Foram encontradas 160 questões.
- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Nova estrutura da Receita Estadual prioriza combate à sonegação
Aceleradas mudanças na Receita Estadual do Rio Grande do Sul, iniciadas com a aprovação da Lei
Orgânica da Administração Tributária, em 2010, ainda não estão plenamente consolidadas, mas produzem
significativos resultados positivos. Desenvolvidos após longo amadurecimento da categoria, os conceitos
adotados hoje na Receita Estadual, órgão que existiu durante décadas apenas nos seus melhores sonhos,
permitem que os conhecimentos técnicos e profissionais aperfeiçoados em estudos no exterior, no debate
com especialistas nas universidades públicas e privadas e na discussão interna entre auditores-fiscais da
Secretaria da Fazenda sejam implementados e produzam números favoráveis ao caixa do Tesouro do
Estado.
A Administração Tributária Setorial é uma das inovações adotadas pela Receita Estadual cuja resposta
é extremamente positiva. Desenvolvida aqui, com base em experiências internacionais, a Administração
Tributária Setorial parte das movimentações do mercado e acompanha o desenvolvimento das empresas
para estabelecer parâmetros de crescimento e reconhecimento de tributos e indícios de sonegação em um
determinado setor econômico. O conceito, no entender de um dos auditores-fiscais gaúcho, torna a atuação
fiscal neutra e eficaz no acompanhamento dos movimentos do mundo econômico. Em seu trabalho, o
auditor defendeu que a política tributária influencia o processo econômico, interferindo na renda, no volume
da demanda e da poupança e nas expectativas de investimento, tornando a política fiscal uma das políticas
econômicas relacionada com o gasto público e a geração de receita.
“Assim, como desdobramento da política fiscal, a política tributária trata do nível e distribuição da carga
de tributos e da estrutura e modelagem tributárias”, afirma no trabalho, que tratou em sua maior parte de
demonstrar como a simplificação e harmonização da estrutura tributária pode e deve contribuir para o
crescimento econômico, pela diminuição de sua complexidade e do custo com o cumprimento das
obrigações acessórias e pela administração eficiente dos tributos.
O foco nas atividades de fiscalização, arrecadação e cobrança tem caracterizado a atuação atual da
Receita Estadual. Nesta nova cultura, que tem como substrato a busca da arrecadação suficiente para
enfrentar as crescentes demandas sociais, ganhou espaço também a relação com o contribuinte. Hoje, o
órgão age preventivamente na convergência de interesses e busca o cumprimento voluntário do pagamento
do tributo como meta prioritária. Trabalha também para assegurar a justiça e a equidade fiscal, mantendo
um diálogo cortês e ágil na resposta aos contribuintes e agilizando sempre que possível a solução de
consultas.
Também são pontos de destaque na atuação da Receita Estadual a racionalização do uso dos recursos
públicos da Secretaria da Fazenda, o aperfeiçoamento dos sistemas de informação, serviços e processos
voltados ao cumprimento das atribuições e competências dos auditores-fiscais e a gestão tecnológica dos
recursos.
Fonte: texto adaptado – Revista Enfoque Fiscal n.06/Jan.2014. Disponível em
I. A palavra ‘caixa’ (l.07) está sendo usada de maneira conotativa.
II. A alteração de ‘caixa’ (l.07) por cofre produziria uma sinestesia na frase em que se insere.
III. ‘um diálogo cortês e ágil’ (l.28) é uma hipérbole, pois deforma a verdade, visando um efeito expressivo.
Quais estão incorretas?
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- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
Famintos por Tempo
Time Famine é uma expressão recente que diz muito sobre a rotina que vivemos hoje em dia. Trata-
se da fome, quase desesperada, que temos, nos dias de hoje, por mais tempo.
Queremos mais tempo para trabalhar e produzir. Mais tempo para socializar nas redes sociais. Para
nossa vida pessoal. Tempo até para conseguir apreciar, de fato, o que conquistamos ou o que compramos
com o dinheiro que ganhamos. Mas até para isso, paradoxalmente, também não temos tempo. Afinal, a
conquista de hoje é quase que imediatamente sufocada por tudo o que temos que tentar entregar amanhã.
Ou daqui __ pouco.
Os dias viram horas. As semanas viram dias. Piscamos e meio ano já passou. Estamos sempre
ocupados, trabalhando muito, respondendo a infinitos e-mails, fissurados por uma rotina de correria e
afazeres táticos. Sempre correndo para lá e para cá, ansiando pelo dia de amanhã, quando poderemos,
quem sabe, ter mais tempo e aproveitar a vida. Gertrude Stein tem uma frase maravilhosa sobre essa ilusão
– There is no there there… Mas eis que o paradoxo aumenta: quanto mais tempo queremos, pior
administramos o que temos, de fato.
Quanto de nosso tempo no trabalho é usado para assuntos importantes, ligados __ estratégia e
inovação? Estou falando de temas que podem gerar uma diferença significativa em termos de performance,
competitividade e resultados para as empresas. Inúmeras pesquisas apontam para a frustração de CEOs e
diretores de empresas sobre a falta de tempo adequado dedicado __ temas cujo impacto seria muito maior
em seus negócios a longo prazo.
Ao invés disso, estamos ocupados com as reuniões intermináveis, as centenas de e-mails que
respondemos (ou não), diariamente. Com o celular que não para de tocar, ou com os relatórios cujos
deadlines já passaram. O tático se sobrepõe ao estratégico. O relevante vira segundo plano. E como não
temos todo o tempo que queremos, trabalhamos até mais tarde e nos finais de semana.
De novo, o paradoxo. O tempo que não temos para todo o trabalho tático que devemos entregar
invade nossa vida pessoal. E acabamos tendo ainda menos tempo para nossos maridos, mulheres,
namorados, filhos e pais; justamente as pessoas que têm maior importância em nossas vidas. E mesmo
quando conseguimos tempo com eles, estamos sempre com o celular na mão, checando assuntos do
trabalho, ligados ___ assuntos táticos que não nos deixam resetar a cabeça, aproveitar momentos de
qualidade real com a família e descansar de fato, para que, no dia seguinte, possamos ser mais produtivos
e criativos no trabalho.
O tempo individual é também muito escasso. Não temos tempo para cuidar de nós mesmos, para
fazer exercícios, para planejar uma alimentação adequada. Não dormimos o suficiente. Perdemos a
capacidade de reservar tempo para o silêncio interior, fundamental para buscarmos as respostas mais
importantes em nossas vidas, ligadas à direção, propósito, razão de existência e legado, como alguns
exemplos. Estamos, portanto, famintos por tempo.
Mas se tivéssemos mais tempo, saberíamos distribuir, de fato, esse tempo extra da melhor forma?
Ou somente trabalharíamos mais e mais? Teríamos mais equilíbrio ou reforçaríamos o modo piloto
automático atual?
Duas questões são fundamentais neste ponto. A primeira é que não temos e não teremos este
tempo físico adicional. A forma como decidimos e alocamos o tempo para nossas rotinas é uma decisão
individual. Mas é preciso trazer consciência para nossas escolhas. A segunda questão, ainda mais crítica, é
que o tempo está passando, nós estamos passando. Passados alguns minutos, dias, semanas, meses ou
anos, não estaremos mais aqui.
Pense nisso. Seja no trabalho, na vida pessoal ou nas suas escolhas mais importantes, o que você
está fazendo de relevante para melhor aproveitar o tempo que ainda __?
Fonte: texto adaptado - disponível em http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2014/06/23/famintos-por-tempo/-23-6-2014.
( ) ‘socializar’ (l.03) por sociabilizar.
( ) ‘fissurados’ (l.09) por fendidos.
( ) ‘paradoxo’ (l.12) por metáfrase.
( ) ‘performance’ (l.15) por incipiência.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Famintos por Tempo
Time Famine é uma expressão recente que diz muito sobre a rotina que vivemos hoje em dia. Trata-
se da fome, quase desesperada, que temos, nos dias de hoje, por mais tempo.
Queremos mais tempo para trabalhar e produzir. Mais tempo para socializar nas redes sociais. Para
nossa vida pessoal. Tempo até para conseguir apreciar, de fato, o que conquistamos ou o que compramos
com o dinheiro que ganhamos. Mas até para isso, paradoxalmente, também não temos tempo. Afinal, a
conquista de hoje é quase que imediatamente sufocada por tudo o que temos que tentar entregar amanhã.
Ou daqui __ pouco.
Os dias viram horas. As semanas viram dias. Piscamos e meio ano já passou. Estamos sempre
ocupados, trabalhando muito, respondendo a infinitos e-mails, fissurados por uma rotina de correria e
afazeres táticos. Sempre correndo para lá e para cá, ansiando pelo dia de amanhã, quando poderemos,
quem sabe, ter mais tempo e aproveitar a vida. Gertrude Stein tem uma frase maravilhosa sobre essa ilusão
– There is no there there… Mas eis que o paradoxo aumenta: quanto mais tempo queremos, pior
administramos o que temos, de fato.
Quanto de nosso tempo no trabalho é usado para assuntos importantes, ligados __ estratégia e
inovação? Estou falando de temas que podem gerar uma diferença significativa em termos de performance,
competitividade e resultados para as empresas. Inúmeras pesquisas apontam para a frustração de CEOs e
diretores de empresas sobre a falta de tempo adequado dedicado __ temas cujo impacto seria muito maior
em seus negócios a longo prazo.
Ao invés disso, estamos ocupados com as reuniões intermináveis, as centenas de e-mails que
respondemos (ou não), diariamente. Com o celular que não para de tocar, ou com os relatórios cujos
deadlines já passaram. O tático se sobrepõe ao estratégico. O relevante vira segundo plano. E como não
temos todo o tempo que queremos, trabalhamos até mais tarde e nos finais de semana.
De novo, o paradoxo. O tempo que não temos para todo o trabalho tático que devemos entregar
invade nossa vida pessoal. E acabamos tendo ainda menos tempo para nossos maridos, mulheres,
namorados, filhos e pais; justamente as pessoas que têm maior importância em nossas vidas. E mesmo
quando conseguimos tempo com eles, estamos sempre com o celular na mão, checando assuntos do
trabalho, ligados ___ assuntos táticos que não nos deixam resetar a cabeça, aproveitar momentos de
qualidade real com a família e descansar de fato, para que, no dia seguinte, possamos ser mais produtivos
e criativos no trabalho.
O tempo individual é também muito escasso. Não temos tempo para cuidar de nós mesmos, para
fazer exercícios, para planejar uma alimentação adequada. Não dormimos o suficiente. Perdemos a
capacidade de reservar tempo para o silêncio interior, fundamental para buscarmos as respostas mais
importantes em nossas vidas, ligadas à direção, propósito, razão de existência e legado, como alguns
exemplos. Estamos, portanto, famintos por tempo.
Mas se tivéssemos mais tempo, saberíamos distribuir, de fato, esse tempo extra da melhor forma?
Ou somente trabalharíamos mais e mais? Teríamos mais equilíbrio ou reforçaríamos o modo piloto
automático atual?
Duas questões são fundamentais neste ponto. A primeira é que não temos e não teremos este
tempo físico adicional. A forma como decidimos e alocamos o tempo para nossas rotinas é uma decisão
individual. Mas é preciso trazer consciência para nossas escolhas. A segunda questão, ainda mais crítica, é
que o tempo está passando, nós estamos passando. Passados alguns minutos, dias, semanas, meses ou
anos, não estaremos mais aqui.
Pense nisso. Seja no trabalho, na vida pessoal ou nas suas escolhas mais importantes, o que você
está fazendo de relevante para melhor aproveitar o tempo que ainda __?
Fonte: texto adaptado - disponível em http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2014/06/23/famintos-por-tempo/-23-6-2014.
( ) A rotina que criamos nos impele a usar o tempo disponível apenas nas atividades consideradas táticas, visto que as estratégicas requerem tempo extra.
( ) O paradoxo a que se refere o texto está relacionado, em parte, ao modo como administramos nosso tempo.
( ) Ao dizer que estamos famintos de tempo, o texto nos encaminha para a ideia de que devemos aproveitar mais nosso tempo adicional.
( ) O tempo individual, aquele que dedicamos a nós mesmos, está preservado; mesmo que haja a cada dia mais tempo dedicado ao trabalho.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Instrução: Questão referente ao texto abaixo.
O relógio das culturas
Atrase uma hora no Brasil e ninguém nem irá se importar muito. Mas, na Suíça, deixe alguém
esperando mais que cinco ou dez minutos e terá muito a explicar. Em algumas culturas, o tempo é elástico,
em outras, monolítico. De fato, o modo como membros de uma cultura percebem e usam o tempo reflete as
prioridades da sociedade e até sua visão do mundo.
Cientistas sociais registraram grande diferença no ritmo de vida em vários países e em como as
sociedades percebem o tempo: se como uma flecha penetrando o futuro ou como uma roda em movimento,
onde passado, presente e futuro giram sem parar. Algumas culturas combinam tempo e espaço: o conceito
dos aborígenes australianos do “tempo de sonhos” abrange não só o mito da criação, mas também o
método de se localizar no campo. Mas algumas visões de tempo interessantes, como o conceito de ser
aceitável uma pessoa poderosa manter alguém de status inferior esperando, _________ desconhecer
diferenças culturais. Elas são universais.
O estudo de tempo e sociedade ___________ em pragmático e cosmológico. Do ponto de vista
prático, nos anos 50, o antropólogo Edward T. Hall escreveu que as regras de tempo social compõem uma
“linguagem silenciosa” para determinada cultura. As regras nem sempre são explícitas, analisou ele, mas
“subentendidas... Ou são cômodas e familiares, ou erradas e estranhas”.
Em 1955, ele descreveu na Scientific American como percepções diferentes de tempo podem levar
a mal-entendidos entre pessoas de culturas diversas. “Um embaixador que espera um visitante estrangeiro
mais que meia hora deve entender que se este último ‘mal murmura uma desculpa’ isto não é
necessariamente um insulto”, exemplifica. “O sistema de tempo no país estrangeiro pode ser composto de
unidades básicas diferentes, então o visitante não está tão atrasado quanto parece. Deve-se conhecer o
sistema de tempo do país, para saber a partir de que ponto as desculpas são realmente necessárias...
Culturas diferentes atribuem valores diversos para as unidades de tempo.”
A maioria das culturas do mundo agora usa relógios e calendários, unindo a maior parte do globo no
mesmo ritmo geral de tempo. Mas isso não significa que todos acertem o mesmo passo. Algumas pessoas
se estressam com o ritmo da vida moderna e ___ combatem com o movimento “slow food” enquanto em
outras sociedades as pessoas sentem pouca pressão no gerenciamento do tempo.
“Uma das curiosidades do estudo de tempo está no fato de ele ser uma janela para a cultura”, avalia
Robert V. Levine, psicólogo social na California State University, em Fresno. “É possível obter respostas
sobre valores e crenças culturais: uma boa ideia do que importa para as pessoas.”
Levine e seus colegas fizeram novos estudos do “ritmo de vida” em 31 países. Em A geography of
time, publicado pela primeira vez em 1997, Levine descreve a classificação dos países usando três
medidas: velocidade para andar nas calçadas urbanas, rapidez de um funcionário do correio em vender um
simples selo e a precisão dos relógios públicos. Baseado nessas curiosas variáveis ele concluiu que os
cinco países mais rápidos são Suíça, Irlanda, Alemanha, Japão e Itália e os cinco mais lentos, Síria, El
Salvador, Brasil, Indonésia e México. Os Estados Unidos ocupam o 16º lugar, próximo ao mediano.
A natureza obscura do tempo pode dificultar a tarefa dos antropólogos e psicólogos sociais. “Não se
pode simplesmente chegar numa sociedade, se aproximar de alguém e perguntar: ‘Qual é a sua noção de
tempo?’”, adverte Kevin K. Birth, antropólogo no Queens College. “As pessoas não terão resposta. Então,
tente outros meios para descobrir isso.”
A forma de lidar com o tempo no cotidiano não está relacionada ao conceito de tempo como
entidade abstrata. “Muitas vezes há uma separação entre como uma cultura encara a mitologia do tempo e
como as pessoas pensam a respeito do tempo em suas vidas,” relata Birth. “Não pensamos sobre as teorias
de Stephen Hawking do mesmo modo que sobre a rotina diária.” [...]
Ziauddin Sardar, autor e crítico britânico muçulmano, escreveu sobre o tempo e culturas islâmicas,
especialmente a seita fundamentalista wahhabista. Os muçulmanos “sempre carregam o passado consigo”,
afirma Sardar, editor da revista Futures e professor convidado de estudos pós-coloniais da City University,
em Londres. “No Islã o tempo é uma tapeçaria que _________ o passado, o presente e o futuro. O passado
é sempre presente.”
Sardar afirma que o Ocidente colonizou o tempo ao divulgar a expectativa de que a vida deveria se
tornar melhor conforme o tempo passa: “Ao colonizar o tempo, se coloniza o futuro. Acreditando-se que o
tempo é uma flecha, então o futuro seria o progresso, seguindo uma direção. Mas pessoas diferentes
podem desejar futuros diferentes.”
Fonte: texto adaptado – Disponível em http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/relogio_das_culturas.html
( ) Na frase ‘Em algumas culturas, o tempo é elástico, em outras, monolítico’ (l.02-03) ocorre uma metonímia.
( ) O termo “tempo dos sonhos” (l.08) foi utilizado para introduzir na frase a ideia de que os aborígenes australianos viviam apenas em um mundo imaginário.
( ) ‘cosmológico’ (l.12) poderia ser substituída, sem qualquer alteração de sentido, por ‘cosmométrico’.
( ) O fragmento ‘o tempo é uma tapeçaria’ (l.47) é uma metáfora.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Nova estrutura da Receita Estadual prioriza combate à sonegação
Aceleradas mudanças na Receita Estadual do Rio Grande do Sul, iniciadas com a aprovação da Lei
Orgânica da Administração Tributária, em 2010, ainda não estão plenamente consolidadas, mas produzem
significativos resultados positivos. Desenvolvidos após longo amadurecimento da categoria, os conceitos
adotados hoje na Receita Estadual, órgão que existiu durante décadas apenas nos seus melhores sonhos,
permitem que os conhecimentos técnicos e profissionais aperfeiçoados em estudos no exterior, no debate
com especialistas nas universidades públicas e privadas e na discussão interna entre auditores-fiscais da
Secretaria da Fazenda sejam implementados e produzam números favoráveis ao caixa do Tesouro do
Estado.
A Administração Tributária Setorial é uma das inovações adotadas pela Receita Estadual cuja resposta
é extremamente positiva. Desenvolvida aqui, com base em experiências internacionais, a Administração
Tributária Setorial parte das movimentações do mercado e acompanha o desenvolvimento das empresas
para estabelecer parâmetros de crescimento e reconhecimento de tributos e indícios de sonegação em um
determinado setor econômico. O conceito, no entender de um dos auditores-fiscais gaúcho, torna a atuação
fiscal neutra e eficaz no acompanhamento dos movimentos do mundo econômico. Em seu trabalho, o
auditor defendeu que a política tributária influencia o processo econômico, interferindo na renda, no volume
da demanda e da poupança e nas expectativas de investimento, tornando a política fiscal uma das políticas
econômicas relacionada com o gasto público e a geração de receita.
“Assim, como desdobramento da política fiscal, a política tributária trata do nível e distribuição da carga
de tributos e da estrutura e modelagem tributárias”, afirma no trabalho, que tratou em sua maior parte de
demonstrar como a simplificação e harmonização da estrutura tributária pode e deve contribuir para o
crescimento econômico, pela diminuição de sua complexidade e do custo com o cumprimento das
obrigações acessórias e pela administração eficiente dos tributos.
O foco nas atividades de fiscalização, arrecadação e cobrança tem caracterizado a atuação atual da
Receita Estadual. Nesta nova cultura, que tem como substrato a busca da arrecadação suficiente para
enfrentar as crescentes demandas sociais, ganhou espaço também a relação com o contribuinte. Hoje, o
órgão age preventivamente na convergência de interesses e busca o cumprimento voluntário do pagamento
do tributo como meta prioritária. Trabalha também para assegurar a justiça e a equidade fiscal, mantendo
um diálogo cortês e ágil na resposta aos contribuintes e agilizando sempre que possível a solução de
consultas.
Também são pontos de destaque na atuação da Receita Estadual a racionalização do uso dos recursos
públicos da Secretaria da Fazenda, o aperfeiçoamento dos sistemas de informação, serviços e processos
voltados ao cumprimento das atribuições e competências dos auditores-fiscais e a gestão tecnológica dos
recursos.
Fonte: texto adaptado – Revista Enfoque Fiscal n.06/Jan.2014. Disponível em
I. De acordo com um dos auditores-fiscais gaúcho, a política tributária é influenciada pelo processo econômico, o que implica um aumento na renda, no volume da demanda e da poupança e nos investimentos reais.
II. Uma das essências da nova cultura da Receita Estadual é fazer com que haja arrecadação suficiente para que se consiga encarar as demandas sociais que estão em ascensão.
III. É primordial para a Receita Estadual manter um bom relacionamento com os contribuintes, oferencendo morosidade nas consultas ao órgão.
Quais estão corretas?
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Famintos por Tempo
Time Famine é uma expressão recente que diz muito sobre a rotina que vivemos hoje em dia. Trata-
se da fome, quase desesperada, que temos, nos dias de hoje, por mais tempo.
Queremos mais tempo para trabalhar e produzir. Mais tempo para socializar nas redes sociais. Para
nossa vida pessoal. Tempo até para conseguir apreciar, de fato, o que conquistamos ou o que compramos
com o dinheiro que ganhamos. Mas até para isso, paradoxalmente, também não temos tempo. Afinal, a
conquista de hoje é quase que imediatamente sufocada por tudo o que temos que tentar entregar amanhã.
Ou daqui __ pouco.
Os dias viram horas. As semanas viram dias. Piscamos e meio ano já passou. Estamos sempre
ocupados, trabalhando muito, respondendo a infinitos e-mails, fissurados por uma rotina de correria e
afazeres táticos. Sempre correndo para lá e para cá, ansiando pelo dia de amanhã, quando poderemos,
quem sabe, ter mais tempo e aproveitar a vida. Gertrude Stein tem uma frase maravilhosa sobre essa ilusão
– There is no there there… Mas eis que o paradoxo aumenta: quanto mais tempo queremos, pior
administramos o que temos, de fato.
Quanto de nosso tempo no trabalho é usado para assuntos importantes, ligados __ estratégia e
inovação? Estou falando de temas que podem gerar uma diferença significativa em termos de performance,
competitividade e resultados para as empresas. Inúmeras pesquisas apontam para a frustração de CEOs e
diretores de empresas sobre a falta de tempo adequado dedicado __ temas cujo impacto seria muito maior
em seus negócios a longo prazo.
Ao invés disso, estamos ocupados com as reuniões intermináveis, as centenas de e-mails que
respondemos (ou não), diariamente. Com o celular que não para de tocar, ou com os relatórios cujos
deadlines já passaram. O tático se sobrepõe ao estratégico. O relevante vira segundo plano. E como não
temos todo o tempo que queremos, trabalhamos até mais tarde e nos finais de semana.
De novo, o paradoxo. O tempo que não temos para todo o trabalho tático que devemos entregar
invade nossa vida pessoal. E acabamos tendo ainda menos tempo para nossos maridos, mulheres,
namorados, filhos e pais; justamente as pessoas que têm maior importância em nossas vidas. E mesmo
quando conseguimos tempo com eles, estamos sempre com o celular na mão, checando assuntos do
trabalho, ligados ___ assuntos táticos que não nos deixam resetar a cabeça, aproveitar momentos de
qualidade real com a família e descansar de fato, para que, no dia seguinte, possamos ser mais produtivos
e criativos no trabalho.
O tempo individual é também muito escasso. Não temos tempo para cuidar de nós mesmos, para
fazer exercícios, para planejar uma alimentação adequada. Não dormimos o suficiente. Perdemos a
capacidade de reservar tempo para o silêncio interior, fundamental para buscarmos as respostas mais
importantes em nossas vidas, ligadas à direção, propósito, razão de existência e legado, como alguns
exemplos. Estamos, portanto, famintos por tempo.
Mas se tivéssemos mais tempo, saberíamos distribuir, de fato, esse tempo extra da melhor forma?
Ou somente trabalharíamos mais e mais? Teríamos mais equilíbrio ou reforçaríamos o modo piloto
automático atual?
Duas questões são fundamentais neste ponto. A primeira é que não temos e não teremos este
tempo físico adicional. A forma como decidimos e alocamos o tempo para nossas rotinas é uma decisão
individual. Mas é preciso trazer consciência para nossas escolhas. A segunda questão, ainda mais crítica, é
que o tempo está passando, nós estamos passando. Passados alguns minutos, dias, semanas, meses ou
anos, não estaremos mais aqui.
Pense nisso. Seja no trabalho, na vida pessoal ou nas suas escolhas mais importantes, o que você
está fazendo de relevante para melhor aproveitar o tempo que ainda __?
Fonte: texto adaptado - disponível em http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2014/06/23/famintos-por-tempo/-23-6-2014.
I. Nos dois parágrafos iniciais, o autor apresenta o tema ao leitor: como devemos administrar o nosso tempo, sem no entanto, incluir-se nessa reflexão.
II. Nos parágrafos seguintes, com exceção do último, o autor sintetiza vários pontos de vista sobre o tema, focando na impossibilidade de administrarmos nosso tempo.
III. No último parágrafo, o autor extrapola os limites do próprio texto, passando da reflexão sobre o tema ao aconselhamento ao leitor, utilizando-se, para tanto, do modo imperativo.
Quais estão corretas?
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Instrução: Questão referente ao texto abaixo.
O relógio das culturas
Atrase uma hora no Brasil e ninguém nem irá se importar muito. Mas, na Suíça, deixe alguém
esperando mais que cinco ou dez minutos e terá muito a explicar. Em algumas culturas, o tempo é elástico,
em outras, monolítico. De fato, o modo como membros de uma cultura percebem e usam o tempo reflete as
prioridades da sociedade e até sua visão do mundo.
Cientistas sociais registraram grande diferença no ritmo de vida em vários países e em como as
sociedades percebem o tempo: se como uma flecha penetrando o futuro ou como uma roda em movimento,
onde passado, presente e futuro giram sem parar. Algumas culturas combinam tempo e espaço: o conceito
dos aborígenes australianos do “tempo de sonhos” abrange não só o mito da criação, mas também o
método de se localizar no campo. Mas algumas visões de tempo interessantes, como o conceito de ser
aceitável uma pessoa poderosa manter alguém de status inferior esperando, _________ desconhecer
diferenças culturais. Elas são universais.
O estudo de tempo e sociedade ___________ em pragmático e cosmológico. Do ponto de vista
prático, nos anos 50, o antropólogo Edward T. Hall escreveu que as regras de tempo social compõem uma
“linguagem silenciosa” para determinada cultura. As regras nem sempre são explícitas, analisou ele, mas
“subentendidas... Ou são cômodas e familiares, ou erradas e estranhas”.
Em 1955, ele descreveu na Scientific American como percepções diferentes de tempo podem levar
a mal-entendidos entre pessoas de culturas diversas. “Um embaixador que espera um visitante estrangeiro
mais que meia hora deve entender que se este último ‘mal murmura uma desculpa’ isto não é
necessariamente um insulto”, exemplifica. “O sistema de tempo no país estrangeiro pode ser composto de
unidades básicas diferentes, então o visitante não está tão atrasado quanto parece. Deve-se conhecer o
sistema de tempo do país, para saber a partir de que ponto as desculpas são realmente necessárias...
Culturas diferentes atribuem valores diversos para as unidades de tempo.”
A maioria das culturas do mundo agora usa relógios e calendários, unindo a maior parte do globo no
mesmo ritmo geral de tempo. Mas isso não significa que todos acertem o mesmo passo. Algumas pessoas
se estressam com o ritmo da vida moderna e ___ combatem com o movimento “slow food” enquanto em
outras sociedades as pessoas sentem pouca pressão no gerenciamento do tempo.
“Uma das curiosidades do estudo de tempo está no fato de ele ser uma janela para a cultura”, avalia
Robert V. Levine, psicólogo social na California State University, em Fresno. “É possível obter respostas
sobre valores e crenças culturais: uma boa ideia do que importa para as pessoas.”
Levine e seus colegas fizeram novos estudos do “ritmo de vida” em 31 países. Em A geography of
time, publicado pela primeira vez em 1997, Levine descreve a classificação dos países usando três
medidas: velocidade para andar nas calçadas urbanas, rapidez de um funcionário do correio em vender um
simples selo e a precisão dos relógios públicos. Baseado nessas curiosas variáveis ele concluiu que os
cinco países mais rápidos são Suíça, Irlanda, Alemanha, Japão e Itália e os cinco mais lentos, Síria, El
Salvador, Brasil, Indonésia e México. Os Estados Unidos ocupam o 16º lugar, próximo ao mediano.
A natureza obscura do tempo pode dificultar a tarefa dos antropólogos e psicólogos sociais. “Não se
pode simplesmente chegar numa sociedade, se aproximar de alguém e perguntar: ‘Qual é a sua noção de
tempo?’”, adverte Kevin K. Birth, antropólogo no Queens College. “As pessoas não terão resposta. Então,
tente outros meios para descobrir isso.”
A forma de lidar com o tempo no cotidiano não está relacionada ao conceito de tempo como
entidade abstrata. “Muitas vezes há uma separação entre como uma cultura encara a mitologia do tempo e
como as pessoas pensam a respeito do tempo em suas vidas,” relata Birth. “Não pensamos sobre as teorias
de Stephen Hawking do mesmo modo que sobre a rotina diária.” [...]
Ziauddin Sardar, autor e crítico britânico muçulmano, escreveu sobre o tempo e culturas islâmicas,
especialmente a seita fundamentalista wahhabista. Os muçulmanos “sempre carregam o passado consigo”,
afirma Sardar, editor da revista Futures e professor convidado de estudos pós-coloniais da City University,
em Londres. “No Islã o tempo é uma tapeçaria que _________ o passado, o presente e o futuro. O passado
é sempre presente.”
Sardar afirma que o Ocidente colonizou o tempo ao divulgar a expectativa de que a vida deveria se
tornar melhor conforme o tempo passa: “Ao colonizar o tempo, se coloniza o futuro. Acreditando-se que o
tempo é uma flecha, então o futuro seria o progresso, seguindo uma direção. Mas pessoas diferentes
podem desejar futuros diferentes.”
Fonte: texto adaptado – Disponível em http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/relogio_das_culturas.html
I. A primeira vírgula da linha 03 indica uma silepse.
II. A primeira vírgula da linha 13 e a da linha 16 são justificadas pela mesma regra.
III. Os dois-pontos utilizados na linha 32 introduzem uma enumeração.
IV. A última vírgula da linha 44 deveria ser substituída por ponto-e-vírgula, visto já haver vírgulas no período.
Quais estão corretas?
Provas
Instrução: Questão referente ao texto abaixo.
O relógio das culturas
Atrase uma hora no Brasil e ninguém nem irá se importar muito. Mas, na Suíça, deixe alguém
esperando mais que cinco ou dez minutos e terá muito a explicar. Em algumas culturas, o tempo é elástico,
em outras, monolítico. De fato, o modo como membros de uma cultura percebem e usam o tempo reflete as
prioridades da sociedade e até sua visão do mundo.
Cientistas sociais registraram grande diferença no ritmo de vida em vários países e em como as
sociedades percebem o tempo: se como uma flecha penetrando o futuro ou como uma roda em movimento,
onde passado, presente e futuro giram sem parar. Algumas culturas combinam tempo e espaço: o conceito
dos aborígenes australianos do “tempo de sonhos” abrange não só o mito da criação, mas também o
método de se localizar no campo. Mas algumas visões de tempo interessantes, como o conceito de ser
aceitável uma pessoa poderosa manter alguém de status inferior esperando, _________ desconhecer
diferenças culturais. Elas são universais.
O estudo de tempo e sociedade ___________ em pragmático e cosmológico. Do ponto de vista
prático, nos anos 50, o antropólogo Edward T. Hall escreveu que as regras de tempo social compõem uma
“linguagem silenciosa” para determinada cultura. As regras nem sempre são explícitas, analisou ele, mas
“subentendidas... Ou são cômodas e familiares, ou erradas e estranhas”.
Em 1955, ele descreveu na Scientific American como percepções diferentes de tempo podem levar
a mal-entendidos entre pessoas de culturas diversas. “Um embaixador que espera um visitante estrangeiro
mais que meia hora deve entender que se este último ‘mal murmura uma desculpa’ isto não é
necessariamente um insulto”, exemplifica. “O sistema de tempo no país estrangeiro pode ser composto de
unidades básicas diferentes, então o visitante não está tão atrasado quanto parece. Deve-se conhecer o
sistema de tempo do país, para saber a partir de que ponto as desculpas são realmente necessárias...
Culturas diferentes atribuem valores diversos para as unidades de tempo.”
A maioria das culturas do mundo agora usa relógios e calendários, unindo a maior parte do globo no
mesmo ritmo geral de tempo. Mas isso não significa que todos acertem o mesmo passo. Algumas pessoas
se estressam com o ritmo da vida moderna e ___ combatem com o movimento “slow food” enquanto em
outras sociedades as pessoas sentem pouca pressão no gerenciamento do tempo.
“Uma das curiosidades do estudo de tempo está no fato de ele ser uma janela para a cultura”, avalia
Robert V. Levine, psicólogo social na California State University, em Fresno. “É possível obter respostas
sobre valores e crenças culturais: uma boa ideia do que importa para as pessoas.”
Levine e seus colegas fizeram novos estudos do “ritmo de vida” em 31 países. Em A geography of
time, publicado pela primeira vez em 1997, Levine descreve a classificação dos países usando três
medidas: velocidade para andar nas calçadas urbanas, rapidez de um funcionário do correio em vender um
simples selo e a precisão dos relógios públicos. Baseado nessas curiosas variáveis ele concluiu que os
cinco países mais rápidos são Suíça, Irlanda, Alemanha, Japão e Itália e os cinco mais lentos, Síria, El
Salvador, Brasil, Indonésia e México. Os Estados Unidos ocupam o 16º lugar, próximo ao mediano.
A natureza obscura do tempo pode dificultar a tarefa dos antropólogos e psicólogos sociais. “Não se
pode simplesmente chegar numa sociedade, se aproximar de alguém e perguntar: ‘Qual é a sua noção de
tempo?’”, adverte Kevin K. Birth, antropólogo no Queens College. “As pessoas não terão resposta. Então,
tente outros meios para descobrir isso.”
A forma de lidar com o tempo no cotidiano não está relacionada ao conceito de tempo como
entidade abstrata. “Muitas vezes há uma separação entre como uma cultura encara a mitologia do tempo e
como as pessoas pensam a respeito do tempo em suas vidas,” relata Birth. “Não pensamos sobre as teorias
de Stephen Hawking do mesmo modo que sobre a rotina diária.” [...]
Ziauddin Sardar, autor e crítico britânico muçulmano, escreveu sobre o tempo e culturas islâmicas,
especialmente a seita fundamentalista wahhabista. Os muçulmanos “sempre carregam o passado consigo”,
afirma Sardar, editor da revista Futures e professor convidado de estudos pós-coloniais da City University,
em Londres. “No Islã o tempo é uma tapeçaria que _________ o passado, o presente e o futuro. O passado
é sempre presente.”
Sardar afirma que o Ocidente colonizou o tempo ao divulgar a expectativa de que a vida deveria se
tornar melhor conforme o tempo passa: “Ao colonizar o tempo, se coloniza o futuro. Acreditando-se que o
tempo é uma flecha, então o futuro seria o progresso, seguindo uma direção. Mas pessoas diferentes
podem desejar futuros diferentes.”
Fonte: texto adaptado – Disponível em http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/relogio_das_culturas.html
I. A forma verbal parece completa corretamente a lacuna da linha 10, atendendo à regra gramatical.
II. A expressão podem ser divididos completa corretamente a lacuna da linha 12, visto o sujeito ser composto, representado pelos núcleos tempo e sociedade (l.12).
III. Na linha 25, o pronome oblíquo lhe preencheria corretamente a lacuna, atendendo à regência do verbo combater (l.25).
IV. A lacuna da linha 47 deveria ser preenchida por incorpora, visto que o sujeito da oração é o pronome relativo que, que retoma a expressão ‘tapeçaria’ (l.47).
Quais estão incorretas?
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Instrução: Questão referente ao texto abaixo.
O relógio das culturas
Atrase uma hora no Brasil e ninguém nem irá se importar muito. Mas, na Suíça, deixe alguém
esperando mais que cinco ou dez minutos e terá muito a explicar. Em algumas culturas, o tempo é elástico,
em outras, monolítico. De fato, o modo como membros de uma cultura percebem e usam o tempo reflete as
prioridades da sociedade e até sua visão do mundo.
Cientistas sociais registraram grande diferença no ritmo de vida em vários países e em como as
sociedades percebem o tempo: se como uma flecha penetrando o futuro ou como uma roda em movimento,
onde passado, presente e futuro giram sem parar. Algumas culturas combinam tempo e espaço: o conceito
dos aborígenes australianos do “tempo de sonhos” abrange não só o mito da criação, mas também o
método de se localizar no campo. Mas algumas visões de tempo interessantes, como o conceito de ser
aceitável uma pessoa poderosa manter alguém de status inferior esperando, _________ desconhecer
diferenças culturais. Elas são universais.
O estudo de tempo e sociedade ___________ em pragmático e cosmológico. Do ponto de vista
prático, nos anos 50, o antropólogo Edward T. Hall escreveu que as regras de tempo social compõem uma
“linguagem silenciosa” para determinada cultura. As regras nem sempre são explícitas, analisou ele, mas
“subentendidas... Ou são cômodas e familiares, ou erradas e estranhas”.
Em 1955, ele descreveu na Scientific American como percepções diferentes de tempo podem levar
a mal-entendidos entre pessoas de culturas diversas. “Um embaixador que espera um visitante estrangeiro
mais que meia hora deve entender que se este último ‘mal murmura uma desculpa’ isto não é
necessariamente um insulto”, exemplifica. “O sistema de tempo no país estrangeiro pode ser composto de
unidades básicas diferentes, então o visitante não está tão atrasado quanto parece. Deve-se conhecer o
sistema de tempo do país, para saber a partir de que ponto as desculpas são realmente necessárias...
Culturas diferentes atribuem valores diversos para as unidades de tempo.”
A maioria das culturas do mundo agora usa relógios e calendários, unindo a maior parte do globo no
mesmo ritmo geral de tempo. Mas isso não significa que todos acertem o mesmo passo. Algumas pessoas
se estressam com o ritmo da vida moderna e ___ combatem com o movimento “slow food” enquanto em
outras sociedades as pessoas sentem pouca pressão no gerenciamento do tempo.
“Uma das curiosidades do estudo de tempo está no fato de ele ser uma janela para a cultura”, avalia
Robert V. Levine, psicólogo social na California State University, em Fresno. “É possível obter respostas
sobre valores e crenças culturais: uma boa ideia do que importa para as pessoas.”
Levine e seus colegas fizeram novos estudos do “ritmo de vida” em 31 países. Em A geography of
time, publicado pela primeira vez em 1997, Levine descreve a classificação dos países usando três
medidas: velocidade para andar nas calçadas urbanas, rapidez de um funcionário do correio em vender um
simples selo e a precisão dos relógios públicos. Baseado nessas curiosas variáveis ele concluiu que os
cinco países mais rápidos são Suíça, Irlanda, Alemanha, Japão e Itália e os cinco mais lentos, Síria, El
Salvador, Brasil, Indonésia e México. Os Estados Unidos ocupam o 16º lugar, próximo ao mediano.
A natureza obscura do tempo pode dificultar a tarefa dos antropólogos e psicólogos sociais. “Não se
pode simplesmente chegar numa sociedade, se aproximar de alguém e perguntar: ‘Qual é a sua noção de
tempo?’”, adverte Kevin K. Birth, antropólogo no Queens College. “As pessoas não terão resposta. Então,
tente outros meios para descobrir isso.”
A forma de lidar com o tempo no cotidiano não está relacionada ao conceito de tempo como
entidade abstrata. “Muitas vezes há uma separação entre como uma cultura encara a mitologia do tempo e
como as pessoas pensam a respeito do tempo em suas vidas,” relata Birth. “Não pensamos sobre as teorias
de Stephen Hawking do mesmo modo que sobre a rotina diária.” [...]
Ziauddin Sardar, autor e crítico britânico muçulmano, escreveu sobre o tempo e culturas islâmicas,
especialmente a seita fundamentalista wahhabista. Os muçulmanos “sempre carregam o passado consigo”,
afirma Sardar, editor da revista Futures e professor convidado de estudos pós-coloniais da City University,
em Londres. “No Islã o tempo é uma tapeçaria que _________ o passado, o presente e o futuro. O passado
é sempre presente.”
Sardar afirma que o Ocidente colonizou o tempo ao divulgar a expectativa de que a vida deveria se
tornar melhor conforme o tempo passa: “Ao colonizar o tempo, se coloniza o futuro. Acreditando-se que o
tempo é uma flecha, então o futuro seria o progresso, seguindo uma direção. Mas pessoas diferentes
podem desejar futuros diferentes.”
Fonte: texto adaptado – Disponível em http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/relogio_das_culturas.html
I. ‘compõem’ (l.13) por fazem a composição.
II. ‘ levar’ (l.16) por conduzir.
III. ‘usa’ (l.23) por faz uso.
IV. ‘colonizou’ (l.49) por tornou-se colonizador.
Quais provocam alteração sintática no período em que se inserem?
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- SintaxeTermos Acessórios e Independentes
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Adjetiva
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Reduzida
Nova estrutura da Receita Estadual prioriza combate à sonegação
Aceleradas mudanças na Receita Estadual do Rio Grande do Sul, iniciadas com a aprovação da Lei
Orgânica da Administração Tributária, em 2010, ainda não estão plenamente consolidadas, mas produzem
significativos resultados positivos. Desenvolvidos após longo amadurecimento da categoria, os conceitos
adotados hoje na Receita Estadual, órgão que existiu durante décadas apenas nos seus melhores sonhos,
permitem que os conhecimentos técnicos e profissionais aperfeiçoados em estudos no exterior, no debate
com especialistas nas universidades públicas e privadas e na discussão interna entre auditores-fiscais da
Secretaria da Fazenda sejam implementados e produzam números favoráveis ao caixa do Tesouro do
Estado.
A Administração Tributária Setorial é uma das inovações adotadas pela Receita Estadual cuja resposta
é extremamente positiva. Desenvolvida aqui, com base em experiências internacionais, a Administração
Tributária Setorial parte das movimentações do mercado e acompanha o desenvolvimento das empresas
para estabelecer parâmetros de crescimento e reconhecimento de tributos e indícios de sonegação em um
determinado setor econômico. O conceito, no entender de um dos auditores-fiscais gaúcho, torna a atuação
fiscal neutra e eficaz no acompanhamento dos movimentos do mundo econômico. Em seu trabalho, o
auditor defendeu que a política tributária influencia o processo econômico, interferindo na renda, no volume
da demanda e da poupança e nas expectativas de investimento, tornando a política fiscal uma das políticas
econômicas relacionada com o gasto público e a geração de receita.
“Assim, como desdobramento da política fiscal, a política tributária trata do nível e distribuição da carga
de tributos e da estrutura e modelagem tributárias”, afirma no trabalho, que tratou em sua maior parte de
demonstrar como a simplificação e harmonização da estrutura tributária pode e deve contribuir para o
crescimento econômico, pela diminuição de sua complexidade e do custo com o cumprimento das
obrigações acessórias e pela administração eficiente dos tributos.
O foco nas atividades de fiscalização, arrecadação e cobrança tem caracterizado a atuação atual da
Receita Estadual. Nesta nova cultura, que tem como substrato a busca da arrecadação suficiente para
enfrentar as crescentes demandas sociais, ganhou espaço também a relação com o contribuinte. Hoje, o
órgão age preventivamente na convergência de interesses e busca o cumprimento voluntário do pagamento
do tributo como meta prioritária. Trabalha também para assegurar a justiça e a equidade fiscal, mantendo
um diálogo cortês e ágil na resposta aos contribuintes e agilizando sempre que possível a solução de
consultas.
Também são pontos de destaque na atuação da Receita Estadual a racionalização do uso dos recursos
públicos da Secretaria da Fazenda, o aperfeiçoamento dos sistemas de informação, serviços e processos
voltados ao cumprimento das atribuições e competências dos auditores-fiscais e a gestão tecnológica dos
recursos.
Fonte: texto adaptado – Revista Enfoque Fiscal n.06/Jan.2014. Disponível em
Nesta nova cultura, que tem como substrato a busca da arrecadação suficiente para enfrentar as crescentes demandas sociais, ganhou espaço também a relação com o contribuinte. (l.24-25)
Analise as assertivas abaixo em relação a questões sintáticas.
I. Nesta nova cultura é classificado como adjunto adverbial.
II. A oração incluída entre as palavras que tem como até demandas sociais é classificada como oração subordinada adjetiva restritiva.
III. A oração para enfrentar as crescentes demandas sociais é classificada como oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo.
IV. O verbo ganhou necessita de um complemento direto e um indireto, representados, respectivamente, por espaço e a relação com o contribuinte.
Quais estão incorretas?
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