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2207901 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: SEFAZ-PA

Crítico de cinema? Mas isso é uma profissão?

O francês Jean-Michel Frodon contou que, um dia, um taxista lhe perguntou sua profissão. “Sou crítico de cinema”, respondeu. “Mas isso é uma profissão?”, questionou o taxista.

Frodon, um dos mais respeitados críticos de cinema da França, abriu nesta sexta-feira (10 de junho), no Rio de Janeiro, a programação do Festival Varilux de Cinema Francês, que terá programação em 50 cidades, com uma master class sobre o seu ofício. Tive o prazer de estar na plateia, junto com alguns dos mais conhecidos críticos do Brasil e entusiastas da sétima arte, e acompanhamos atentamente sua “aula de mestre”. Foi lição em cima de lição. O francês, que foi diretor de redação da revista Cahiers du Cinéma de 2003 a 2009 e é autor de diversos livros sobre cinema, foi inspirador. Lembrou que, a cada semana, quando novos filmes são lançados, são as pessoas que escrevem sobre eles as responsáveis por dar “respeitabilidade artística” àquela obra. “O filme, porém, vai além do fato de o crítico ter amado, odiado ou falado besteira sobre um filme. Porque os críticos falam besteiras também…”

Frodon destaca que a crítica tem que se parecer com “um convite” para que se explore algo novo. “Escrevemos para quem vai ver um filme ou para quem já viu? Isso não tem a menor importância.” O que tem importância, para Frodon, é não deixar que um filme se transforme em um produto. Ou seja, dar estrelinha, coração ou carinha de bravo para definir se um filme é ou não é bom.

Na plateia, nesse momento, foi interessante observar alguns críticos do jornal O Globo, famoso por sua cotação “O Bonequinho…” Para quem não está familiarizado, as cotações variam de “O Bonequinho aplaudiu de pé” a “O Bonequinho saiu da sala”, com algumas variantes no meio do caminho. “Na prática, pode ser útil para ajudar o leitor a escolher por este ou aquele filme, mas essa não é a razão de ser da crítica.”

Transformar um filme em produto “suprime a dimensão mais importante do filme, que é a possibilidade dele ser tratado com uma obra de arte”, destacou. “Um filme pode ser lazer, diversão, retratar um fenômeno social, dar medo, ser um objeto de pesquisa, nos levar a outros planetas… Muitos são bonitos, agradáveis, mas são objetos acabados, que não cumprem a promessa de se tornarem uma obra de arte, enquanto outros sim, se diferenciam como obra de arte.”

Para Frodon, muitos filmes acabam sendo como “papel de parede, somente decorativos”, e o papel do crítico, na sua literatura, é explicar ao leitor porque aquele filme descumpre a promessa de ser uma obra de arte. “Cinema é muito mais que a história, os atores de quem gostamos, os efeitos especiais…”

A França, que tem 350 festivais de cinema por ano (!), é o berço da crítica desde que Diderot resolveu escrever sobre pintura na segunda metade do século 18. No cinema, o Festival de Cannes é o auge de qualquer crítico e Frodon já participou de muitos. “Quando começo uma crítica não sei o que vou escrever”, admite o crítico, que mostra o caderninho no qual faz anotações durante o filme, mas que diz não levar em conta. “Fazer anotações significa que não sou um espectador normal, anoto, mas não releio, afinal, é difícil reler o que a gente escreve no escuro”, diverte-se.

Frodon diz que gosta quando lê uma crítica que defende um filme do qual não gostou. “É como entrar em uma outra emoção. Porque uma crítica é algo pessoal, nós nos expomos, nos exibimos ali naquelas palavras que tentam transmitir ideias que possam ser compartilhadas. Ser crítico é tentar ser um escritor.”

Para Frodon, a chegada da internet, que deu voz a uma legião de críticos sem espaço nas grandes mídias, “abre novas possibilidades”. “Um filme existe para que se fale dele, o cinema leva as pessoas a falarem, antes falávamos entre nós, agora podemos falar com todo o mundo”, resume. “É direito absoluto de todos poder falar dos filmes.”

“Às vezes, inclusive, me deparo com críticas na internet que são muito melhores, muito mais elaboradas, do que as que estão nas páginas dos jornais e das revistas”, completa. O francês cita um conterrâneo, André Bazin, um dos fundadores da revista Cahiers du Cinéma, que dizia que “todos os filmes nascem livres e iguais em direito”, para um choque de realidade. “O que o Bazin dizia é uma utopia. Sabemos que não é verdade, há os filmes ricos e poderosos e os filmes pobres e desconhecidos.”

Frodon lamenta que, em um mundo com tantos e tantos filmes para ver, o poder do marketing seja tão dominante. “Quanto mais filmes podemos ver, mais vemos os mesmos filmes.”

Daniela Prandi Disponível em http://asn.blog.br/

2016/06/11/critico-de-cinema-mas-isso-e-uma-profissao/ Acessado em 6/12/2021

Segundo Frodon, participar do Festival de Cannes representa, para os críticos de cinema,

 

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2207900 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: SEFAZ-PA

Crítico de cinema? Mas isso é uma profissão?

O francês Jean-Michel Frodon contou que, um dia, um taxista lhe perguntou sua profissão. “Sou crítico de cinema”, respondeu. “Mas isso é uma profissão?”, questionou o taxista.

Frodon, um dos mais respeitados críticos de cinema da França, abriu nesta sexta-feira (10 de junho), no Rio de Janeiro, a programação do Festival Varilux de Cinema Francês, que terá programação em 50 cidades, com uma master class sobre o seu ofício. Tive o prazer de estar na plateia, junto com alguns dos mais conhecidos críticos do Brasil e entusiastas da sétima arte, e acompanhamos atentamente sua “aula de mestre”. Foi lição em cima de lição. O francês, que foi diretor de redação da revista Cahiers du Cinéma de 2003 a 2009 e é autor de diversos livros sobre cinema, foi inspirador. Lembrou que, a cada semana, quando novos filmes são lançados, são as pessoas que escrevem sobre eles as responsáveis por dar “respeitabilidade artística” àquela obra. “O filme, porém, vai além do fato de o crítico ter amado, odiado ou falado besteira sobre um filme. Porque os críticos falam besteiras também…”

Frodon destaca que a crítica tem que se parecer com “um convite” para que se explore algo novo. “Escrevemos para quem vai ver um filme ou para quem já viu? Isso não tem a menor importância.” O que tem importância, para Frodon, é não deixar que um filme se transforme em um produto. Ou seja, dar estrelinha, coração ou carinha de bravo para definir se um filme é ou não é bom.

Na plateia, nesse momento, foi interessante observar alguns críticos do jornal O Globo, famoso por sua cotação “O Bonequinho…” Para quem não está familiarizado, as cotações variam de “O Bonequinho aplaudiu de pé” a “O Bonequinho saiu da sala”, com algumas variantes no meio do caminho. “Na prática, pode ser útil para ajudar o leitor a escolher por este ou aquele filme, mas essa não é a razão de ser da crítica.”

Transformar um filme em produto “suprime a dimensão mais importante do filme, que é a possibilidade dele ser tratado com uma obra de arte”, destacou. “Um filme pode ser lazer, diversão, retratar um fenômeno social, dar medo, ser um objeto de pesquisa, nos levar a outros planetas… Muitos são bonitos, agradáveis, mas são objetos acabados, que não cumprem a promessa de se tornarem uma obra de arte, enquanto outros sim, se diferenciam como obra de arte.”

Para Frodon, muitos filmes acabam sendo como “papel de parede, somente decorativos”, e o papel do crítico, na sua literatura, é explicar ao leitor porque aquele filme descumpre a promessa de ser uma obra de arte. “Cinema é muito mais que a história, os atores de quem gostamos, os efeitos especiais…”

A França, que tem 350 festivais de cinema por ano (!), é o berço da crítica desde que Diderot resolveu escrever sobre pintura na segunda metade do século 18. No cinema, o Festival de Cannes é o auge de qualquer crítico e Frodon já participou de muitos. “Quando começo uma crítica não sei o que vou escrever”, admite o crítico, que mostra o caderninho no qual faz anotações durante o filme, mas que diz não levar em conta. “Fazer anotações significa que não sou um espectador normal, anoto, mas não releio, afinal, é difícil reler o que a gente escreve no escuro”, diverte-se.

Frodon diz que gosta quando lê uma crítica que defende um filme do qual não gostou. “É como entrar em uma outra emoção. Porque uma crítica é algo pessoal, nós nos expomos, nos exibimos ali naquelas palavras que tentam transmitir ideias que possam ser compartilhadas. Ser crítico é tentar ser um escritor.”

Para Frodon, a chegada da internet, que deu voz a uma legião de críticos sem espaço nas grandes mídias, “abre novas possibilidades”. “Um filme existe para que se fale dele, o cinema leva as pessoas a falarem, antes falávamos entre nós, agora podemos falar com todo o mundo”, resume. “É direito absoluto de todos poder falar dos filmes.”

“Às vezes, inclusive, me deparo com críticas na internet que são muito melhores, muito mais elaboradas, do que as que estão nas páginas dos jornais e das revistas”, completa. O francês cita um conterrâneo, André Bazin, um dos fundadores da revista Cahiers du Cinéma, que dizia que “todos os filmes nascem livres e iguais em direito”, para um choque de realidade. “O que o Bazin dizia é uma utopia. Sabemos que não é verdade, há os filmes ricos e poderosos e os filmes pobres e desconhecidos.”

Frodon lamenta que, em um mundo com tantos e tantos filmes para ver, o poder do marketing seja tão dominante. “Quanto mais filmes podemos ver, mais vemos os mesmos filmes.”

Daniela Prandi Disponível em http://asn.blog.br/

2016/06/11/critico-de-cinema-mas-isso-e-uma-profissao/ Acessado em 6/12/2021

Para Daniela Prandi, os profissionais de O Globo

 

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2207899 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: SEFAZ-PA

Crítico de cinema? Mas isso é uma profissão?

O francês Jean-Michel Frodon contou que, um dia, um taxista lhe perguntou sua profissão. “Sou crítico de cinema”, respondeu. “Mas isso é uma profissão?”, questionou o taxista.

Frodon, um dos mais respeitados críticos de cinema da França, abriu nesta sexta-feira (10 de junho), no Rio de Janeiro, a programação do Festival Varilux de Cinema Francês, que terá programação em 50 cidades, com uma master class sobre o seu ofício. Tive o prazer de estar na plateia, junto com alguns dos mais conhecidos críticos do Brasil e entusiastas da sétima arte, e acompanhamos atentamente sua “aula de mestre”. Foi lição em cima de lição. O francês, que foi diretor de redação da revista Cahiers du Cinéma de 2003 a 2009 e é autor de diversos livros sobre cinema, foi inspirador. Lembrou que, a cada semana, quando novos filmes são lançados, são as pessoas que escrevem sobre eles as responsáveis por dar “respeitabilidade artística” àquela obra. “O filme, porém, vai além do fato de o crítico ter amado, odiado ou falado besteira sobre um filme. Porque os críticos falam besteiras também…”

Frodon destaca que a crítica tem que se parecer com “um convite” para que se explore algo novo. “Escrevemos para quem vai ver um filme ou para quem já viu? Isso não tem a menor importância.” O que tem importância, para Frodon, é não deixar que um filme se transforme em um produto. Ou seja, dar estrelinha, coração ou carinha de bravo para definir se um filme é ou não é bom.

Na plateia, nesse momento, foi interessante observar alguns críticos do jornal O Globo, famoso por sua cotação “O Bonequinho…” Para quem não está familiarizado, as cotações variam de “O Bonequinho aplaudiu de pé” a “O Bonequinho saiu da sala”, com algumas variantes no meio do caminho. “Na prática, pode ser útil para ajudar o leitor a escolher por este ou aquele filme, mas essa não é a razão de ser da crítica.”

Transformar um filme em produto “suprime a dimensão mais importante do filme, que é a possibilidade dele ser tratado com uma obra de arte”, destacou. “Um filme pode ser lazer, diversão, retratar um fenômeno social, dar medo, ser um objeto de pesquisa, nos levar a outros planetas… Muitos são bonitos, agradáveis, mas são objetos acabados, que não cumprem a promessa de se tornarem uma obra de arte, enquanto outros sim, se diferenciam como obra de arte.”

Para Frodon, muitos filmes acabam sendo como “papel de parede, somente decorativos”, e o papel do crítico, na sua literatura, é explicar ao leitor porque aquele filme descumpre a promessa de ser uma obra de arte. “Cinema é muito mais que a história, os atores de quem gostamos, os efeitos especiais…”

A França, que tem 350 festivais de cinema por ano (!), é o berço da crítica desde que Diderot resolveu escrever sobre pintura na segunda metade do século 18. No cinema, o Festival de Cannes é o auge de qualquer crítico e Frodon já participou de muitos. “Quando começo uma crítica não sei o que vou escrever”, admite o crítico, que mostra o caderninho no qual faz anotações durante o filme, mas que diz não levar em conta. “Fazer anotações significa que não sou um espectador normal, anoto, mas não releio, afinal, é difícil reler o que a gente escreve no escuro”, diverte-se.

Frodon diz que gosta quando lê uma crítica que defende um filme do qual não gostou. “É como entrar em uma outra emoção. Porque uma crítica é algo pessoal, nós nos expomos, nos exibimos ali naquelas palavras que tentam transmitir ideias que possam ser compartilhadas. Ser crítico é tentar ser um escritor.”

Para Frodon, a chegada da internet, que deu voz a uma legião de críticos sem espaço nas grandes mídias, “abre novas possibilidades”. “Um filme existe para que se fale dele, o cinema leva as pessoas a falarem, antes falávamos entre nós, agora podemos falar com todo o mundo”, resume. “É direito absoluto de todos poder falar dos filmes.”

“Às vezes, inclusive, me deparo com críticas na internet que são muito melhores, muito mais elaboradas, do que as que estão nas páginas dos jornais e das revistas”, completa. O francês cita um conterrâneo, André Bazin, um dos fundadores da revista Cahiers du Cinéma, que dizia que “todos os filmes nascem livres e iguais em direito”, para um choque de realidade. “O que o Bazin dizia é uma utopia. Sabemos que não é verdade, há os filmes ricos e poderosos e os filmes pobres e desconhecidos.”

Frodon lamenta que, em um mundo com tantos e tantos filmes para ver, o poder do marketing seja tão dominante. “Quanto mais filmes podemos ver, mais vemos os mesmos filmes.”

Daniela Prandi Disponível em http://asn.blog.br/

2016/06/11/critico-de-cinema-mas-isso-e-uma-profissao/ Acessado em 6/12/2021

Para Jean-Michel Frodon, ao fazer seu trabalho, os críticos de cinema podem

 

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2207898 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: SEFAZ-PA

Crítico de cinema? Mas isso é uma profissão?

O francês Jean-Michel Frodon contou que, um dia, um taxista lhe perguntou sua profissão. “Sou crítico de cinema”, respondeu. “Mas isso é uma profissão?”, questionou o taxista.

Frodon, um dos mais respeitados críticos de cinema da França, abriu nesta sexta-feira (10 de junho), no Rio de Janeiro, a programação do Festival Varilux de Cinema Francês, que terá programação em 50 cidades, com uma master class sobre o seu ofício. Tive o prazer de estar na plateia, junto com alguns dos mais conhecidos críticos do Brasil e entusiastas da sétima arte, e acompanhamos atentamente sua “aula de mestre”. Foi lição em cima de lição. O francês, que foi diretor de redação da revista Cahiers du Cinéma de 2003 a 2009 e é autor de diversos livros sobre cinema, foi inspirador. Lembrou que, a cada semana, quando novos filmes são lançados, são as pessoas que escrevem sobre eles as responsáveis por dar “respeitabilidade artística” àquela obra. “O filme, porém, vai além do fato de o crítico ter amado, odiado ou falado besteira sobre um filme. Porque os críticos falam besteiras também…”

Frodon destaca que a crítica tem que se parecer com “um convite” para que se explore algo novo. “Escrevemos para quem vai ver um filme ou para quem já viu? Isso não tem a menor importância.” O que tem importância, para Frodon, é não deixar que um filme se transforme em um produto. Ou seja, dar estrelinha, coração ou carinha de bravo para definir se um filme é ou não é bom.

Na plateia, nesse momento, foi interessante observar alguns críticos do jornal O Globo, famoso por sua cotação “O Bonequinho…” Para quem não está familiarizado, as cotações variam de “O Bonequinho aplaudiu de pé” a “O Bonequinho saiu da sala”, com algumas variantes no meio do caminho. “Na prática, pode ser útil para ajudar o leitor a escolher por este ou aquele filme, mas essa não é a razão de ser da crítica.”

Transformar um filme em produto “suprime a dimensão mais importante do filme, que é a possibilidade dele ser tratado com uma obra de arte”, destacou. “Um filme pode ser lazer, diversão, retratar um fenômeno social, dar medo, ser um objeto de pesquisa, nos levar a outros planetas… Muitos são bonitos, agradáveis, mas são objetos acabados, que não cumprem a promessa de se tornarem uma obra de arte, enquanto outros sim, se diferenciam como obra de arte.”

Para Frodon, muitos filmes acabam sendo como “papel de parede, somente decorativos”, e o papel do crítico, na sua literatura, é explicar ao leitor porque aquele filme descumpre a promessa de ser uma obra de arte. “Cinema é muito mais que a história, os atores de quem gostamos, os efeitos especiais…”

A França, que tem 350 festivais de cinema por ano (!), é o berço da crítica desde que Diderot resolveu escrever sobre pintura na segunda metade do século 18. No cinema, o Festival de Cannes é o auge de qualquer crítico e Frodon já participou de muitos. “Quando começo uma crítica não sei o que vou escrever”, admite o crítico, que mostra o caderninho no qual faz anotações durante o filme, mas que diz não levar em conta. “Fazer anotações significa que não sou um espectador normal, anoto, mas não releio, afinal, é difícil reler o que a gente escreve no escuro”, diverte-se.

Frodon diz que gosta quando lê uma crítica que defende um filme do qual não gostou. “É como entrar em uma outra emoção. Porque uma crítica é algo pessoal, nós nos expomos, nos exibimos ali naquelas palavras que tentam transmitir ideias que possam ser compartilhadas. Ser crítico é tentar ser um escritor.”

Para Frodon, a chegada da internet, que deu voz a uma legião de críticos sem espaço nas grandes mídias, “abre novas possibilidades”. “Um filme existe para que se fale dele, o cinema leva as pessoas a falarem, antes falávamos entre nós, agora podemos falar com todo o mundo”, resume. “É direito absoluto de todos poder falar dos filmes.”

“Às vezes, inclusive, me deparo com críticas na internet que são muito melhores, muito mais elaboradas, do que as que estão nas páginas dos jornais e das revistas”, completa. O francês cita um conterrâneo, André Bazin, um dos fundadores da revista Cahiers du Cinéma, que dizia que “todos os filmes nascem livres e iguais em direito”, para um choque de realidade. “O que o Bazin dizia é uma utopia. Sabemos que não é verdade, há os filmes ricos e poderosos e os filmes pobres e desconhecidos.”

Frodon lamenta que, em um mundo com tantos e tantos filmes para ver, o poder do marketing seja tão dominante. “Quanto mais filmes podemos ver, mais vemos os mesmos filmes.”

Daniela Prandi Disponível em http://asn.blog.br/

2016/06/11/critico-de-cinema-mas-isso-e-uma-profissao/ Acessado em 6/12/2021

Do enunciado Foi lição em cima de lição (linha 9), é possível inferir que a aula foi

 

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2207897 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: SEFAZ-PA

Crítico de cinema? Mas isso é uma profissão?

O francês Jean-Michel Frodon contou que, um dia, um taxista lhe perguntou sua profissão. “Sou crítico de cinema”, respondeu. “Mas isso é uma profissão?”, questionou o taxista.

Frodon, um dos mais respeitados críticos de cinema da França, abriu nesta sexta-feira (10 de junho), no Rio de Janeiro, a programação do Festival Varilux de Cinema Francês, que terá programação em 50 cidades, com uma master class sobre o seu ofício. Tive o prazer de estar na plateia, junto com alguns dos mais conhecidos críticos do Brasil e entusiastas da sétima arte, e acompanhamos atentamente sua “aula de mestre”. Foi lição em cima de lição. O francês, que foi diretor de redação da revista Cahiers du Cinéma de 2003 a 2009 e é autor de diversos livros sobre cinema, foi inspirador. Lembrou que, a cada semana, quando novos filmes são lançados, são as pessoas que escrevem sobre eles as responsáveis por dar “respeitabilidade artística” àquela obra. “O filme, porém, vai além do fato de o crítico ter amado, odiado ou falado besteira sobre um filme. Porque os críticos falam besteiras também…”

Frodon destaca que a crítica tem que se parecer com “um convite” para que se explore algo novo. “Escrevemos para quem vai ver um filme ou para quem já viu? Isso não tem a menor importância.” O que tem importância, para Frodon, é não deixar que um filme se transforme em um produto. Ou seja, dar estrelinha, coração ou carinha de bravo para definir se um filme é ou não é bom.

Na plateia, nesse momento, foi interessante observar alguns críticos do jornal O Globo, famoso por sua cotação “O Bonequinho…” Para quem não está familiarizado, as cotações variam de “O Bonequinho aplaudiu de pé” a “O Bonequinho saiu da sala”, com algumas variantes no meio do caminho. “Na prática, pode ser útil para ajudar o leitor a escolher por este ou aquele filme, mas essa não é a razão de ser da crítica.”

Transformar um filme em produto “suprime a dimensão mais importante do filme, que é a possibilidade dele ser tratado com uma obra de arte”, destacou. “Um filme pode ser lazer, diversão, retratar um fenômeno social, dar medo, ser um objeto de pesquisa, nos levar a outros planetas… Muitos são bonitos, agradáveis, mas são objetos acabados, que não cumprem a promessa de se tornarem uma obra de arte, enquanto outros sim, se diferenciam como obra de arte.”

Para Frodon, muitos filmes acabam sendo como “papel de parede, somente decorativos”, e o papel do crítico, na sua literatura, é explicar ao leitor porque aquele filme descumpre a promessa de ser uma obra de arte. “Cinema é muito mais que a história, os atores de quem gostamos, os efeitos especiais…”

A França, que tem 350 festivais de cinema por ano (!), é o berço da crítica desde que Diderot resolveu escrever sobre pintura na segunda metade do século 18. No cinema, o Festival de Cannes é o auge de qualquer crítico e Frodon já participou de muitos. “Quando começo uma crítica não sei o que vou escrever”, admite o crítico, que mostra o caderninho no qual faz anotações durante o filme, mas que diz não levar em conta. “Fazer anotações significa que não sou um espectador normal, anoto, mas não releio, afinal, é difícil reler o que a gente escreve no escuro”, diverte-se.

Frodon diz que gosta quando lê uma crítica que defende um filme do qual não gostou. “É como entrar em uma outra emoção. Porque uma crítica é algo pessoal, nós nos expomos, nos exibimos ali naquelas palavras que tentam transmitir ideias que possam ser compartilhadas. Ser crítico é tentar ser um escritor.”

Para Frodon, a chegada da internet, que deu voz a uma legião de críticos sem espaço nas grandes mídias, “abre novas possibilidades”. “Um filme existe para que se fale dele, o cinema leva as pessoas a falarem, antes falávamos entre nós, agora podemos falar com todo o mundo”, resume. “É direito absoluto de todos poder falar dos filmes.”

“Às vezes, inclusive, me deparo com críticas na internet que são muito melhores, muito mais elaboradas, do que as que estão nas páginas dos jornais e das revistas”, completa. O francês cita um conterrâneo, André Bazin, um dos fundadores da revista Cahiers du Cinéma, que dizia que “todos os filmes nascem livres e iguais em direito”, para um choque de realidade. “O que o Bazin dizia é uma utopia. Sabemos que não é verdade, há os filmes ricos e poderosos e os filmes pobres e desconhecidos.”

Frodon lamenta que, em um mundo com tantos e tantos filmes para ver, o poder do marketing seja tão dominante. “Quanto mais filmes podemos ver, mais vemos os mesmos filmes.”

Daniela Prandi Disponível em http://asn.blog.br/

2016/06/11/critico-de-cinema-mas-isso-e-uma-profissao/ Acessado em 6/12/2021

A aula que Jean-Michel Frodon ministrou na abertura do Festival Varilux de Cinema Francês teve como tema

 

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2208059 Ano: 2022
Disciplina: Economia
Banca: FADESP
Orgão: SEFAZ-PA

Uma medida que está relacionada à inflação no Brasil é o Deflator Implícito do PIB, calculado como a razão entre o PIB real e o PIB nominal e depois multiplicado por 100. Essa medida é um índice

Questão Anulada

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2208058 Ano: 2022
Disciplina: Economia
Banca: FADESP
Orgão: SEFAZ-PA

Um determinado consumidor tem sua função utilidade representada por U(X,Y) = X^0,5Y^0,5 O preço de mercado do bem X é Px = 100 e o preço de mercado do bem Y é Py = 25. O mercado de ambos os bens é de concorrência perfeita, e a renda desse consumidor é de R$ 2.000,00. Sobre esse caso é correto afirmar que

Questão Anulada

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2208053 Ano: 2022
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FADESP
Orgão: SEFAZ-PA

A empresa Mineirinha Ltda., que atua no ramo de mineração, descobriu, no ano de 2017, uma mina de ferro com possança estimada de 360 toneladas. No início do ano de 2018, obteve todas as autorizações governamentais para exploração. Os gastos referentes às autorizações para exploração da mina foram de R$ 80.000,00, e o prazo dado pelo governo é de 6 anos a contar de 01/02/2018. No final do ano, o Contador da empresa verificou que o ritmo de exploração é de 6 ton./mês. Considerando-se que a opção do contador é pelo método de maior esgotamento do recurso mineral, no Balanço patrimonial da Mineirinha Ltda. os registros relativos a esse bem indicam um valor contábil de

Questão Anulada

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2208041 Ano: 2022
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FADESP
Orgão: SEFAZ-PA

Em 31 de dezembro de 2019, a Cia. Rio S/A possuía 60% das ações da Cia. Lagoa, comprada por R$ 110.000,00, classificando-a como coligada. Ao final do exercício de 2020, a Cia. Lagoa teve um lucro de R$ 50.000,00 e pagou dividendos de R$20.000,00. A Cia. Rio vendeu toda a sua participação na Cia. Lagoa em 31 de dezembro de 2020, por R$ 80.000,00 à vista. O resultado apurado com a venda da participação na coligada foi de

Questão Anulada

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2208039 Ano: 2022
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FADESP
Orgão: SEFAZ-PA

A empresa Delivery Ltda. apura seus resultados mês a mês pelo regime de competência. Para a apuração do resultado do mês de agosto/2019, o contador da empresa considerou as seguintes informações:

FATOS

VALORES

Compra de material em agosto/2019, pago em setembro/2019

190,00

Despesa de agosto/2019, paga em setembro/2019

115,00

Receita de agosto/2019, recebida em setembro/2019

150,00

Compra de material em agosto/2019, pago em agosto/2019

210,00

Despesa de setembro/2019, paga em agosto/2019

260,00

Receita de setembro/2019, recebida em agosto/2019

410,00

Despesa de agosto/2019, paga em agosto/2019

250,00

Receita de agosto/2019, recebida em agosto/2019

340,00

No final do referido mês, o contador apurou o resultado econômico, pelo regime de competência, e o resultado financeiro, pelo regime de caixa. Os resultados das apurações são

Questão Anulada

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