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1867828 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Na segunda metade do século XIX, o Brasil encontra-se em crise. A decadência da economia açucareira e o germinar da ruptura do regime escravocrata abalam as bases que sustentavam a ideologia romântica. É nesse contexto que surgem narrativas que revelam criticamente as mazelas da sociedade do Segundo Império. A respeito das obras e das características literárias que irão vigorar no Brasil nesse momento, assinale a alternativa correta.

 

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1867827 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto VI, para responder às questões 28 e 32.

Poema brasileiro

1 No Piauí de cada 100 crianças que nascem

78 morrem antes de completar 8 anos de idade


No Piauí

4 de cada 100 crianças que nascem

78 morrem antes de completar 8 anos de idade


No Piauí

7 de cada 100 crianças

que nascem

78 morrem

10 antes

de completar

8 anos de idade


13 Antes de completar 8 anos de idade

Antes de completar 8 anos de idade

Antes de completar 8 anos de idade

16 Antes de completar 8 anos de idade

Ferreira Gullar. Melhores poemas de

Ferreira Gullar. Global, 2004, p. 70.

Texto VII, para responder às questões 29 e 32.

As cousas do mundo

1 Neste mundo é mais rico o que mais rapa:

Quem mais limpo se faz, tem mais carepa;

Com sua língua, ao nobre o vil decepa.

4 O velhaco maior sempre tem capa.


Mostra o patife da nobreza o mapa:

Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;

7 Quem menos falar pode, mais increpa:

Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.


A flor baixa se inculca por tulipa;

10 Bengala hoje na mão, ontem garlopa:

Mais isento se mostra o que mais chupa.


Para a tropa do trapo vazo a tripa,

13 E mais não digo, porque a Musa topa

Em apa, epa, ipa, opa, upa.

Gregório de Matos. Seleção: poemas escolhidos.

José Miguel Wisnik. São Paulo: Cultrix, 1975.

Texto VIII, para responder às questões de 30 a 32.

1 A crítica literária, quando analisa uma obra, muitas

vezes é levada a estabelecer confrontos com outras obras de

outros autores, para elucidar e fundamentar juízos de valor.

4 Compara, então, não apenas com o objetivo de concluir

sobre a natureza dos elementos confrontados, mas,

principalmente, para saber se são iguais ou diferentes. É

7 bem verdade que, na crítica literária, usa-se a comparação

de forma ocasional, pois nela comparar não é substantivo.

No entanto, quando a comparação é empregada como

10 recurso preferencial no estudo crítico, convertendo-se na

operação fundamental da análise, ela passa a tomar ares de

método — e começamos a pensar que tal investigação é um

13 "estudo comparado". Pode-se dizer, então, que a literatura

comparada compara não pelo procedimento em si, mas

porque, como recurso analítico e interpretativo, a

16 comparação possibilita a esse tipo de estudo literário uma

exploração adequada de seus campos de trabalho e o

alcance dos objetivos a que se propõe. Em síntese, a

19 comparação, mesmo nos estudos comparados, é um meio,

não um fim.

Tania Franco Carvalhal. Literatura comparada. São Paulo:

Ática, 1986, p. 5-7 (com adaptações).

A partir da reflexão teórica proposta por Tânia Carvalhal no texto VIII e considerando a leitura dos textos VI e VII, assinale a alternativa correta.

 

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1867826 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto VIII, para responder às questões de 30 a 32.

1 A crítica literária, quando analisa uma obra, muitas

vezes é levada a estabelecer confrontos com outras obras de

outros autores, para elucidar e fundamentar juízos de valor.

4 Compara, então, não apenas com o objetivo de concluir

sobre a natureza dos elementos confrontados, mas,

principalmente, para saber se são iguais ou diferentes. É

7 bem verdade que, na crítica literária, usa-se a comparação

de forma ocasional, pois nela comparar não é substantivo.

No entanto, quando a comparação é empregada como

10 recurso preferencial no estudo crítico, convertendo-se na

operação fundamental da análise, ela passa a tomar ares de

método — e começamos a pensar que tal investigação é um

13 "estudo comparado". Pode-se dizer, então, que a literatura

comparada compara não pelo procedimento em si, mas

porque, como recurso analítico e interpretativo, a

16 comparação possibilita a esse tipo de estudo literário uma

exploração adequada de seus campos de trabalho e o

alcance dos objetivos a que se propõe. Em síntese, a

19 comparação, mesmo nos estudos comparados, é um meio,

não um fim.

Tania Franco Carvalhal. Literatura comparada. São Paulo:

Ática, 1986, p. 5-7 (com adaptações).

Com relação ao texto VIII, assinale a alternativa correta.

 

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1867825 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto VIII, para responder às questões de 30 a 32.

1 A crítica literária, quando analisa uma obra, muitas

vezes é levada a estabelecer confrontos com outras obras de

outros autores, para elucidar e fundamentar juízos de valor.

4 Compara, então, não apenas com o objetivo de concluir

sobre a natureza dos elementos confrontados, mas,

principalmente, para saber se são iguais ou diferentes. É

7 bem verdade que, na crítica literária, usa-se a comparação

de forma ocasional, pois nela comparar não é substantivo.

No entanto, quando a comparação é empregada como

10 recurso preferencial no estudo crítico, convertendo-se na

operação fundamental da análise, ela passa a tomar ares de

método — e começamos a pensar que tal investigação é um

13 "estudo comparado". Pode-se dizer, então, que a literatura

comparada compara não pelo procedimento em si, mas

porque, como recurso analítico e interpretativo, a

16 comparação possibilita a esse tipo de estudo literário uma

exploração adequada de seus campos de trabalho e o

alcance dos objetivos a que se propõe. Em síntese, a

19 comparação, mesmo nos estudos comparados, é um meio,

não um fim.

Tania Franco Carvalhal. Literatura comparada. São Paulo:

Ática, 1986, p. 5-7 (com adaptações).

Com base no texto VIII, assinale a alternativa correta.

 

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1867824 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto VII, para responder às questões 29 e 32.

As cousas do mundo

1 Neste mundo é mais rico o que mais rapa:

Quem mais limpo se faz, tem mais carepa;

Com sua língua, ao nobre o vil decepa.

4 O velhaco maior sempre tem capa.


Mostra o patife da nobreza o mapa:

Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;

7 Quem menos falar pode, mais increpa:

Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.


A flor baixa se inculca por tulipa;

10 Bengala hoje na mão, ontem garlopa:

Mais isento se mostra o que mais chupa.


Para a tropa do trapo vazo a tripa,

13 E mais não digo, porque a Musa topa

Em apa, epa, ipa, opa, upa.

Gregório de Matos. Seleção: poemas escolhidos.

José Miguel Wisnik. São Paulo: Cultrix, 1975.

Gregório de Matos, um dos primeiros grandes poetas do Brasil, atinge grande repercussão, principalmente quando aborda questões locais por meio de sátiras afiadas que lhe renderam o apelido de Boca do Inferno. No poema As cousas do mundo, percebe-se

 

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1867823 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto VI, para responder às questões 28 e 32.

Poema brasileiro

1 No Piauí de cada 100 crianças que nascem

78 morrem antes de completar 8 anos de idade


No Piauí

4 de cada 100 crianças que nascem

78 morrem antes de completar 8 anos de idade


No Piauí

7 de cada 100 crianças

que nascem

78 morrem

10 antes

de completar

8 anos de idade


13 Antes de completar 8 anos de idade

Antes de completar 8 anos de idade

Antes de completar 8 anos de idade

16 Antes de completar 8 anos de idade

Ferreira Gullar. Melhores poemas de

Ferreira Gullar. Global, 2004, p. 70.

A produção poética de Ferreira Gullar apresenta, ao longo de sua trajetória, comprometimento explícito com os problemas sociais brasileiros. A articulação entre as questões sociais e as estéticas pode ser analisada em uma confluência entre forma, conteúdo e contexto. A partir da leitura do texto VI, é correto afirmar que

 

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1867822 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto V, para responder às questões 26 e 27.

Com licença poética

1 Quando nasci um anjo esbelto,

desses que tocam trombeta, anunciou:

vai carregar bandeira.

4 Cargo muito pesado pra mulher,

esta espécie ainda envergonhada.

Aceito os subterfúgios que me cabem,

7 sem precisar mentir.

Não sou feia que não possa casar,

acho o Rio de Janeiro uma beleza e

10 ora sim, ora não, creio em parto sem dor.

Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.

Inauguro linhagens, fundo reinos

13 — dor não é amargura.

Minha tristeza não tem pedigree,

já a minha vontade de alegria,

16 sua raiz vai ao meu mil avô.

Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.

Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado. Poesia reunida. 3.ª ed.

São Paulo: Siciliano, 1991.

Com base no texto V, assinale a alternativa correta.

 

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1867821 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto V, para responder às questões 26 e 27.

Com licença poética

1 Quando nasci um anjo esbelto,

desses que tocam trombeta, anunciou:

vai carregar bandeira.

4 Cargo muito pesado pra mulher,

esta espécie ainda envergonhada.

Aceito os subterfúgios que me cabem,

7 sem precisar mentir.

Não sou feia que não possa casar,

acho o Rio de Janeiro uma beleza e

10 ora sim, ora não, creio em parto sem dor.

Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.

Inauguro linhagens, fundo reinos

13 — dor não é amargura.

Minha tristeza não tem pedigree,

já a minha vontade de alegria,

16 sua raiz vai ao meu mil avô.

Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.

Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado. Poesia reunida. 3.ª ed.

São Paulo: Siciliano, 1991.

A partir da leitura do poema de Adélia Prado, escritora brasileira contemporânea, é possível perceber várias características que fazem desse poema uma obra literária rica em abordagem temática e exploração de recursos expressivos. Assinale a alternativa que não apresenta uma dessas características.

 

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A avaliação é um dos mais importantes instrumentos do processo de ensino e aprendizagem. Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.

Questão Anulada

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1867837 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF

Texto XI, para responder às questões de 41 a 44.

1 O professor, o grande agente do processo

educacional, é a alma de qualquer instituição de ensino. Por

mais que se invista na equipagem das escolas, em

4 laboratórios, bibliotecas, anfiteatros, quadras esportivas,

piscinas, campos de futebol — sem negar a importância de

todo esse instrumental —, tudo isso não se configura mais do

7 que aspectos materiais, se comparados ao papel e à

importância do professor.

Podem existir, no computador, todos os poemas,

10 romances ou dados como há nos livros, nas bibliotecas; pode

até haver a possibilidade de se buscarem informações pela

Internet, cruzar dados num toque de teclas, mas falta o

13 essencial: a emoção humana, o olhar atento do professor,

sua gesticulação, a fala, a interrupção do aluno, a construção

coletiva do conhecimento, a interação com a dificuldade ou a

16 facilidade da aprendizagem.

Os temores de que a máquina possa vir a substituir

o professor só atingem aqueles que não têm

19 verdadeiramente a vocação do magistério, os que são meros

informadores desprovidos de emoção. Professor é muito

mais do que isso. Professor tem luz própria e caminha com

22 pés próprios. Não é possível que ele pregue a autonomia,

sem ser autônomo; que fale de liberdade, sem experimentar

a conquista da independência, que é o saber; que ele queira

25 que seu aluno seja feliz, sem demonstrar afeto. E, para que

possa transmitir afeto, é preciso que sinta afeto, que viva o

afeto. Ninguém dá o que não tem. O copo transborda,

28 quando está cheio; o mestre tem de transbordar afeto,

cumplicidade, participação no sucesso, na conquista de seu

educando; o mestre tem de ser o referencial, o líder, o

31 interventor seguro, capaz de auxiliar o aluno em seus

sonhos, seus projetos.

Gabriel Chalita. Educação: a solução está no afeto.

Internet: <www2.catho.com.br>.

A respeito do texto XI, assinale a alternativa correta.

Questão Anulada

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