Foram encontradas 553 questões.
A Nova História, que se propagou nos meios acadêmicos nos anos
60 e 70, tinha em suas origens duas inspirações básicas – a dos
Annales e a do marxismo. Naquele período, a influência da
Nouvelle Histoire assentava-se principalmente no prestígio então
alcançado pela chamada história quantitativa, ou serial, cujos
êxitos em campos como o da história econômica, social e
demográfica, levavam muitos historiadores crer que aquele era o
caminho rumo a uma História realmente científica.
(FALCON, Francisco José Calazans. Estudos de teoria da História e historiografia:
teoria da História. São Paulo; Hucitec, 2011. p. 62).
Apesar das diferenças entre as três gerações dos Annales, é possível identificar um chão comum. Para analisar os pontos em comum que marcam a trajetória da produção historiográfica das três gerações dos Annales, devemos considerar
Apesar das diferenças entre as três gerações dos Annales, é possível identificar um chão comum. Para analisar os pontos em comum que marcam a trajetória da produção historiográfica das três gerações dos Annales, devemos considerar
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O campo da filogenia digital traz diversas aproximações com o
método histórico. Parte do método histórico se estabeleceu por
meio da comparação entre diferentes manuscritos, de modo a
apontar, mediante o exame minucioso de suas características
particulares quais eram as famílias e linhagens documentais que
haviam chegado até o presente. Além disso, com comparação
entre manuscritos, buscava-se eliminar os equívocos ocasionados
pela passagem do tempo para chegar à versão mais próxima às
intenções originais do autor.
(PEREIRA, Mateus Henrique de Faria; NICODEMO, Thiago Lima; ARAUJO, Valdei Lopes
de. A indústria das fakenews como um problema historiográfico: atualismo e política
em um presente agitado. In: IEGELSKI, Francine; MÜLLER, Angélica (orgs). História do
Tempo presente: mutações e reflexões. Roi de Janeiro: FGV, 2022. p. 178)
O ensino de História vem sendo impactado pela presença da cultura digital. A filogenia digital oferece possibilidades de diálogos com as práticas historiadoras no âmbito da academia e do ensino básico, uma vez que
O ensino de História vem sendo impactado pela presença da cultura digital. A filogenia digital oferece possibilidades de diálogos com as práticas historiadoras no âmbito da academia e do ensino básico, uma vez que
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- História GeralDemandas políticas e sociais no mundo atual
- História GeralQuestões Internacionais: história do tempo presente
Como mestre do espetáculo, Trump normaliza, por meio da
repetição contínua, suas tentativas incessantes de alimentar o
ódio, as divisões raciais e a destruição dos laços sociais – tudo o
que é necessário para que a política fascista floresça. Na era
Trump, a linha entre a violência letal e a retórica de uma política
fascista é perigosamente tênue e, à medida que a memória
histórica se desvanece e a alfabetização cívica é menosprezada, a
barbárie e a brutalidade ascendem. Abordar criticamente a
linguagem de Trump é um ato crucial de resistência política. Sua
odiosa retórica demonstra que a educação é central para a
política, porque é através da linguagem e de diversas formas de
comunicação que o poder se materializa para moldar a
consciência, o desejo, a identidade e os valores.
(GIROUX, Henry Armand. Educação e lutas pela democracia: escritos
contemporâneos sobre o maquinário neoliberal. Rio de Janeiro: UFRJ, 2023. p. 65).
Para a análise do fenômeno político do trumpismo, o autor sugere
Para a análise do fenômeno político do trumpismo, o autor sugere
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Embora os historiadores tenham assinalado as preocupações da
Igreja católica de catequização dos negros no Brasil, não há
registros de uma ação educativa que os iniciasse na árdua tarefa
da leitura dos evangelhos. A palavra escrita lhes era inacessível.
Como eram então doutrinados?
No catolicismo imposto às classes populares “a figura do Cristo
Revelado no Novo Testamento é praticamente desconhecida “.
São os “santos” que estão na base do catolicismo popular. Assim,
a catequese dos africanos no Brasil não se fez acompanhar de um
processo que pressupusesse, antes de mais nada, a aquisição da
leitura. Na realidade, não se buscava decifrar no Novo
testamento as mensagens do Cristo Revelado; o catolicismo dos
negros, no período colonial, foi estruturado a partir de suas
devoções aos santos e à Virgem Maria. O que de fato eram as
irmandades? Que função preenchiam na vida colonial?
(GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira. Negros e Educação no Brasil. In: LOPES, Eliane
Marta Teixeira; FARIA FILHO, Luciano Mendes; VEIGA, Cynthia Greive. 500 anos de
educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2011)
Para responder as questões propostas pelo autor, cumpre analisar que as irmandades foram
Para responder as questões propostas pelo autor, cumpre analisar que as irmandades foram
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Em julho de 2011, quatro cidadãos quenianos, três homens e uma
mulher, ouviram numa sala de audiências do High Court, em
Londres, um juiz pronunciar-se a favor da admissibilidade da ação
que haviam interposto, dois anos antes, contra o governo do
Reino Unido, no sentido de se verem ressarcidos por abusos e
torturas alegadamente sofridos às mãos de agentes do poder
colonial britânico no Quênia, em meados da década de 1950.
Wambugu Wa Nyingy, Paulo Muoka Nzili, Ndiku Mutwiwa Mutua
e Jane Muthoni Mara, todos eles octogenários, afirmam ter sido
sujeitos a sevícias de vária ordem, incluindo castrações e
violações sexuais, todas elas geradoras de traumas que os
acompanharam pela vida fora. Entre as muitas vítimas deste
gênero de práticas ter-se-á contado também o avô paterno de
Barack Obama, que depois de ter servido no exército britânico na
Birmânia durante a II Guerra Mundial, foi acusado de ter
pertencido ao movimento Mau-Mau. As primeiras audiências do
julgamento tiveram início na primeira quinzena de Julho, mas as
suas implicações extravasaram já o âmbito estritamente judicial.
Para além do precedente que pode resultar daqui para situações
análogas (no Chipre e Malásia, nomeadamente), o caso está a
obrigar os historiadores, e a opinião pública, a reequacionarem o
papel da violência no fim do império, que tudo indica ter sido
muito mais relevante do que até aqui geralmente se admitia. Na
verdade, seria errado sugerir que os historiadores alguma vez
tenham negado que essa dimensão estivesse presente. Mas
algumas obras recentes – Histories of the Hanged (2005), do
britânico David Anderson, ou Britain’s Gulag (2005), da
americana Caroline Elkins, curiosamente ambas publicadas no
rescaldo das primeiras revelações sobre a prática de tortura em
prisões no Iraque pós-invasão - têm trazido elementos que
demonstram como o recurso a métodos de repressão, controle e
terror foi tão sistemático no contexto da descolonização britânica
como no de outros espaços imperiais europeus. Os dois
historiadores, juntamente com Huw Bennett, um especialista na
campanha do exército britânico durante a fase militar do conflito
do Quênia (1952-1960), foram arrolados como peritos pela firma
de advogados que representa os antigos prisioneiros quenianos e
foram eles quem começaram a examinar a enorme massa de
documentação que este caso ajudou a desclassificar – e que se
tornou num processo altamente polêmico por si só.
(OLIVEIRA, Pedro Aires. A vingança dos Mau-Maus e os arquivos secretos da
descolonização britânica. Extraído de: https://www.publico.pt/2012/09/02/jornal/a-vinganca-dos-maumau-e-os-arquivos-secretos-da-descolonizacao-britanica-25125044
A partir da análise do texto, é correto afirmar que o relato
A partir da análise do texto, é correto afirmar que o relato
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Há um debate contemporâneo sobre o grau de “tolerância”
ideológica que Al-Andalus pode ter demonstrado na Idade Média.
As percepções do Islã no mundo ocidental contemporâneo, sejam
elas positivas ou negativas, influenciam profundamente este
debate. É verdade que o mundo muçulmano, especialmente sua
parte hispano-mourisca, não sofreu a mesma repressão do
pensamento crítico que a cristandade europeia, especialmente
após o nascimento da Inquisição, no final do século XII.
Entretanto, também não se deve atribuir-lhe um conceito
anacrônico de liberdade religiosa e intelectual. Tal liberdade
simplesmente não existia na época, seja na Europa, no Norte da
África, ou no Oriente Próximo. Nenhuma das visões opostas
simplistas do Al-Andalus pode resistir a uma séria pesquisa
histórica.
(BATEAU, Jean. O domínio muçulmano na Espanha foi crucial para a história da
Europa. Extraído de: https://jacobin.com.br/2023/10/o-dominio-muculmano-naespanha-foi-crucial-para-a-historia-da-europa/)
Um professor de ensino fundamental II elabora uma aula sobre as sociedades islâmicas, tendo como fonte para incentivar o debate o trecho citado acima. O objetivo a ser alcançado é
Um professor de ensino fundamental II elabora uma aula sobre as sociedades islâmicas, tendo como fonte para incentivar o debate o trecho citado acima. O objetivo a ser alcançado é
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Onde estavam os tupinambás, os aimarás, os quicongos, os
iorubás, os xavantes, os quichuas, o povo de mina, na chamada
Idade Antiga ou Idade Média? Teremos de fazer como certa vez
me ensinou um jongueiro: ”meu filho, havemos de cismar com as
coisas do mundo “. O desafio nos demanda outros movimentos,
mirando uma virada linguística/epistemológica que seja
implicada na luta por justiça cognitiva e pela pluriversalização do
mundo. Devemos credibilizar gramáticas produzidas por outras
presenças e enunciadas por outros movimentos para, então,
praticarmos o que, inspirado em Exu e nas encruzilhadas, eu
chamo de cruzo.
(RUFINO, Luiz. Pedagogia das encruzilhadas. Rio de Janeiro: Mórula, 2019. p. 14-15)
A proposta pedagógica do autor implica em romper com visões históricas fundadas na
A proposta pedagógica do autor implica em romper com visões históricas fundadas na
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O mundo só vai ser igualitário na medida do conhecimento sobre
o qual ele é construído. O iluminismo surgiu numa época em que
a Europa havia arrasado grande parte do mundo por meio do
genocídio da escravidão e estava afirmando seu domínio pela
expansão colonial. A arrogância dos seus pensadores só foi
possível devido à violência da primeira versão do império
Ocidental. Os ‘grandes pensadores’ se viram no centro do mundo
como resultado disso e teorizaram a respeito de sua aparente
supremacia. Um dos seus propósitos era oferecer uma
justificativa para o genocídio, a escravidão e o colonialismo que
eram absolutamente indispensáveis para o progresso do
Ocidente. O iluminismo foi crucial na passagem para a nova era
imperialista: ele ofereceu a estrutura de conhecimento
universalista, supostamente racional e científica que sustentava a
lógica colonial. É uma heresia questionar os homens brancos
mortos porque suas obras estão na fundação da atual ordem
social injusta. Entender que o iluminismo e o racismo não podem
ser separados é o primeiro passo para avaliar de fato que a lógica
colonial ainda governa o mundo hoje.
(ANDREWS, Kehinde. A nova era do Império: como o racismo e o colonialismo ainda
dominam o mundo. SP: Companhia das Letras, 2023. p. 38-39)
A partir da análise do texto, é correto dizer que o autor
A partir da análise do texto, é correto dizer que o autor
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O próprio Hitler foi movido durante toda a carreira política por
um ódio fanático aos judeus. Esse antissemitismo tem raízes em
uma tradição com mais de mil anos, que em repetidas ocasiões
levou ao assassinato em massa de judeus. Mas o passo de
assassinato em massa para genocídio só foi dado quando a
tradição antissemita por fim se encontrou com a tradição de
genocídios surgida durante a expansão europeia na Europa, na
América, na África e na Ásia.
(LINDQVIST, Sven. Exterminem todos os malditos: uma viagem ao Coração das
Trevas e à origem do genocídio europeu. São Paulo, Fósforo, 2023. p. 219)
professor de ensino fundamental II, ao propor o uso da citação acima para o planejamento de aula, tem como objetivo
professor de ensino fundamental II, ao propor o uso da citação acima para o planejamento de aula, tem como objetivo
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O comparecimento à Assembleia soberana era aberto a todo o
cidadão, e não havia burocracia ou funcionários públicos, exceto
uns poucos escriturários, escravos de propriedade do estado que
faziam registros inevitáveis, como cópias de tratados e leis, listas
de contribuintes inadimplentes e similares. O governo era, assim,
“pelo povo”, no sentido mais literal. A Assembleia, que detinha a
palavra final na guerra e na paz, nos tratados, nas finanças, na
legislação, nas obras públicas, em suma, na totalidade das
atividades governamentais, era um comício ao ar livre, com
tantos milhares de cidadãos com idade superior a 18 anos
quantos quisessem comparecer naquele determinado dia. Ela se
reunia frequentemente durante o ano todo, no mínimo quarenta
vezes, e, normalmente, chegava a uma decisão sobre o assunto a
discutir em um único dia de debate, em que, em princípio todos os
presentes tinham o direito de participar, tomando a palavra.
Isegoria, o direito universal de falar na Assembleia, era algumas
vezes empregado pelos escritores gregos como sinônimo de
“democracia”. E a decisão era pelo voto da maioria simples
daqueles que estivessem presentes.
(FINLEY, Moses I. Democracia antiga e moderna. RJ: Graal, 1985. p. 31)
Tendo em vista a descrição do autor sobre o funcionamento da Assembleia, podemos considerar que a democracia ateniense é
Tendo em vista a descrição do autor sobre o funcionamento da Assembleia, podemos considerar que a democracia ateniense é
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