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Foram encontradas 705 questões.

2743857 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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A única coisa de que aqui será feita abstração […] é unicamente a vontade que constitui o outro lado do mundo: num primeiro ponto de vista, com efeito, este mundo apenas existe absolutamente como representação; noutro ponto de vista ele apenas existe como vontade.

(Schopenhauer, 2001, p. 11. O mundo como representação e como vontade no pensamento. Disponível em: nucleodoconhecimento.com.br.)

A reação ao racionalismo iluminista – isto é, à crença de que a razão seria capaz de alcançar a verdade e de que a ciência, por meio da tecnologia, nos tornaria “mestres e senhores da natureza” – manifestava-se, também, com o movimento romântico, que irrompera no século XIX. No mesmo século, além de Nietzsche, o alemão Arthur Schopenhauer e o dinamarquês Sören Kierkegaard foram alguns dos que submeteram à prova os alicerces da razão. Em Schopenhauer apresenta-se:

 

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2743856 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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As atividades humanas estão ficando, a cada dia, mais dependentes da tecnologia e, portanto, susceptíveis às suas vulnerabilidades e seus efeitos. A Filosofia ajuda a reconhecer a tecnologia como dimensão da vida humana e, não apenas, como um evento histórico. O controle exercido pelas ferramentas proporcionadas pelos avanços no setor vem sendo alvo de análises de inúmeros filósofos. Alguns estudiosos desenvolvem um paralelo deste domínio com o livro Leviatã, escrito por Thomas Hobbes (1588-1679). A obra defende a existência de um governo absoluto, central e forte. Hoje, a internet poderia ser considerada o “Leviatã Digital”. [...]

(MORAN, 2005. In.: Revista Filosofia, Ciência e Vida. Editora Escala - Ano VII - Edição 81 - abril /2013.)

Alguns estudiosos desenvolvem um paralelo entre a visão teórica elencada por Hobbes, em seu livro “Leviatã”, e as questões da tecnologia hoje, no sentido de que:

 

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2743855 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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Os ideais filosóficos da religião cristã tiveram forte influência de vários aspectos das doutrinas filosóficas platônicas e aristotélicas. A doutrina original do Cristianismo sofreu várias transformações; o controle absoluto da ética e da moral passou a ser visto sob o prisma da salvação da alma e da conservação dos dogmas da igreja. [...] No filme “O nome da rosa”, baseado no livro de Umberto Eco, por exemplo, existe a presença marcante desses princípios, como é o caso do “riso”, em que era atribuída a quem praticasse tal ato a presença do demônio em si.

(Disponível em: https://jus.com.br/artigos/45876/filosofia-crista.)

As doutrinas cristãs de moral e ética foram profundamente influenciadas por dois grandes expoentes da filosofia cristã: Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino. Estes doutrinadores cristãos foram responsáveis pelo alto grau de aprofundamento e desenvolvimento da filosofia moral e ética cristã, sob a influência da filosofia platônica e aristotélica. Santo Agostinho, especificamente, preconizava, dentre outras ideias, que:

 

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2743854 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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Dialética: além da lógica

Durante séculos, a hegemonia do pensamento metafísico nos acostumou a reconhecermos somente um tipo de contradição: a contradição lógica. A lógica, como toda ciência, ocupa-se da realidade apenas em um determinado nível; para alcançar resultados rigorosos, ela limita o seu campo e trata de uma parte da realidade. As leis da lógica são certamente válidas, no campo delas; e nesse campo de validade – a contradição é a manifestação de um defeito no raciocínio. Existem, porém, dimensões da realidade humana que não se esgotam na disciplina das leis lógicas. Existem aspectos da realidade humana que não podem ser compreendidos isoladamente: se queremos começar a entendê-los, precisamos observar a conexão íntima que existe entre eles e aquilo que eles não são. Henri Lefebvre escreveu, com razão: “não podemos dizer ao mesmo tempo que determinado objeto é redondo e é quadrado. Mas devemos dizer Lógica e Dialética que o mais só se define com o menos, que a dívida só se define pelo empréstimo”. As conexões íntimas que existem entre realidades diferentes criam unidades contraditórias. Em tais unidades, a contradição é essencial: não é um mero defeito do raciocínio. Num sentido amplo, filosófico, que não se confunde com o sentido que a lógica confere ao termo, a contradição é reconhecida pela dialética como princípio básico do movimento pelo qual os seres existem. A dialética não se contrapõe à lógica, mas vai além da lógica, desbravando um espaço que a lógica não consegue ocupar. Para desbravar esse novo espaço, a dialética modifica os instrumentos conceituais de que dispõe: passa a trabalhar, frequentemente, com determinações reflexivas e procura promover uma “fluidificação dos conceitos”.

(KONDER, Leandro. O que é dialética. São Paulo: Brasiliense, 1981. p. 48-9. Coleção Primeiros Passos Blernentos de lógica – CAPÍTULO.)

Dialética advém do grego dialetiké. Não há um consenso sobre a origem do termo dentro da história da filosofia. A Dialética, principalmente, durante a Idade Média, perdeu força, configurou-se como secundária, ou como um método acessório ao método científico. Filósofos como Denis Diderot e Jean-Jacques Rousseau foram responsáveis pelo fortalecimento da dialética. Assinale a, a seguir a alternativa que apresenta corretamente o nome do filósofo e uma breve descrição relacionada à sua ideia de dialética.

 

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2743853 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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Péricles e a democracia ateniense

Depois de sua morte [Péricles] foi ainda mais admirado pelo valor de suas previsões quanto à mesma de fato, ele havia aconselhado os atenienses a manterem uma política defensiva, a cuidarem de sua frota e a não tentarem aumentar o seu império durante a guerra. Eles, porém, agiram contrariamente a tudo isto e, mais ainda, em assuntos aparentemente alheios à guerra foram levados por ambições pessoais e cobiça a adotar política nociva a si mesmos e aos seus aliados; enquanto produziram bons resultados, tais políticas trouxeram honras e proveitos somente a cidadãos isolados, mas quando começaram a fracassar foram altamente prejudiciais a toda a cidade na condução da guerra. A razão do prestígio de Péricles era o fato de sua autoridade resultar da consideração de que gozava e de suas qualidades de espírito, além de uma admirável integridade moral; ele podia conter a multidão sem lhe ameaçar a liberdade, e conduzi-la ao invés de ser conduzido por ela, pois não recorria à adulação com o intuito de obter a força por meios menos dignos; ao contrário, baseado no poder que lhe dava a sua alta reputação, era capaz de enfrentar até a cólera popular. Assim, quando via a multidão injustificadamente confiante e arrogante, suas palavras a tornavam temerosa, e quando ela lhe parecia irracionalmente amedrontada, conseguia restaurar-lhe a confiança. Dessa forma. [...]

(Filosofia Política/Política e Democracia TUCIDIDES. História da Guerra do Peloponeso, Livro II. In PLATÃO. A República. Livro VII. Brasilia, Ed. Univ. de Brasília, 1985, p. 88-89.In.: ARANHA, 2016.)

Também conhecido como a “Idade de Ouro de Atenas”, ou Período Clássico, foi uma época histórica de grande desenvolvimento da cidade de Atenas. Este período corresponde ao século V a.C. da história da Grécia Antiga, principalmente aos anos em que Péricles governou Atenas. Péricles, entre várias das suas ações, foi o responsável:

 

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2743852 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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Texto I

Conceder a todos os homens uma liberdade ilimitada de expressão deverá ser sempre, no conjunto, vantajoso para o Estado; pois é altamente conveniente aos interesses da comunidade que cada indivíduo goze de liberdade perfeitamente ilimitada de expressar seus sentimentos.

(WHATELY, Richard. Lógica. In.: AUDI, Robert (Org.) Dicionário de Filosofia de Cambridge. São Paulo: Paulus, 2006. p.785.)

Texto II

Nesse tempo, abriram-se-me os olhos para dois perigos que eu mal conhecia pelos nomes e que, de nenhum modo, se me apresentavam nitidamente na sua horrível significação para a existência do povo germânico: marxismo e judaísmo. [...] De um fraco cosmopolita transformei-me (em Viena) num grande antissemita. [...] Somente os judeus sabiam que, com o uso capaz e persistente da propaganda, o próprio céu pode ser apresentado ao povo como ser fosse um inferno, e vice-versa, o tipo de vida mais miserável pode ser apresentado como se fosse o paraíso [...] Só pode ter orgulho uma nação, quando, na mesma, não há nenhuma classe de que seja preciso se envergonhar. [...]

(Minha Luta – Adolf Hítler – Google Livros.)

Nos textos anteriores (textos I e II), encontramos, respectivamente, as falácias:

 

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2743851 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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Liberdade e autoridade

Se me for concedido que o critério para distinguir a direita da esquerda é a diversa apreciação da ideia da igualdade, e que o critério para distinguir a ala moderada da ala extremista, tanto na direita quanto na esquerda, é a diversa postura diante da liberdade, pode-se, então, repartir esquematicamente o espectro em que se colocam doutrinas e movimentos políticos nas quatro seguintes partes:
a) na extrema-esquerda estão os movimentos simultaneamente igualitários e autoritários, dos quais o jacobinismo é o exemplo histórico mais importante, a ponto de se ter tomado uma abstrata categoria aplicável, e efetivamente aplicada, a períodos e situações históricas diversas;
b) no centro-esquerda, doutrinas e movimentos simultaneamente igualitários e libertários, para os quais podemos empregar hoje a expressão “socialismo liberal”, nela compreendendo todos os partidos social-democratas, em que pesem suas diferentes práxis políticas;
c) no centro-direita, doutrinas e movimentos simultaneamente libertários e inigualitários, entre os quais se inserem os partidos conservadores, que se distinguem das direitas reacionárias por sua fidelidade ao método democrático, mas que, com respeito ao ideal da igualdade, se prendem à igualdade diante da lei, que implica unicamente o dever por parte do juiz de aplicar imparcialmente as leis, e à liberdade idêntica, que caracteriza aquilo que chamei de igualitarismo mínimo;
d) na extrema-direita, doutrinas e movimentos antiliberais e anti-igualitários, dos quais creio ser supérfluo indicar exemplos históricos bem conhecidos como o fascismo e o nazismo. Obviamente, a realidade é bem mais diversificada do que este esquema, construído segundo apenas dois critérios. Em minha opinião, porém, estes são dois critérios fundamentais que, combinados, servem para estabelecer um quadro que preserva a contestada distinção entre direita e esquerda.

(BOBBIO, Norberto. Direita e esquerda; razões e significados de uma distinção política. São Paulo, Edusp, 1995. p. 118-119.)

Muito além da questão da direita ou da esquerda, temos o fato concreto de que a democracia é um fenômeno que está em permanente evolução; uma vez que é falível e instável é possível identificar alguns desafios que os regimes democráticos contemporâneos enfrentam na contemporaneidade, dentre os quais podemos citar:

 

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2743850 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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O credo que aceita como fundamento da moral o útil ou princípio da máxima felicidade considera que uma ação é correta na medida em que tende a promover a felicidade, e errada quando tende a gerar o oposto da felicidade. Por felicidade entende-se o prazer e a ausência da dor; por infelicidade, dor, ou privação do prazer. Para proporcionar uma visão mais clara do padrão moral estabelecido por essa teoria, é preciso dizer muito mais; em particular, o que as ideias de dor e prazer incluem e até que ponto essa questão fica em aberto.

(STUART MILL, John. O utilitarismo. In MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética de Platão a Foucault. Rio de Janeiro Jorge Zahar, 2007 p. 129.)

No século XIX, o florescimento do capitalismo industrial e o avanço da tecnologia prometiam a era do conforto e do bem-estar. No contexto das teorias liberais, desenvolveu-se o utilitarismo, cujos principais representantes foram Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill (1806-1873). Para os utilitaristas, especificamente Stuart Mill:

 

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2743849 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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Para que se possa fazer o julgamento de gosto, é preciso que o objeto desse julgamento gere em nós uma satisfação ou insatisfação totalmente desinteressada, isto é, não relacionada ao uso que o objeto possa ter para nós. Quando se diz que algo é belo, diz-se que ele produz satisfação. Pelo conceito de prazer desinteressado, Kant diferencia os juízos estéticos dos juízos morais, dos juízos sobre a utilidade e dos juízos com base no prazer dos sentidos. A experiência do belo se dá no sensível e independe de qualquer interesse de outro tipo. O gosto é a faculdade de julgar um objeto ou um modo de representação por uma satisfação ou insatisfação inteiramente independentes do interesse. Ao objeto dessa satisfação chama-se belo.

(KANT, Immanuel. Introdução à crítica do juízo. São Paulo: Abril Cultural, 1980. P. 253. Coleção – Os Pensadores.)

Segundo Kant, para que se possa fazer o julgamento de gosto, é preciso que o objeto desse julgamento gere, em nós, uma satisfação ou insatisfação totalmente desinteressada, isto é, não relacionada ao uso que o objeto possa ter para nós. Kant também defendia a ideia de que:

 

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2743848 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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Grandes acontecimentos históricos marcaram a Europa nos séculos XIII e XIV. Entre eles estão: a Guerra dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra; a epidemia da peste bubônica, que matou cerca de três quartos da população europeia; o cisma definitivo entre as Igrejas do Ocidente e do Oriente que, entre outros fatores, diminuiu a influência da Igreja Católica Romana sobre o poder temporal (o Estado) e sobre a população; a criação de novas universidades, que iniciam o desenvolvimento de questões relativas às ciências naturais e a autonomia da filosofia em relação à teologia. Esses são alguns dos fatores que levarão ao questionamento do pensamento escolástico bem como ao fim da Idade Média.

(Chauí, 2003.)

No período da escolástica pós-tomista, destacam-se os seguintes pensadores com suas respectivas teorias:

 

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