Foram encontradas 553 questões.
- História GeralDemandas políticas e sociais no mundo atual
- História GeralQuestões Internacionais: história do tempo presente
Os novos movimentos sociais – de mulheres, ecológicos, de
negros etc. ocorreram em toda a América Latina, mas com
grandes diferenças em relação aos europeus e norte-americanos.
Embora algumas bandeiras tenham sido ‘importadas’, como a dos
ecologistas, os movimentos latino-americanos ocorreram em
sociedades civis marcadas por tradições de relações clientelistas
e autoritárias, por Estados cartoriais e com sistemas jurídicos
inoperantes.
(GOHN, Teoria dos movimentos sociais: paradigmas clássicos e contemporâneos.
São Paulo: Loyola. 2010. p. 229)
Para que possamos analisar os movimentos sociais brasileiros em sua especificidade em relação aos movimentos sociais europeus e norte-americanos vigentes nos anos 1970, devemos considerar que
Para que possamos analisar os movimentos sociais brasileiros em sua especificidade em relação aos movimentos sociais europeus e norte-americanos vigentes nos anos 1970, devemos considerar que
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Além de alterar o âmbito do trabalho, a dinâmica da
industrialização afetou outras dimensões da sociedade ocidental.
Dentre esses aspectos merece destaque o da qualidade de vida
nas grandes cidades, que se deteriorou por não ser capaz de
absorver o crescente fluxo de pessoas em busca de trabalho.
As ruas de Londres, Paris, Berlim e outros centros urbanos foram
tomadas pelo movimento intenso de carruagens e de pedestres
apressados, num ir e vir ininterrupto que aumentava a cada dia –
assim como se ampliavam desigualdades sociais, pobreza,
desemprego e criminalidade. Retrato disso eram os bairros
miseráveis, com suas ruas estreitas, sinuosas e sujas, que
surgiram ao lado dos bairros das elites.
(VEIGA, Cynthia Greive. História da Educação. São Paulo: Ática, 2007. p. 206-207)
Uma instituição que sofreu o impacto da industrialização foi a escola, símbolo da modernidade europeia. Nesse contexto histórico, a escola era um equipamento urbano que cumpria uma função social, uma vez que
Uma instituição que sofreu o impacto da industrialização foi a escola, símbolo da modernidade europeia. Nesse contexto histórico, a escola era um equipamento urbano que cumpria uma função social, uma vez que
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Há cerca de dois mil anos, indígenas viviam em cidades com
estruturas complexas na região da bacia do Rio Upano, na
Amazônia equatoriana. É o que mostra uma nova pesquisa que
identificou construções soterradas na região.
As estruturas foram capturadas em imagens 3D, por meio de um
mapeamento que utilizou a tecnologia Lidar. Ela consiste em
liberar pulsos de laser de um drone ou avião, capturando até
mesmo construções no solo que estão cobertas por vegetação.
Stéphen Rostain, autor do estudo, já havia identificado estruturas na região há mais de duas décadas. “Eu não tinha certeza de como tudo se encaixava”, disse Rostain. Agora, no artigo publicado na revista Science, ele descreve o que parece ser a civilização amazônica complexa mais antiga.
Os assentamentos eram ocupados pelo povo Upano, entre 500 a.C. a 600 d.C. Dessa forma, essa civilização indígena existia no mesmo período que o Império Romano, na Europa.
Em geral, os pesquisadores encontraram estruturas cerimoniais, residências, estradas e também campos agrícolas com canais de drenagem. Mas elas não eram feitas de pedras, como aquelas de outras civilizações complexas – maias e astecas, por exemplo.
De acordo com especialistas, essa sociedade indígena construía com barro. Então, para erguer construções tão complexas, foi necessário um sistema de trabalho organizado. “Era um vale perdido de cidades. É incrível.”, disse Rostain.
Isso indica que na região havia uma ocupação muito densa e uma sociedade extremamente complexa. Embora seja difícil estimar a população, os cientistas acreditam que o local abrigava algo entre 10 mil e 30 mil pessoas – um número semelhante à quantidade de habitantes da cidade de Londres durante a era romana. Enquanto muitas pessoas pensam que a Amazônia abriga apenas grupos pequenos e isolados de pessoas, os resultados da nova pesquisa demonstram que a região também abrigava sociedades elaboradas.
“Sempre houve uma incrível diversidade de pessoas e assentamentos na Amazônia, não apenas uma maneira de viver. Estamos apenas aprendendo mais sobre eles”, disse Rostain.”

Ao propor usar a reportagem em uma turma de ensino fundamental II, o professor de história tem como objetivo
Stéphen Rostain, autor do estudo, já havia identificado estruturas na região há mais de duas décadas. “Eu não tinha certeza de como tudo se encaixava”, disse Rostain. Agora, no artigo publicado na revista Science, ele descreve o que parece ser a civilização amazônica complexa mais antiga.
Os assentamentos eram ocupados pelo povo Upano, entre 500 a.C. a 600 d.C. Dessa forma, essa civilização indígena existia no mesmo período que o Império Romano, na Europa.
Em geral, os pesquisadores encontraram estruturas cerimoniais, residências, estradas e também campos agrícolas com canais de drenagem. Mas elas não eram feitas de pedras, como aquelas de outras civilizações complexas – maias e astecas, por exemplo.
De acordo com especialistas, essa sociedade indígena construía com barro. Então, para erguer construções tão complexas, foi necessário um sistema de trabalho organizado. “Era um vale perdido de cidades. É incrível.”, disse Rostain.
Isso indica que na região havia uma ocupação muito densa e uma sociedade extremamente complexa. Embora seja difícil estimar a população, os cientistas acreditam que o local abrigava algo entre 10 mil e 30 mil pessoas – um número semelhante à quantidade de habitantes da cidade de Londres durante a era romana. Enquanto muitas pessoas pensam que a Amazônia abriga apenas grupos pequenos e isolados de pessoas, os resultados da nova pesquisa demonstram que a região também abrigava sociedades elaboradas.
“Sempre houve uma incrível diversidade de pessoas e assentamentos na Amazônia, não apenas uma maneira de viver. Estamos apenas aprendendo mais sobre eles”, disse Rostain.”
Ao propor usar a reportagem em uma turma de ensino fundamental II, o professor de história tem como objetivo
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A Folha de São Paulo, ao publicar o editorial da “ditabranda”
passa de apoiador do golpe e da Operação Bandeirantes;
passando por arauto das democracias nos anos 1980, até propor,
vinte anos depois, que se esqueça da existência de uma ditadura
no Brasil. Não é propriamente um esquecimento, mas um
ocultamento, uma reinterpretação histórica.” Os jornais
registram a História, são fontes essenciais para os historiadores.
O que quero ressaltar é seu papel de formador moral e intelectual
ao construir uma memória que interessa à sua história, que busca
que se torne real a todos.
(SILVA, Carla Luciana. Imprensa e construção social da “ditabranda. In: MELO,
Demian Bezerra (org). A miséria da historiografia: uma crítica ao revisionismo
contemporâneo. Rio de Janeiro: Consequência, 2014, p. 196)
Um professor de História seleciona o trecho acima para planejar uma aula sobre os significados do regime civil-militar. Nesse sentido o documento acima é adequado, pois é representativo de
Um professor de História seleciona o trecho acima para planejar uma aula sobre os significados do regime civil-militar. Nesse sentido o documento acima é adequado, pois é representativo de
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Tomando-se por base a comparação entre o comércio negreiro, por
um lado, e as fazendas de açúcar e aluguéis urbanos, pelo outro,
constata-se que o retorno líquido de uma plantation pode chegar a
uma cifra máxima de 12%, girando em média entre 5% e 10%. Os
aluguéis urbanos, por sua vez, analisados através de prestações de
contas em inventários post-mortem das décadas de 1810-1820,
podiam chegar a 10% anuais sobre o capital investido em prédios
(descontada a manutenção). Já o tráfico de africanos alcançava, na
década de 1810, uma lucratividade média de 19% por expedição.
Cabe lembrar que estas diferenças relativas tornam-se mais
expressivas quando consideradas em termos absolutos. Assim,
enquanto que o retorno de um engenho real com cerca de 60
escravos pode chegar, em bons anos da década de 1800, a dois
contos de réis, o de uma única expedição negreira, em 1812, podia
alcançar cerca de pouco mais de sete contos de réis.
(FRAGOSO, João; MANOLO, Florentino. O arcaísmo como projeto: mercado
atlântico, sociedade agrária e elite mercantil no Rio de Janeiro, 1790-1840. Rio de
Janeiro: Diadorim, 1993. p. 106)
Um professor de História do ensino fundamental II utiliza o trecho citado para debater o caráter da economia colonial da América portuguesa. Com este material, o professor tem como objetivo
Um professor de História do ensino fundamental II utiliza o trecho citado para debater o caráter da economia colonial da América portuguesa. Com este material, o professor tem como objetivo
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Mas as heresias eram perigosas para a Igreja e para a ordem
feudal. Assim, os hereges foram perseguidos e repelidos para os
espaços de exclusão da sociedade, que, sob o impulso da Igreja,
foram cada vez mais bem delimitados no decurso do século XII e
XIII. Sob a influência dos canonistas, no momento em que era
instalada a Inquisição, a heresia foi definida como crime de “lesa-majestade”, atentado ao “bem público da Igreja” e à “boa ordem
da sociedade cristã”. Assim faz, na sua Summa (c. 1188),
Huguccio, o mais importante decretista deste decisivo momento.
(LE GOFF, Jacques. A civilização do ocidente medieval.
Lisboa: Estampa, 1984. p. 75-76).
Ao elaborar uma aula sobre a sociedade medieval, o professor propõe utilizar o trecho citado acima para introduzir o debate. Assim, podemos dizer que o professor propõe destacar os elementos relacionados a
Ao elaborar uma aula sobre a sociedade medieval, o professor propõe utilizar o trecho citado acima para introduzir o debate. Assim, podemos dizer que o professor propõe destacar os elementos relacionados a
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Nas primeiras décadas do século XX, as organizações médicas
foram as responsáveis pela difusão de teorias em relação à
deficiência mental. Em 1913, Basílio de Magalhães escreve
Tratamento e educação das crianças anormais de inteligência:
contribuição para o estudo desse complexo problema científico e
social, cuja solução recentemente reclamam a bem da infância e
das gerações porvindouras – os mais elevados interesses
materiais, intelectuais e morais, da Pátria Brasileira, em que
associava a degeneração mental à tuberculose, ao alcoolismo e à
hereditariedade. Por sua vez, Ulysses Pernambuco, em 1918,
publicava a obra Classificação das crianças anormais: a parada do
desenvolvimento intelectual e suas formas; a instabilidade e a
astenia mental, onde reforçava a tese da relação da deficiência
mental como indicativo da degenerescência social. Sem contar a
defesa da eugenia pelo doutor Renato Kehl. Participando em suas
organizações profissionais, os médicos buscavam influenciar o
poder público na elaboração de legislações sociais. Durante a
República Velha, a questão social era abordada a partir do viés
médico. Não por acaso, a educação foi atingida por esta
abordagem, e a pedagogia acabou por ser influenciada por
saberes da medicina.
(Adaptado de JANNUZZI, Gilberto de Martino. A educação do deficiente no Brasil:
dos primórdios ao início do século XXI. Campinas, SP: Autores Associados, 2012. p.
27-37).
A partir da leitura do texto, podemos dizer que a educação na República Velha foi marcada por concepções
A partir da leitura do texto, podemos dizer que a educação na República Velha foi marcada por concepções
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Documento 1:
Um certo segmento do cinema brasileiro se instituiu como ”lugar
de memória”, onde diretores, roteiristas, atores e produtores,
bem como o próprio público que prestigiou os filmes se
esforçaram em retomar e monumentalizar certos
acontecimentos ou problemáticas da história do Brasil.
(FERREIRA, Jorge; SOARES , Mariza. A História vai ao cinema. Rio de Janeiro: Record,
2012, p. 12).
Documento 2: Observe o cartaz alusivo ao filme Independência ou Morte, dirigido por Carlos Coimbra, e lançado em 1972, em plena vigência da ditadura civil-militar
Um professor de História seleciona os dois documentos para a elaboração de um plano de aula sobre a independência do Brasil. Na justificativa, o professor argumenta que pretende tratar o filme como
Documento 2: Observe o cartaz alusivo ao filme Independência ou Morte, dirigido por Carlos Coimbra, e lançado em 1972, em plena vigência da ditadura civil-militar

Um professor de História seleciona os dois documentos para a elaboração de um plano de aula sobre a independência do Brasil. Na justificativa, o professor argumenta que pretende tratar o filme como
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O historiador medieval permanece ainda, quanto aos fatos,
dependente da tradição, não dispondo de armas eficientes para a
crítica dessa tradição. Assim, coloca-se no mesmo plano que Tito
Lívio, conservando quer a sua fraqueza quer a sua força. Não
dispõe de meios para estudar a evolução das tradições que
chegaram até ele ou para decompô-las nos seus diversos
componentes. A saída crítica é puramente pessoal, não científica,
não sistemática, arrastando-o frequentemente para aquilo que
nos parece uma tola credulidade. A seu crédito, porém, há a
registrar o fato de patentear muitas vezes um notável valor
estilístico e forças imaginativa.
(COLLINGWOOD, R. G. A ideia de História. Lisboa: Presença, 1981. p. 73)
A escrita da história na Idade Média se vincula a uma concepção de mundo medieval em que se destaca o/a:
A escrita da história na Idade Média se vincula a uma concepção de mundo medieval em que se destaca o/a:
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Como já foi dito, os vínculos com a historiografia acadêmica são
apenas um aspecto da história escolar. No entanto, o diálogo
entre as duas é relevante e devemos manter o questionamento
sobre ele. E a exploração dessa questão pode ser uma
contribuição mútua. A História escolar pode alertar para a
necessidade de a historiografia acadêmica dispor de ferramentas
mais densas e complexas, menos acomodatícias à análise do
passado, voltada para a formação política das jovens gerações.
Por sua vez, a história escolar pode apontar para a historiografia
acadêmica que é preciso que ela amplie e diversifique seus
registros e linguagens para uma divulgação mais ampla de suas
contribuições, de forma que alcancem o mundo educacional (e
além) – sem ignorar que são necessários espaços e experiências
que possibilitem produções como as promovidas pelo Ministério
da Educação até 2015. Essa ampliação e disseminação de seus
avanços permitiriam à historiografia acadêmica dar conta (mais
uma vez) do vínculo entre história e política. Porque educação é
um ato político.
(GONZALEZ, Maria Paula. Historiografia acadêmica e história escolar: convergências
e distanciamentos na abordagem da última ditadura no ensino médio na Argentina.
In: ROCHA, Helenice; MAGALHÃES, Marcelo (orgs).
Em defesa do ensino de História: a democracia como valor. Rio de Janeiro: FGV. P. 227) Ao analisar as relações entre a história escolar e a acadêmica, a autora sugere que os saberes históricos
Em defesa do ensino de História: a democracia como valor. Rio de Janeiro: FGV. P. 227) Ao analisar as relações entre a história escolar e a acadêmica, a autora sugere que os saberes históricos
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