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Foram encontradas 50 questões.

Os escritos quinhentistas não são reconhecidos por estudiosos como literatura autenticamente brasileira e sim sobre o Brasil.
Assinale a opção que confirma essa afirmação:
 

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1697187 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
Texto
TERCETOS, I
Olavo Bilac
Noite ainda, quando ela me pedia
Entre dois beijos que me fosse embora,
Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:
"Espera ao menos que desponte a aurora!
Tua alcova é cheirosa como um ninho...
E olha que escuridão há lá por fora!
Como queres que eu vá, triste e sozinho,
Casando a treva e o frio de meu peito
Ao frio e à treva que há pelo caminho?!
Ouves? é o vento! é um temporal desfeito!
Não arrojes à chuva e à tempestade!
Não me exiles do vale do teu leito!
Morrerei de aflição e de saudade...
Espera! até que o dia resplandeça,
Aquece-me com a tua mocidade!
Sobre o teu colo deixa-me a cabeça
Repousar, como há pouco repousava...
Espera um pouco! deixa que amanheça!"
- E ela abria-me os braços. E eu ficava.
Fonte: Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000285.pdf Acesso em 21 maio de 2018
O tom conativo é claramente percebido no discurso empreendido pelo eu lírico no poema de Olavo Bilac. Tal tom é expresso no poema, principalmente, pela presença:
 

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Sobre o texto III, uma cantiga de amigo, pode-se afirmar que:
 

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1683323 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
O CORTIÇO
Aluísio Azevedo
Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.
[...]
Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos.
[...]
O rumor crescia, condensando-se; o zunzum de todos os dias acentuava-se; já se não destacavam vozes dispersas, mas um só ruído compacto que enchia todo o cortiço. Começavam a fazer compras na venda; ensarilhavam-se discussões e rezingas; ouviam-se gargalhadas e pragas; já se não falava, gritava-se. Sentia-se naquela fermentação sanguínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra. Da porta da venda que dava para o cortiço iam e vinham como formigas; fazendo compras. [...]
Fonte: O Cortiço. São Paulo: Ática, 1995, p.35-36
Com relação ao trecho destacado, considere as questões a seguir:
I. há a fusão entre os seres e o ambiente a que pertencem.
II. o narrador descreve subjetivamente e com minúcias a vida no cortiço.
III. o narrador utiliza uma visão panorâmica para descrever o dia a dia no cortiço.
 

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1665304 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
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Leia o texto a seguir:
A CEBOLA
PEGUE UMA cebola e corte ao meio. Então olhe bem para ela com olhos de criança. Se você não sabe o que é o olhar de uma criança, leia o poeta Alberto Caeiro para aprender...
Uma paciente minha, dos tempos em que eu exercia a psicanálise, olhou com olhos de criança para uma cebola cortada ao meio e ficou tão espantada com o que viu que pensou que estava ficando louca. Uma cebola cortada é mesmo um espanto. Pablo Neruda, olhando para uma cebola, escreveu: "Rosa de água com escamas de cristal..."
Agora, figure que uma cebola cortada é um modelo do mundo. Bem no centro, lá onde o primeiro anel é tão pequeno que não chegou a ser anel, ponha uma criança. Imagine que os anéis são os mundos que ela precisa conhecer para viver.
Mas não é possível comer o que está longe. Não é possível pular anéis. Só se pode comer o quarto anel depois que se comeu o primeiro, o segundo e o terceiro anéis.
A cebola cortada me sugeriu a forma como o primeiro currículo deveria ser organizado: como os anéis de uma cebola, na ordem certa. O que estaria contido no primeiro anel? A resposta é fácil: o primeiro anel que abraça a criança é a sua casa.
Não fui ousado ao ponto de sugerir a construção de uma casa de tijolo e cimento. Mas é a imaginação que faz o que não existe existir! Pensei que a casa onde uma criança mora, o primeiro anel da sua cebola, é um universo imenso, cheio de provocações ao conhecimento.
Primeiro, a casa como objeto matemático: ângulos, triângulos, linhas horizontais, verticais e paralelas, proporções e simetrias.
Depois, como objeto da física: a composição de forças no travamento do telhado, o prumo, o nível, as caixas de ferramentas, o martelo, o serrote, a pua, a física dos materiais, a madeira, o vidro, a cerâmica, o plástico, a eletricidade que esquenta e que esfria, a eletricidade que faz girar, que ilumina e produz música. Esse laboratório de química chamado cozinha: o fogo, os alimentos, os temperos.
O mundo das coisas vivas: as baratas, as traças, os tatuzinhos, os piolhos, os pássaros, as aranhas, os cachorros, os gatos, os peixes, os pernilongos, os mosquitos da dengue, os caramujos.
O mundo das doenças e da saúde. Os primeiros-socorros. O lixo, as privadas... Ouse imaginar quantas toneladas de cocô por ano os humanos colocam na nossa Terra...
E, ao tomar o seu branco e puro leitinho, imagine quantas toneladas de bosta de vaca e quantos metros cúbicos de gases fétidos são lançados na atmosfera diariamente pelos bovinos inocentes. O mundo da cultura: as revistas, os livros, a televisão, o jardim, os quadros.
Gostaria de conhecer a casa em que moro, mas não conheço. Aperto uma infinidade de botões que fazem as coisas acontecerem, mas não sei por que elas acontecem, e, quando não acontecem, fico perdido e tenho de chamar um técnico.
Pensei que as crianças gostariam da ideia assim como eu gostei. Aprendendo sobre a casa aprendemos sobre o mundo todo. Pois o mundo todo é a grande casa em que moramos, o último anel da cebola...
Fonte: ALVES, Rubem, Folha de São Paulo Disponível em: Acesso em: 18 maio 2018http://www.institutorubemalves.org.br/rubem-alves/carpe-diem/cronicas/a-cebola/
"Pensei que a casa onde uma criança mora, O PRIMEIRO ANEL DA SUA CEBOLA, é um universo imenso, cheio de provocações ao conhecimento".
O trecho destacado no fragmento acima sugere:
 

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1638051 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
Leia o texto a seguir:
AOS VÍCIOS
Eu sou aquele que os passados anos
cantei na minha lira maldizente
torpezas do Brasil, vícios e enganos.
[...]
De que pode servir calar quem cala,
Nunca se há de falar o que se sente?!
Sempre se há de sentir o que se fala!
Qual homem pode haver tão paciente
Que, vendo o triste estado da Bahia,
Não chore, não suspire e não lamente?
[...]
Se souberas falar, também falaras,
Também satirizaras, se souberas,
E se foras Poeta, poetizaras.
A ignorância dos homens destas eras
Sisudos faz ser uns, outros prudentes,
Que a mudez canoniza bestas feras.
Há bons, por não poder ser insolentes,
Outros há comedidos de medrosos,
Não mordem outros não, por não ter dentes.
Quantos há que os telhados têm vidrosos,
E deixam de atirar sua pedrada
De sua mesma telha receosos.
Uma só natureza nos foi dada:
Não criou Deus os naturais diversos,
Um só Adão formou, e esse de nada.
Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício, e a virtude,
De que uns são comensais outros adversos.
Quem maior a tiver, do que eu ter pude,
Esse só me censure, esse me note,
Calem-se os mais, chitom, e haja saúde.
Gregório de Matos. Fonte: Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000119.pdf Acesso em: 21 maio 2018.
Vocabulário: canonizar: considerar santo, incluir no rol dos santos; quem maior a tiver: quem tiver virtude maior; chitom: silêncio! (do francês chut donc).
Sobre o fragmento, analise a veracidade (V) ou falsidade (F) das proposições abaixo:
( ) O eu lírico é vítima das mazelas da sociedade colonial.
( ) Refere-se ao apogeu econômico da sociedade brasileira do século XVII.
( ) O eu lírico sugere que, através de sua lira, pode resolver os problemas da Bahia.
( ) Faz alusão à própria produção satírica de Gregório de Matos, que se caracteriza pela crítica social.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses de cima para baixo.
 

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1629066 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
Texto
TERCETOS, I
Olavo Bilac
Noite ainda, quando ela me pedia
Entre dois beijos que me fosse embora,
Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:
"Espera ao menos que desponte a aurora!
Tua alcova é cheirosa como um ninho...
E olha que escuridão há lá por fora!
Como queres que eu vá, triste e sozinho,
Casando a treva e o frio de meu peito
Ao frio e à treva que há pelo caminho?!
Ouves? é o vento! é um temporal desfeito!
Não arrojes à chuva e à tempestade!
Não me exiles do vale do teu leito!
Morrerei de aflição e de saudade...
Espera! até que o dia resplandeça,
Aquece-me com a tua mocidade!
Sobre o teu colo deixa-me a cabeça
Repousar, como há pouco repousava...
Espera um pouco! deixa que amanheça!"
- E ela abria-me os braços. E eu ficava.
Fonte: Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000285.pdf Acesso em 21 maio de 2018
Sobre o poema é correto afirmar:
 

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1628940 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
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Assinale a opção que completa adequadamente os espaços pontilhados: Duvidar de minhas teorias é um direito que ...... assiste e ......... não se deve abrir mão.
 

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1627470 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
Provas:
"Pensei que as crianças gostariam da ideia assim como eu gostei. APRENDENDO SOBRE A CASA, APRENDEMOS SOBRE O MUNDO TODO".
Assinale a opção cujo sentido da oração marcada seja o mesmo da oração destacada no período acima.
 

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1627286 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
SINFONIAS DO OCASO
Musselinosas como brumas diurnas
descem do ocaso as sombras harmoniosas,
sombras veladas e musselinosas
para as profundas solidões noturnas.
Sacrários virgens, sacrossantas urnas,
os céus resplendem de sidéreas rosas,
da Lua e das Estrelas majestosas
iluminando a escuridão das furnas.
Ah! por estes sinfônicos ocasos
a terra exala aromas de áureos vasos,
incensos de turíbulos divinos.
Os plenilúnios mórbidos vaporam ...
E como que no Azul plangem e choram
cítaras, harpas, bandolins, violinos ...
Fonte: Cruz e Sousa. Broquéis. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000073.pdf Acesso em: 20 maio 2018
O poema de Cruz e Sousa apresenta características da estética simbolista.
Assinale a opção que NÃO apresenta características dessa estética:
 

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