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Leia o texto de Walcyr Carrasco para responder às questões de números 11 a 14.
Dias Tortos
É um mistério do trânsito. A pista do lado sempre anda mais que a minha! Pior. Há dias em que todos os semáforos ficam vermelhos quando me aproximo. Sempre quando tenho compromissos inadiáveis.
Passo semanas planejando ir a um restaurante do qual falam de um bacalhau fantástico. Cinquenta minutos de espera. Mal pego o cardápio, o garçom anuncia:
– O bacalhau hoje saiu todo…
Ahhhhhhhhhh! Filas de supermercado também me aterrorizam. Permaneço um tempão à espera. Quando a senhora à minha frente está terminando de passar os produtos, a caixa descobre uma melancia sem preço. Chama um rapaz para verificar. Ele demora horas. Finalmente a melancia é cobrada. A pessoa resolve pagar com cartão de débito. Mas esqueceu a senha. Ou o cartão não passa. Vem o gerente para resolver. E eu espero, espero! Quando chega a minha vez, a mocinha avisa:
– Um instantinho!
É a hora de mudar de caixa! Ela conta moeda por moeda. A substituta troca o carretel de papel. Levanta-se para falar com o gerente. Todos os outros caixas estão vazios! Mas já tirei meus produtos do carrinho! E vai e vem, e vai e vem. Tenho vontade de berrar, mas dou apenas um longo suspiro.
Nas lojas, sempre há um obstáculo. Como uma senhora que pede dez pacotes de presente, todos com lacinhos, enquanto espero! Ou na livraria onde um senhor resolve contar a vida para o caixa, em detalhes!
Há dias que são assim, tortos. Tudo conspira para dar errado. Mas, felizmente, outros são o contrário. Acordo feliz sem saber por quê. Os semáforos estão verdes. Não há filas! A mocinha do caixa sorri e tenho vontade de bater papo com ela! Será coisa do destino?
Será que todos os dias são iguais, com coisas desagradáveis ou não? Serei eu que em alguns dias acho tudo péssimo e em outros, maravilhoso? Talvez seja essa a grande questão!
(VEJA-SP, 30.05.2007. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase do segundo parágrafo está reescrita seguindo a norma-padrão de regência verbal e nominal.
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Leia o texto de Walcyr Carrasco para responder às questões de números 11 a 14.
Dias Tortos
É um mistério do trânsito. A pista do lado sempre anda mais que a minha! Pior. Há dias em que todos os semáforos ficam vermelhos quando me aproximo. Sempre quando tenho compromissos inadiáveis.
Passo semanas planejando ir a um restaurante do qual falam de um bacalhau fantástico. Cinquenta minutos de espera. Mal pego o cardápio, o garçom anuncia:
– O bacalhau hoje saiu todo…
Ahhhhhhhhhh! Filas de supermercado também me aterrorizam. Permaneço um tempão à espera. Quando a senhora à minha frente está terminando de passar os produtos, a caixa descobre uma melancia sem preço. Chama um rapaz para verificar. Ele demora horas. Finalmente a melancia é cobrada. A pessoa resolve pagar com cartão de débito. Mas esqueceu a senha. Ou o cartão não passa. Vem o gerente para resolver. E eu espero, espero! Quando chega a minha vez, a mocinha avisa:
– Um instantinho!
É a hora de mudar de caixa! Ela conta moeda por moeda. A substituta troca o carretel de papel. Levanta-se para falar com o gerente. Todos os outros caixas estão vazios! Mas já tirei meus produtos do carrinho! E vai e vem, e vai e vem. Tenho vontade de berrar, mas dou apenas um longo suspiro.
Nas lojas, sempre há um obstáculo. Como uma senhora que pede dez pacotes de presente, todos com lacinhos, enquanto espero! Ou na livraria onde um senhor resolve contar a vida para o caixa, em detalhes!
Há dias que são assim, tortos. Tudo conspira para dar errado. Mas, felizmente, outros são o contrário. Acordo feliz sem saber por quê. Os semáforos estão verdes. Não há filas! A mocinha do caixa sorri e tenho vontade de bater papo com ela! Será coisa do destino?
Será que todos os dias são iguais, com coisas desagradáveis ou não? Serei eu que em alguns dias acho tudo péssimo e em outros, maravilhoso? Talvez seja essa a grande questão!
(VEJA-SP, 30.05.2007. Adaptado)
Considere as passagens do texto.
• Mas já tirei meus produtos do carrinho! (6º parágrafo)
• Serei eu que em alguns dias acho tudo péssimo e em outros, maravilhoso? (último parágrafo)
É correto afirmar que o emprego do ponto de exclamação e o da vírgula indicam, respectivamente:
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Leia o texto de Walcyr Carrasco para responder às questões de números 11 a 14.
Dias Tortos
É um mistério do trânsito. A pista do lado sempre anda mais que a minha! Pior. Há dias em que todos os semáforos ficam vermelhos quando me aproximo. Sempre quando tenho compromissos inadiáveis.
Passo semanas planejando ir a um restaurante do qual falam de um bacalhau fantástico. Cinquenta minutos de espera. Mal pego o cardápio, o garçom anuncia:
– O bacalhau hoje saiu todo…
Ahhhhhhhhhh! Filas de supermercado também me aterrorizam. Permaneço um tempão à espera. Quando a senhora à minha frente está terminando de passar os produtos, a caixa descobre uma melancia sem preço. Chama um rapaz para verificar. Ele demora horas. Finalmente a melancia é cobrada. A pessoa resolve pagar com cartão de débito. Mas esqueceu a senha. Ou o cartão não passa. Vem o gerente para resolver. E eu espero, espero! Quando chega a minha vez, a mocinha avisa:
– Um instantinho!
É a hora de mudar de caixa! Ela conta moeda por moeda. A substituta troca o carretel de papel. Levanta-se para falar com o gerente. Todos os outros caixas estão vazios! Mas já tirei meus produtos do carrinho! E vai e vem, e vai e vem. Tenho vontade de berrar, mas dou apenas um longo suspiro.
Nas lojas, sempre há um obstáculo. Como uma senhora que pede dez pacotes de presente, todos com lacinhos, enquanto espero! Ou na livraria onde um senhor resolve contar a vida para o caixa, em detalhes!
Há dias que são assim, tortos. Tudo conspira para dar errado. Mas, felizmente, outros são o contrário. Acordo feliz sem saber por quê. Os semáforos estão verdes. Não há filas! A mocinha do caixa sorri e tenho vontade de bater papo com ela! Será coisa do destino?
Será que todos os dias são iguais, com coisas desagradáveis ou não? Serei eu que em alguns dias acho tudo péssimo e em outros, maravilhoso? Talvez seja essa a grande questão!
(VEJA-SP, 30.05.2007. Adaptado)
No último parágrafo, o cronista conclui o texto
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Leia o texto de Walcyr Carrasco para responder às questões de números 11 a 14.
Dias Tortos
É um mistério do trânsito. A pista do lado sempre anda mais que a minha! Pior. Há dias em que todos os semáforos ficam vermelhos quando me aproximo. Sempre quando tenho compromissos inadiáveis.
Passo semanas planejando ir a um restaurante do qual falam de um bacalhau fantástico. Cinquenta minutos de espera. Mal pego o cardápio, o garçom anuncia:
– O bacalhau hoje saiu todo…
Ahhhhhhhhhh! Filas de supermercado também me aterrorizam. Permaneço um tempão à espera. Quando a senhora à minha frente está terminando de passar os produtos, a caixa descobre uma melancia sem preço. Chama um rapaz para verificar. Ele demora horas. Finalmente a melancia é cobrada. A pessoa resolve pagar com cartão de débito. Mas esqueceu a senha. Ou o cartão não passa. Vem o gerente para resolver. E eu espero, espero! Quando chega a minha vez, a mocinha avisa:
– Um instantinho!
É a hora de mudar de caixa! Ela conta moeda por moeda. A substituta troca o carretel de papel. Levanta-se para falar com o gerente. Todos os outros caixas estão vazios! Mas já tirei meus produtos do carrinho! E vai e vem, e vai e vem. Tenho vontade de berrar, mas dou apenas um longo suspiro.
Nas lojas, sempre há um obstáculo. Como uma senhora que pede dez pacotes de presente, todos com lacinhos, enquanto espero! Ou na livraria onde um senhor resolve contar a vida para o caixa, em detalhes!
Há dias que são assim, tortos. Tudo conspira para dar errado. Mas, felizmente, outros são o contrário. Acordo feliz sem saber por quê. Os semáforos estão verdes. Não há filas! A mocinha do caixa sorri e tenho vontade de bater papo com ela! Será coisa do destino?
Será que todos os dias são iguais, com coisas desagradáveis ou não? Serei eu que em alguns dias acho tudo péssimo e em outros, maravilhoso? Talvez seja essa a grande questão!
(VEJA-SP, 30.05.2007. Adaptado)
Com base nas informações do texto, é correto afirmar que o cronista
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Leia um trecho da crônica “História da minha infância”, de Rubem Braga, para responder às questões de números 08 a 10.
Só hoje pego para ler a “História de minha infância”, de Gilberto Amado. E quando reparo, já passou a hora de ir à praia; almoço tarde, sem largar o livro.
Perdi o banho de mar, mas não fez mal: fui com tio Gole tomar banho num poço do Piauitinga, fui ver a baleia, peguei guaiamuns1 em Itaporanga, ouvi cantar a saracura2, montei em carneiro.
Tudo isso é milagre, porque minha infância tem tudo de diferente dessa de Gilberto Amado vivida em Sergipe de outro século – a paisagem, o tempo, os costumes. Fui principalmente um menino de cidade, nascido em cidade, criado em cidade. Mas brincando no rio, no córrego, no morro, passando as férias de junho na roça e as de verão na praia ainda pude aprender o bastante para poder sentir esse livro, me sentir vivendo essa vida em outros tempos, entre outros bichos e árvores e gentes.
(Instituto Moreira Salles. https://cronicabrasileira.org.br/ cronicas/11320/historia-de-minha-infancia. Adaptado)
1 Guaiamuns: espécie de caranguejo.
2 Saracura: tipo de ave.
Com base na norma-padrão de colocação pronominal, está correta a alternativa:
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Leia um trecho da crônica “História da minha infância”, de Rubem Braga, para responder às questões de números 08 a 10.
Só hoje pego para ler a “História de minha infância”, de Gilberto Amado. E quando reparo, já passou a hora de ir à praia; almoço tarde, sem largar o livro.
Perdi o banho de mar, mas não fez mal: fui com tio Gole tomar banho num poço do Piauitinga, fui ver a baleia, peguei guaiamuns1 em Itaporanga, ouvi cantar a saracura2, montei em carneiro.
Tudo isso é milagre, porque minha infância tem tudo de diferente dessa de Gilberto Amado vivida em Sergipe de outro século – a paisagem, o tempo, os costumes. Fui principalmente um menino de cidade, nascido em cidade, criado em cidade. Mas brincando no rio, no córrego, no morro, passando as férias de junho na roça e as de verão na praia ainda pude aprender o bastante para poder sentir esse livro, me sentir vivendo essa vida em outros tempos, entre outros bichos e árvores e gentes.
(Instituto Moreira Salles. https://cronicabrasileira.org.br/ cronicas/11320/historia-de-minha-infancia. Adaptado)
1 Guaiamuns: espécie de caranguejo.
2 Saracura: tipo de ave.
Considere o trecho reescrito com base no segundo parágrafo.
Pela manhã, fui com tio Gole tomar banho no poço do Piauitinga; fui ver a baleia; com destreza peguei vários guaiamuns em Itaporanga; ouvi cantar a saracura e, por pura diversão, montei em carneiro.
Nessa reescrita, encontra-se expressão adverbial de modo em:
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Leia um trecho da crônica “História da minha infância”, de Rubem Braga, para responder às questões de números 08 a 10.
Só hoje pego para ler a “História de minha infância”, de Gilberto Amado. E quando reparo, já passou a hora de ir à praia; almoço tarde, sem largar o livro.
Perdi o banho de mar, mas não fez mal: fui com tio Gole tomar banho num poço do Piauitinga, fui ver a baleia, peguei guaiamuns1 em Itaporanga, ouvi cantar a saracura2, montei em carneiro.
Tudo isso é milagre, porque minha infância tem tudo de diferente dessa de Gilberto Amado vivida em Sergipe de outro século – a paisagem, o tempo, os costumes. Fui principalmente um menino de cidade, nascido em cidade, criado em cidade. Mas brincando no rio, no córrego, no morro, passando as férias de junho na roça e as de verão na praia ainda pude aprender o bastante para poder sentir esse livro, me sentir vivendo essa vida em outros tempos, entre outros bichos e árvores e gentes.
(Instituto Moreira Salles. https://cronicabrasileira.org.br/ cronicas/11320/historia-de-minha-infancia. Adaptado)
1 Guaiamuns: espécie de caranguejo.
2 Saracura: tipo de ave.
Pelo relato do cronista, nota-se que ele
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Brincar: distração e necessidade
Brincadeiras, ainda que vistas como mera distração, desenvolvem várias habilidades, ou seja, brincar é uma necessidade.
“Na interação com outras crianças, é necessário olhar no olho, esperar o outro falar, escutar o que ele tem a dizer e pensar juntos em uma mesma brincadeira”, explica Aline De Rosa, especialista em desenvolvimento infantil.
Segundo a psicopedagoga Neide de Aquino, da PUC de São Paulo, ao brincar, os pequenos aprendem sobre eles mesmos, descobrem em quais atividades têm maior aptidão e em quais sentem mais dificuldade. Eles entram em contato com suas preferências ao descobrir do que gostam ou não de brincar.
Esse autoconhecimento envolve emoções. É comum que, durante uma brincadeira, a criança precise lidar com o sentimento de frustração. Seja porque perdeu em algum jogo ou porque não conseguiu executar determinada brincadeira, mas a frustração pode ser positiva, desde que os pequenos aprendam a superá-la. E os adultos devem ajudar as crianças nessa tarefa.
Não são apenas as crianças que participam das brincadeiras. Pais, responsáveis e cuidadores também devem fazê-lo, mas com prudência. Isso porque a função dos adultos é a de ser um facilitador das brincadeiras, mas sem estimular competição, punir ou fazer comparações. O mais indicado é dar autonomia à criança para que ela decida a forma como vai brincar. “A criança precisa brincar no tempo dela e não no tempo do adulto”, afirma Neide.
Para Aline, “Brincar é aquilo que acontece de forma livre, que a criança determina o que será feito e como será feito”. E isso não é o que acontece com as telas. “As imagens chegam prontas para a criança. Ela não precisa criar, se movimentar, nem se relacionar com nada ou ninguém. Sem nenhum esforço, ela recebe uma enorme carga de prazer.” Esse comportamento pode diminuir a criatividade. “São crianças que podem ver muitos brinquedos na sua frente e não vão saber o que fazer, porque nada é tão fácil quanto olhar para uma tela”, afirma a especialista.
Foi na tentativa de fugir desses efeitos que Stella C. adotou o hábito de passear com o filho, visitando praças, teatros, bibliotecas e exposições. O resultado, conforme ela conta, é que seu filho de 3 anos mal sente falta de televisão, celular e tablets.
Existem várias formas para entreter as crianças longe das telas, mas ensiná-las a lidar com o tédio também pode ajudar. “É importante mostrar que o tédio faz parte da vida e que não é um problema não ter algo para fazer”, diz Aline.
(Guilherme Santiago. https://www.estadao.com.br/saude/por-que-e-importante-propor-brincadeiras-variadas-para-o-desenvolvimento-das-criancas/?utm_source=estadao:mail. Adaptado)
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a ortografia oficial.
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Brincar: distração e necessidade
Brincadeiras, ainda que vistas como mera distração, desenvolvem várias habilidades, ou seja, brincar é uma necessidade.
“Na interação com outras crianças, é necessário olhar no olho, esperar o outro falar, escutar o que ele tem a dizer e pensar juntos em uma mesma brincadeira”, explica Aline De Rosa, especialista em desenvolvimento infantil.
Segundo a psicopedagoga Neide de Aquino, da PUC de São Paulo, ao brincar, os pequenos aprendem sobre eles mesmos, descobrem em quais atividades têm maior aptidão e em quais sentem mais dificuldade. Eles entram em contato com suas preferências ao descobrir do que gostam ou não de brincar.
Esse autoconhecimento envolve emoções. É comum que, durante uma brincadeira, a criança precise lidar com o sentimento de frustração. Seja porque perdeu em algum jogo ou porque não conseguiu executar determinada brincadeira, mas a frustração pode ser positiva, desde que os pequenos aprendam a superá-la. E os adultos devem ajudar as crianças nessa tarefa.
Não são apenas as crianças que participam das brincadeiras. Pais, responsáveis e cuidadores também devem fazê-lo, mas com prudência. Isso porque a função dos adultos é a de ser um facilitador das brincadeiras, mas sem estimular competição, punir ou fazer comparações. O mais indicado é dar autonomia à criança para que ela decida a forma como vai brincar. “A criança precisa brincar no tempo dela e não no tempo do adulto”, afirma Neide.
Para Aline, “Brincar é aquilo que acontece de forma livre, que a criança determina o que será feito e como será feito”. E isso não é o que acontece com as telas. “As imagens chegam prontas para a criança. Ela não precisa criar, se movimentar, nem se relacionar com nada ou ninguém. Sem nenhum esforço, ela recebe uma enorme carga de prazer.” Esse comportamento pode diminuir a criatividade. “São crianças que podem ver muitos brinquedos na sua frente e não vão saber o que fazer, porque nada é tão fácil quanto olhar para uma tela”, afirma a especialista.
Foi na tentativa de fugir desses efeitos que Stella C. adotou o hábito de passear com o filho, visitando praças, teatros, bibliotecas e exposições. O resultado, conforme ela conta, é que seu filho de 3 anos mal sente falta de televisão, celular e tablets.
Existem várias formas para entreter as crianças longe das telas, mas ensiná-las a lidar com o tédio também pode ajudar. “É importante mostrar que o tédio faz parte da vida e que não é um problema não ter algo para fazer”, diz Aline.
(Guilherme Santiago. https://www.estadao.com.br/saude/por-que-e-importante-propor-brincadeiras-variadas-para-o-desenvolvimento-das-criancas/?utm_source=estadao:mail. Adaptado)
Ao brincar, a criança se descobre, pois percebe se está apta ou não realizar determinada atividade. No entanto, quando sua dependência das telas é grande, ela pode se tornar alheia realidade que a cerca. Por isso, os adultos têm de estar atentos todas as variáveis e garantir criança um desenvolvimento pleno e adequado.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por:
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Brincar: distração e necessidade
Brincadeiras, ainda que vistas como mera distração, desenvolvem várias habilidades, ou seja, brincar é uma necessidade.
“Na interação com outras crianças, é necessário olhar no olho, esperar o outro falar, escutar o que ele tem a dizer e pensar juntos em uma mesma brincadeira”, explica Aline De Rosa, especialista em desenvolvimento infantil.
Segundo a psicopedagoga Neide de Aquino, da PUC de São Paulo, ao brincar, os pequenos aprendem sobre eles mesmos, descobrem em quais atividades têm maior aptidão e em quais sentem mais dificuldade. Eles entram em contato com suas preferências ao descobrir do que gostam ou não de brincar.
Esse autoconhecimento envolve emoções. É comum que, durante uma brincadeira, a criança precise lidar com o sentimento de frustração. Seja porque perdeu em algum jogo ou porque não conseguiu executar determinada brincadeira, mas a frustração pode ser positiva, desde que os pequenos aprendam a superá-la. E os adultos devem ajudar as crianças nessa tarefa.
Não são apenas as crianças que participam das brincadeiras. Pais, responsáveis e cuidadores também devem fazê-lo, mas com prudência. Isso porque a função dos adultos é a de ser um facilitador das brincadeiras, mas sem estimular competição, punir ou fazer comparações. O mais indicado é dar autonomia à criança para que ela decida a forma como vai brincar. “A criança precisa brincar no tempo dela e não no tempo do adulto”, afirma Neide.
Para Aline, “Brincar é aquilo que acontece de forma livre, que a criança determina o que será feito e como será feito”. E isso não é o que acontece com as telas. “As imagens chegam prontas para a criança. Ela não precisa criar, se movimentar, nem se relacionar com nada ou ninguém. Sem nenhum esforço, ela recebe uma enorme carga de prazer.” Esse comportamento pode diminuir a criatividade. “São crianças que podem ver muitos brinquedos na sua frente e não vão saber o que fazer, porque nada é tão fácil quanto olhar para uma tela”, afirma a especialista.
Foi na tentativa de fugir desses efeitos que Stella C. adotou o hábito de passear com o filho, visitando praças, teatros, bibliotecas e exposições. O resultado, conforme ela conta, é que seu filho de 3 anos mal sente falta de televisão, celular e tablets.
Existem várias formas para entreter as crianças longe das telas, mas ensiná-las a lidar com o tédio também pode ajudar. “É importante mostrar que o tédio faz parte da vida e que não é um problema não ter algo para fazer”, diz Aline.
(Guilherme Santiago. https://www.estadao.com.br/saude/por-que-e-importante-propor-brincadeiras-variadas-para-o-desenvolvimento-das-criancas/?utm_source=estadao:mail. Adaptado)
Assinale a alternativa cuja frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal.
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