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Texto I

A maldição da norma culta

Impossível calcular o estrago que o termo “norma culta” vem causando nos meios educacionais e, em geral, na cultura brasileira. Enquanto ele não for definitivamente jogado no lixo e incinerado, vai ser difícil examinar as relações entre linguagem e sociedade sob uma ótica serena e bem fundamentada. Por quanto tempo ainda teremos de viver sob a maldição da norma culta?

Embora alguns linguistas usem esse termo com outros sentidos, a retumbante maioria das pessoas se refere à norma culta como um modelo idealizado de língua “certa”, “bonita” e “elegante”, que elas mesmas não sabem dizer onde, quando nem por quem foi estabelecido, mas que, apesar disso, merece toda a reverência do mundo, como se fosse uma doutrina sagrada, ditada pelo próprio Deus a seus profetas. Numa época em que se questiona tudo, em que se protesta contra toda forma de discriminação, contra qualquer prescrição no que diz respeito às relações sexuais, às crenças religiosas, aos modos de se vestir, de viver, de comer, de criar os filhos etc., em que a palavra diversidade impera, assim como a exigência de que ela seja respeitada e valorizada, é espantoso que só o uso da língua permaneça sujeito a uma regulação restritiva e tacanha. O dogma da infalibilidade papal virou piada, mas quase ninguém zomba dos dogmas gramaticais (mais velhos que a religião cristã). Por que os rótulos de “certo” e “errado” são abandonados, e até ridicularizados, em outras esferas da vida social, mas permanecem vivos e ativos quando o assunto é língua? Por que ninguém se dá conta de que a nebulosa norma culta é um produto humano e, portanto, imperfeito, falho e suscetível de contestação e reformulação?

Impera na cultura ocidental uma concepção de língua tosca e burra, fixada trezentos anos antes de Cristo. Impregnados dos preconceitos da época, os primeiros gramáticos repudiaram todo e qualquer uso de língua que não fosse, primeiro, escrito (a fala, para eles, era um caos completo) e, não bastasse, escrito por meia dúzia de “grandes autores”, todos mortos. Essa doença torpe se propagou nos últimos dois milênios e meio, a ponto de se tornar invisível para quase todo mundo. É com base nesse critério estúpido – a língua escrita dos “clássicos” – que se fixou, nas diversas nações, o modelo de “língua certa” que, no Brasil, atende pelo nome infeliz de norma culta. No caso brasileiro, a coisa é ainda mais cruel porque, fruto de processo colonial, nosso padrão idiomático se inspira numa língua escrita do outro lado do Atlântico, em outro hemisfério, em meados do século XIX. Por isso, não podemos começar frase com pronome oblíquo, nem usar “ele” como objeto direto (“eu vi ele”), nem dizer “prefiro mais X do que Y”, nem “o filme que eu gosto”, embora tudo isso constitua a gramática de uma língua autônoma, o português brasileiro, com mais de 500 anos de idade e 200 milhões de falantes (a terceira mais falada no Ocidente)! Até quando, meu pai Oxóssi?

(Marcos Bagno, agosto de 2008 – http://www.portuguesepoesia.

com/?page=cronica&id=107 – com adaptações)

Assinale as afirmativas acerca das ideias do texto.

I. O padrão linguístico vigente em nosso país se baseia na língua escrita dos grandes autores clássicos.

II. “O filme que gosto” constitui exemplo de frase que contraria as regras prescritas pela norma culta, entretanto ilustra uma construção típica da gramática da língua real, do português brasileiro falado por milhões de pessoas.

III. A norma culta que impera atualmente prescreve as seguintes regras: “iniciar frase com pronome oblíquo átono” e “prefiro mais X do que Y”.

IV. Embora a norma culta seja uma convenção humana assentada na língua falada, necessita urgentemente ser reformulada, senão, erradicada.

Estão corretas apenas as afirmativas

 

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Analise.
Enunciado 2928068-1
(http://geografiadoalfredo.blogspot.com.br/2011/07/populacao-conceitos-iniciais.html)
Sobre as pirâmides etárias apresentadas, pode-se afirmar que
I. a África tem uma baixa taxa de natalidade e a Europa, uma taxa elevada.
II. ambos os continentes possuem baixa expectativa de vida.
III. a primeira pirâmide é típica de países subdesenvolvidos, enquanto a segunda, de países desenvolvidos.
IV. a taxa de mortalidade é mais alta na África do que na Europa.
Estão corretas apenas as afirmativas
 

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O maior de 3 prédios tem 8 andares a mais que o menor deles, e juntos eles totalizam 85 andares, sendo que todos têm um número ímpar de andares. As somas dos algarismos dos números de andares do prédio mais baixo, do meio e do mais alto são, respectivamente, iguais a
 

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Enunciado 2915415-1
A razão entre as áreas do retângulo e do triângulo é
 

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Em um planeta onde a comunidade internacional instituiu um Tratado de Não-Proliferação Nuclear – TNP, a incursão do Irã e da Coreia do Norte em experimentos nucleares gera grande preocupação. Sobre o posicionamento do Brasil com relação à esta questão, pode-se afirmar que
I. aderiu a este tratado no governo de Fernando Henrique Cardoso.
II. ainda não assinou o Protocolo adicional do TNP.
III. assim como Israel e Paquistão, o país já possui arsenal nuclear.
IV. construiu uma usina secreta contrariando as normas do TNP.
Estão corretas apenas as afirmativas
 

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O povo curdo, de etnia indo-europeia, é considerado o maior grupo étnico sem estado do mundo, tendo parte significativa de sua população abrigada nos países
 

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Texto I

A maldição da norma culta

Impossível calcular o estrago que o termo “norma culta” vem causando nos meios educacionais e, em geral, na cultura brasileira. Enquanto ele não for definitivamente jogado no lixo e incinerado, vai ser difícil examinar as relações entre linguagem e sociedade sob uma ótica serena e bem fundamentada. Por quanto tempo ainda teremos de viver sob a maldição da norma culta?

Embora alguns linguistas usem esse termo com outros sentidos, a retumbante maioria das pessoas se refere à norma culta como um modelo idealizado de língua “certa”, “bonita” e “elegante”, que elas mesmas não sabem dizer onde, quando nem por quem foi estabelecido, mas que, apesar disso, merece toda a reverência do mundo, como se fosse uma doutrina sagrada, ditada pelo próprio Deus a seus profetas. Numa época em que se questiona tudo, em que se protesta contra toda forma de discriminação, contra qualquer prescrição no que diz respeito às relações sexuais, às crenças religiosas, aos modos de se vestir, de viver, de comer, de criar os filhos etc., em que a palavra diversidade impera, assim como a exigência de que ela seja respeitada e valorizada, é espantoso que só o uso da língua permaneça sujeito a uma regulação restritiva e tacanha. O dogma da infalibilidade papal virou piada, mas quase ninguém zomba dos dogmas gramaticais (mais velhos que a religião cristã). Por que os rótulos de “certo” e “errado” são abandonados, e até ridicularizados, em outras esferas da vida social, mas permanecem vivos e ativos quando o assunto é língua? Por que ninguém se dá conta de que a nebulosa norma culta é um produto humano e, portanto, imperfeito, falho e suscetível de contestação e reformulação?

Impera na cultura ocidental uma concepção de língua tosca e burra, fixada trezentos anos antes de Cristo. Impregnados dos preconceitos da época, os primeiros gramáticos repudiaram todo e qualquer uso de língua que não fosse, primeiro, escrito (a fala, para eles, era um caos completo) e, não bastasse, escrito por meia dúzia de “grandes autores”, todos mortos. Essa doença torpe se propagou nos últimos dois milênios e meio, a ponto de se tornar invisível para quase todo mundo. É com base nesse critério estúpido – a língua escrita dos “clássicos” – que se fixou, nas diversas nações, o modelo de “língua certa” que, no Brasil, atende pelo nome infeliz de norma culta. No caso brasileiro, a coisa é ainda mais cruel porque, fruto de processo colonial, nosso padrão idiomático se inspira numa língua escrita do outro lado do Atlântico, em outro hemisfério, em meados do século XIX. Por isso, não podemos começar frase com pronome oblíquo, nem usar “ele” como objeto direto (“eu vi ele”), nem dizer “prefiro mais X do que Y”, nem “o filme que eu gosto”, embora tudo isso constitua a gramática de uma língua autônoma, o português brasileiro, com mais de 500 anos de idade e 200 milhões de falantes (a terceira mais falada no Ocidente)! Até quando, meu pai Oxóssi?

(Marcos Bagno, agosto de 2008 – http://www.portuguesepoesia.

com/?page=cronica&id=107 – com adaptações)

No trecho “Embora alguns linguistas usem esse termo com outros sentidos, a retumbante maioria das pessoas...” (2º§), a expressão destacada estabelece relação de

 

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Seja a sequência (3x – 2, 4x + 1, x2 – 2) uma progressão aritmética, cujos termos são todos positivos. O quinto termo dessa sequência é
 

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Texto para responder à questão.
Os compostos químicos que destroem a camada de ozônio têm origem em substâncias chamadas clorofluorcabonos (CFC’s), que começaram a ser usados no século passado em vários produtos, incluindo refrigeradores. Estes compostos químicos, que aumentam o chamado “buraco” na camada de ozônio, foram proibidos ou tiveram o uso limitado pelo Protocolo de Montreal das Nações Unidas, assinado em 1987, mas permanecem por tanto tempo na atmosfera que os especialistas esperam que os danos continuem por décadas.
(BBC/Brasil – www.bbc.co.uk/portuguese/noticias – 02/10/11)
Enquanto o Protocolo de Montreal objetiva a erradicação, de forma gradativa, das substâncias nocivas à camada de ozônio, o Protocolo de Kyoto objetiva
 

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Uma caixa de fósforo contém 51 palitos entre longos e curtos. Retirando-se metade dos palitos curtos, as quantidades de palitos longos e curtos passam a ser iguais. A diferença entre os dois tipos de palitos contidos nessa caixa é
 

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