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3985543
Ano: 2025
Disciplina: Direito Cultural, Desportivo e da Comunicação
Banca: FURG
Orgão: Pref. Rodeio Bonito-RS
Disciplina: Direito Cultural, Desportivo e da Comunicação
Banca: FURG
Orgão: Pref. Rodeio Bonito-RS
Provas:
A Lei n.º 8.313/1991 instituiu o Programa Nacional de
Apoio à Cultura (Pronac) e estabeleceu mecanismos de
incentivo fiscal para fomentar a produção cultural no
Brasil. A legislação define segmentos específicos que
podem ser contemplados, prevê instrumentos de
transparência e monitoramento, e tem sido objeto de
debates sobre seus efeitos na distribuição regional dos
recursos. Considerando as características dessa política
pública, é correto afirmar que:
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O cálculo do déficit habitacional no Brasil, adotado
oficialmente pelo Ministério das Cidades, considera
múltiplos componentes que expressam diferentes
dimensões da inadequação habitacional. A análise
desses dados revela não apenas a magnitude do
problema, mas também suas especificidades regionais e
os fatores que mais contribuem para sua composição.
Considerando a metodologia e os resultados dos
estudos sobre déficit habitacional, é correto afirmar que:
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A posição do Brasil como grande exportador de
commodities agrícolas insere o país em uma dinâmica
específica da divisão internacional do trabalho. Embora o
desempenho do setor agropecuário gere superávits
comerciais expressivos, analistas apontam fragilidades
estruturais nesse modelo de inserção econômica global.
Considerando as características e os desafios da
participação brasileira no mercado mundial de
commodities, é correto afirmar que:
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Ave recém-descoberta no Acre tem comportamento
semelhante ao de espécie extinta há três séculos e
também pode desaparecer
[...] Quando finalmente conseguiram observá-la, entre
expedições realizadas de 2024 _______ 2025, o
encontro foi tão inesperado quanto desconcertante : a
ave surgiu caminhando tranquilamente pelo sub-bosque,
sem demonstrar reação _________ presença humana.
Em vários momentos, alguns indivíduos chegaram a se
aproximar da equipe. [...]
Assim como o dodô era restrito _______ ilhas Maurício,
o tinamu vive apenas na parte alta da Serra do Divisor,
uma cadeia montanhosa isolada na fronteira entre Brasil
e Peru. A região é pouco estudada e reúne espécies
adaptadas ________ micro-habitats muito específicos.
[...]
O topo da serra é o limite de sobrevivência da espécie.
Se a temperatura aumentar, o regime de chuvas mudar
ou a vegetação se alterar, não haverá áreas mais altas
para onde o tinamu possa se deslocar.
"O habitat que ela vive e a altitude são áreas que são
mais vulneráveis a alterações de temperatura [...] se a
temperatura da terra aumentar como vem acontecendo,
________ médio prazo pode ocasionar a extinção da
espécie. [...]", frisou Ricardo Plácido, pesquisador que
participou da descoberta. [...]
Para os cientistas, o destino do dodô serve de alerta:
ignorar o risco pode acelerar o desaparecimento de mais
uma espécie que evoluiu isolada, sem predadores
naturais, e hoje é ameaçada por um conjunto de fatores.
(Disponível em:
https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2025/12/06/ave-recem-descobertano-acre-tem-comportamento-semelhante-ao-de-especie-extinta-ha-tres
-seculos-e-tambem-pode-desaparecer.ghtml. Acesso em: 06 dez. 2025. Adaptado.)
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Ave recém-descoberta no Acre tem comportamento
semelhante ao de espécie extinta há três séculos e
também pode desaparecer
[...] Quando finalmente conseguiram observá-la, entre
expedições realizadas de 2024 _______ 2025, o
encontro foi tão inesperado quanto desconcertante : a
ave surgiu caminhando tranquilamente pelo sub-bosque,
sem demonstrar reação _________ presença humana.
Em vários momentos, alguns indivíduos chegaram a se
aproximar da equipe. [...]
Assim como o dodô era restrito _______ ilhas Maurício,
o tinamu vive apenas na parte alta da Serra do Divisor,
uma cadeia montanhosa isolada na fronteira entre Brasil
e Peru. A região é pouco estudada e reúne espécies
adaptadas ________ micro-habitats muito específicos.
[...]
O topo da serra é o limite de sobrevivência da espécie.
Se a temperatura aumentar, o regime de chuvas mudar
ou a vegetação se alterar, não haverá áreas mais altas
para onde o tinamu possa se deslocar.
"O habitat que ela vive e a altitude são áreas que são
mais vulneráveis a alterações de temperatura [...] se a
temperatura da terra aumentar como vem acontecendo,
________ médio prazo pode ocasionar a extinção da
espécie. [...]", frisou Ricardo Plácido, pesquisador que
participou da descoberta. [...]
Para os cientistas, o destino do dodô serve de alerta:
ignorar o risco pode acelerar o desaparecimento de mais
uma espécie que evoluiu isolada, sem predadores
naturais, e hoje é ameaçada por um conjunto de fatores.
(Disponível em:
https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2025/12/06/ave-recem-descobertano-acre-tem-comportamento-semelhante-ao-de-especie-extinta-ha-tres
-seculos-e-tambem-pode-desaparecer.ghtml. Acesso em: 06 dez. 2025. Adaptado.)
I.No título, a palavra "recém-descoberta", tem hífen obrigatório porque é uma palavra composta, por justaposição, tendo como um dos elementos de composição a palavra "recém".
II.O uso do hífen na formação da palavra "sub-bosque" está correto e se justifica porque o hífen separa as letras "b" do prefixo e da palavra-base.
III.A palavra "micro-habitats" precisa do hífen na sua formação porque a palavra que segue ao prefixo micro- se inicia com "h".
IV.A palavra "desconcertante", que significa "estar em desarmonia, em desacordo", foi escrita de modo equivocado no texto. O correto seria "desconsertante".
É correto o que se afirma em:
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No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das
Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na
qual a preservação e restauração ambiental foram temas
recorrentes, o Censo revela que praticamente dois em
cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área
pública.
O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez
que nas áreas fora das favelas, a proporção de
moradores em ruas sem árvores recua para três em
cada dez habitantes (31%). [...]
Para fazer a análise, o IBGE contou o número de árvores
de ao menos 1,70 metro em vias públicas. Ou seja, não
entra na conta a vegetação em quintais, por exemplo. O
instituto considera como vias os becos, vielas,
escadarias, palafitas, entre outros locais. Ao fazer
comparações, o IBGE leva em conta apenas a
população dos 656 municípios que têm registro de
existência de favelas.
Nas favelas de Belém, cidade que sediou a COP30 em
novembro, 65,2% dos moradores não tinham árvore na
frente de casa, marca superior à da média nacional
(64,6%).
O chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE,
Filipe Borsani, faz relação direta entre a importância de
arborização e a qualidade de vida.
"A arborização, de fato, é variável importante, ainda mais
no momento de aquecimento global, a arborização tem a
ver com conforto térmico, com melhor condição do
ambiente urbano", avalia.
(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/doisem-cada-tres-habitantes-de-favela-moram-em-vias-sem-arvores.
Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
Primeira coluna: regras de uso da vírgula
1.A vírgula é empregada para separar orações ou termos coordenados sem a utilização de conectivo. 2.A vírgula é empregada para indicar um aposto explicativo. 3.A vírgula é empregada para separar o adjunto adverbial deslocado.
Segunda coluna: aplicações
(__)"Ao fazer comparações, o IBGE leva em conta apenas a população dos 656 municípios que têm registro de existência de favelas."
(__)"O instituto considera como vias os becos, vielas, escadarias, palafitas, entre outros locais."
(__)"O chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Filipe Borsani, faz relação direta entre a importância de arborização e a qualidade de vida."
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
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No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das
Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na
qual a preservação e restauração ambiental foram temas
recorrentes, o Censo revela que praticamente dois em
cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área
pública.
O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez
que nas áreas fora das favelas, a proporção de
moradores em ruas sem árvores recua para três em
cada dez habitantes (31%). [...]
Para fazer a análise, o IBGE contou o número de árvores
de ao menos 1,70 metro em vias públicas. Ou seja, não
entra na conta a vegetação em quintais, por exemplo. O
instituto considera como vias os becos, vielas,
escadarias, palafitas, entre outros locais. Ao fazer
comparações, o IBGE leva em conta apenas a
população dos 656 municípios que têm registro de
existência de favelas.
Nas favelas de Belém, cidade que sediou a COP30 em
novembro, 65,2% dos moradores não tinham árvore na
frente de casa, marca superior à da média nacional
(64,6%).
O chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE,
Filipe Borsani, faz relação direta entre a importância de
arborização e a qualidade de vida.
"A arborização, de fato, é variável importante, ainda mais
no momento de aquecimento global, a arborização tem a
ver com conforto térmico, com melhor condição do
ambiente urbano", avalia.
(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/doisem-cada-tres-habitantes-de-favela-moram-em-vias-sem-arvores.
Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
"No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na qual a preservação e restauração ambiental foram temas recorrentes , o Censo revela que praticamente dois em cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área pública.
O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez que nas áreas fora das favelas, a proporção de moradores em ruas sem árvores recua para três em cada dez habitantes (31%). [...]"
(__)Tanto o verbo "ser" quanto o substantivo e o adjetivo em "foram temas recorrentes" apresentam concordância correta, uma vez que se referem ao sujeito composto "a preservação e restauração ambiental".
(__)A concordância do verbo "morar" está correta e foi feita em relação a "dois". Se a construção fosse "um em cada três habitantes", o verbo deveria estar no singular.
(__)A palavra "fora", no segundo parágrafo, apresenta concordância nominal inadequada, pois deveria estar no plural, concordando com o substantivo "áreas".
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das
Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na
qual a preservação e restauração ambiental foram temas
recorrentes, o Censo revela que praticamente dois em
cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área
pública.
O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez
que nas áreas fora das favelas, a proporção de
moradores em ruas sem árvores recua para três em
cada dez habitantes (31%). [...]
Para fazer a análise, o IBGE contou o número de árvores
de ao menos 1,70 metro em vias públicas. Ou seja, não
entra na conta a vegetação em quintais, por exemplo. O
instituto considera como vias os becos, vielas,
escadarias, palafitas, entre outros locais. Ao fazer
comparações, o IBGE leva em conta apenas a
população dos 656 municípios que têm registro de
existência de favelas.
Nas favelas de Belém, cidade que sediou a COP30 em
novembro, 65,2% dos moradores não tinham árvore na
frente de casa, marca superior à da média nacional
(64,6%).
O chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE,
Filipe Borsani, faz relação direta entre a importância de
arborização e a qualidade de vida.
"A arborização, de fato, é variável importante, ainda mais
no momento de aquecimento global, a arborização tem a
ver com conforto térmico, com melhor condição do
ambiente urbano", avalia.
(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/doisem-cada-tres-habitantes-de-favela-moram-em-vias-sem-arvores.
Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
I.O IBGE estabeleceu critérios para a pesquisa a respeito da arborização em favelas, entre eles: considerar vias públicas com, no mínimo 1,70 metros de extensão; não são contabilizadas as árvores em quintais; e são analisados apenas municípios que têm registro de existência de favelas.
II.De acordo com o Censo, as vias externas às favelas são mais arborizadas do que as vias públicas dentro das favelas. Isso demonstra que a desigualdade se instaura também na arborização dos espaços das cidades.
III.A qualidade de vida da população tem relação direta com a arborização das cidades, uma vez que as árvores são responsáveis por promover conforto térmico, por exemplo, em lugares quentes. Isso permite ao leitor inferir que as populações que vivem nas favelas estão mais suscetíveis às consequências do aquecimento global, tendo, por exemplo, um ambiente urbano mais quente.
É correto o que se afirma em:
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'Acham que temos que esperar a morte', diz diretora
de Livros Restantes , filme que desafia o etarismo
Filme retrata aposentada que redescobre vida viajando,
valoriza diversidade catarinense e celebra cinema
nacional
O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros
Restantes , parte da pergunta: "Existe idade para parar
de viver?". A provocação acompanha a personagem Ana
Catarina, uma mulher aposentada que decide deixar a
cidade onde viveu a vida inteira para viajar, como explica
a diretora Márcia Paraíso. Para ela, a história confronta o
etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a
existência das mulheres.
"Existe essa coisa da sociedade, do etarismo, de achar
que chegamos em um momento em que temos que
esperar a morte chegar, ou que determina um espaço
para nós, ou que deixamos de ser visíveis. Esse lugar
que nos colocam, especialmente as mulheres", afirma
[...].
Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma
decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de
amigos décadas atrás. Algumas dedicatórias ainda
preservavam significado; outras, não mais. Fraga conta
que o roteiro a tocou profundamente. "O Livros
Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo
de maturidade também, de coisas que eu tenho
pensado. Eu vejo lá esse poder que o cinema tem, horas
em que eu estou servindo a personagem, mas estou
completamente ali dentro", relata.
Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em
Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente
da obra de Paraíso. A diretora destaca o desafio de
retratar Santa Catarina para além dos estereótipos de
um estado "rico, branco e conservador".
"Eu tinha muito preconceito com o estado porque o que
eu conhecia de Santa Catarina era o que me venderam
sobre Santa Catarina. Mas é o estado da Antonieta de
Barros [primeira mulher negra brasileira a assumir um
mandato popular]; onde o Movimento [dos Trabalhadores
Rurais] Sem Terra é extremamente organizado; produziu
um poeta como Cruz e Sousa. Eu gostaria muito que o
filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem
uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil
não conhece", explicou.
O elenco conta também com o ator Augusto Madeira,
que celebra o momento do audiovisual brasileiro após
anos de retrocessos. "[...] Ainda precisamos melhorar,
mas estamos muito mais fortes. Então, isso nada mais é
que o reflexo de anos e anos de uma política cultural
incentivada, contínua", avalia.
Fraga acrescenta, por fim, que "o cinema é, para um
país, o maior veículo de comunicação daquela cultura, daquele país para o mundo. Eu nunca fui para a China,
toda a China que eu sei dentro de mim é pelo cinema. O
cinema é o veículo de uma nação. Ele é uma coisa muito
impressionantemente eficaz nesse sentido de ter a
identidade de uma nação".
(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2025/12/05/acham-que-temos-que-esp
erar-a-morte-diz-diretora-de-livros-restantes-filme-que-desafia-o-etaris
mo/. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
O primeiro parágrafo do texto tem o seguinte início: O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros Restantes, parte da pergunta: "Existe idade para parar de viver?"
Nos trechos a seguir, extraídos do texto, analise se as palavras destacadas indicam uma progressão referencial. Tenha o texto como um todo como base para a análise.
I."Na produção , antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás."
II."Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente da obra de Paraíso".
III."Fraga conta que o roteiro a tocou profundamente".
É um caso de coesão referencial o que se apresenta em:
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'Acham que temos que esperar a morte', diz diretora
de Livros Restantes , filme que desafia o etarismo
Filme retrata aposentada que redescobre vida viajando,
valoriza diversidade catarinense e celebra cinema
nacional
O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros
Restantes , parte da pergunta: "Existe idade para parar
de viver?". A provocação acompanha a personagem Ana
Catarina, uma mulher aposentada que decide deixar a
cidade onde viveu a vida inteira para viajar, como explica
a diretora Márcia Paraíso. Para ela, a história confronta o
etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a
existência das mulheres.
"Existe essa coisa da sociedade, do etarismo, de achar
que chegamos em um momento em que temos que
esperar a morte chegar, ou que determina um espaço
para nós, ou que deixamos de ser visíveis. Esse lugar
que nos colocam, especialmente as mulheres", afirma
[...].
Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma
decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de
amigos décadas atrás. Algumas dedicatórias ainda
preservavam significado; outras, não mais. Fraga conta
que o roteiro a tocou profundamente. "O Livros
Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo
de maturidade também, de coisas que eu tenho
pensado. Eu vejo lá esse poder que o cinema tem, horas
em que eu estou servindo a personagem, mas estou
completamente ali dentro", relata.
Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em
Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente
da obra de Paraíso. A diretora destaca o desafio de
retratar Santa Catarina para além dos estereótipos de
um estado "rico, branco e conservador".
"Eu tinha muito preconceito com o estado porque o que
eu conhecia de Santa Catarina era o que me venderam
sobre Santa Catarina. Mas é o estado da Antonieta de
Barros [primeira mulher negra brasileira a assumir um
mandato popular]; onde o Movimento [dos Trabalhadores
Rurais] Sem Terra é extremamente organizado; produziu
um poeta como Cruz e Sousa. Eu gostaria muito que o
filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem
uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil
não conhece", explicou.
O elenco conta também com o ator Augusto Madeira,
que celebra o momento do audiovisual brasileiro após
anos de retrocessos. "[...] Ainda precisamos melhorar,
mas estamos muito mais fortes. Então, isso nada mais é
que o reflexo de anos e anos de uma política cultural
incentivada, contínua", avalia.
Fraga acrescenta, por fim, que "o cinema é, para um
país, o maior veículo de comunicação daquela cultura, daquele país para o mundo. Eu nunca fui para a China,
toda a China que eu sei dentro de mim é pelo cinema. O
cinema é o veículo de uma nação. Ele é uma coisa muito
impressionantemente eficaz nesse sentido de ter a
identidade de uma nação".
(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2025/12/05/acham-que-temos-que-esp
erar-a-morte-diz-diretora-de-livros-restantes-filme-que-desafia-o-etaris
mo/. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
I.No título da reportagem, optou-se por citar o trecho de uma fala da diretora do filme, marcada pelas aspas simples. Na sequência, tem-se um subtítulo que cumpre sua função, ampliando o que foi apresentado pelo título.
II.A reflexão construída no texto possibilita ao leitor concluir que o filme aborda dois temas centrais: o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres. Esses temas não são estanques ou tratados isoladamente, mas estão interligados e postos em diálogo no filme.
III.Livros Restantes teve como maior locação de filmagem um bairro de Florianópolis, capital de Santa Catarina, e filmá-lo foi um desafio para a diretora, uma vez que ela buscou retratar o estado para além do lugar-comum como ele é conhecido.
É correto o que se afirma em:
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