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A síntese de aprendizagens prevista na BNCC para a transição da educação infantil para o ensino fundamental envolve a consolidação de habilidades cognitivas, socioemocionais e motoras adquiridas ao longo dos primeiros anos de vida escolar. Além disso, não se restringe apenas à aquisição de conhecimentos, mas também engloba a consolidação de habilidades socioemocionais, a preparação para novos desafios e a continuidade de um percurso educacional rico e significativo para cada criança. Neste contexto, os campos de experiências constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural. A síntese de aprendizagem “respeitar e expressar sentimentos e emoções” pertence ao campo de experiência:
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Quando as crianças brincam, se observa a satisfação que elas experimentam ao participar das atividades. Sinais de alegria, risos, certa excitação são componentes desse prazer, embora a contribuição do brincar vá bem mais além de impulsos parciais. A criança consegue conjugar seu mundo de fantasia com a realidade, transitando, livremente, de uma situação com a outra. Há uma ação psicofísica na consecução dos objetivos: no ato de brincar, a criança procura cumprir sua proposição. Considerando a abrangência desses aspectos, as atividades lúdicas infantis oferecem uma fonte para estudos em diferentes direções e abordagens. Na abordagem antropológica,
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A educação infantil é a primeira etapa da educação básica, destinada a crianças de zero a cinco anos. Essa fase é fundamental para o desenvolvimento integral, valorizando o brincar, a interação social e o estímulo ao pensamento criativo. Por meio de práticas pedagógicas adequadas, a educação infantil promove o crescimento emocional, cognitivo, físico e social, preparando as crianças para as próximas etapas educacionais e para a vida em sociedade. Os estudos e contribuições da psicologia e de renomados educadores tiveram um impacto significativo na educação infantil, moldando profundamente as práticas pedagógicas e a compreensão do desenvolvimento infantil. Suas teorias e abordagens inovadoras revolucionaram a forma como entendemos e atuamos na educação das crianças pequenas. Relacione adequadamente as contribuições descritas a seguir.
I. Enfatizava a importância do brincar e da atividade lúdica no desenvolvimento integral das crianças. Seu conceito de Kindergarten introduziu o uso de atividades baseadas em jogos e materiais educativos específicos, como os blocos de construção, valorizando a exploração, a criatividade e a expressão individual das crianças.
II. Trouxe uma visão revolucionária ao destacar a construção ativa do conhecimento pelas crianças. Sua teoria evidencia a necessidade de experiências desafiadoras e de resolução de problemas para promover o desenvolvimento intelectual.
III. Defendia a ideia de que as crianças possuem uma capacidade inata para aprender e se desenvolver. Seu método valoriza a autonomia e a independência das crianças, utilizando um ambiente preparado e materiais educativos específicos para promover a aprendizagem autodirigida, a concentração e o desenvolvimento integral da criança.
IV. Propôs uma abordagem prática e centrada no aluno, incentivando a expressão criativa e o trabalho colaborativo. Introduziu métodos como a imprensa na escola, diários de classe e correspondência entre alunos, enfatizando a comunicação, a liberdade de expressão e a importância do trabalho manual e intelectual.
A sequência está correta em
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A concepção de educação infantil como complementar à ação da família permanece na Lei e dialoga com o que está proposto nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a educação infantil, uma vez que a necessidade de compartilhamento da educação e do cuidado da criança entre famílias e instituições se configura como um dos princípios da educação infantil. Isso porque, para além de complementar, a educação infantil de qualidade propicia o desenvolvimento, a aprendizagem e o usufruto pela criança de uma infância plena, repleta de experiências enriquecedoras que passam a constituí-la como ser humano. Sendo a educação infantil um direito, na medida em que a pré-escola se torna obrigatória, essa passa a ser
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- Educação InfantilO Cuidar na Educação Infantil
- Temas Educacionais PedagógicosGestão DemocráticaGestão democrática na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)
No Brasil, a partir da Constituição de 1988 e da promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) em 1996, houve um avanço significativo na compreensão da educação infantil como parte do sistema educacional, estabelecendo a sua responsabilidade como etapa inicial da educação básica e garantindo a qualidade do atendimento às crianças pequenas. Isso representa uma mudança na perspectiva, migrando da assistência para uma abordagem mais educacional e integrada no cuidado e desenvolvimento das crianças na primeira infância. Neste contexto, a frase “educando se cuida e cuidando se educa” pode ser compreendida como:
I. Sugere que o ato de cuidar, de estar atento às necessidades dos educandos, também é uma forma de educar. Ao oferecer um ambiente seguro, acolhedor e atencioso, os educadores estão ensinando valores, promovendo autonomia, construindo relações de confiança e modelando comportamentos positivos. A partir desse cuidado, os alunos aprendem sobre empatia, responsabilidade, respeito mútuo e como interagir de maneira saudável com os outros.
II. Ressalta a independência entre educação e cuidado, destacando que ambos são essenciais para o desenvolvimento integral dos indivíduos. A prática educativa deve incorporar a transmissão de conhecimento, e, quando a criança for carente, também a preocupação com o bem-estar e o desenvolvimento global dos alunos, reconhecendo a importância do cuidado nas situações de risco para a criança.
III. Enfatiza a importância de cuidar do aluno enquanto indivíduo em sua totalidade. Isso significa não apenas fornecer informações acadêmicas, mas também se preocupar com seu bem-estar emocional, físico e social. Educar vai além do ensino formal, envolvendo atenção às condições de saúde, segurança, respeito às emoções e ao desenvolvimento integral do educando.
Está correto o que se afirma em
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O conceito de infância tem passado por uma evolução ao longo da história, sendo influenciado por diferentes contextos culturais, sociais e históricos. Anteriormente, a ideia de infância não era reconhecida como uma fase distinta da vida, e as crianças eram frequentemente consideradas como pequenos adultos, inseridas desde cedo em atividades laborais e responsabilidades semelhantes às dos mais velhos. Ao longo do tempo, houve uma transformação significativa na percepção da infância. O Iluminismo, por exemplo, trouxe mudanças importantes ao defender a ideia de que as crianças deveriam ser protegidas e educadas de maneira adequada, reconhecendo a singularidade dessa fase do desenvolvimento humano. Com isso, gradualmente, surgiu a noção de que as crianças mereciam cuidado, educação e atenção específicos, diferenciando-se dos adultos em suas necessidades e direitos. Considerando a evolução do conceito de infância e da família, analise as afirmativas a seguir.
I. A partir de meados do século XVII, a criança assumiu lugar central dentro da família ocidental. Nesse contexto, houve o surgimento da escola, o que antes acontecia em ambientes particulares, isto é, era ensinado pelo pedagogo em casas e para algumas crianças apenas. A criança passou a estudar em uma instituição de ensino devido à influência das transformações sociais introduzidas pelas novas formas de organização política, econômica e social.
II. A partir do século XVIII que os pais passaram a se preocupar com a educação escolar de seus filhos, começando a enviá-los a colégios distantes, nos quais permaneciam em pensionatos particulares ou na casa de seus mestres, com o intuito de receber educação. Os pais preferiam enviá-los à escola a ficar com eles em casa. Porém, essa escolarização “não afetou uma vasta parcela da população infantil, que continuou a ser educada segundo as antigas práticas de aprendizagem”. As meninas permaneceram sendo educadas em casa, ou na casa de parentes, vizinhos, ou outros.
III. Um marco histórico que contribuiu para a efetividade familiar foi, no século XIX, a Revolução Industrial e a migração de grandes contingentes populacionais para os centros urbanos, surgindo, a partir daí, o controle da natalidade, com as famílias passando a ter menos filhos, fazendo com que essa redução do número de filhos aproximasse mais os pais dos filhos e o surgimento da afetividade, até então inexistente. Esse sentimento se protagonizou nos séculos seguintes, tendo a solidariedade e a sensibilidade dos familiares proporcionando uma ligação afetiva de abnegação e desambição nos meios familiares.
IV. Atualmente, a família é vista como um “sistema inserido numa diversidade de contextos e constituído por pessoas que compartilham sentimentos e valores formando laços de interesses, solidariedade e reciprocidade, com especificidade e funcionamento próprios”, assumindo, portanto, uma instituição que difere daquela configuração de pai, mãe e filhos.
Está correto o que se afirma em
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A linguagem precisa ser aprendida. Apesar de nascermos com o aparato fonador, é o emprego social que favorece essa aprendizagem. Assim, aprendemos a língua portuguesa porque nascemos aqui, pois se tivéssemos nascido na Espanha, aprenderíamos espanhol. Empregamos a própria linguagem para ensinar a linguagem. A primeira aprendizagem sobre a língua acontece na interação da mãe ou da figura de mãe com o recém-nascido. No convívio social, a criança aprende a língua, a linguagem informal e desenvolve a fala. Na escola, aprende a linguagem formal e os aspectos formais da língua. Observa-se, portanto, que a linguagem humana possui duas características evidentes: sua flexibilidade e sua versatilidade, que são percebidas por meio de propriedades:
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A primeira etapa da educação básica, a educação infantil, é o início e o fundamento do processo educacional. A entrada na creche ou na pré-escola significa, na maioria das vezes, a primeira separação das crianças dos seus vínculos afetivos e familiares para se incorporarem a uma situação de socialização estruturada. Já o ensino fundamental, com nove anos de duração, é a etapa mais longa da educação básica, atendendo estudantes entre 6 e 14 anos. Há, portanto, crianças e adolescentes que, ao longo desse período, passam por uma série de mudanças relacionadas a aspectos físicos, cognitivos, afetivos, sociais, emocionais, dentre outros. Como já indicado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino fundamental de nove anos, essas mudanças impõem desafios à elaboração de currículos para essa etapa de escolarização, de modo a superar as rupturas que ocorrem na passagem não somente entre as etapas da educação básica, mas também entre as duas fases do ensino fundamental: anos iniciais e anos finais. “A BNCC , ao valorizar as situações lúdicas de aprendizagem, aponta para a necessária . Tal articulação precisa prever tanto a dessas experiências quanto o desenvolvimento, pelos alunos, mundo, novas possibilidades de ler e formular hipóteses sobre os fenômenos, de testá-las, de refutá-las, de elaborar conclusões, em uma atitude ativa na construção de conhecimentos.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
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Além da escola de massa, outra novidade da sociedade moderna é que, aos poucos, os imperativos da educação pública, ou seja, fora do espaço doméstico-familiar, foram se estendendo para crianças mais novas, antes dos sete anos de idade. Além das escolas, foram criados também os jardins de infância, as escolas maternais e as creches para os bebês, ou para aquelas crianças que ainda estavam em fase de amamentação. Ao recuperarmos a história do atendimento educacional brasileiro para crianças menores de 6-7 anos, é fundamental salientar as especificidades que marcaram a gênese das instituições que hoje compreendem o que chamamos de Educação Infantil.
I. As primeiras creches no Brasil surgiram no início do século XX, inicialmente vinculadas a iniciativas filantrópicas e assistencialistas.
II. A criação das creches no Brasil estava diretamente relacionada à necessidade de atender às mães trabalhadoras, principalmente durante os períodos de industrialização.
III. A Constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996 fortaleceram a concepção das creches como espaços de cuidados, reconhecendo a importância da atenção básica nesta fase.
IV. Tanto da creche quanto da pré-escola, verificamos que as justificativas para sua criação nem sempre coincidem com os argumentos em favor da escola para ensinar as primeiras letras.
V. As creches brasileiras surgem no início do século XIX através do reconhecimento de seu lugar em uma educação metodizada para o ensino das habilidades próprias para alfabetização.
Está correto o que se afirma em
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Na contemporaneidade, a estrutura familiar assume diversas formas, refletindo as transformações sociais, culturais e econômicas vivenciadas ao longo do tempo. Os diferentes tipos de família estão relacionados à oficialização ou não da união de casais, à presença ou não de um dos pais e a outros fatores que influenciam essa organização. A família é entendida como um grupo de pessoas unidas por um laço afetivo. Desse modo, existem diversos tipos, que variam de acordo com sua constituição e organização, não apenas moldando o tecido social, mas também impactando diretamente no ambiente educacional, exigindo das instituições de ensino uma compreensão mais ampla e sensível às diferentes configurações familiares. Diante da diversidade de arranjos familiares, podemos afirmar que:
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