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A palavra autogestão aparece no início dos anos 60 do século XX, na linguagem política e principalmente nos meios intelectuais da esquerda francesa insatisfeita com as realizações concretas do socialismo burocrático. Autogestão não é participação, pois participar significa engajar-se em uma atividade já existente com sua própria estrutura e finalidade. A autogestão visa à transformação e não à participação. Autogestão também não se confunde com a cogestão, pois esta significa direção conjunta de uma empresa, mantendo-se a estrutura hierárquica. A cooperativa já é um caso mais próximo da autogestão, pois os diretores são remunerados pelos próprios trabalhadores, sobrepujando parcialmente o antagonismo entre capital e trabalho.
Moacir Gadotti. Escola cidadã. São Paulo: Cortez, 1997, p. 15 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e da organização das estruturas linguísticas no texto acima.
Tanto o pronome “sua” quanto o pronome “esta” têm a função textual de retomar a palavra “Autogestão”, respectivamente.
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A palavra autogestão aparece no início dos anos 60 do século XX, na linguagem política e principalmente nos meios intelectuais da esquerda francesa insatisfeita com as realizações concretas do socialismo burocrático. Autogestão não é participação, pois participar significa engajar-se em uma atividade já existente com sua própria estrutura e finalidade. A autogestão visa à transformação e não à participação. Autogestão também não se confunde com a cogestão, pois esta significa direção conjunta de uma empresa, mantendo-se a estrutura hierárquica. A cooperativa já é um caso mais próximo da autogestão, pois os diretores são remunerados pelos próprios trabalhadores, sobrepujando parcialmente o antagonismo entre capital e trabalho.
Moacir Gadotti. Escola cidadã. São Paulo: Cortez, 1997, p. 15 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e da organização das estruturas linguísticas no texto acima.
Seriam alteradas as relações de sentido no texto, embora mantidas a coerência entre os argumentos e a correção gramatical, se o adjetivo “insatisfeita” estivesse grafado no masculino e no plural: insatisfeitos.
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A palavra autogestão aparece no início dos anos 60 do século XX, na linguagem política e principalmente nos meios intelectuais da esquerda francesa insatisfeita com as realizações concretas do socialismo burocrático. Autogestão não é participação, pois participar significa engajar-se em uma atividade já existente com sua própria estrutura e finalidade. A autogestão visa à transformação e não à participação. Autogestão também não se confunde com a cogestão, pois esta significa direção conjunta de uma empresa, mantendo-se a estrutura hierárquica. A cooperativa já é um caso mais próximo da autogestão, pois os diretores são remunerados pelos próprios trabalhadores, sobrepujando parcialmente o antagonismo entre capital e trabalho.
Moacir Gadotti. Escola cidadã. São Paulo: Cortez, 1997, p. 15 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e da organização das estruturas linguísticas no texto acima.
Com os devidos ajustes nas letras maiúsculas e minúsculas, o deslocamento da expressão “no início dos anos 60 do século XX” (R.1-2) para o começo do período — e do texto — preservaria sua coerência e correção gramatical, desde que a vírgula que segue essa expressão a acompanhasse.
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Em 1517, o explorador espanhol Francisco Hernández de Córdoba chegou à península de Yucatán, perto da atual cidade mexicana de Cancun. As comunidades pelas quais passou a expedição de Hernández faziam parte do que restava de uma complexa sociedade que, durante 700 anos, dominara a América Central: os maias. Embora ainda haja muitas perguntas a ser respondidas, a estrutura política centralizada em torno de uma pequena aristocracia improdutiva pode ter acelerado a decadência dos maias. Os achados arqueológicos indicam que, a partir do ano 900, suas principais cidades foram abandonadas. Sabe-se que a área foi assolada por longos períodos de seca. Mas não há sinais de que a seca tenha provocado mortes em massa. O mais provável é que os camponeses tenham abandonado as cidades e se retirado para regiões mais isoladas, onde viveriam do que plantavam, sem prestar contas a reis e sem sustentá-los. O biólogo norte-americano Jared Diamond argumenta que a falta de visão de futuro e a ausência de cuidado com o meio ambiente é que teriam provocado o declínio da civilização maia. Os governantes estavam ocupados demais na construção de obras grandiosas e não foram capazes de lidar com as necessidades do povo.
Tiago Cordeiro. O raio X dos maias. In: Aventuras
na História, ed. 43, mar./2007, p. 30-1 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, a respeito da organização das estruturas linguísticas e das ideias do texto acima.
Conclui-se, a partir da argumentação do texto, que lições tiradas de evidências históricas podem apontar para a necessidade de se ter uma visão de futuro quando se tenta sanar as dificuldades na época em que elas ocorrem.
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Em 1517, o explorador espanhol Francisco Hernández de Córdoba chegou à península de Yucatán, perto da atual cidade mexicana de Cancun. As comunidades pelas quais passou a expedição de Hernández faziam parte do que restava de uma complexa sociedade que, durante 700 anos, dominara a América Central: os maias. Embora ainda haja muitas perguntas a ser respondidas, a estrutura política centralizada em torno de uma pequena aristocracia improdutiva pode ter acelerado a decadência dos maias. Os achados arqueológicos indicam que, a partir do ano 900, suas principais cidades foram abandonadas. Sabe-se que a área foi assolada por longos períodos de seca. Mas não há sinais de que a seca tenha provocado mortes em massa. O mais provável é que os camponeses tenham abandonado as cidades e se retirado para regiões mais isoladas, onde viveriam do que plantavam, sem prestar contas a reis e sem sustentá-los. O biólogo norte-americano Jared Diamond argumenta que a falta de visão de futuro e a ausência de cuidado com o meio ambiente é que teriam provocado o declínio da civilização maia. Os governantes estavam ocupados demais na construção de obras grandiosas e não foram capazes de lidar com as necessidades do povo.
Tiago Cordeiro. O raio X dos maias. In: Aventuras
na História, ed. 43, mar./2007, p. 30-1 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, a respeito da organização das estruturas linguísticas e das ideias do texto acima.
O uso do tempo verbal em “teriam provocado” ressalta que a afirmação do biólogo não se baseia em verdades históricas e sugere que essa seria a interpretação provável dos “camponeses” para o fim da civilização maia.
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Em 1517, o explorador espanhol Francisco Hernández de Córdoba chegou à península de Yucatán, perto da atual cidade mexicana de Cancun. As comunidades pelas quais passou a expedição de Hernández faziam parte do que restava de uma complexa sociedade que, durante 700 anos, dominara a América Central: os maias. Embora ainda haja muitas perguntas a ser respondidas, a estrutura política centralizada em torno de uma pequena aristocracia improdutiva pode ter acelerado a decadência dos maias. Os achados arqueológicos indicam que, a partir do ano 900, suas principais cidades foram abandonadas. Sabe-se que a área foi assolada por longos períodos de seca. Mas não há sinais de que a seca tenha provocado mortes em massa. O mais provável é que os camponeses tenham abandonado as cidades e se retirado para regiões mais isoladas, onde viveriam do que plantavam, sem prestar contas a reis e sem sustentá-los. O biólogo norte-americano Jared Diamond argumenta que a falta de visão de futuro e a ausência de cuidado com o meio ambiente é que teriam provocado o declínio da civilização maia. Os governantes estavam ocupados demais na construção de obras grandiosas e não foram capazes de lidar com as necessidades do povo.
Tiago Cordeiro. O raio X dos maias. In: Aventuras
na História, ed. 43, mar./2007, p. 30-1 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, a respeito da organização das estruturas linguísticas e das ideias do texto acima.
Sem se prejudicar a correção gramatical do texto, é possível flexionar as formas verbais “haja” e “ser” no plural, na estrutura sintática em que se inserem, escrevendo-a do seguinte modo: Embora ainda hajam muitas perguntas a serem respondidas.
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Em 1517, o explorador espanhol Francisco Hernández de Córdoba chegou à península de Yucatán, perto da atual cidade mexicana de Cancun. As comunidades pelas quais passou a expedição de Hernández faziam parte do que restava de uma complexa sociedade que, durante 700 anos, dominara a América Central: os maias. Embora ainda haja muitas perguntas a ser respondidas, a estrutura política centralizada em torno de uma pequena aristocracia improdutiva pode ter acelerado a decadência dos maias. Os achados arqueológicos indicam que, a partir do ano 900, suas principais cidades foram abandonadas. Sabe-se que a área foi assolada por longos períodos de seca. Mas não há sinais de que a seca tenha provocado mortes em massa. O mais provável é que os camponeses tenham abandonado as cidades e se retirado para regiões mais isoladas, onde viveriam do que plantavam, sem prestar contas a reis e sem sustentá-los. O biólogo norte-americano Jared Diamond argumenta que a falta de visão de futuro e a ausência de cuidado com o meio ambiente é que teriam provocado o declínio da civilização maia. Os governantes estavam ocupados demais na construção de obras grandiosas e não foram capazes de lidar com as necessidades do povo.
Tiago Cordeiro. O raio X dos maias. In: Aventuras
na História, ed. 43, mar./2007, p. 30-1 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, a respeito da organização das estruturas linguísticas e das ideias do texto acima.
Preservam a coerência entre os argumentos e a correção gramatical do texto as seguintes alterações na sua pontuação: a substituição de dois-pontos depois de “America Central”por vírgula; a substituição do ponto depois de “maia” por dois-pontos, acompanhada da mudança de grafia de inicial maiúscula para minúscula em “Os”.
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Em 1517, o explorador espanhol Francisco Hernández de Córdoba chegou à península de Yucatán, perto da atual cidade mexicana de Cancun. As comunidades pelas quais passou a expedição de Hernández faziam parte do que restava de uma complexa sociedade que, durante 700 anos, dominara a América Central: os maias. Embora ainda haja muitas perguntas a ser respondidas, a estrutura política centralizada em torno de uma pequena aristocracia improdutiva pode ter acelerado a decadência dos maias. Os achados arqueológicos indicam que, a partir do ano 900, suas principais cidades foram abandonadas. Sabe-se que a área foi assolada por longos períodos de seca. Mas não há sinais de que a seca tenha provocado mortes em massa. O mais provável é que os camponeses tenham abandonado as cidades e se retirado para regiões mais isoladas, onde viveriam do que plantavam, sem prestar contas a reis e sem sustentá-los. O biólogo norte-americano Jared Diamond argumenta que a falta de visão de futuro e a ausência de cuidado com o meio ambiente é que teriam provocado o declínio da civilização maia. Os governantes estavam ocupados demais na construção de obras grandiosas e não foram capazes de lidar com as necessidades do povo.
Tiago Cordeiro. O raio X dos maias. In: Aventuras
na História, ed. 43, mar./2007, p. 30-1 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, a respeito da organização das estruturas linguísticas e das ideias do texto acima.
O uso do tempo verbal em “dominara” indica que o período de 700 anos de domínio dos maias na América Central já havia terminado quando a expedição de Hernández passou por essa região.
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Tendo por unidade de análise o gênero humano no tempo, o antropólogo Lewis Morgan dispõe as sociedades humanas na história, segundo graus de complexidade crescentes conforme se aproximam da civilização. Diferentes organizações sociais sucedem-se porque se superam pelo desenvolvimento de sua capacidade de adaptar-se à natureza e de dominá-la, identificando vantagens biológicas e econômicas em certas formas de comportamento, que são, então, instituídas como modos de organização social. O materialismo antirracista de Morgan é fruto de sua concepção de que inato no homem é o geral e não o particular. Inata no homem é a capacidade intelectual de reconhecer a maior utilidade de certas formas de organização social graças aos “germes elementares do pensamento” que se transmitem biologicamente. Se assim não fosse, os grupos humanos estariam condenados às suas particularidades.
Sylvia G. Garcia. Antropologia, modernidade, identidade.
Tempo Social, v. 5, 1994, p. 125 (com adaptações).
Com relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item subsequente.
Considerando-se que o argumento apresentado na última oração do texto pode ser tratado de maneira abrangente, sem determinação de artigo feminino, é opcional o uso do sinal indicativo de crase em “às suas”, que pode ser omitido sem prejudicar a coerência e a correção gramatical do texto.
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Tendo por unidade de análise o gênero humano no tempo, o antropólogo Lewis Morgan dispõe as sociedades humanas na história, segundo graus de complexidade crescentes conforme se aproximam da civilização. Diferentes organizações sociais sucedem-se porque se superam pelo desenvolvimento de sua capacidade de adaptar-se à natureza e de dominá-la, identificando vantagens biológicas e econômicas em certas formas de comportamento, que são, então, instituídas como modos de organização social. O materialismo antirracista de Morgan é fruto de sua concepção de que inato no homem é o geral e não o particular. Inata no homem é a capacidade intelectual de reconhecer a maior utilidade de certas formas de organização social graças aos “germes elementares do pensamento” que se transmitem biologicamente. Se assim não fosse, os grupos humanos estariam condenados às suas particularidades.
Sylvia G. Garcia. Antropologia, modernidade, identidade.
Tempo Social, v. 5, 1994, p. 125 (com adaptações).
Com relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item subsequente.
Preservam-se a coerência entre as ideias e a correção gramatical do texto, ao se substituir a conjunção que inicia o segmento “e não o particular” por vírgula.
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