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Foram encontradas 553 questões.

3165455 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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A Nova História, que se propagou nos meios acadêmicos nos anos 60 e 70, tinha em suas origens duas inspirações básicas – a dos Annales e a do marxismo. Naquele período, a influência da Nouvelle Histoire assentava-se principalmente no prestígio então alcançado pela chamada história quantitativa, ou serial, cujos êxitos em campos como o da história econômica, social e demográfica, levavam muitos historiadores crer que aquele era o caminho rumo a uma História realmente científica. (FALCON, Francisco José Calazans. Estudos de teoria da História e historiografia: teoria da História. São Paulo; Hucitec, 2011. p. 62).
Apesar das diferenças entre as três gerações dos Annales, é possível identificar um chão comum. Para analisar os pontos em comum que marcam a trajetória da produção historiográfica das três gerações dos Annales, devemos considerar
 

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3165454 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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O campo da filogenia digital traz diversas aproximações com o método histórico. Parte do método histórico se estabeleceu por meio da comparação entre diferentes manuscritos, de modo a apontar, mediante o exame minucioso de suas características particulares quais eram as famílias e linhagens documentais que haviam chegado até o presente. Além disso, com comparação entre manuscritos, buscava-se eliminar os equívocos ocasionados pela passagem do tempo para chegar à versão mais próxima às intenções originais do autor. (PEREIRA, Mateus Henrique de Faria; NICODEMO, Thiago Lima; ARAUJO, Valdei Lopes de. A indústria das fakenews como um problema historiográfico: atualismo e política em um presente agitado. In: IEGELSKI, Francine; MÜLLER, Angélica (orgs). História do Tempo presente: mutações e reflexões. Roi de Janeiro: FGV, 2022. p. 178)

O ensino de História vem sendo impactado pela presença da cultura digital. A filogenia digital oferece possibilidades de diálogos com as práticas historiadoras no âmbito da academia e do ensino básico, uma vez que
 

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3165453 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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Como mestre do espetáculo, Trump normaliza, por meio da repetição contínua, suas tentativas incessantes de alimentar o ódio, as divisões raciais e a destruição dos laços sociais – tudo o que é necessário para que a política fascista floresça. Na era Trump, a linha entre a violência letal e a retórica de uma política fascista é perigosamente tênue e, à medida que a memória histórica se desvanece e a alfabetização cívica é menosprezada, a barbárie e a brutalidade ascendem. Abordar criticamente a linguagem de Trump é um ato crucial de resistência política. Sua odiosa retórica demonstra que a educação é central para a política, porque é através da linguagem e de diversas formas de comunicação que o poder se materializa para moldar a consciência, o desejo, a identidade e os valores. (GIROUX, Henry Armand. Educação e lutas pela democracia: escritos contemporâneos sobre o maquinário neoliberal. Rio de Janeiro: UFRJ, 2023. p. 65).
Para a análise do fenômeno político do trumpismo, o autor sugere
 

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3165452 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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Embora os historiadores tenham assinalado as preocupações da Igreja católica de catequização dos negros no Brasil, não há registros de uma ação educativa que os iniciasse na árdua tarefa da leitura dos evangelhos. A palavra escrita lhes era inacessível. Como eram então doutrinados? No catolicismo imposto às classes populares “a figura do Cristo Revelado no Novo Testamento é praticamente desconhecida “. São os “santos” que estão na base do catolicismo popular. Assim, a catequese dos africanos no Brasil não se fez acompanhar de um processo que pressupusesse, antes de mais nada, a aquisição da leitura. Na realidade, não se buscava decifrar no Novo testamento as mensagens do Cristo Revelado; o catolicismo dos negros, no período colonial, foi estruturado a partir de suas devoções aos santos e à Virgem Maria. O que de fato eram as irmandades? Que função preenchiam na vida colonial? (GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira. Negros e Educação no Brasil. In: LOPES, Eliane Marta Teixeira; FARIA FILHO, Luciano Mendes; VEIGA, Cynthia Greive. 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2011)
Para responder as questões propostas pelo autor, cumpre analisar que as irmandades foram
 

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3165451 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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Em julho de 2011, quatro cidadãos quenianos, três homens e uma mulher, ouviram numa sala de audiências do High Court, em Londres, um juiz pronunciar-se a favor da admissibilidade da ação que haviam interposto, dois anos antes, contra o governo do Reino Unido, no sentido de se verem ressarcidos por abusos e torturas alegadamente sofridos às mãos de agentes do poder colonial britânico no Quênia, em meados da década de 1950. Wambugu Wa Nyingy, Paulo Muoka Nzili, Ndiku Mutwiwa Mutua e Jane Muthoni Mara, todos eles octogenários, afirmam ter sido sujeitos a sevícias de vária ordem, incluindo castrações e violações sexuais, todas elas geradoras de traumas que os acompanharam pela vida fora. Entre as muitas vítimas deste gênero de práticas ter-se-á contado também o avô paterno de Barack Obama, que depois de ter servido no exército britânico na Birmânia durante a II Guerra Mundial, foi acusado de ter pertencido ao movimento Mau-Mau. As primeiras audiências do julgamento tiveram início na primeira quinzena de Julho, mas as suas implicações extravasaram já o âmbito estritamente judicial. Para além do precedente que pode resultar daqui para situações análogas (no Chipre e Malásia, nomeadamente), o caso está a obrigar os historiadores, e a opinião pública, a reequacionarem o papel da violência no fim do império, que tudo indica ter sido muito mais relevante do que até aqui geralmente se admitia. Na verdade, seria errado sugerir que os historiadores alguma vez tenham negado que essa dimensão estivesse presente. Mas algumas obras recentes – Histories of the Hanged (2005), do britânico David Anderson, ou Britain’s Gulag (2005), da americana Caroline Elkins, curiosamente ambas publicadas no rescaldo das primeiras revelações sobre a prática de tortura em prisões no Iraque pós-invasão - têm trazido elementos que demonstram como o recurso a métodos de repressão, controle e terror foi tão sistemático no contexto da descolonização britânica como no de outros espaços imperiais europeus. Os dois historiadores, juntamente com Huw Bennett, um especialista na campanha do exército britânico durante a fase militar do conflito do Quênia (1952-1960), foram arrolados como peritos pela firma de advogados que representa os antigos prisioneiros quenianos e foram eles quem começaram a examinar a enorme massa de documentação que este caso ajudou a desclassificar – e que se tornou num processo altamente polêmico por si só. (OLIVEIRA, Pedro Aires. A vingança dos Mau-Maus e os arquivos secretos da descolonização britânica. Extraído de: https://www.publico.pt/2012/09/02/jornal/a-vinganca-dos-maumau-e-os-arquivos-secretos-da-descolonizacao-britanica-25125044
A partir da análise do texto, é correto afirmar que o relato
 

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3165450 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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Há um debate contemporâneo sobre o grau de “tolerância” ideológica que Al-Andalus pode ter demonstrado na Idade Média. As percepções do Islã no mundo ocidental contemporâneo, sejam elas positivas ou negativas, influenciam profundamente este debate. É verdade que o mundo muçulmano, especialmente sua parte hispano-mourisca, não sofreu a mesma repressão do pensamento crítico que a cristandade europeia, especialmente após o nascimento da Inquisição, no final do século XII. Entretanto, também não se deve atribuir-lhe um conceito anacrônico de liberdade religiosa e intelectual. Tal liberdade simplesmente não existia na época, seja na Europa, no Norte da África, ou no Oriente Próximo. Nenhuma das visões opostas simplistas do Al-Andalus pode resistir a uma séria pesquisa histórica. (BATEAU, Jean. O domínio muçulmano na Espanha foi crucial para a história da Europa. Extraído de: https://jacobin.com.br/2023/10/o-dominio-muculmano-naespanha-foi-crucial-para-a-historia-da-europa/)
Um professor de ensino fundamental II elabora uma aula sobre as sociedades islâmicas, tendo como fonte para incentivar o debate o trecho citado acima. O objetivo a ser alcançado é
 

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3165449 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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Onde estavam os tupinambás, os aimarás, os quicongos, os iorubás, os xavantes, os quichuas, o povo de mina, na chamada Idade Antiga ou Idade Média? Teremos de fazer como certa vez me ensinou um jongueiro: ”meu filho, havemos de cismar com as coisas do mundo “. O desafio nos demanda outros movimentos, mirando uma virada linguística/epistemológica que seja implicada na luta por justiça cognitiva e pela pluriversalização do mundo. Devemos credibilizar gramáticas produzidas por outras presenças e enunciadas por outros movimentos para, então, praticarmos o que, inspirado em Exu e nas encruzilhadas, eu chamo de cruzo. (RUFINO, Luiz. Pedagogia das encruzilhadas. Rio de Janeiro: Mórula, 2019. p. 14-15)
A proposta pedagógica do autor implica em romper com visões históricas fundadas na
 

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3165448 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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O mundo só vai ser igualitário na medida do conhecimento sobre o qual ele é construído. O iluminismo surgiu numa época em que a Europa havia arrasado grande parte do mundo por meio do genocídio da escravidão e estava afirmando seu domínio pela expansão colonial. A arrogância dos seus pensadores só foi possível devido à violência da primeira versão do império Ocidental. Os ‘grandes pensadores’ se viram no centro do mundo como resultado disso e teorizaram a respeito de sua aparente supremacia. Um dos seus propósitos era oferecer uma justificativa para o genocídio, a escravidão e o colonialismo que eram absolutamente indispensáveis para o progresso do Ocidente. O iluminismo foi crucial na passagem para a nova era imperialista: ele ofereceu a estrutura de conhecimento universalista, supostamente racional e científica que sustentava a lógica colonial. É uma heresia questionar os homens brancos mortos porque suas obras estão na fundação da atual ordem social injusta. Entender que o iluminismo e o racismo não podem ser separados é o primeiro passo para avaliar de fato que a lógica colonial ainda governa o mundo hoje. (ANDREWS, Kehinde. A nova era do Império: como o racismo e o colonialismo ainda dominam o mundo. SP: Companhia das Letras, 2023. p. 38-39)
A partir da análise do texto, é correto dizer que o autor
 

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3165447 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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O próprio Hitler foi movido durante toda a carreira política por um ódio fanático aos judeus. Esse antissemitismo tem raízes em uma tradição com mais de mil anos, que em repetidas ocasiões levou ao assassinato em massa de judeus. Mas o passo de assassinato em massa para genocídio só foi dado quando a tradição antissemita por fim se encontrou com a tradição de genocídios surgida durante a expansão europeia na Europa, na América, na África e na Ásia. (LINDQVIST, Sven. Exterminem todos os malditos: uma viagem ao Coração das Trevas e à origem do genocídio europeu. São Paulo, Fósforo, 2023. p. 219)
professor de ensino fundamental II, ao propor o uso da citação acima para o planejamento de aula, tem como objetivo
 

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3165446 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: Pref. Vitória-ES
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O comparecimento à Assembleia soberana era aberto a todo o cidadão, e não havia burocracia ou funcionários públicos, exceto uns poucos escriturários, escravos de propriedade do estado que faziam registros inevitáveis, como cópias de tratados e leis, listas de contribuintes inadimplentes e similares. O governo era, assim, “pelo povo”, no sentido mais literal. A Assembleia, que detinha a palavra final na guerra e na paz, nos tratados, nas finanças, na legislação, nas obras públicas, em suma, na totalidade das atividades governamentais, era um comício ao ar livre, com tantos milhares de cidadãos com idade superior a 18 anos quantos quisessem comparecer naquele determinado dia. Ela se reunia frequentemente durante o ano todo, no mínimo quarenta vezes, e, normalmente, chegava a uma decisão sobre o assunto a discutir em um único dia de debate, em que, em princípio todos os presentes tinham o direito de participar, tomando a palavra. Isegoria, o direito universal de falar na Assembleia, era algumas vezes empregado pelos escritores gregos como sinônimo de “democracia”. E a decisão era pelo voto da maioria simples daqueles que estivessem presentes. (FINLEY, Moses I. Democracia antiga e moderna. RJ: Graal, 1985. p. 31)
Tendo em vista a descrição do autor sobre o funcionamento da Assembleia, podemos considerar que a democracia ateniense é
 

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