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Foram encontradas 705 questões.

2743877 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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A especificidade da informação estética

Segundo José Teixeira Coelho Netto, a informação estética, ao contrário da informação semântica, não é necessariamente lógica. Ela pode ou não ter uma lógica semelhante à do senso comum ou à da ciência. Ela também não precisa ter ampla circulação, isto é, não há necessidade de que um público numeroso tenha acesso a ela. A informação estética continua a existir mesmo dentro de um sistema de comunicação restrito, até interpessoal, ou mesmo quando não há nenhum receptor apto a acolhê-la. Outra característica da informação estética que a diferencia da informação semântica é o fato de não ser traduzível em outras linguagens. Quando dizemos “o tempo hoje está ruim”, podemos traduzir a informação semântica contida nessa frase para qualquer outra língua, sem perda da informação original. No entanto, quando vemos uma cena de tempo ruim num filme, observamos a qualidade da cor, a força do vento, da chuva ou da neve, a vegetação, os ruídos ou o silêncio, a névoa, a qualidade da luz e inúmeros outros detalhes que nos são mostrados pelas câmeras e nos causam determinado sentimento. Essa informação estética não pode ser traduzida para qualquer outra linguagem sem ser mutilada, isto é, sem perder parte de sua significação. A informação estética apresenta, ainda, outro aspecto distintivo, que é o fato de não ser esgotável numa única leitura. Por exemplo: a informação sobre as más condições climáticas de um dia qualquer só me conta algo de novo na primeira vez em que for dada. Ela se esgota. O que não ocorre com a cena de tempo ruim de um filme.

(TEIXEIRA, José Estética aga. Sad Pallo Brerse, 1982. P. 88. Coleção Primeiros Passos.)

A reflexão filosófica sobre a Estética é assunto vasto e de grande complexidade. Vai desde a análise do senso comum relacionado à beleza até a experiência que nos chega pelos sentidos. Ela é tema abordado por quase todos os grandes filósofos. Em Baumgarten, especificamente, a estética:

 

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2743876 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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A teoria do conhecimento pode ser definida como a investigação acerca das condições do conhecimento verdadeiro. Neste sentido, podemos dizer que existem tantas teorias do conhecimento quantos foram os filósofos que se preocuparam com o problema, pois é impossível constatar uma coincidência total de concepções mesmo entre filósofos que, habitualmente, são classificados dentro de uma mesma escola ou corrente. Dentre as principais questões tematizadas na teoria do conhecimento podemos citar: as fontes primeiras de todo conhecimento ou o ponto de partida; o processo que faz com que os dados se transformem em juízos ou afirmações acerca de algo; a maneira como é considerada a atividade do sujeito frente ao objeto a ser conhecido; o âmbito do que pode ser conhecido segundo as regras da verdade etc.

(Leopoldo e Silva, Franklin. Teoria do conhecimento. In: MORA DE OLIVEIRA, Armando et al. Primeira filosofia. Tópicos de filosofia geral, p. 175.)

A teoria do conhecimento é uma área da Filosofia que estuda como o processo de conhecimento acontece. Embora os gregos já tivessem teorias sobre isso, só com John Locke essa área se tornou uma disciplina separada na Modernidade. Para entender o que é teoria do conhecimento, precisamos entender a classificação de correntes filosóficas. Assinale, a seguir, a única afirmativa que contém a corrente filosófica e um ou mais filósofos que a representem.

 

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2743875 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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Texto I

É possível distinguir os homens dos animais pela consciência, pela religião, ou pelo que quer que seja. Mas eles mesmos começam a se distinguir dos animais logo que principiam a produzir seus meios de subsistência; um passo que é condicionado por sua organização corporal. Produzindo seus meios de subsistência, os homens estão produzindo, indiretamente, sua própria vida material. O modo como os homens produzem seus meios de subsistência depende, em primeiro lugar, da natureza dos meios já existentes que eles encontram e têm de reproduzir. Esse modo de produção não deve ser considerado simplesmente como a reprodução da existência física dos indivíduos. Trata-se sim de uma determinada forma de dar expressão a suas vidas, um determinado modo de vida deles. A maneira como os indivíduos expressam suas vidas é a sua maneira de ser. Assim, o que eles são coincide com sua produção, tanto com o que eles produzem quanto com o modo como produzem a natureza dos indivíduos depende, então, das condições materiais que determinam sua produção. [...]

(MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. In MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2000, p. 135-136.)

Texto II

[...] na ideologia burguesa, a família não é entendida como uma relação social que assume formas, funções e sentidos diferentes tanto em decorrência das condições históricas quanto em decorrência da situação de cada classe social na sociedade. Pelo contrário, a família é representada como sendo sempre a mesma (no tempo e para todas as classes) e, portanto, como uma realidade natural (biológica), sagrada (desejada e abençoada por Deus), eterna (sempre existiu e sempre existirá), moral (a vida boa, pura, normal, respeitada) e pedagógica (nela se aprendem as regras da verdadeira convivência entre os homens, com o amor dos pais pelos filhos, com o respeito e temor dos filhos pelos pais, com o amor fraterno). Estamos, pois, diante da ideia da família e não diante da realidade histórico-social da família.

(CHAUI, Marilena. O que é idealogia. São Paulo Brasiliense, 1982. P. 88. Coleção Primeiros Passos.)

Ao analisarmos os dois textos, ambos versando sobre “ideologia”, é correto afirmar que:

 

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2743874 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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Sempre foi assim e sempre será, “que o mal suceda ao bem e o bem ao mal”. Assim como em todos os corpos têm um ciclo natural de nascimento, corrupção e morte. [...] não está na natureza das coisas do mundo o deter-se e quando chegam à máxima perfeição, não podendo mais se elevar, convém que precipitem e, de igual maneira, uma vez caídas e pelas desordens chegadas à máxima baixeza, necessariamente não podendo mais cair convém que se elevem: assim, sempre do bem se cai no mal e do mal eleva-se ao bem. Porque a virtude gera tranquilidade, a tranquilidade, ócio, o ócio, desordem, a desordem, ruína; e, igualmente, da ruína nasce a ordem, da ordem a virtude, e desta, a glória e a prosperidade.

(Maquiavel, 1998, p. 229.)

Nicolau Maquiavel (Niccolò di Bernardo dei Machiavelli) viveu durante o Renascimento Italiano. Os principais escritos em que expõe seu pensamento político — “O príncipe” e “Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio” — são publicados postumamente e repercutem até hoje. Em suas obras, Maquiavel expressa pensamentos às vezes divergentes como:

 

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2743873 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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No juízo de alguns, a teoria das quatro causas em Aristóteles estaria já em sua origem comprometida por uma séria confusão. Se faz sentido falar em quatro causas, é porque as quatro, não obstante suas diferenças recíprocas, podem ser contadas sob um mesmo conceito-chave, ou seja, é porque, não obstante o fato de serem tipos diferentes de causas, partilham certas características comuns que as fazem ser, de todo modo, causas. Essa exigência, que é por si mesma sensata, também condiz com a filosofia de Aristóteles. Para poder contar objetos, isto é, para poder aplicar-lhes os predicados numéricos “um”, “dois”, “três” etc., temos de tomar os objetos como pertencentes a uma mesma família homogênea: os objetos contados têm de possuir ao menos uma propriedade comum que os tornam suscetíveis de serem contados numa mesma enumeração. Hierarquia das causas. [...]

(Anais de Filosofia Clássica, vol. V nº 10, 2011. ISSN 1982-5323. Angioni, Lucas. As quatro causas na filosofia da natureza de Aristóteles.)

Um aspecto fundamental dessa teoria da causalidade consiste no fato de que as quatro causas não possuem o mesmo valor, nessa hierarquia, segundo Aristóteles, existe a causa menos valiosa ou menos importante e a causa mais valiosa ou mais importante. Trata-se, respectivamente:

 

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2743872 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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A generalidade que o conhecimento físico alcançou no que diz respeito a seus princípios últimos se a elevação verdadeiramente filosófica que conquistou em nossos dias fazem com que ele supere de longe, em audácia, todos os feitos anteriores do pensamento científico.

(Schlick, 2016: 9.)

Formado no início da década de 1920 por um grupo de pensadores, como reação à filosofia idealista e especulativa que, como acreditavam seus membros, era praticada nos centros de estudos da Alemanha naquela época, o Círculo de Viena (Wiener Kreis) teve como principais influências as ideias dos positivistas Ernst Mach e Auguste Comte, a lógica de Russell, Whitehead, Peano e Frege, bem como os novos paradigmas da física contemporânea, especialmente as descobertas de Einstein. O Círculo de Viena pertencia a um movimento intelectual:

 

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2743871 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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Será que a natureza da atividade de pensar, o hábito de examinar, refletir sobre qualquer acontecimento poderia condicionar as pessoas a não fazer o mal? Estará entre os atributos da atividade do pensar, em sua natureza intrínseca, a possibilidade de evitar que se faça o mal? Ou será que podemos detectar uma das expressões do mal, qual seja, o mal banal como fruto do não exercício do pensar?

(Hannah Arendt, 1998.)

Hannah Arendt nasceu no ano de 1906, em Hannover, Alemanha. O conteúdo das reflexões filosóficas e sua intensa produção literária na área da filosofia foi (e é) muito importante, embora ela mesma não se incluísse dentro da categoria de pensadores. Dentre algumas de suas discussões, podemos apontar:

 

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2743870 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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O valor de culto da obra de arte

Se se consideram os diversos modos pelos quais uma obra de arte pode ser acolhida, a ênfase coloca-se ora sobre um fator, ora sobre outro, entre tais fatores, há dois que se opõem diametralmente: o valor da obra de arte como objeto de culto, e seu valor como realidade capaz de ser exposta. A produção artística começa por imagens que servem ao culto. Pode-se admitir que a presença mesma destas imagens tenha mais importância do que o fato de serem vistas. O gamo que o homem figura nas paredes de uma caverna, na idade da pedra, é um instrumento. Ele é indubitavelmente exposto aos olhos de outros homens, mas ele se dirige sobretudo aos espíritos. Posteriormente, é este valor de culto como tal que leva a que a obra de arte seja guardada em segredo; algumas estátuas de deuses não são acessíveis senão ao padre em sua cela. Algumas Virgens permanecem cobertas quase o ano todo, algumas esculturas de catedrais góticas são invisíveis quando contempladas debaixo. A medida que as obras de arte se emancipar de seu uso ritual, tornam-se mais numerosas as ocasiões de serem expostas. [...]

(BENJAMIN, W. “A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica”. In: LIMA, LC. (org.). Teoria da cultura da massa. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1990. p. 218-219.)

Walter Benjamin, associado à Escola de Frankfurt e à Teoria Crítica, preconizava, dentre outras ideias, que:

 

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2743869 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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A perturbação do arquivo deriva de um mal de arquivo. Estamos com um mal de arquivo (en mal d'archive). Escutando o idioma francês e nele, o atributo de “en mal de”, “estar com mal de arquivo” pode significar outra coisa que não sofrer de um mal, de uma perturbação ou disso que o nome “mal” poderia nomear. É arder de paixão. É não ter sossego, é incessantemente, interminavelmente, procurar o arquivo onde ele se esconde. É correr atrás dele ali onde, mesmo se há bastante, alguma coisa nele se anarquiza. É dirigir-se a ele com um desejo compulsivo, repetitivo e nostálgico, um desejo irreprimível de retorno à origem, uma dor da pátria, uma saudade de casa, uma nostalgia do retorno ao lugar mais arcaico do começo absoluto.

(Derrida, 2001, p. 118.)

Jacques Derrida faz um incessante trabalho de investigação que coloca sob suspeita os discursos da Filosofia e das Ciências Humanas, da Literatura e da História, da Fenomenologia e da Psicanálise ao questionar, inclusive, o próprio conceito clássico de ciência. Entre as suas teorias, apresenta que:

 

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2743868 Ano: 2022
Disciplina: Filosofia
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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Ciência e poder do homem coincidem, uma vez que, sendo a causa ignorada, frusta-se o efeito. Pois a natureza não se vence, se não quando se lhe obedece. E o que à contemplação apresenta-se como causa é regra na prática.

(Bacon, 1997, p. 33.)

O filósofo Francis Bacon, também político e escritor inglês que viveu durante o início do século XVII, acreditava que a ciência poderia proporcionar às pessoas uma melhor qualidade de vida. Como Galileu, ele desejava que os cientistas se livrassem da ignorância e dos preconceitos do passado e que realizassem novas descobertas. Dentre suas teorias, podemos destacar:

 

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