresa de todos, passou. Dali a alguns meses, anunciou:

– Arrumei trabalho! É voluntário, em uma ONG para proteger meninos de rua.

– Pode ser voluntário porque tem quem o sustente! No meu tempo, eu só pensava em comprar um carro novo! – esbravejou o pai.

Era o caso de chamar um terapeuta. Marcaram consulta. O psicólogo o recebeu em uma sala aconchegante.

– Por que veio aqui?

– Meu pai me mandou. Eu mesmo não tinha a menor vontade. Eles não me entendem.

– Quem sabe você possa me dizer por quê?

– Eu quero qualidade de vida, sabe? Não passar o tempo todo me matando para ter coisas. Quem sabe mais tarde vou morar numa praia... e trabalhar com alguma coisa de que eu goste.

O terapeuta observou as tatuagens, o brinco ousado, a camiseta torta, os cabelos espetados. Atrás da aparência selvagem, reconheceu seu passado. Em sua época, a juventude também fora assim. Com projetos de vida. Teve uma sensação de alegria, porque afinal... a juventude continuava sendo... a juventude.

– O que eu mais quero é dividir a vida com alguém. O mundo anda complicado. Eu queria ter uma relação fixa. Eu só dela, ela só minha! Quem sabe até ter um filho, mais tarde.

Despediu-se do terapeuta com um abraço.

– Qual o problema do meu filho? – quis saber o pai.

– O problema é nosso, que esquecemos como fomos.

Quem disse que os jovens não têm mais sonhos?

(Walcyr Carrasco. Veja SP, 08.06.2005. Adaptado)

O sinal indicativo de crase está corretamente empregado na frase da alternativa:

 

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2977496 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Mirassol-SP

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.

O selvagem

Saía para a balada todas as noites. Pai e mãe descabelados. Dormia até tarde. Apareceu com uma tatuagem no braço.

– O que é, meu filho? – gemeu a mãe.

– Tribal.

O pai quase teve um infarto. Piorou quando soube que a turminha do prédio estava se reunindo em um apartamento vazio para ouvir música. O porteiro dedurou. Foram expulsos.

A tia comentou:

– Se ao menos ele tivesse uma boa namorada!

Apareceu uma candidata. Tinha piercing nas sobrancelhas e na língua. A mãe tentou se conformar com a escolha.

De noite, na solidão do quarto, o pai se contorcia.

– O que vai ser desse rapaz?

Prestou vestibular. Para surpresa de todos, passou. Dali a alguns meses, anunciou:

– Arrumei trabalho! É voluntário, em uma ONG para proteger meninos de rua.

– Pode ser voluntário porque tem quem o sustente! No meu tempo, eu só pensava em comprar um carro novo! – esbravejou o pai.

Era o caso de chamar um terapeuta. Marcaram consulta. O psicólogo o recebeu em uma sala aconchegante.

– Por que veio aqui?

– Meu pai me mandou. Eu mesmo não tinha a menor vontade. Eles não me entendem.

– Quem sabe você possa me dizer por quê?

– Eu quero qualidade de vida, sabe? Não passar o tempo todo me matando para ter coisas. Quem sabe mais tarde vou morar numa praia... e trabalhar com alguma coisa de que eu goste.

O terapeuta observou as tatuagens, o brinco ousado, a camiseta torta, os cabelos espetados. Atrás da aparência selvagem, reconheceu seu passado. Em sua época, a juventude também fora assim. Com projetos de vida. Teve uma sensação de alegria, porque afinal... a juventude continuava sendo... a juventude.

– O que eu mais quero é dividir a vida com alguém. O mundo anda complicado. Eu queria ter uma relação fixa. Eu só dela, ela só minha! Quem sabe até ter um filho, mais tarde.

Despediu-se do terapeuta com um abraço.

– Qual o problema do meu filho? – quis saber o pai.

– O problema é nosso, que esquecemos como fomos.

Quem disse que os jovens não têm mais sonhos?

(Walcyr Carrasco. Veja SP, 08.06.2005. Adaptado)

Considere as frases elaboradas com base no texto.

• Decidiram-se por uma consulta com um psicólogo e imediatamente .

• O rapaz estava com um brinco ousado e uma camiseta torta, e o terapeuta com atenção.

• Quanto à juventude, são os sonhos e os projetos de vida que melhor servem para .

De acordo com a norma-padrão de emprego e de colocação dos pronomes, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:

 

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2977495 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Mirassol-SP

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.

O selvagem

Saía para a balada todas as noites. Pai e mãe descabelados. Dormia até tarde. Apareceu com uma tatuagem no braço.

– O que é, meu filho? – gemeu a mãe.

– Tribal.

O pai quase teve um infarto. Piorou quando soube que a turminha do prédio estava se reunindo em um apartamento vazio para ouvir música. O porteiro dedurou. Foram expulsos.

A tia comentou:

– Se ao menos ele tivesse uma boa namorada!

Apareceu uma candidata. Tinha piercing nas sobrancelhas e na língua. A mãe tentou se conformar com a escolha.

De noite, na solidão do quarto, o pai se contorcia.

– O que vai ser desse rapaz?

Prestou vestibular. Para surpresa de todos, passou. Dali a alguns meses, anunciou:

– Arrumei trabalho! É voluntário, em uma ONG para proteger meninos de rua.

– Pode ser voluntário porque tem quem o sustente! No meu tempo, eu só pensava em comprar um carro novo! – esbravejou o pai.

Era o caso de chamar um terapeuta. Marcaram consulta. O psicólogo o recebeu em uma sala aconchegante.

– Por que veio aqui?

– Meu pai me mandou. Eu mesmo não tinha a menor vontade. Eles não me entendem.

– Quem sabe você possa me dizer por quê?

– Eu quero qualidade de vida, sabe? Não passar o tempo todo me matando para ter coisas. Quem sabe mais tarde vou morar numa praia... e trabalhar com alguma coisa de que eu goste.

O terapeuta observou as tatuagens, o brinco ousado, a camiseta torta, os cabelos espetados. Atrás da aparência selvagem, reconheceu seu passado. Em sua época, a juventude também fora assim. Com projetos de vida. Teve uma sensação de alegria, porque afinal... a juventude continuava sendo... a juventude.

– O que eu mais quero é dividir a vida com alguém. O mundo anda complicado. Eu queria ter uma relação fixa. Eu só dela, ela só minha! Quem sabe até ter um filho, mais tarde.

Despediu-se do terapeuta com um abraço.

– Qual o problema do meu filho? – quis saber o pai.

– O problema é nosso, que esquecemos como fomos.

Quem disse que os jovens não têm mais sonhos?

(Walcyr Carrasco. Veja SP, 08.06.2005. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a reescrita da frase – O problema é nosso, que esquecemos como fomos. (22º parágrafo) – apresenta relação de concessão entre as ideias.

 

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