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Foram encontradas 75 questões.

368984 Ano: 2017
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
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Na administração municipal, as competências são divididas em privativas (exclusivas ao Município), comuns (Município, Estado e União) e concorrentes (Município X Estado). Analise as assertivas abaixo, assinalando P, para competência privativa, ou C, para competência comum.

( ) Cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiências.

( ) Elaborar o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado.

( ) Proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência.

( ) Elaborar o Orçamento anual, o Plurianual de Investimentos e a Lei de Diretrizes Orçamentárias, com base em planejamento adequado.

( ) Promover os serviços de mercados, feiras, matadouros e armazenagem de cereais.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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368983 Ano: 2017
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
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Buscando assegurar a prevalência dos objetivos sociais, econômicos e ambientais sobre as conveniências de natureza burocrática, os serviços municipais deverão ser permanentemente atualizados mediante algumas ações descritas no Art. 13. São elas:

I. Repressão da hipertrofia das atividades-meio que deverão, sempre que possível, ser organizadas sob a forma de sistemas de trabalho ou fluxos de trabalho.

II. Livre e direta comunicação horizontal entre os diversos órgãos da Administração para troca de informações, esclarecimentos e comunicações.

III. Criação de formulários para comunicação vertical de qualquer assunto, independentemente de sua relevância e urgência, entre os gestores dos diversos órgãos da Administração, os quais devem ser impressos para análise e rubricados após leitura e parecer da pessoa responsável.

IV. Supressão de controles meramente formais e daqueles cujo custo administrativo ou social seja superior aos riscos.

Quais estão INCORRETAS?

 

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368982 Ano: 2017
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
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Com base na Lei acima especificada, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando o título a sua respectiva definição.

Coluna 1


1. Padrão.

2. Carreira.

3. Nível.

4. Grau.

5. Cargo Isolado.

6. Enquadramento.

Coluna 2

( ) Classificação na tabela de salários da evolução dentro do mesmo padrão em função do tempo de serviço no quadro de pessoal de emprego público.

( ) É indicativo da posição vertical do valor de salário do empregado, representado por algarismo, de 1 até 9.

( ) Passagem do empregado, mediante reaproveitamento e/ou redenominação, de um sistema de classificação de emprego para outro instituído e organizado com base nas disposições desta Lei.

( ) Forma de desenvolvimento profissional do empregado dentro da mesma classe ou área de atuação.

( ) Classificação dentro de cada carreira, definida por responsabilidade e nível de formação acadêmica.

( ) Atribuições cometidas ao empregado com características e formação própria de cada emprego.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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368981 Ano: 2017
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
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Analise a seguinte passagem da Lei, com base no Art. 14:

Para a execução de seus programas e planos, a Administração Municipal poderá utilizar-se de recursos colocados a sua disposição por ____________________ ou, mesmo, se consorciar com __________ para a solução de problemas comuns e melhor aproveitamento de recursos _____________, sempre observadas as ________________.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

 

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368980 Ano: 2017
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
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Considerando a Lei nº 2.306/2002, que adota como regime único, aplicáveis aos servidores municipais, o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), assinale a alternativa correta.
 

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368979 Ano: 2017
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
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De acordo com o Art. 6º, existem fundamentos que devem ser obedecidos, em caráter permanente, pela Administração Municipal na realização de suas atividades. São eles:

I. Planejamento e coordenação.

II. Descentralização.

III. Delegação de competências.

IV. Controle e racionalização.

Quais estão corretos?

 

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368978 Ano: 2017
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
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Para responder à questão, considere a Lei nº 2.506/2005.
Otávio ocupa Função de Confiança chefiando um setor na prefeitura. Sobre a função dele, é INCORRETO afirmar que:
 

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368977 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O seu segundo cérebro
Por Alexandre di Santi e Sílvia Lisboa
Quase todo mundo é ansioso. Segundo a Associação Internacional de Controle do Estresse (ISMA), 72% dos trabalhadores brasileiros são estressados. Mais da metade da população está acima do peso e tem problemas de sono – hoje se dorme 1h30 a menos, por noite, que na década de 1990. E nunca houve tanta gente, no mundo, sofrendo de depressão. De onde vêm esses problemas? Cada um deles tem suas próprias causas, mas alguns estudos de publicação recente têm revelado um ponto em comum entre todos eles: a sua barriga.
Dentro do sistema digestivo humano há o que alguns pesquisadores já chamam de “segundo cérebro”, com meio bilhão de neurônios e mais de 30 neurotransmissores (incluindo 50% de toda a dopamina e 90% da serotonina presentes no organismo). Tudo isso existe para controlar uma função essencial do corpo: extrair energia dos alimentos. Contudo, as novas pesquisas estão revelando que não é só isso: os neurônios da barriga podem interferir, sem que você perceba, com o cérebro de cima, o da cabeça, afetando o seu comportamento, as suas emoções e até o seu caráter. E o mais incrível é como eles fazem isso, mas, primeiro: que história é essa de “neurônios da barriga”?
Sem energia, não existe vida. Você precisa dela. E, diferentemente das plantas, que se viram com CO² e luz solar, os animais obtêm energia comendo – e digerindo – outros seres. É um processo fundamental ao seu organismo, mas não é nada simples. Tanto é assim que, ao longo da evolução, animais primitivos – como os vermes de 600 milhões de anos atrás – foram desenvolvendo uma rede de neurônios no sistema digestivo. Lá, eles coordenavam o processamento da comida, que, graças a isso, tornou-se mais sofisticado, ou seja, capaz de extrair energia de mais e mais tipos de alimento. Também desempenhavam outras funções cruciais: detectar e expulsar substâncias tóxicas, evitando que o bicho morresse ao comer algo venenoso. Deu tão certo que a rede de neurônios digestivos foi aumentando e se sofisticando, até chegar ao que, hoje, é conhecido como sistema nervoso entérico (SNE). Ele existe em todos os animais vertebrados e, nos humanos, é uma rede de neurônios que percorre todo o abdômen: são de 6 a 9 metros, começando no esôfago, passando pelo estômago e pelo intestino e indo até o reto (os neurônios ficam numa espécie de “forro”, atrás das mucosas que processam os alimentos). Você já nasce com eles, mas o SNE aprende e evolui com o tempo – o que ajuda a explicar por que os bebês nascem com dificuldade para digerir qualquer coisa, até o leite materno.
Quando você coloca na boca aquela batatinha frita, provavelmente ignora a verdadeira alquimia que está prestes a ocorrer: ao final do processo, a batata será parte de você. Mágico, não? Mas, para que o feitiço ocorra, uma série de processos precisam estar sincronizados. Você pode perguntar: mas, e daí? O sistema digestivo não está fazendo mais que a obrigação, certo? Certo. Só que ele vai além – e graças a uma força que nem humana é. Desde que a ciência descobriu as bactérias (em 1676, pelo holandês Antoine van Leeuvenhoek), a humanidade sempre desprezou, odiou e temeu essas criaturas. Com alguma razão: podem causar infecções mortais. O fato, no entanto, é que as bactérias nem sempre são nocivas ao homem; a maior parte é fundamental para o organismo – tanto que nosso corpo abriga uma enorme quantidade delas. Um homem de 1,70 m e 70 kg, por exemplo, possui aproximadamente 30 trilhões de células humanas, e 39 trilhões de bactérias; ou seja: o seu corpo contém mais células não humanas do que humanas. Essa população de micro-organismos é chamada de microbiota, e grande parte dela vive no sistema digestivo, onde existem 300 espécies de bactérias. Elas moram lá porque, assim como você, precisam de energia para sobreviver: no caso, a comida que você come. Essas bactérias, portanto, são benéficas, já que ajudam na digestão dos alimentos.
Quanto aos neurônios ‘abdominais’, os cientistas ainda estão tentando entender de que forma eles agem sobre o cérebro. Já ficou provado, no entanto, que a barriga realmente pode mandar na cabeça, e – como qualquer pessoa que já teve dor de barriga porque ficou ansiosa sabe – também pode ser influenciada por ela. “Tanto o seu humor pode afetar o aparelho digestivo, quanto o seu aparelho digestivo pode afetar o humor”, diz o médico Carlos Francesconi, professor da UFRGS e especialista em neurogastroenterologia, área da medicina que estuda os neurônios do sistema digestivo. E esses processos são influenciados por bactérias. “Elas exercem um papel regulatório, como se fossem um órgão a mais”, diz Marcio Mancini, chefe do grupo de estudos de obesidade do Hospital das Clínicas da USP.
Há quem acredite que, entendendo a importância das bactérias, aprenderemos a conviver com elas de outra forma e controlá-las usando menos remédios. “Em 20 ou 30 anos, vamos ter um chip implantado no corpo que será lido pelo computador do médico. Ele vai poder analisar o perfil do indivíduo e receitar uma alimentação personalizada para tratar determinadas doenças”, projeta Dan Waitzberg, professor da USP. O jogo da humanidade contra as bactérias pode, no máximo, terminar empatado. Não devemos ceder, mas também não podemos querer exterminá-las. Afinal, elas são parte de nós, aliás, a maior parte.
Fonte: http://super.abril.com.br/saude/seu-segundo-cerebro/
(Acesso em 19/12/2016) – Texto adaptado especialmente para esta prova.
Considere as seguintes propostas de reescrita do período Quanto aos neurônios ‘abdominais’, os cientistas ainda estão tentando entender de que forma eles agem sobre o cérebro.
I. Com relação aos neurônios ‘abdominais’, os cientistas ainda não entenderam que, de alguma forma, eles atuam no cérebro.
II. Os cientistas ainda tentam entender – no tocante aos neurônios ‘abdominais’ – como eles agem sobre o cérebro.
III. O modo como os neurônios ‘abdominais’ agem sobre o cérebro é algo que os cientistas ainda tentam entender.
IV. Segundo os neurônios ‘abdominais’, os cientistas ainda estão tentando entender, como eles afetam o cérebro.
Quais delas preservam a correção gramatical e o sentido original do texto?
 

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368976 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O seu segundo cérebro
Por Alexandre di Santi e Sílvia Lisboa
Quase todo mundo é ansioso. Segundo a Associação Internacional de Controle do Estresse (ISMA), 72% dos trabalhadores brasileiros são estressados. Mais da metade da população está acima do peso e tem problemas de sono hoje se dorme 1h30 a menos, por noite, que na década de 1990. E nunca houve tanta gente, no mundo, sofrendo de depressão. De onde vêm esses problemas? Cada um deles tem suas próprias causas, mas alguns estudos de publicação recente têm revelado um ponto em comum entre todos eles: a sua barriga.
Dentro do sistema digestivo humano há o que alguns pesquisadores já chamam de “segundo cérebro”, com meio bilhão de neurônios e mais de 30 neurotransmissores (incluindo 50% de toda a dopamina e 90% da serotonina presentes no organismo). Tudo isso existe para controlar uma função essencial do corpo: extrair energia dos alimentos. Contudo, as novas pesquisas estão revelando que não é só isso: os neurônios da barriga podem interferir, sem que você perceba, com o cérebro de cima, o da cabeça, afetando o seu comportamento, as suas emoções e até o seu caráter. E o mais incrível é como eles fazem isso, mas, primeiro: que história é essa de “neurônios da barriga”?
Sem energia, não existe vida. Você precisa dela. E, diferentemente das plantas, que se viram com CO² e luz solar, os animais obtêm energia comendo – e digerindo – outros seres. É um processo fundamental ao seu organismo, mas não é nada simples. Tanto é assim que, ao longo da evolução, animais primitivos – como os vermes de 600 milhões de anos atrás – foram desenvolvendo uma rede de neurônios no sistema digestivo. Lá, eles coordenavam o processamento da comida, que, graças a isso, tornou-se mais sofisticado, ou seja, capaz de extrair energia de mais e mais tipos de alimento. Também desempenhavam outras funções cruciais: detectar e expulsar substâncias tóxicas, evitando que o bicho morresse ao comer algo venenoso. Deu tão certo que a rede de neurônios digestivos foi aumentando e se sofisticando, até chegar ao que, hoje, é conhecido como sistema nervoso entérico (SNE). Ele existe em todos os animais vertebrados e, nos humanos, é uma rede de neurônios que percorre todo o abdômen: são de 6 a 9 metros, começando no esôfago, passando pelo estômago e pelo intestino e indo até o reto (os neurônios ficam numa espécie de “forro”, atrás das mucosas que processam os alimentos). Você já nasce com eles, mas o SNE aprende e evolui com o tempo – o que ajuda a explicar por que os bebês nascem com dificuldade para digerir qualquer coisa, até o leite materno.
Quando você coloca na boca aquela batatinha frita, provavelmente ignora a verdadeira alquimia que está prestes a ocorrer: ao final do processo, a batata será parte de você. Mágico, não? Mas, para que o feitiço ocorra, uma série de processos precisam estar sincronizados. Você pode perguntar: mas, e daí? O sistema digestivo não está fazendo mais que a obrigação, certo? Certo. Só que ele vai além – e graças a uma força que nem humana é. Desde que a ciência descobriu as bactérias (em 1676, pelo holandês Antoine van Leeuvenhoek), a humanidade sempre desprezou, odiou e temeu essas criaturas. Com alguma razão: podem causar infecções mortais. O fato, no entanto, é que as bactérias nem sempre são nocivas ao homem; a maior parte é fundamental para o organismo – tanto que nosso corpo abriga uma enorme quantidade delas. Um homem de 1,70 m e 70 kg, por exemplo, possui aproximadamente 30 trilhões de células humanas, e 39 trilhões de bactérias; ou seja: o seu corpo contém mais células não humanas do que humanas. Essa população de micro-organismos é chamada de microbiota, e grande parte dela vive no sistema digestivo, onde existem 300 espécies de bactérias. Elas moram lá porque, assim como você, precisam de energia para sobreviver: no caso, a comida que você come. Essas bactérias, portanto, são benéficas, já que ajudam na digestão dos alimentos.
Quanto aos neurônios ‘abdominais’, os cientistas ainda estão tentando entender de que forma eles agem sobre o cérebro. Já ficou provado, no entanto, que a barriga realmente pode mandar na cabeça, e – como qualquer pessoa que já teve dor de barriga porque ficou ansiosa sabe – também pode ser influenciada por ela. “Tanto o seu humor pode afetar o aparelho digestivo, quanto o seu aparelho digestivo pode afetar o humor”, diz o médico Carlos Francesconi, professor da UFRGS e especialista em neurogastroenterologia, área da medicina que estuda os neurônios do sistema digestivo. E esses processos são influenciados por bactérias. “Elas exercem um papel regulatório, como se fossem um órgão a mais”, diz Marcio Mancini, chefe do grupo de estudos de obesidade do Hospital das Clínicas da USP.
Há quem acredite que, entendendo a importância das bactérias, aprenderemos a conviver com elas de outra forma e controlá-las usando menos remédios. “Em 20 ou 30 anos, vamos ter um chip implantado no corpo que será lido pelo computador do médico. Ele vai poder analisar o perfil do indivíduo e receitar uma alimentação personalizada para tratar determinadas doenças”, projeta Dan Waitzberg, professor da USP. O jogo da humanidade contra as bactérias pode, no máximo, terminar empatado. Não devemos ceder, mas também não podemos querer exterminá-las. Afinal, elas são parte de nós, aliás, a maior parte.
Fonte: http://super.abril.com.br/saude/seu-segundo-cerebro/
(Acesso em 19/12/2016) – Texto adaptado especialmente para esta prova.
Sobre o emprego de sinais de pontuação no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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Questão presente nas seguintes provas
368975 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
Provas:
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O seu segundo cérebro
Por Alexandre di Santi e Sílvia Lisboa
Quase todo mundo é ansioso. Segundo a Associação Internacional de Controle do Estresse (ISMA), 72% dos trabalhadores brasileiros são estressados. Mais da metade da população está acima do peso e tem problemas de sono – hoje se dorme 1h30 a menos, por noite, que na década de 1990. E nunca houve tanta gente, no mundo, sofrendo de depressão. De onde vêm esses problemas? Cada um deles tem suas próprias causas, mas alguns estudos de publicação recente têm revelado um ponto em comum entre todos eles: a sua barriga.
Dentro do sistema digestivo humano há o que alguns pesquisadores já chamam de “segundo cérebro”, com meio bilhão de neurônios e mais de 30 neurotransmissores (incluindo 50% de toda a dopamina e 90% da serotonina presentes no organismo). Tudo isso existe para controlar uma função essencial do corpo: extrair energia dos alimentos. Contudo, as novas pesquisas estão revelando que não é só isso: os neurônios da barriga podem interferir, sem que você perceba, com o cérebro de cima, o da cabeça, afetando o seu comportamento, as suas emoções e até o seu caráter. E o mais incrível é como eles fazem isso, mas, primeiro: que história é essa de “neurônios da barriga”?
Sem energia, não existe vida. Você precisa dela. E, diferentemente das plantas, que se viram com CO² e luz solar, os animais obtêm energia comendo – e digerindo – outros seres. É um processo fundamental ao seu organismo, mas não é nada simples. Tanto é assim que, ao longo da evolução, animais primitivos – como os vermes de 600 milhões de anos atrás – foram desenvolvendo uma rede de neurônios no sistema digestivo. Lá, eles coordenavam o processamento da comida, que, graças a isso, tornou-se mais sofisticado, ou seja, capaz de extrair energia de mais e mais tipos de alimento. Também desempenhavam outras funções cruciais: detectar e expulsar substâncias tóxicas, evitando que o bicho morresse ao comer algo venenoso. Deu tão certo que a rede de neurônios digestivos foi aumentando e se sofisticando, até chegar ao que, hoje, é conhecido como sistema nervoso entérico (SNE). Ele existe em todos os animais vertebrados e, nos humanos, é uma rede de neurônios que percorre todo o abdômen: são de 6 a 9 metros, começando no esôfago, passando pelo estômago e pelo intestino e indo até o reto (os neurônios ficam numa espécie de “forro”, atrás das mucosas que processam os alimentos). Você já nasce com eles, mas o SNE aprende e evolui com o tempo – o que ajuda a explicar por que os bebês nascem com dificuldade para digerir qualquer coisa, até o leite materno.
Quando você coloca na boca aquela batatinha frita, provavelmente ignora a verdadeira alquimia que está prestes a ocorrer: ao final do processo, a batata será parte de você. Mágico, não? Mas, para que o feitiço ocorra, uma série de processos precisam estar sincronizados. Você pode perguntar: mas, e daí? O sistema digestivo não está fazendo mais que a obrigação, certo? Certo. Só que ele vai além – e graças a uma força que nem humana é. Desde que a ciência descobriu as bactérias (em 1676, pelo holandês Antoine van Leeuvenhoek), a humanidade sempre desprezou, odiou e temeu essas criaturas. Com alguma razão: podem causar infecções mortais. O fato, no entanto, é que as bactérias nem sempre são nocivas ao homem; a maior parte é fundamental para o organismo – tanto que nosso corpo abriga uma enorme quantidade delas. Um homem de 1,70 m e 70 kg, por exemplo, possui aproximadamente 30 trilhões de células humanas, e 39 trilhões de bactérias; ou seja: o seu corpo contém mais células não humanas do que humanas. Essa população de micro-organismos é chamada de microbiota, e grande parte dela vive no sistema digestivo, onde existem 300 espécies de bactérias. Elas moram lá porque, assim como você, precisam de energia para sobreviver: no caso, a comida que você come. Essas bactérias, portanto, são benéficas, já que ajudam na digestão dos alimentos.
Quanto aos neurônios ‘abdominais’, os cientistas ainda estão tentando entender de que forma eles agem sobre o cérebro. Já ficou provado, no entanto, que a barriga realmente pode mandar na cabeça, e – como qualquer pessoa que já teve dor de barriga porque ficou ansiosa sabe – também pode ser influenciada por ela. “Tanto o seu humor pode afetar o aparelho digestivo, quanto o seu aparelho digestivo pode afetar o humor”, diz o médico Carlos Francesconi, professor da UFRGS e especialista em neurogastroenterologia, área da medicina que estuda os neurônios do sistema digestivo. E esses processos são influenciados por bactérias. “Elas exercem um papel regulatório, como se fossem um órgão a mais”, diz Marcio Mancini, chefe do grupo de estudos de obesidade do Hospital das Clínicas da USP.
Há quem acredite que, entendendo a importância das bactérias, aprenderemos a conviver com elas de outra forma e controlá-las usando menos remédios. “Em 20 ou 30 anos, vamos ter um chip implantado no corpo que será lido pelo computador do médico. Ele vai poder analisar o perfil do indivíduo e receitar uma alimentação personalizada para tratar determinadas doenças”, projeta Dan Waitzberg, professor da USP. O jogo da humanidade contra as bactérias pode, no máximo, terminar empatado. Não devemos ceder, mas também não podemos querer exterminá-las. Afinal, elas são parte de nós, aliás, a maior parte.
Fonte: http://super.abril.com.br/saude/seu-segundo-cerebro/
(Acesso em 19/12/2016) – Texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas nas seguintes afirmativas sobre fenômenos do vocabulário do texto.
( ) Nas palavras barriga, depressão e tóxicas, há mais letras do que fonemas.
( ) Nos vocábulos qualquer, batatinha e alimento, ocorrem dígrafos.
( ) A palavra neurogastroenterologia é formada por composição; já micro-organismos é formada por derivação prefixal.
( ) Em diferentemente, venenoso e obesidade, aparecem sufixos formadores de advérbio, adjetivo e substantivo, respectivamente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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