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No livro intitulado Elementos de Didática da Matemática, D’Amore apresenta duas maneiras diferentes de compreender a Didática da Matemática: uma denominada, pelo autor, de Didática A, e outra, de Didática B. Para o autor, a Didática A pode ser vista como
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- Interpretação de TextosAnálise de Estruturas Linguísticas
- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
Leia o texto para responder às questões de números 17 e 18.
“Ouvir que não existe quilombola em Santa Catarina me causa indignação, mas não espanto”, diz Terezinha Silva de Souza, 87, fundadora da associação do quilombo Caldas do Cubatão, da cidade catarinense Santo Amaro da Imperatriz.
Ao lado do Rio Grande do Sul, o estado lidera a lista dos mais brancos do país, com 78% de sua população autodeclarada branca, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em seguida, com 64%, está o Paraná, completando a tríade sulista.
No total da população brasileira, 43% são brancos, segundo dados de 2021 do órgão.
Os cinco estados com mais pessoas autodeclaradas brancas
Em %

Fonte: IBGE – Pesquisa Nacional por amostra de domicílios contínua trimestral 2022
“O negro sempre foi excluído, ficou em segundo plano, teve sua história apagada”, afirma Terezinha, ao dizer que não se surpreende com quem desconhece as veias quilombolas que pulsam ao sul do mapa brasileiro.
Apesar de ter ao menos 319 comunidades remanescentes de quilombos, a região é raramente vista como um território de resistência negra.
No imaginário coletivo, a figura do gaúcho, por exemplo, é com frequência associada à de uma pessoa branca que veste bombacha e anda a cavalo. Nada de pretos, ou pardos. Que dirá, então, quilombolas. É o que diz Fernanda Oliveira, historiadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
(Marina Lourenço, “Quilombolas do Sul lutam contra apagamento”. Em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano, 09.06.2023. Adaptado)
Na organização da notícia, a inclusão do gráfico tem a intenção de
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Leia o texto para responder às questões de números 28 e 29.
À esquerda do vale, e abrigado do norte pela montanha que ali se corta quase a pique, está um maciço de verdura do mais belo viço e variedade. A faia, o freixo, o álamo entrelaçam os ramos amigos; a madressilva, a musqueta penduram de um a outro suas grinaldas e festões: a congossa, os fetos, a malva-rosa do valado vestem e alcatifam o chão. Para mais realçar a beleza do quadro, vê-se por entre um claro das árvores a janela meia aberta de uma habitação antiga mas não dilapidada — com certo ar de conforto grosseiro, e carregada na cor pelo tempo e pelos vendavais do sul a que está exposta. A janela é larga e baixa; parece mais ornada e também mais antiga que o resto do edifício que todavia mal se vê...
Interessou-me aquela janela.
Quem terá o bom gosto e a fortuna de morar ali?
Parei e pus-me a namorar a janela.
Encantava-me, tinha-me ali como num feitiço.
Pareceu-me entrever uma cortina branca... e um vulto
por detrás... Imaginação decerto! Se o vulto fosse feminino!
... era completo o romance.
Como há de ser belo ver pôr o Sol daquela janela! ...
E ouvir cantar os rouxinóis! ...
E ver raiar uma alvorada de Maio!
... Se haverá ali quem a aproveite, a deliciosa janela?
... quem aprecie e saiba gozar todo o prazer tranquilo,
todos os santos gozos de alma que parece que lhe andam
esvoaçando em torno?
Se for homem é poeta; se é mulher está namorada.
São os dois entes mais parecidos da natureza, o poeta e
a mulher namorada: veem, sentem, pensam, falam como a
outra gente não vê, não sente, não pensa nem fala.
(Massaud Moisés. A Literatura Portuguesa Através Dos Textos)
Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett, de onde se extraiu o excerto, foi publicado em 1846. Analisando-o, flagram-se usos que denunciam tratar-se de um momento histórico, social e espacial diferente daquele que hoje se vivencia. Um exemplo que mostra inequivocamente essa diferença contextual está na seguinte reescrita:
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Leia a tira.

(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 08.06.2023)
De acordo com Rojo (2012), “... o conceito de multiletramentos – é bom enfatizar – aponta para dois tipos específicos e importantes de multiplicidade presentes em nossas sociedades, principalmente urbanas, na contemporaneidade: a multiplicidade cultural das populações e a multiplicidade semiótica da constituição dos textos por meio dos quais ela se informa e se comunica.” Com base nesses apontamentos da autora, identifica-se que a multiplicidade cultural na tira se organiza
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Leia o texto para responder às questões de números 19 e 20.
Nossos filhos nas redes sociais
Muita tinta e saliva têm sido gastas sobre o papel das redes sociais na polarização política e na degradação da verdade. Se em geral elas favorecem a “arte da associação”, que Alexis de Tocqueville via como chave de uma democracia vibrante, seus elementos tóxicos a deterioram. Mas, além da cultura cívica que essa geração legará à próxima, eles podem estar degradando a saúde mental dos herdeiros. O “risco pode ser profundo”, adverte um relatório da principal autoridade de saúde americana, dr. Vivek Murthy.
Fato: algo terrível aconteceu com a Geração Z, nascida após 1996. Na última década, as taxas de depressão, ansiedade, comportamentos autodestrutivos e suicídios escalaram entre crianças e adolescentes, justamente os que cresceram sob o uso massivo e diário das redes viabilizado pelos smartphones. Correlação não implica causalidade, e, mesmo sendo uma causa, as redes não são a única. Mas há indícios de que, além de reforçar as outras, elas são a principal.
Algo dessa ansiedade pode refletir a ansiedade dos pais com tensões políticas e sociais. Uma cultura protecionista e a pressão por resultados deixa às crianças cada vez menos tempo para atividades livres e não supervisionadas entre si, minando o desenvolvimento de suas habilidades em cooperar, ceder, solucionar conflitos e tolerar adversidades. Essa psique fragilizada é palpável nos campi, onde universitários “cancelam” opiniões que são sentidas como “violência”.
A terceirização da educação e recreação para as telas pode ter um papel no isolamento dos jovens. Sua relação com transtornos mentais é mais incerta. Nesse sentido, as telas seriam como um novo alimento. A comida é necessária à vida; desbalanceada, é nociva. As telas seriam como açúcar, dispensável para a nutrição, mas saboroso, e, em excesso, pernicioso. Já as redes parecem ser algo mais. Não são como veneno de rato, tóxico para todos, mas mais como o álcool, uma substância medianamente viciante que facilita interações sociais, mas pode levar à dependência e depressão de uma minoria. Para jovens em desenvolvimento cerebral e emocional, alerta Murthy, as sequelas podem ser agudas.
(https://www.estadao.com.br/opiniao, 04.06.2023. Adaptado)
De acordo com Ingedore Koch (2015, adaptado), “o encadeamento de segmentos textuais, de qualquer extensão, é estabelecido, em grande número de casos, por meio de recursos linguísticos que se denominam articuladores textuais ou operadores do discurso. (...) Os articuladores enunciativos ou discursivo-argumentativos são os que encadeiam atos de fala distintos, introduzindo, entre eles, relações discursivo-argumentativas...”. Com base no exposto pela autora, identifica-se enunciado com operador do discurso, seguido de reescrita com manutenção do sentido original, em:
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Leia o texto para responder às questões de números 19 e 20.
Nossos filhos nas redes sociais
Muita tinta e saliva têm sido gastas sobre o papel das redes sociais na polarização política e na degradação da verdade. Se em geral elas favorecem a “arte da associação”, que Alexis de Tocqueville via como chave de uma democracia vibrante, seus elementos tóxicos a deterioram. Mas, além da cultura cívica que essa geração legará à próxima, eles podem estar degradando a saúde mental dos herdeiros. O “risco pode ser profundo”, adverte um relatório da principal autoridade de saúde americana, dr. Vivek Murthy.
Fato: algo terrível aconteceu com a Geração Z, nascida após 1996. Na última década, as taxas de depressão, ansiedade, comportamentos autodestrutivos e suicídios escalaram entre crianças e adolescentes, justamente os que cresceram sob o uso massivo e diário das redes viabilizado pelos smartphones. Correlação não implica causalidade, e, mesmo sendo uma causa, as redes não são a única. Mas há indícios de que, além de reforçar as outras, elas são a principal.
Algo dessa ansiedade pode refletir a ansiedade dos pais com tensões políticas e sociais. Uma cultura protecionista e a pressão por resultados deixa às crianças cada vez menos tempo para atividades livres e não supervisionadas entre si, minando o desenvolvimento de suas habilidades em cooperar, ceder, solucionar conflitos e tolerar adversidades. Essa psique fragilizada é palpável nos campi, onde universitários “cancelam” opiniões que são sentidas como “violência”.
A terceirização da educação e recreação para as telas pode ter um papel no isolamento dos jovens. Sua relação com transtornos mentais é mais incerta. Nesse sentido, as telas seriam como um novo alimento. A comida é necessária à vida; desbalanceada, é nociva. As telas seriam como açúcar, dispensável para a nutrição, mas saboroso, e, em excesso, pernicioso. Já as redes parecem ser algo mais. Não são como veneno de rato, tóxico para todos, mas mais como o álcool, uma substância medianamente viciante que facilita interações sociais, mas pode levar à dependência e depressão de uma minoria. Para jovens em desenvolvimento cerebral e emocional, alerta Murthy, as sequelas podem ser agudas.
(https://www.estadao.com.br/opiniao, 04.06.2023. Adaptado)
De acordo com Angela Kleiman (2017), “outras habilidades que têm altas correlações com a capacidade de ler, apontadas na literatura, são a capacidade para apreender o tema e a estrutura global do texto para inferir o tom, intenção e atitude do autor, para reconstruir relações lógicas e temporais, bem como para realizar atividades de apropriação da voz do autor...”. Com base nessas informações, conclui-se corretamente que, na construção da argumentação no primeiro e no quarto parágrafos, recorre-se ao emprego de
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Leia o texto para responder às questões de números 17 e 18.
“Ouvir que não existe quilombola em Santa Catarina me causa indignação, mas não espanto”, diz Terezinha Silva de Souza, 87, fundadora da associação do quilombo Caldas do Cubatão, da cidade catarinense Santo Amaro da Imperatriz.
Ao lado do Rio Grande do Sul, o estado lidera a lista dos mais brancos do país, com 78% de sua população autodeclarada branca, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em seguida, com 64%, está o Paraná, completando a tríade sulista.
No total da população brasileira, 43% são brancos, segundo dados de 2021 do órgão.
Os cinco estados com mais pessoas autodeclaradas brancas
Em %

Fonte: IBGE – Pesquisa Nacional por amostra de domicílios contínua trimestral 2022
“O negro sempre foi excluído, ficou em segundo plano, teve sua história apagada”, afirma Terezinha, ao dizer que não se surpreende com quem desconhece as veias quilombolas que pulsam ao sul do mapa brasileiro.
Apesar de ter ao menos 319 comunidades remanescentes de quilombos, a região é raramente vista como um território de resistência negra.
No imaginário coletivo, a figura do gaúcho, por exemplo, é com frequência associada à de uma pessoa branca que veste bombacha e anda a cavalo. Nada de pretos, ou pardos. Que dirá, então, quilombolas. É o que diz Fernanda Oliveira, historiadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
(Marina Lourenço, “Quilombolas do Sul lutam contra apagamento”. Em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano, 09.06.2023. Adaptado)
Respeitando-se a norma-padrão, a coesão e a coerência textuais, uma reescrita que se mantém fiel aos sentidos do texto original é:
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Leia a tira.
O Melhor de Calvin – Bill Waterson

(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 01.06.2023. Acesso em 10.06.2023)
Nas falas dos personagens, identifica-se informalidade da linguagem com não atendimento à norma-padrão em:
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Leia o texto para responder às questões de números 28 e 29.
À esquerda do vale, e abrigado do norte pela montanha que ali se corta quase a pique, está um maciço de verdura do mais belo viço e variedade. A faia, o freixo, o álamo entrelaçam os ramos amigos; a madressilva, a musqueta penduram de um a outro suas grinaldas e festões: a congossa, os fetos, a malva-rosa do valado vestem e alcatifam o chão. Para mais realçar a beleza do quadro, vê-se por entre um claro das árvores a janela meia aberta de uma habitação antiga mas não dilapidada — com certo ar de conforto grosseiro, e carregada na cor pelo tempo e pelos vendavais do sul a que está exposta. A janela é larga e baixa; parece mais ornada e também mais antiga que o resto do edifício que todavia mal se vê...
Interessou-me aquela janela.
Quem terá o bom gosto e a fortuna de morar ali?
Parei e pus-me a namorar a janela.
Encantava-me, tinha-me ali como num feitiço.
Pareceu-me entrever uma cortina branca... e um vulto
por detrás... Imaginação decerto! Se o vulto fosse feminino!
... era completo o romance.
Como há de ser belo ver pôr o Sol daquela janela! ...
E ouvir cantar os rouxinóis! ...
E ver raiar uma alvorada de Maio!
... Se haverá ali quem a aproveite, a deliciosa janela?
... quem aprecie e saiba gozar todo o prazer tranquilo,
todos os santos gozos de alma que parece que lhe andam
esvoaçando em torno?
Se for homem é poeta; se é mulher está namorada.
São os dois entes mais parecidos da natureza, o poeta e
a mulher namorada: veem, sentem, pensam, falam como a
outra gente não vê, não sente, não pensa nem fala.
(Massaud Moisés. A Literatura Portuguesa Através Dos Textos)
Cada um de nós, professor ou não, precisa elevar o grau da própria autoestima linguística: recusar com veemência os velhos argumentos que visem menosprezar o saber linguístico individual de cada um de nós. Temos de nos impor como falantes competentes de nossa língua materna. Parar de acreditar que “brasileiro não sabe português”, que “português é muito difícil”, que os habitantes da zona rural ou das classes sociais mais baixas “falam tudo errado”. Acionar nosso senso crítico toda vez que nos deparamos com um comando paragramatical e saber filtrar as informações realmente úteis, deixando de lado (e denunciando, de preferência) as afirmações preconceituosas, autoritárias e intolerantes. Da parte do professor em geral, e do professor de língua em particular, essa mudança de atitude deve refletir-se na não aceitação de dogmas, na adoção de nova postura (crítica) em relação a seu próprio objeto de trabalho.
(Marcos Bagno. Preconceito linguístico)
A nova postura (crítica) defendida por Marcos Bagno solidariza-se ao contido
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Nos Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa (1998), afirma-se: “... língua é um sistema de signos específico, histórico e social, que possibilita a homens e mulheres significar o mundo e a sociedade. Aprendê-la é aprender não somente palavras e saber combiná-las em expressões complexas, mas apreender pragmaticamente seus significados culturais e, com eles, os modos pelos quais as pessoas entendem e interpretam a realidade e a si mesmas.”
Tal conceituação encontra eco na teoria de Bakhtin porque esse autor
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