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Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/>. Acesso em: 06 abr.
2023.
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A origem do Bem Viver tem uma importância tão
grande, pois ela chegou para a maior parte de nós, aqui no
Brasil, que temos uma língua, que é o Português, mediada
por uma outra língua, que é o Espanhol ou Castelhano,
fazendo referência a uma prática ancestral dos povos que
viviam nessa cordilheira dos Andes. [...].
Os nossos parentes Quechua e Aymara têm, ambos,
em suas línguas, com pequena diferença de expressão, uma
palavra que é Sumak Kawsai. “O Sumak Kawsai é uma
expressão que nomeia um modo de estar na Terra, um modo
de estar no mundo. Esse modo de estar na Terra tem a ver
com a cosmovisão constituída pela vida das pessoas e de
todos os outros seres que compartilham o ar com a gente,
que bebem água com a gente e que pisam nessa terra junto
com a gente. Esses seres todos, essa constelação de seres,
é que constituem uma cosmovisão”.
Quando tiraram daquela cosmovisão uma ideia
traduzindo para o Espanhol e a chamaram de Buen Vivir, e
depois, para o Português, como Bem Viver, a gente já fez
tantas pontes, que nós nos aproximamos muito mais de uma
coisa que é ocidental. [...]. A política como um motor de uma
atividade onde a economia ia criar uma distribuição da
riqueza a todos, o acesso a tudo, à educação, à saúde, à
infraestrutura, tudo o que um país, ou uma nação imagina
que é necessário para que as pessoas tenham acesso igual
às coisas boas e essenciais para a vida. Ora, isso foi no
contexto da Europa, e a disputa foi tão grande que acabou
sendo abandonada essa perspectiva de bem-estar para todo
mundo e ficou limitada a uns países muito ricos da Europa. E,
de vez em quando, nesses países a ideia do bem-estar fica
comprometida. Isso é só para a gente demarcar a diferença
entre o bem-estar e o Sumak Kausai, ou Buen Vivir, essa
expressão que vem do castelhano. Bem Viver não é
definitivamente ter uma vida folgada. O Bem Viver pode ser
a difícil experiência de manter um equilíbrio entre o que nós
podemos obter da vida, da natureza, e o que nós podemos
devolver. É um equilíbrio, um balanço muito sensível e não é
alguma coisa que a gente acessa por uma decisão pessoal.
KRENAK, Ailton. Caminhos para a cultura do bem viver. 2020, p. 6-9.
[Adaptado].
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A origem do Bem Viver tem uma importância tão
grande, pois ela chegou para a maior parte de nós, aqui no
Brasil, que temos uma língua, que é o Português, mediada
por uma outra língua, que é o Espanhol ou Castelhano,
fazendo referência a uma prática ancestral dos povos que
viviam nessa cordilheira dos Andes. [...].
Os nossos parentes Quechua e Aymara têm, ambos,
em suas línguas, com pequena diferença de expressão, uma
palavra que é Sumak Kawsai. “O Sumak Kawsai é uma
expressão que nomeia um modo de estar na Terra, um modo
de estar no mundo. Esse modo de estar na Terra tem a ver
com a cosmovisão constituída pela vida das pessoas e de
todos os outros seres que compartilham o ar com a gente,
que bebem água com a gente e que pisam nessa terra junto
com a gente. Esses seres todos, essa constelação de seres,
é que constituem uma cosmovisão”.
Quando tiraram daquela cosmovisão uma ideia
traduzindo para o Espanhol e a chamaram de Buen Vivir, e
depois, para o Português, como Bem Viver, a gente já fez
tantas pontes, que nós nos aproximamos muito mais de uma
coisa que é ocidental. [...]. A política como um motor de uma
atividade onde a economia ia criar uma distribuição da
riqueza a todos, o acesso a tudo, à educação, à saúde, à
infraestrutura, tudo o que um país, ou uma nação imagina
que é necessário para que as pessoas tenham acesso igual
às coisas boas e essenciais para a vida. Ora, isso foi no
contexto da Europa, e a disputa foi tão grande que acabou
sendo abandonada essa perspectiva de bem-estar para todo
mundo e ficou limitada a uns países muito ricos da Europa. E,
de vez em quando, nesses países a ideia do bem-estar fica
comprometida. Isso é só para a gente demarcar a diferença
entre o bem-estar e o Sumak Kausai, ou Buen Vivir, essa
expressão que vem do castelhano. Bem Viver não é
definitivamente ter uma vida folgada. O Bem Viver pode ser
a difícil experiência de manter um equilíbrio entre o que nós
podemos obter da vida, da natureza, e o que nós podemos
devolver. É um equilíbrio, um balanço muito sensível e não é
alguma coisa que a gente acessa por uma decisão pessoal.
KRENAK, Ailton. Caminhos para a cultura do bem viver. 2020, p. 6-9.
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A origem do Bem Viver tem uma importância tão
grande, pois ela chegou para a maior parte de nós, aqui no
Brasil, que temos uma língua, que é o Português, mediada
por uma outra língua, que é o Espanhol ou Castelhano,
fazendo referência a uma prática ancestral dos povos que
viviam nessa cordilheira dos Andes. [...].
Os nossos parentes Quechua e Aymara têm, ambos,
em suas línguas, com pequena diferença de expressão, uma
palavra que é Sumak Kawsai. “O Sumak Kawsai é uma
expressão que nomeia um modo de estar na Terra, um modo
de estar no mundo. Esse modo de estar na Terra tem a ver
com a cosmovisão constituída pela vida das pessoas e de
todos os outros seres que compartilham o ar com a gente,
que bebem água com a gente e que pisam nessa terra junto
com a gente. Esses seres todos, essa constelação de seres,
é que constituem uma cosmovisão”.
Quando tiraram daquela cosmovisão uma ideia
traduzindo para o Espanhol e a chamaram de Buen Vivir, e
depois, para o Português, como Bem Viver, a gente já fez
tantas pontes, que nós nos aproximamos muito mais de uma
coisa que é ocidental. [...]. A política como um motor de uma
atividade onde a economia ia criar uma distribuição da
riqueza a todos, o acesso a tudo, à educação, à saúde, à
infraestrutura, tudo o que um país, ou uma nação imagina
que é necessário para que as pessoas tenham acesso igual
às coisas boas e essenciais para a vida. Ora, isso foi no
contexto da Europa, e a disputa foi tão grande que acabou
sendo abandonada essa perspectiva de bem-estar para todo
mundo e ficou limitada a uns países muito ricos da Europa. E,
de vez em quando, nesses países a ideia do bem-estar fica
comprometida. Isso é só para a gente demarcar a diferença
entre o bem-estar e o Sumak Kausai, ou Buen Vivir, essa
expressão que vem do castelhano. Bem Viver não é
definitivamente ter uma vida folgada. O Bem Viver pode ser
a difícil experiência de manter um equilíbrio entre o que nós
podemos obter da vida, da natureza, e o que nós podemos
devolver. É um equilíbrio, um balanço muito sensível e não é
alguma coisa que a gente acessa por uma decisão pessoal.
KRENAK, Ailton. Caminhos para a cultura do bem viver. 2020, p. 6-9.
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O Lixo
Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612.
– É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
[...]
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
- No seu lixo ou no meu?
VERÍSSIMO, Luís Fernando. O analista de Bagé. RJ: Objetiva. 2002.
[Adaptado].
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O Lixo
Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612.
– É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
[...]
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
- No seu lixo ou no meu?
VERÍSSIMO, Luís Fernando. O analista de Bagé. RJ: Objetiva. 2002.
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O Lixo
Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612.
– É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
[...]
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
- No seu lixo ou no meu?
VERÍSSIMO, Luís Fernando. O analista de Bagé. RJ: Objetiva. 2002.
[Adaptado].
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O Lixo
Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612.
– É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
[...]
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
- No seu lixo ou no meu?
VERÍSSIMO, Luís Fernando. O analista de Bagé. RJ: Objetiva. 2002.
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– Fio, fais um zoio de boi lá fora pra nóis.
O menino saiu do rancho com um baixeiro na cabeça e,
no terreiro, debaixo da chuva miúda e continuada,
enfincou o calcanhar na lama, rodou sobre ele o pé,
riscando com o dedão uma circunferência no chão mole
– outra e mais outra. Três círculos entrelaçados, cujos
centros formavam um triângulo equilátero.
Isto era simpatia para fazer estiar. E o menino voltou:
– Pronto, vó.
– O rio já encheu mais? – perguntou ela.
– Chi! tá um mar d’água. Qué vê, espia – e apontou com o
dedo para fora do rancho.
A velha foi até a porta e lançou a vista. Para todo lado
havia água. Somente para o sul, para a várzea, é que
estava mais enxuto, pois o braço do rio aí era pequeno. A
velha voltou para dentro arrastando-se pelo chão, feito
um cachorro, cadela, aliás: era entrevada. Havia vinte anos
apanhara um “ar de estupor” e desde então nunca mais se
valera das pernas, que murcharam e se entorceram.
ÉLIS, Bernardo. Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá. In: SILVA, V. M. T.;
DENÓFRIO, D. F.; TURCHI, M. Z. (orgs). Antologia do conto goiano: volume 1:
dos anos dez aos sessenta. Goiânia: Editora UFG, 2013, p. 99. [Adaptado].
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