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Um adolescente se apresenta num serviço de pronto-atendimento com história de febre com calafrios, cefaleia, mialgia e vômitos há 3 dias, associada à presença de sufusões em tronco e membros há 24 horas. É realizado hemograma, bioquímica e radiografia de tórax que mostram:
Hemograma: 19.800 leucócitos (4% bastões, 86% segmentados, 6% linfócitos e 4% monócitos), hemoglobina 12,1g/dl; plaquetas de 210.000; Ureia de 98mg/dl, creatinina de 1,9 mg/dl, AST 99 UI/L, ALT 82UI/L, CPK de 380 UI/L. Radiografia de tórax com hipotransparência em base pulmonar direita com apagamento de seio costo-frênico homolateral, sugerindo derrame pleural.
Ao exame físico, o paciente está taquicárdico, febril, taquidispneico, sonolento, com lentificação de enchimento capilar, diurese reduzida. Ausculta pulmonar apresenta apenas diminuição do murmúrio vesicular em base de hemitórax direito. Ausculta cardíaca tem ritmo cardíaco regular, bulhas um pouco hipofonéticas, com sopro sistodiastólico 2+/4+, PA: 110 x 70 mmHg e FC: 128 bpm.
Qual o diagnóstico mais provável para esse paciente?
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Paciente de 65 anos, diabético e hipertenso, é submetido à cirurgia de revascularização de membro inferior esquerdo por isquemia crítica em pé. Poucos dias depois, apresenta isquemia e infecção do pé e necessita realizar amputação deste. No 4º dia de pós-operatório, evolui com queixa de cefaleia, disfagia e rigidez de nuca. Foi diagnosticado com tétano, sendo transferido para uma unidade de terapia intensiva (UTI).
Na UTI, é iniciado protocolo com abordagem da ferida operatória, administração de imunoglobulina e antibiótico, porém evoluiu com espasmos e necessidade de traqueostomia de urgência e ventilação mecânica 24 horas após a admissão. A doença progride rapidamente, sendo necessário sedação com diazepam em intervalos mais curtos, além de clorpromazina. No quarto dia de internamento na UTI, apresenta taquicardia, oscilação importante da pressão arterial e sudorese. É diagnosticado com disautonomia pelo tétano.
Nessa situação, qual conduta deve ser tomada?
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No início de 2019, Pernambuco voltou a registar o aumento do número de casos de arboviroses. Considerando que estivéssemos no período epidemiológico, analise o caso abaixo:
Um paciente jovem, 22 anos, previamente hígido, dá entrada no serviço de urgência, com história de febre, cefaleia, dores pelo corpo, vômitos e rash cutâneo difuso (hiperemia) em tronco e membros, há 3 dias. Ao exame físico, apresentava-se desidratado, taquipneico, com frequência cardíaca de 128 bpm, frequência respiratória de 32 ipm, saturando 91% e com crepitação em bases. Realizou exames que mostraram um hemograma com 16.320 leucócitos (92% segmentados, 5% linfócitos, 03% monócitos), hemoglobina 12,4, plaquetas de 47.000; ureia: 98 mg/dl, creatinina: 2,1 mg/dl, AST: 98 UI/L, ALT: 89 UI/L, CPK: 2.900 UI/L.
Diante desse caso, qual a melhor conduta a ser tomada e o diagnóstico provável?
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Paciente do sexo feminino, de 49 anos de idade, portador de asma brônquica desde a infância e que apresenta quadro de febre, mialgia, cefaleia, tosse e dispneia há pouco mais de 24h, dá entrada na emergência com quadro de exacerbação da doença de base. Apresenta-se dispneica, fazendo uso de musculatura acessória; é incapaz de falar e encontra-se bastante agitada. Os sinais vitais são: pressão arterial de 100/65 mmHg, frequência cardíaca de 138bpm, frequência respiratória de 42 ipm, temperatura de 37,9 °C e saturação periférica de O2 de 78%. ausculta pulmonar, revela apenas murmúrio vesicular diminuído globalmente, mas sem ruídos adventícios. Hemograma: 12.100 leucócitos (65% segmentados, 30% linfócitos, 5% monócitos), Hb: 15,2 g/dl, plaquetas de 360.000. pH: 7,37, PCO2: 57mmHg, PO2: 69 mmHg, HCO3: 27mmol/L, lactato: 1,8 mg/dl.
Assinale a alternativa que aponta a conduta imediata mais apropriada nesse caso.
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Um paciente do sexo masculino, 32 anos, morador de rua, etilista e usuário de drogas injetável e inalatória, dá entrada no serviço de emergência, com quadro de crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas. Estava sem acompanhante e foi levado para sala vermelha onde foi medicado com soro fisiológico e glicosado, diazepam e hidantal, com melhora das crises convulsivas. Na reavaliação médica, ainda estava sonolento, reagindo à dor apenas com o membro superior direito, gemente e com abertura ocular à pressão de leito ungueal. Ao exame, apresentava manchas hipercrômicas em região torácica esquerda que se estendiam da região escapular ao mamilo esquerdo, lesões papulosas em membros inferiores e tinea corporis em região de abdome inferior. Em cavidade oral, tinha dentição em péssimo estado de conservação e monilíase oral extensa. ausculta pulmonar e cardíaca, não apresentavam alterações significativas, exceto por roncos de transmissão e frequência cardíaca de 110 bpm, respectivamente. A pressão arterial era de 130 x 80 mmHg. Realizou teste rápido para HIV que foi positivo. O hemograma tinha 2.700 leucócitos (76% segmentados, 14% linfócitos, 10% monócitos), Hb: 9,9g/dl, plaquetas de 167.000.
Considerando que o serviço de emergência não dispõe de tomografia e que a ambulância da unidade está quebrada, qual o diagnóstico mais provável e a melhor conduta a ser tomada na unidade?
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Uma paciente de 67 anos, diabética mal controlada, hipertensa e com diagnóstico de nefrolitíase em tratamento conservador, apresenta história de infecção urinária recorrente há 9 meses, tendo feito uso de norfloxacina, ciprofloxacina, cefalexina, nitrofurantoína e sulfametoxazol/trimetoprim neste período. O último exame de urocultura realizado há 3 semanas mostrava Klebsiella spp 1.000.000 ufc/ml com o seguinte perfil antimicrobiano: RESISTÊNCIA: gentamicina, norfloxacina, cefotaxima, ceftriaxone, cefepime e aztreonam; SENSÍVEL: amicacina, piperacilina/tazobactam, meropenem, polimixina B. Há 24 horas, apresentou febre com calafrios, mialgia e vômitos. Procurou uma urgência médica onde chegou apresentando temperatura de 39ºC, palidez cutânea, frequência cardíaca de 132 bpm, PA: 85 x 40 mmHg, taquipneia e mal-estar intenso. Foi levada para a área vermelha onde se realizou hidratação venosa e a coleta de exames. O hemograma mostrou 23.300 leucócitos (8% bastões, 78% segmentados, 11% linfócitos e 3% monócitos). Ureia de 87 mg/dl, creatinina de 1,8 mg/dl, PCR de 192 mg/L e lactato de 2,9 mmol/L.
Dentre os antibióticos abaixo, qual o mais indicado para o tratamento dessa paciente?
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Paciente de 45 anos chega à urgência com um derrame pleural à direita. O plantonista decide realizar o estudo do líquido pleural que apresenta no líquido triglicerídeo de 65 mg/dl, proteína total 3,2 g/dl e um DHL 800 U/L.
Todas as alternativas abaixo podem causar um derrame pleural com esses achados do líquido pleural, EXCETO
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Nos últimos anos, têm surgido medicações que diminuem a mortalidade e as internações hospitalares na insuficiência cardíaca.
Todas as medicações abaixo diminuem mortalidade na IC, EXCETO
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Um homem de 65 anos chega à emergência, com história de 5 dias de febre, dispneia e aumento da tosse com produção de escarro amarelado. Ele tem DPOC grave, diagnosticado há 5 anos. Os medicamentos atuais são tiotrópio e, se necessário, salbutamol. No exame físico, a temperatura é de 38,5°C, a frequência cardíaca, de 110 bpm, e a frequência respiratória, de 30 ipm. O exame pulmonar revela sibilos expiratórios difusos bilateralmente. Apresenta saturação de oxigênio ao ar ambiente de 84 %. O raio X de tórax não apresenta infiltrado nem consolidação. Após oxigênio suplementar e nebulização, apresentou melhora da saturação de oxigênio, porém se mantinha taquipneico e com sibilos expiratórios.
Qual a próxima conduta para esse paciente?
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Um homem de 29 anos foi admitido na unidade de terapia intensiva, devido a uma febre iniciada há quatro dias, oligúria e tosse produtiva, evoluindo hoje com alteração do nível de consciência e hipotensão. Na admissão no pronto-socorro, apresentava-se com desorientação, pressão arterial inaudível, frequência cardíaca de 130 bpm, frequência respiratória de 24 irpm e saturação de oxigênio de 89% em ar ambiente e fez 35 mL/kg de solução cristaloide, tendo evoluído com pressão arterial de 90 x 40 (PAM 50) mmHg, frequência cardíaca de 120 bpm, frequência respiratória de 23 irpm e saturação de oxigênio de 90% em ar ambiente, mantendo desorientação temporoespacial. Foi coletada gasometria arterial que mostrou: pH-7,20; pO2-65; pCO2-50; BIC-15; sO2- 93%; e lactato 4 mmol/L.
Com base nesse caso hipotético e nos critérios do SEPSIS 3, o qSOFA e o diagnóstico do paciente seriam, respectivamente,
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