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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Ser mentalmente flexível: habilidade essencial no século XXI

O historiador israelense Yuval Noah Harari é uma das mentes mais brilhantes da atualidade.

Ele esteve no Brasil em novembro de 2019 participando de congressos e de diversas entrevistas.

Nas palavras dele, “pela primeira vez na História não fazemos ideia de como estará o mercado

de trabalho daqui a 30 anos e de que habilidades as pessoas precisarão. Por toda a História,

prever o futuro tem sido difícil, é claro – o que vai acontecer na política, e assim por diante – mas

no tocante __ habilidades básicas de que as pessoas precisam, a mudança era muito mais lenta,

então você sabia o que ensinar __ próxima geração. Mas agora não fazemos ideia sobre quais

habilidades as pessoas vão precisar em 2040 ou 2050. A única coisa de que temos certeza é que

elas vão precisar continuar aprendendo e continuar se reinventando por toda a vida. Não é uma

questão de aprender uma profissão aos 20 e poucos anos e trabalhar naquela profissão pelo resto

da vida. Não. Você terá que mudar várias vezes”. E continua: “portanto, o mais importante é

como ensinar às pessoas que elas devem continuar mudando por toda a vida. E isso é

extremamente importante e extremamente difícil, porque mudanças são estressantes e,

especialmente após certa idade, as pessoas não gostam de ficar mudando repetidas vezes. Mas

no século XXI isso será uma necessidade. Portanto, esse é um insight vital: você não deve se

concentrar numa habilidade em particular, por exemplo, ‘vamos ensinar às pessoas como

programar computadores’ ou ‘vamos ensinar chinês às pessoas’. Precisamos ensinar as pessoas

a serem mentalmente flexíveis”.

Harari conta bastante em seus livros sobre a evolução tecnológica e o desenvolvimento da

Inteligência Artificial. Tudo isso já está tornando as mudanças muito mais aceleradas e a

obsolecência de alguns empregos e serviços uma realidade. Se você não buscar essa flexibilidade

mental, infelizmente, será passado para trás. Achei bem importante ele tocar no assunto das

pessoas que evitam a todo custo as mudanças, pelo fato de estas serem estressantes e

desafiadoras. Mas, convenhamos, a vida é desafiadora! Ao contrário do que muitos pensam, isso

é uma coisa boa, pois de certa forma nos força a sair da inércia, incitando-nos a muitas vezes

despertarmos potenciais que estão adormecidos dentro da gente.

No mundo atual, uma pergunta que deve estar presente com relação ao nosso trabalho é:

“esse trabalho continuará sendo importante, sendo relevante, tendo demanda nos próximos 20,

30, 40 anos?”. Certamente essa é uma pergunta difícil, porém necessária. Aqueles trabalhos

voltados a atividades mecânicas repetitivas ou que envolvam softwares que estão em

desenvolvimento, quem trabalha com eles precisa ficar bastante antenado para a possibilidade

de ser substituído pelas máquinas ou softwares ultra-avançados. Quando o Harari fala em

aprender, é lógico que ele está falando também em estudar. O estudo não necessariamente

precisa estar vinculado a uma faculdade, universidade ou curso técnico. Você pode aprender por

meio, inclusive, de tutoriais na internet ou cursos online.

Percebo a existência de um movimento global no qual os contratantes estão vendo cada

vez mais os indivíduos para além dos seus currículos, mas analisando também suas habilidades

sociais, comunicacionais, emocionais, etc. Diria que essa mente flexível é como a mente de uma

criança, que é ávida pela aprendizagem, por saber como as coisas funcionam, como desvendar

os grandes mistérios. No século XXI, mais do que nunca precisamos ter esse olhar curioso, essa

vontade de aprender mais e mais a cada dia. Os grandes educadores costumam dizer isso, as

crianças têm essa curiosidade inata e, à medida que vão crescendo, vão deixando que ela

arrefeça por conta de uma série de fatores, sendo um deles o medo de errar, o medo de falhar.

Mas pense! Como podemos aprender algo novo sem errar, sem ter dificuldades?

A flexibilidade é uma postura que envolve a humildade de saber que se é um eterno

aprendiz e que se desconhece bem mais coisas do que se conhece. Essa é a dinâmica da vida,

um eterno mergulho no desconhecido, dia após dia, ano após ano. Torna-se salutar ver de forma

positiva a flexibilidade mental, pois ela é, na realidade, uma bela virtude

(Disponível em https://www.contioutra.com/ser-mentalmente-flexivel-habilidade-essencial-no-seculo-xxi/– texto adaptado especialmente para esta prova.)

A locução conjuntiva “à medida que” (l. 42), em destaque no texto, exprime a ideia de:
 

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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Ser mentalmente flexível: habilidade essencial no século XXI


O historiador israelense Yuval Noah Harari é uma das mentes mais brilhantes da atualidade.

Ele esteve no Brasil em novembro de 2019 participando de congressos e de diversas entrevistas.

Nas palavras dele, “pela primeira vez na História não fazemos ideia de como estará o mercado

de trabalho daqui a 30 anos e de que habilidades as pessoas precisarão. Por toda a História,

prever o futuro tem sido difícil, é claro – o que vai acontecer na política, e assim por diante – mas

no tocante __ habilidades básicas de que as pessoas precisam, a mudança era muito mais lenta,

então você sabia o que ensinar __ próxima geração. Mas agora não fazemos ideia sobre quais

habilidades as pessoas vão precisar em 2040 ou 2050. A única coisa de que temos certeza é que

elas vão precisar continuar aprendendo e continuar se reinventando por toda a vida. Não é uma

questão de aprender uma profissão aos 20 e poucos anos e trabalhar naquela profissão pelo resto

da vida. Não. Você terá que mudar várias vezes”. E continua: “portanto, o mais importante é

como ensinar às pessoas que elas devem continuar mudando por toda a vida. E isso é

extremamente importante e extremamente difícil, porque mudanças são estressantes e,

especialmente após certa idade, as pessoas não gostam de ficar mudando repetidas vezes. Mas

no século XXI isso será uma necessidade. Portanto, esse é um insight vital: você não deve se

concentrar numa habilidade em particular, por exemplo, ‘vamos ensinar às pessoas como

programar computadores’ ou ‘vamos ensinar chinês às pessoas’. Precisamos ensinar as pessoas

a serem mentalmente flexíveis”.

Harari conta bastante em seus livros sobre a evolução tecnológica e o desenvolvimento da

Inteligência Artificial. Tudo isso já está tornando as mudanças muito mais aceleradas e a

obsolecência de alguns empregos e serviços uma realidade. Se você não buscar essa flexibilidade

mental, infelizmente, será passado para trás. Achei bem importante ele tocar no assunto das

pessoas que evitam a todo custo as mudanças, pelo fato de estas serem estressantes e

desafiadoras. Mas, convenhamos, a vida é desafiadora! Ao contrário do que muitos pensam, isso

é uma coisa boa, pois de certa forma nos força a sair da inércia, incitando-nos a muitas vezes

despertarmos potenciais que estão adormecidos dentro da gente.

No mundo atual, uma pergunta que deve estar presente com relação ao nosso trabalho é:

“esse trabalho continuará sendo importante, sendo relevante, tendo demanda nos próximos 20,

30, 40 anos?”. Certamente essa é uma pergunta difícil, porém necessária. Aqueles trabalhos

voltados a atividades mecânicas repetitivas ou que envolvam softwares que estão em

desenvolvimento, quem trabalha com eles precisa ficar bastante antenado para a possibilidade

de ser substituído pelas máquinas ou softwares ultra-avançados. Quando o Harari fala em

aprender, é lógico que ele está falando também em estudar. O estudo não necessariamente

precisa estar vinculado a uma faculdade, universidade ou curso técnico. Você pode aprender por

meio, inclusive, de tutoriais na internet ou cursos online.

Percebo a existência de um movimento global no qual os contratantes estão vendo cada

vez mais os indivíduos para além dos seus currículos, mas analisando também suas habilidades

sociais, comunicacionais, emocionais, etc. Diria que essa mente flexível é como a mente de uma

criança, que é ávida pela aprendizagem, por saber como as coisas funcionam, como desvendar

os grandes mistérios. No século XXI, mais do que nunca precisamos ter esse olhar curioso, essa

vontade de aprender mais e mais a cada dia. Os grandes educadores costumam dizer isso, as

crianças têm essa curiosidade inata e, à medida que vão crescendo, vão deixando que ela

arrefeça por conta de uma série de fatores, sendo um deles o medo de errar, o medo de falhar.

Mas pense! Como podemos aprender algo novo sem errar, sem ter dificuldades?

A flexibilidade é uma postura que envolve a humildade de saber que se é um eterno

aprendiz e que se desconhece bem mais coisas do que se conhece. Essa é a dinâmica da vida,

um eterno mergulho no desconhecido, dia após dia, ano após ano. Torna-se salutar ver de forma

positiva a flexibilidade mental, pois ela é, na realidade, uma bela virtude

(Disponível em https://www.contioutra.com/ser-mentalmente-flexivel-habilidade-essencial-no-seculo-xxi/– texto adaptado especialmente para esta prova.)

No excerto “Diria que essa mente flexível é como a mente de uma criança, que é ávida pela aprendizagem, por saber como as coisas funcionam, como desvendar os grandes mistérios”, a primeira vírgula foi empregada para separar:
 

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Uma das raivas mais nocivas – a que não se expressa

Em Psicologia, a raiva é estudada como um dos sentimentos primários, ou seja, que está

presente em todo e qualquer ser humano desde os seus primeiros anos de vida. É um sentimento

que através do autoconhecimento pode ser bastante diluido, porém, jamais sanado na

totalidade. Aliás, fuja das pessoas que afirmam dominarem suas emoções ao ponto de nunca

sentirem raiva. Quem afirma isso está carimbando com categoria uma imensa falta de

autoconhecimento.

Você sabia que uma das raivas mais nocivas é aquela que não se expressa? Muitas vezes

passamos por situações nas quais somos injustiçados, ou que tentam invadir nossa

individualidade, ou que de forma cruel tentam nos humilhar, ou praticar bullying, etc. Nesse tipo

de situação, é extremamente comum a pessoa que foi prejudicada ficar com tanto medo, com

tanta insegurança, que trava completamente e não expressa a raiva que está sentindo

internamente. Muitos terapeutas utilizam a metáfora da panela de pressão, ou seja, a pressão

sobe, sobe e sobe, podendo chegar a um ponto tal que estoura e joga o que está em seu interior

para todos os lados de uma forma desmedida.

Pessoas que são muito tímidas, retraídas, inseguras e que têm dificuldade de expressar

suas emoções são as que mais sofrem em relação a tudo isso. Elas são as mais suscetíveis a

desenvolverem quadros de depressão, de ansiedade generalizada, de pânico, ou a motivarem o

surgimento de doenças psicossomáticas diversas (principalmente as doenças de pele). Todos

nós sabemos que a pele é o maior órgão do nosso corpo e que ele representa o nível mais

externo de proteção. É através da pele que interagimos com o mundo, com as pessoas, com a

natureza, com os alimentos e por aí vai. A raiva mal trabalhada é manifestada muitas vezes na

forma de doenças de pele, incluindo as chamadas autoimunes (que são produzidas de dentro

pra fora, sem uma causa exterior clara, como, por exemplo, um vírus ou bactéria). É

interessante esse raciocínio! Pela psicossomatização, quando alguém nos fere de alguma

maneira, seja por palavras agressivas, seja por descaso, por ameaças, etc., o corpo às vezes

entende isso quase como se fosse um corte na pele, ou uma queimadura na pele.

Quando a raiva não é expressa e fica guardada na pessoa podem surgir doenças como

psoríase, urticária, lúpus, vitiligo, acnes em excesso, furúnculos e por aí vai. Essas e outras

manifestações são como se a pele estivesse lhe dizendo: “estou com medo de ser ainda mais

ferida, ainda mais machucada”. Estou procurando colocar da forma mais didática possível para

que você compreenda facilmente a profundidade de tudo isso! Ao contrário do que muitos

pensam, as doenças não são más, não são um castigo, não são provações para que paguemos

nossos pecados. Essas concepções são todas invenções e crenças antigas que foram passadas

de geração em geração até os dias de hoje. Entenda que as doenças são sinalisadores. Elas

aparecem para nos dizer assim: “olhe esse ponto da sua vida que precisa de melhorias, que

precisa de curas”.

Talvez você me pergunte: “mas como conseguir essa cura?”. Existem vários caminhos e

posso lhe garantir que o desenvolvimento da autoconfiança, que, por sua vez, se dá pelo

autoconhecimento, é chave de ouro para que a raiva não fique presa dentro de você. A

autoconfiança é você sentir que quando está sendo injustiçado, maltratado, humilhado,

desprezado, etc., você diz “parou!” e não permite que nada disso tire sua paz, tire você do seu

eixo, do seu equilíbrio.

Concluo esse texto com o seguinte conselho: trabalhe o seu autoconhecimento! Leia,

estude, assista a bons vídeos, filmes, séries, converse com pessoas que têm mais experiência

de vida, faça algum tipo de terapia… Tudo que estiver ao seu alcance para que você seja a cada

dia mais equilibrado é o caminho para a felicidade, realização e plenitude. Expresse os seus

sentimentos da forma mais sincera possível, inclusive a raiva, e, dessa forma, você estará

fazendo mais do que um favor a si mesmo. Estará contribuindo para com o equilíbrio de todos

ao seu redor.

(Disponível em https://www.contioutra.com/uma-das-raivas-mais-nocivas-a-que-nao-se-expressa/ –texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa que mostra uma palavra retirada do texto em que NÃO há encontro consonantal.
 

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Ser mentalmente flexível: habilidade essencial no século XXI


O historiador israelense Yuval Noah Harari é uma das mentes mais brilhantes da atualidade.

Ele esteve no Brasil em novembro de 2019 participando de congressos e de diversas entrevistas.

Nas palavras dele, “pela primeira vez na História não fazemos ideia de como estará o mercado

de trabalho daqui a 30 anos e de que habilidades as pessoas precisarão. Por toda a História,

prever o futuro tem sido difícil, é claro – o que vai acontecer na política, e assim por diante – mas

no tocante __ habilidades básicas de que as pessoas precisam, a mudança era muito mais lenta,

então você sabia o que ensinar __ próxima geração. Mas agora não fazemos ideia sobre quais

habilidades as pessoas vão precisar em 2040 ou 2050. A única coisa de que temos certeza é que

elas vão precisar continuar aprendendo e continuar se reinventando por toda a vida. Não é uma

questão de aprender uma profissão aos 20 e poucos anos e trabalhar naquela profissão pelo resto

da vida. Não. Você terá que mudar várias vezes”. E continua: “portanto, o mais importante é

como ensinar às pessoas que elas devem continuar mudando por toda a vida. E isso é

extremamente importante e extremamente difícil, porque mudanças são estressantes e,

especialmente após certa idade, as pessoas não gostam de ficar mudando repetidas vezes. Mas

no século XXI isso será uma necessidade. Portanto, esse é um insight vital: você não deve se

concentrar numa habilidade em particular, por exemplo, ‘vamos ensinar às pessoas como

programar computadores’ ou ‘vamos ensinar chinês às pessoas’. Precisamos ensinar as pessoas

a serem mentalmente flexíveis”.

Harari conta bastante em seus livros sobre a evolução tecnológica e o desenvolvimento da

Inteligência Artificial. Tudo isso já está tornando as mudanças muito mais aceleradas e a

obsolecência de alguns empregos e serviços uma realidade. Se você não buscar essa flexibilidade

mental, infelizmente, será passado para trás. Achei bem importante ele tocar no assunto das

pessoas que evitam a todo custo as mudanças, pelo fato de estas serem estressantes e

desafiadoras. Mas, convenhamos, a vida é desafiadora! Ao contrário do que muitos pensam, isso

é uma coisa boa, pois de certa forma nos força a sair da inércia, incitando-nos a muitas vezes

despertarmos potenciais que estão adormecidos dentro da gente.

No mundo atual, uma pergunta que deve estar presente com relação ao nosso trabalho é:

“esse trabalho continuará sendo importante, sendo relevante, tendo demanda nos próximos 20,

30, 40 anos?”. Certamente essa é uma pergunta difícil, porém necessária. Aqueles trabalhos

voltados a atividades mecânicas repetitivas ou que envolvam softwares que estão em

desenvolvimento, quem trabalha com eles precisa ficar bastante antenado para a possibilidade

de ser substituído pelas máquinas ou softwares ultra-avançados. Quando o Harari fala em

aprender, é lógico que ele está falando também em estudar. O estudo não necessariamente

precisa estar vinculado a uma faculdade, universidade ou curso técnico. Você pode aprender por

meio, inclusive, de tutoriais na internet ou cursos online.

Percebo a existência de um movimento global no qual os contratantes estão vendo cada

vez mais os indivíduos para além dos seus currículos, mas analisando também suas habilidades

sociais, comunicacionais, emocionais, etc. Diria que essa mente flexível é como a mente de uma

criança, que é ávida pela aprendizagem, por saber como as coisas funcionam, como desvendar

os grandes mistérios. No século XXI, mais do que nunca precisamos ter esse olhar curioso, essa

vontade de aprender mais e mais a cada dia. Os grandes educadores costumam dizer isso, as

crianças têm essa curiosidade inata e, à medida que vão crescendo, vão deixando que ela

arrefeça por conta de uma série de fatores, sendo um deles o medo de errar, o medo de falhar.

Mas pense! Como podemos aprender algo novo sem errar, sem ter dificuldades?

A flexibilidade é uma postura que envolve a humildade de saber que se é um eterno

aprendiz e que se desconhece bem mais coisas do que se conhece. Essa é a dinâmica da vida,

um eterno mergulho no desconhecido, dia após dia, ano após ano. Torna-se salutar ver de forma

positiva a flexibilidade mental, pois ela é, na realidade, uma bela virtude

(Disponível em https://www.contioutra.com/ser-mentalmente-flexivel-habilidade-essencial-no-seculo-xxi/– texto adaptado especialmente para esta prova.)

Na oração “Harari conta bastante em seus livros sobre a evolução tecnológica e o desenvolvimento da Inteligência Artificial”, o item sublinhado cumpre, sintaticamente, a função de:
 

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1968972 Ano: 2020
Disciplina: Educação Artística
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Santo Augusto-RS
Provas:
O vitral foi um elemento arquitetônico muito característico na arte do estilo:
 

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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Ser mentalmente flexível: habilidade essencial no século XXI


O historiador israelense Yuval Noah Harari é uma das mentes mais brilhantes da atualidade.

Ele esteve no Brasil em novembro de 2019 participando de congressos e de diversas entrevistas.

Nas palavras dele, “pela primeira vez na História não fazemos ideia de como estará o mercado

de trabalho daqui a 30 anos e de que habilidades as pessoas precisarão. Por toda a História,

prever o futuro tem sido difícil, é claro – o que vai acontecer na política, e assim por diante – mas

no tocante __ habilidades básicas de que as pessoas precisam, a mudança era muito mais lenta,

então você sabia o que ensinar __ próxima geração. Mas agora não fazemos ideia sobre quais

habilidades as pessoas vão precisar em 2040 ou 2050. A única coisa de que temos certeza é que

elas vão precisar continuar aprendendo e continuar se reinventando por toda a vida. Não é uma

questão de aprender uma profissão aos 20 e poucos anos e trabalhar naquela profissão pelo resto

da vida. Não. Você terá que mudar várias vezes”. E continua: “portanto, o mais importante é

como ensinar às pessoas que elas devem continuar mudando por toda a vida. E isso é

extremamente importante e extremamente difícil, porque mudanças são estressantes e,

especialmente após certa idade, as pessoas não gostam de ficar mudando repetidas vezes. Mas

no século XXI isso será uma necessidade. Portanto, esse é um insight vital: você não deve se

concentrar numa habilidade em particular, por exemplo, ‘vamos ensinar às pessoas como

programar computadores’ ou ‘vamos ensinar chinês às pessoas’. Precisamos ensinar as pessoas

a serem mentalmente flexíveis”.

Harari conta bastante em seus livros sobre a evolução tecnológica e o desenvolvimento da

Inteligência Artificial. Tudo isso já está tornando as mudanças muito mais aceleradas e a

obsolecência de alguns empregos e serviços uma realidade. Se você não buscar essa flexibilidade

mental, infelizmente, será passado para trás. Achei bem importante ele tocar no assunto das

pessoas que evitam a todo custo as mudanças, pelo fato de estas serem estressantes e

desafiadoras. Mas, convenhamos, a vida é desafiadora! Ao contrário do que muitos pensam, isso

é uma coisa boa, pois de certa forma nos força a sair da inércia, incitando-nos a muitas vezes

despertarmos potenciais que estão adormecidos dentro da gente.

No mundo atual, uma pergunta que deve estar presente com relação ao nosso trabalho é:

“esse trabalho continuará sendo importante, sendo relevante, tendo demanda nos próximos 20,

30, 40 anos?”. Certamente essa é uma pergunta difícil, porém necessária. Aqueles trabalhos

voltados a atividades mecânicas repetitivas ou que envolvam softwares que estão em

desenvolvimento, quem trabalha com eles precisa ficar bastante antenado para a possibilidade

de ser substituído pelas máquinas ou softwares ultra-avançados. Quando o Harari fala em

aprender, é lógico que ele está falando também em estudar. O estudo não necessariamente

precisa estar vinculado a uma faculdade, universidade ou curso técnico. Você pode aprender por

meio, inclusive, de tutoriais na internet ou cursos online.

Percebo a existência de um movimento global no qual os contratantes estão vendo cada

vez mais os indivíduos para além dos seus currículos, mas analisando também suas habilidades

sociais, comunicacionais, emocionais, etc. Diria que essa mente flexível é como a mente de uma

criança, que é ávida pela aprendizagem, por saber como as coisas funcionam, como desvendar

os grandes mistérios. No século XXI, mais do que nunca precisamos ter esse olhar curioso, essa

vontade de aprender mais e mais a cada dia. Os grandes educadores costumam dizer isso, as

crianças têm essa curiosidade inata e, à medida que vão crescendo, vão deixando que ela

arrefeça por conta de uma série de fatores, sendo um deles o medo de errar, o medo de falhar.

Mas pense! Como podemos aprender algo novo sem errar, sem ter dificuldades?

A flexibilidade é uma postura que envolve a humildade de saber que se é um eterno

aprendiz e que se desconhece bem mais coisas do que se conhece. Essa é a dinâmica da vida,

um eterno mergulho no desconhecido, dia após dia, ano após ano. Torna-se salutar ver de forma

positiva a flexibilidade mental, pois ela é, na realidade, uma bela virtude

(Disponível em https://www.contioutra.com/ser-mentalmente-flexivel-habilidade-essencial-no-seculo-xxi/– texto adaptado especialmente para esta prova.)

As linhas tracejadas situadas no primeiro parágrafo são, correta e respectivamente, preenchidas com:
 

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Ser mentalmente flexível: habilidade essencial no século XXI

O historiador israelense Yuval Noah Harari é uma das mentes mais brilhantes da atualidade.

Ele esteve no Brasil em novembro de 2019 participando de congressos e de diversas entrevistas.

Nas palavras dele, “pela primeira vez na História não fazemos ideia de como estará o mercado

de trabalho daqui a 30 anos e de que habilidades as pessoas precisarão. Por toda a História,

prever o futuro tem sido difícil, é claro – o que vai acontecer na política, e assim por diante – mas

no tocante __ habilidades básicas de que as pessoas precisam, a mudança era muito mais lenta,

então você sabia o que ensinar __ próxima geração. Mas agora não fazemos ideia sobre quais

habilidades as pessoas vão precisar em 2040 ou 2050. A única coisa de que temos certeza é que

elas vão precisar continuar aprendendo e continuar se reinventando por toda a vida. Não é uma

questão de aprender uma profissão aos 20 e poucos anos e trabalhar naquela profissão pelo resto

da vida. Não. Você terá que mudar várias vezes”. E continua: “portanto, o mais importante é

como ensinar às pessoas que elas devem continuar mudando por toda a vida. E isso é

extremamente importante e extremamente difícil, porque mudanças são estressantes e,

especialmente após certa idade, as pessoas não gostam de ficar mudando repetidas vezes. Mas

no século XXI isso será uma necessidade. Portanto, esse é um insight vital: você não deve se

concentrar numa habilidade em particular, por exemplo, ‘vamos ensinar às pessoas como

programar computadores’ ou ‘vamos ensinar chinês às pessoas’. Precisamos ensinar as pessoas

a serem mentalmente flexíveis”.

Harari conta bastante em seus livros sobre a evolução tecnológica e o desenvolvimento da

Inteligência Artificial. Tudo isso já está tornando as mudanças muito mais aceleradas e a

obsolecência de alguns empregos e serviços uma realidade. Se você não buscar essa flexibilidade

mental, infelizmente, será passado para trás. Achei bem importante ele tocar no assunto das

pessoas que evitam a todo custo as mudanças, pelo fato de estas serem estressantes e

desafiadoras. Mas, convenhamos, a vida é desafiadora! Ao contrário do que muitos pensam, isso

é uma coisa boa, pois de certa forma nos força a sair da inércia, incitando-nos a muitas vezes

despertarmos potenciais que estão adormecidos dentro da gente.

No mundo atual, uma pergunta que deve estar presente com relação ao nosso trabalho é:

“esse trabalho continuará sendo importante, sendo relevante, tendo demanda nos próximos 20,

30, 40 anos?”. Certamente essa é uma pergunta difícil, porém necessária. Aqueles trabalhos

voltados a atividades mecânicas repetitivas ou que envolvam softwares que estão em

desenvolvimento, quem trabalha com eles precisa ficar bastante antenado para a possibilidade

de ser substituído pelas máquinas ou softwares ultra-avançados. Quando o Harari fala em

aprender, é lógico que ele está falando também em estudar. O estudo não necessariamente

precisa estar vinculado a uma faculdade, universidade ou curso técnico. Você pode aprender por

meio, inclusive, de tutoriais na internet ou cursos online.

Percebo a existência de um movimento global no qual os contratantes estão vendo cada

vez mais os indivíduos para além dos seus currículos, mas analisando também suas habilidades

sociais, comunicacionais, emocionais, etc. Diria que essa mente flexível é como a mente de uma

criança, que é ávida pela aprendizagem, por saber como as coisas funcionam, como desvendar

os grandes mistérios. No século XXI, mais do que nunca precisamos ter esse olhar curioso, essa

vontade de aprender mais e mais a cada dia. Os grandes educadores costumam dizer isso, as

crianças têm essa curiosidade inata e, à medida que vão crescendo, vão deixando que ela

arrefeça por conta de uma série de fatores, sendo um deles o medo de errar, o medo de falhar.

Mas pense! Como podemos aprender algo novo sem errar, sem ter dificuldades?

A flexibilidade é uma postura que envolve a humildade de saber que se é um eterno

aprendiz e que se desconhece bem mais coisas do que se conhece. Essa é a dinâmica da vida,

um eterno mergulho no desconhecido, dia após dia, ano após ano. Torna-se salutar ver de forma

positiva a flexibilidade mental, pois ela é, na realidade, uma bela virtude

(Disponível em https://www.contioutra.com/ser-mentalmente-flexivel-habilidade-essencial-no-seculo-xxi/– texto adaptado especialmente para esta prova.)

Sobre a grafia de termos localizados no texto, considere as seguintes afirmações: I. “obsolecência” (l. 21) está escrito corretamente. II. “trás” (l. 22) está escrito incorretamente, pois o correto é escrever “traz”. III. “ultra-avançados” (l. 32) está escrito corretamente. Quais estão corretas?
 

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Uma das raivas mais nocivas – a que não se expressa

Em Psicologia, a raiva é estudada como um dos sentimentos primários, ou seja, que está

presente em todo e qualquer ser humano desde os seus primeiros anos de vida. É um sentimento

que através do autoconhecimento pode ser bastante diluido, porém, jamais sanado na

totalidade. Aliás, fuja das pessoas que afirmam dominarem suas emoções ao ponto de nunca

sentirem raiva. Quem afirma isso está carimbando com categoria uma imensa falta de

autoconhecimento.

Você sabia que uma das raivas mais nocivas é aquela que não se expressa? Muitas vezes

passamos por situações nas quais somos injustiçados, ou que tentam invadir nossa

individualidade, ou que de forma cruel tentam nos humilhar, ou praticar bullying, etc. Nesse tipo

de situação, é extremamente comum a pessoa que foi prejudicada ficar com tanto medo, com

tanta insegurança, que trava completamente e não expressa a raiva que está sentindo

internamente. Muitos terapeutas utilizam a metáfora da panela de pressão, ou seja, a pressão

sobe, sobe e sobe, podendo chegar a um ponto tal que estoura e joga o que está em seu interior

para todos os lados de uma forma desmedida.

Pessoas que são muito tímidas, retraídas, inseguras e que têm dificuldade de expressar

suas emoções são as que mais sofrem em relação a tudo isso. Elas são as mais suscetíveis a

desenvolverem quadros de depressão, de ansiedade generalizada, de pânico, ou a motivarem o

surgimento de doenças psicossomáticas diversas (principalmente as doenças de pele). Todos

nós sabemos que a pele é o maior órgão do nosso corpo e que ele representa o nível mais

externo de proteção. É através da pele que interagimos com o mundo, com as pessoas, com a

natureza, com os alimentos e por aí vai. A raiva mal trabalhada é manifestada muitas vezes na

forma de doenças de pele, incluindo as chamadas autoimunes (que são produzidas de dentro

pra fora, sem uma causa exterior clara, como, por exemplo, um vírus ou bactéria). É

interessante esse raciocínio! Pela psicossomatização, quando alguém nos fere de alguma

maneira, seja por palavras agressivas, seja por descaso, por ameaças, etc., o corpo às vezes

entende isso quase como se fosse um corte na pele, ou uma queimadura na pele.

Quando a raiva não é expressa e fica guardada na pessoa podem surgir doenças como

psoríase, urticária, lúpus, vitiligo, acnes em excesso, furúnculos e por aí vai. Essas e outras

manifestações são como se a pele estivesse lhe dizendo: “estou com medo de ser ainda mais

ferida, ainda mais machucada”. Estou procurando colocar da forma mais didática possível para

que você compreenda facilmente a profundidade de tudo isso! Ao contrário do que muitos

pensam, as doenças não são más, não são um castigo, não são provações para que paguemos

nossos pecados. Essas concepções são todas invenções e crenças antigas que foram passadas

de geração em geração até os dias de hoje. Entenda que as doenças são sinalisadores. Elas

aparecem para nos dizer assim: “olhe esse ponto da sua vida que precisa de melhorias, que

precisa de curas”.

Talvez você me pergunte: “mas como conseguir essa cura?”. Existem vários caminhos e

posso lhe garantir que o desenvolvimento da autoconfiança, que, por sua vez, se dá pelo

autoconhecimento, é chave de ouro para que a raiva não fique presa dentro de você. A

autoconfiança é você sentir que quando está sendo injustiçado, maltratado, humilhado,

desprezado, etc., você diz “parou!” e não permite que nada disso tire sua paz, tire você do seu

eixo, do seu equilíbrio.

Concluo esse texto com o seguinte conselho: trabalhe o seu autoconhecimento! Leia,

estude, assista a bons vídeos, filmes, séries, converse com pessoas que têm mais experiência

de vida, faça algum tipo de terapia… Tudo que estiver ao seu alcance para que você seja a cada

dia mais equilibrado é o caminho para a felicidade, realização e plenitude. Expresse os seus

sentimentos da forma mais sincera possível, inclusive a raiva, e, dessa forma, você estará

fazendo mais do que um favor a si mesmo. Estará contribuindo para com o equilíbrio de todos

ao seu redor.

Disponível em https://www.contioutra.com/uma-das-raivas-mais-nocivas-a-que-nao-se-expressa/ – texto adaptado especialmente para esta prova

No excerto “Elas são as mais suscetíveis a desenvolverem quadros de depressão, de ansiedade generalizada, de pânico, ou a motivarem o surgimento de doenças psicossomáticas diversas”, se o pronome “elas” fosse flexionado no singular, quantas outras palavras precisariam ter a grafia modificada para garantir a correta concordância verbo-nominal?
 

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Uma das raivas mais nocivas – a que não se expressa

Em Psicologia, a raiva é estudada como um dos sentimentos primários, ou seja, que está

presente em todo e qualquer ser humano desde os seus primeiros anos de vida. É um sentimento

que através do autoconhecimento pode ser bastante diluido, porém, jamais sanado na

totalidade. Aliás, fuja das pessoas que afirmam dominarem suas emoções ao ponto de nunca

sentirem raiva. Quem afirma isso está carimbando com categoria uma imensa falta de

autoconhecimento.

Você sabia que uma das raivas mais nocivas é aquela que não se expressa? Muitas vezes

passamos por situações nas quais somos injustiçados, ou que tentam invadir nossa

individualidade, ou que de forma cruel tentam nos humilhar, ou praticar bullying, etc. Nesse tipo

de situação, é extremamente comum a pessoa que foi prejudicada ficar com tanto medo, com

tanta insegurança, que trava completamente e não expressa a raiva que está sentindo

internamente. Muitos terapeutas utilizam a metáfora da panela de pressão, ou seja, a pressão

sobe, sobe e sobe, podendo chegar a um ponto tal que estoura e joga o que está em seu interior

para todos os lados de uma forma desmedida.

Pessoas que são muito tímidas, retraídas, inseguras e que têm dificuldade de expressar

suas emoções são as que mais sofrem em relação a tudo isso. Elas são as mais suscetíveis a

desenvolverem quadros de depressão, de ansiedade generalizada, de pânico, ou a motivarem o

surgimento de doenças psicossomáticas diversas (principalmente as doenças de pele). Todos

nós sabemos que a pele é o maior órgão do nosso corpo e que ele representa o nível mais

externo de proteção. É através da pele que interagimos com o mundo, com as pessoas, com a

natureza, com os alimentos e por aí vai. A raiva mal trabalhada é manifestada muitas vezes na

forma de doenças de pele, incluindo as chamadas autoimunes (que são produzidas de dentro

pra fora, sem uma causa exterior clara, como, por exemplo, um vírus ou bactéria). É

interessante esse raciocínio! Pela psicossomatização, quando alguém nos fere de alguma

maneira, seja por palavras agressivas, seja por descaso, por ameaças, etc., o corpo às vezes

entende isso quase como se fosse um corte na pele, ou uma queimadura na pele.

Quando a raiva não é expressa e fica guardada na pessoa podem surgir doenças como

psoríase, urticária, lúpus, vitiligo, acnes em excesso, furúnculos e por aí vai. Essas e outras

manifestações são como se a pele estivesse lhe dizendo: “estou com medo de ser ainda mais

ferida, ainda mais machucada”. Estou procurando colocar da forma mais didática possível para

que você compreenda facilmente a profundidade de tudo isso! Ao contrário do que muitos

pensam, as doenças não são más, não são um castigo, não são provações para que paguemos

nossos pecados. Essas concepções são todas invenções e crenças antigas que foram passadas

de geração em geração até os dias de hoje. Entenda que as doenças são sinalisadores. Elas

aparecem para nos dizer assim: “olhe esse ponto da sua vida que precisa de melhorias, que

precisa de curas”.

Talvez você me pergunte: “mas como conseguir essa cura?”. Existem vários caminhos e

posso lhe garantir que o desenvolvimento da autoconfiança, que, por sua vez, se dá pelo

autoconhecimento, é chave de ouro para que a raiva não fique presa dentro de você. A

autoconfiança é você sentir que quando está sendo injustiçado, maltratado, humilhado,

desprezado, etc., você diz “parou!” e não permite que nada disso tire sua paz, tire você do seu

eixo, do seu equilíbrio.

Concluo esse texto com o seguinte conselho: trabalhe o seu autoconhecimento! Leia,

estude, assista a bons vídeos, filmes, séries, converse com pessoas que têm mais experiência

de vida, faça algum tipo de terapia… Tudo que estiver ao seu alcance para que você seja a cada

dia mais equilibrado é o caminho para a felicidade, realização e plenitude. Expresse os seus

sentimentos da forma mais sincera possível, inclusive a raiva, e, dessa forma, você estará

fazendo mais do que um favor a si mesmo. Estará contribuindo para com o equilíbrio de todos

ao seu redor.

Disponível em https://www.contioutra.com/uma-das-raivas-mais-nocivas-a-que-nao-se-expressa/ – texto adaptado especialmente para esta prova

Da oração “É interessante esse raciocínio” (l. 23-24), o conteúdo sublinhado é seu:
 

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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Ser mentalmente flexível: habilidade essencial no século XXI


O historiador israelense Yuval Noah Harari é uma das mentes mais brilhantes da atualidade.

Ele esteve no Brasil em novembro de 2019 participando de congressos e de diversas entrevistas.

Nas palavras dele, “pela primeira vez na História não fazemos ideia de como estará o mercado

de trabalho daqui a 30 anos e de que habilidades as pessoas precisarão. Por toda a História,

prever o futuro tem sido difícil, é claro – o que vai acontecer na política, e assim por diante – mas

no tocante __ habilidades básicas de que as pessoas precisam, a mudança era muito mais lenta,

então você sabia o que ensinar __ próxima geração. Mas agora não fazemos ideia sobre quais

habilidades as pessoas vão precisar em 2040 ou 2050. A única coisa de que temos certeza é que

elas vão precisar continuar aprendendo e continuar se reinventando por toda a vida. Não é uma

questão de aprender uma profissão aos 20 e poucos anos e trabalhar naquela profissão pelo resto

da vida. Não. Você terá que mudar várias vezes”. E continua: “portanto, o mais importante é

como ensinar às pessoas que elas devem continuar mudando por toda a vida. E isso é

extremamente importante e extremamente difícil, porque mudanças são estressantes e,

especialmente após certa idade, as pessoas não gostam de ficar mudando repetidas vezes. Mas

no século XXI isso será uma necessidade. Portanto, esse é um insight vital: você não deve se

concentrar numa habilidade em particular, por exemplo, ‘vamos ensinar às pessoas como

programar computadores’ ou ‘vamos ensinar chinês às pessoas’. Precisamos ensinar as pessoas

a serem mentalmente flexíveis”.

Harari conta bastante em seus livros sobre a evolução tecnológica e o desenvolvimento da

Inteligência Artificial. Tudo isso já está tornando as mudanças muito mais aceleradas e a

obsolecência de alguns empregos e serviços uma realidade. Se você não buscar essa flexibilidade

mental, infelizmente, será passado para trás. Achei bem importante ele tocar no assunto das

pessoas que evitam a todo custo as mudanças, pelo fato de estas serem estressantes e

desafiadoras. Mas, convenhamos, a vida é desafiadora! Ao contrário do que muitos pensam, isso

é uma coisa boa, pois de certa forma nos força a sair da inércia, incitando-nos a muitas vezes

despertarmos potenciais que estão adormecidos dentro da gente.

No mundo atual, uma pergunta que deve estar presente com relação ao nosso trabalho é:

“esse trabalho continuará sendo importante, sendo relevante, tendo demanda nos próximos 20,

30, 40 anos?”. Certamente essa é uma pergunta difícil, porém necessária. Aqueles trabalhos

voltados a atividades mecânicas repetitivas ou que envolvam softwares que estão em

desenvolvimento, quem trabalha com eles precisa ficar bastante antenado para a possibilidade

de ser substituído pelas máquinas ou softwares ultra-avançados. Quando o Harari fala em

aprender, é lógico que ele está falando também em estudar. O estudo não necessariamente

precisa estar vinculado a uma faculdade, universidade ou curso técnico. Você pode aprender por

meio, inclusive, de tutoriais na internet ou cursos online.

Percebo a existência de um movimento global no qual os contratantes estão vendo cada

vez mais os indivíduos para além dos seus currículos, mas analisando também suas habilidades

sociais, comunicacionais, emocionais, etc. Diria que essa mente flexível é como a mente de uma

criança, que é ávida pela aprendizagem, por saber como as coisas funcionam, como desvendar

os grandes mistérios. No século XXI, mais do que nunca precisamos ter esse olhar curioso, essa

vontade de aprender mais e mais a cada dia. Os grandes educadores costumam dizer isso, as

crianças têm essa curiosidade inata e, à medida que vão crescendo, vão deixando que ela

arrefeça por conta de uma série de fatores, sendo um deles o medo de errar, o medo de falhar.

Mas pense! Como podemos aprender algo novo sem errar, sem ter dificuldades?

A flexibilidade é uma postura que envolve a humildade de saber que se é um eterno

aprendiz e que se desconhece bem mais coisas do que se conhece. Essa é a dinâmica da vida,

um eterno mergulho no desconhecido, dia após dia, ano após ano. Torna-se salutar ver de forma

positiva a flexibilidade mental, pois ela é, na realidade, uma bela virtude

(Disponível em https://www.contioutra.com/ser-mentalmente-flexivel-habilidade-essencial-no-seculo-xxi/– texto adaptado especialmente para esta prova.)

Sobre o fragmento adaptado “Aqueles trabalhos voltados a atividades mecânicas repetitivas, quem trabalha com eles precisa ficar bastante antenado para a possibilidade de ser substituído pelas máquinas”, se o pronome “aqueles” for flexionado no singular, quantas outras palavras precisariam ter a grafia modificada para garantir a correta concordância verbo-nominal?
 

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