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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
O que nos torna humano: poder se entupir de panetone, real e metaforicamente.
- Vamos deixar uma coisa clara desde o começo: eu adoro panetone. Mas passei ao largo de todas as
- caixas que compramos para o Natal. Por uma razão simples: com 353 calorias em cada 100 gramas,
- aquilo é uma legítima bomba calórica (para você ter uma ideia, 100 gramas de açúcar puro dariam 400
- calorias). Chocottone, então, nem se fala: como é ainda mais rico em gorduras do que o Panettone, à taxa
- de 443 kCal por 100 gramas, o treco é mais engordativo até do que açúcar puro.
- Engordativo, porém nutritivo - o que me leva ao título do post: a hipótese atualmente badalada de que
- o que nos tornou humanos, dotados de um cérebro com muito mais neurônios do que os dos outros
- animais, foi a cozinha: a aquisição da habilidade de usar o fogo para preparar alimentos.
- Não, o nosso cérebro não é o maior de todos (elefantes e cetáceos variados nos deixam no chinelo),
- mas é possivelmente o que tem o maior número de neurônios concentrados em uma cabeça só: 86
- bilhões deles. No entanto, nossos ancestrais, os australopitecíneos, tinham provavelmente apenas tantos
- neurônios quanto os gorilas têm hoje – cerca de 30 bilhões, segundo estimativas nossas no laboratório –,
- e habilidades ao que tudo indica parecidas. Chegar às nossas habilidades atuais talvez só tenha sido
- possível graças ao aumento enorme no número de neurônios no cérebro. Pelas nossas estimativas no
- laboratório, o primeiro Homo, o H. erectus, tinha quase o dobro de neurônios do nosso avô
- australopitecíneo; e nós, Homo sapiens, hoje chegamos a três vezes mais neurônios do que esse avô.
- Um tal número enorme de neurônios tem, no entanto, um custo igualmente enorme: é preciso energia
- para mantê-los funcionando, que vem necessariamente de alimentos ingeridos (já que não fazemos
- fotossíntese). E conseguir energia suficiente para alimentar esse cérebro é hoje possível, e em pouco
- tempo, graças não ao carnivorismo, nem ao domínio do fogo, mas à junção das duas coisas: o uso do
- fogo para preparar alimentos (carnes inclusive), uma invenção de nosso ancestral Homo erectus,
- cérebro aumentou bastante de tamanho durante sua existência provavelmente já incrementada pela
- cozinha.
- Acontece que o aproveitamento de energia de alimentos crus é péssimo. grama de carboidrato ou
- proteína rende potencialmente 4 calorias, mas somente se essa grama for inteiramente quebrada pelas
- enzimas do organismo - o que dificilmente acontece com alimentos crus (e as tabelas nutricionais dos
- alimentos ignoram). Do contrário, o rendimento é baixo: uma batata crua, por exemplo, rende ao
- organismo que a ingere apenas um terço da energia que a mesma batata cozida oferece.
- Como se não bastasse, as refeições cruas são necessariamente mais longas, já que a mastigação é
- difícil. Chimpanzés, por exemplo, são forçados a passar seis horas por dia mastigando folhas, frutas e
- raízes, e eles precisam de uma hora de mastigação para engolir aproximadamente 300 g de carne crua.
- Um bife com as mesmas 300 g, por outro lado, pode ser devorado por um humano em uns
- cinco a dez minutos - e olha que nem temos os caninos poderosos com os quais os chimpanzés
- dilaceram a carne.
- Em suma: comer cru é coisa de seres não humanos, e por pura incompetência para fazer diferente.
- Em zoológicos e santuários, gorilas e chimpanzés viram grandes fãs de alimentos cozidos. Os humanos
- que hoje decidem (enganadamente) adotar uma dieta de alimentos crus sofrem as consequências: seu
- colesterol é de fato saudável, mas eles vivem famintos e desnutridos, pois demoram horas para ingerir
- alimentos que rendem bem pouco em termos de energia.
- Cozidos, os alimentos amolecem e se tornam mais fáceis de mastigar e engolir; podem ser comidos
- mais rapidamente; e a digestão é quase completa, com rendimento calórico praticamente total, pois as
- enzimas digestivas ganham acesso mais fácil ao alimento. Ou seja: consegue-se mais energia em menos
- tempo.
- Se não cozinhássemos, teríamos que passar mais de seis horas por dia mastigando para
- conseguirmos a energia necessária para manter cérebro e corpo. Ao invés disso, conseguimos em meros
- 10 minutos engolfar as 2 mil calorias necessárias para um dia: basta uma visita ao MacDonald's mais
- próximo - ou devorar de uma vez só um Panettone pequeno de 500 gramas (o que, francamente, é
- bastante fácil de fazer).
(Fonte: Texto adptado de: http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2010/1/5/o-que-nos-torna-humanos-poder-se-entupir-de- panetone-real-e.html)
Considere as propostas de reescrita de frases retiradas do texto.
I. ‘comer cru é coisa de seres não humanos, e por pura incompetência para fazer diferente’ (l.35) – Quem não é humano é incapaz de comer alimentos crus.
II. ‘Cozidos, os alimentos amolecem e se tornam mais fáceis de mastigar e de engolir’ (l.40) – Alimentos amolecidos por causa do cozimento fazem com que haja maior facilidade de mastigação e de deglutição.
III. ‘Se não cozinhássemos, teríamos que passar mais de seis horas por dia mastigando’ (l.44) – O fato de não cozinhar implicaria a necessidade de mastigar os alimentos por mais de seis horas por dia.
Quais alteram o sentido da frase original?
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
O que nos torna humano: poder se entupir de panetone, real e metaforicamente.
- Vamos deixar uma coisa clara desde o começo: eu adoro panetone. Mas passei ao largo de todas as
- caixas que compramos para o Natal. Por uma razão simples: com 353 calorias em cada 100 gramas,
- aquilo é uma legítima bomba calórica (para você ter uma ideia, 100 gramas de açúcar puro dariam 400
- calorias). Chocottone, então, nem se fala: como é ainda mais rico em gorduras do que o Panettone, à taxa
- de 443 kCal por 100 gramas, o treco é mais engordativo até do que açúcar puro.
- Engordativo, porém nutritivo - o que me leva ao título do post: a hipótese atualmente badalada de que
- o que nos tornou humanos, dotados de um cérebro com muito mais neurônios do que os dos outros
- animais, foi a cozinha: a aquisição da habilidade de usar o fogo para preparar alimentos.
- Não, o nosso cérebro não é o maior de todos (elefantes e cetáceos variados nos deixam no chinelo),
- mas é possivelmente o que tem o maior número de neurônios concentrados em uma cabeça só: 86
- bilhões deles. No entanto, nossos ancestrais, os australopitecíneos, tinham provavelmente apenas tantos
- neurônios quanto os gorilas têm hoje – cerca de 30 bilhões, segundo estimativas nossas no laboratório –,
- e habilidades ao que tudo indica parecidas. Chegar às nossas habilidades atuais talvez só tenha sido
- possível graças ao aumento enorme no número de neurônios no cérebro. Pelas nossas estimativas no
- laboratório, o primeiro Homo, o H. erectus, tinha quase o dobro de neurônios do nosso avô
- australopitecíneo; e nós, Homo sapiens, hoje chegamos a três vezes mais neurônios do que esse avô.
- Um tal número enorme de neurônios tem, no entanto, um custo igualmente enorme: é preciso energia
- para mantê-los funcionando, que vem necessariamente de alimentos ingeridos (já que não fazemos
- fotossíntese). E conseguir energia suficiente para alimentar esse cérebro é hoje possível, e em pouco
- tempo, graças não ao carnivorismo, nem ao domínio do fogo, mas à junção das duas coisas: o uso do
- fogo para preparar alimentos (carnes inclusive), uma invenção de nosso ancestral Homo erectus,
- cérebro aumentou bastante de tamanho durante sua existência provavelmente já incrementada pela
- cozinha.
- Acontece que o aproveitamento de energia de alimentos crus é péssimo. grama de carboidrato ou
- proteína rende potencialmente 4 calorias, mas somente se essa grama for inteiramente quebrada pelas
- enzimas do organismo - o que dificilmente acontece com alimentos crus (e as tabelas nutricionais dos
- alimentos ignoram). Do contrário, o rendimento é baixo: uma batata crua, por exemplo, rende ao
- organismo que a ingere apenas um terço da energia que a mesma batata cozida oferece.
- Como se não bastasse, as refeições cruas são necessariamente mais longas, já que a mastigação é
- difícil. Chimpanzés, por exemplo, são forçados a passar seis horas por dia mastigando folhas, frutas e
- raízes, e eles precisam de uma hora de mastigação para engolir aproximadamente 300 g de carne crua.
- Um bife com as mesmas 300 g, por outro lado, pode ser devorado por um humano em uns
- cinco a dez minutos - e olha que nem temos os caninos poderosos com os quais os chimpanzés
- dilaceram a carne.
- Em suma: comer cru é coisa de seres não humanos, e por pura incompetência para fazer diferente.
- Em zoológicos e santuários, gorilas e chimpanzés viram grandes fãs de alimentos cozidos. Os humanos
- que hoje decidem (enganadamente) adotar uma dieta de alimentos crus sofrem as consequências: seu
- colesterol é de fato saudável, mas eles vivem famintos e desnutridos, pois demoram horas para ingerir
- alimentos que rendem bem pouco em termos de energia.
- Cozidos, os alimentos amolecem e se tornam mais fáceis de mastigar e engolir; podem ser comidos
- mais rapidamente; e a digestão é quase completa, com rendimento calórico praticamente total, pois as
- enzimas digestivas ganham acesso mais fácil ao alimento. Ou seja: consegue-se mais energia em menos
- tempo.
- Se não cozinhássemos, teríamos que passar mais de seis horas por dia mastigando para
- conseguirmos a energia necessária para manter cérebro e corpo. Ao invés disso, conseguimos em meros
- 10 minutos engolfar as 2 mil calorias necessárias para um dia: basta uma visita ao MacDonald's mais
- próximo - ou devorar de uma vez só um Panettone pequeno de 500 gramas (o que, francamente, é
- bastante fácil de fazer).
(Fonte: Texto adptado de: http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2010/1/5/o-que-nos-torna-humanos-poder-se-entupir-de- panetone-real-e.html)
Considere as seguintes propostas de alteração.
I. Substituição de ‘ao largo de’ (l.01) por ‘por’.
II. Inserção de ‘totalmente’ antes da palavra ‘incrementada’ (l.22).
III. Substituição de ‘dilaceram’ (l.34) por ‘comem’.
IV. Substituição de ‘engolfar’ (l.46) por ‘absorver’.
Quais causariam algum tipo de alteração semântica ou sintática ao contexto de ocorrência?
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Uma criança, 2 anos de idade, é trazida às pressas para o pronto-socorro por uma funcionária da creche. A criança está sonolenta, cianótica, ofegante e apresenta frequência cardíaca de 40 bpmin (batimentos cardíacos/min).
Qual é a sua primeira medida de emergência?
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Suspeita-se que uma criança apresenta aspiração de corpo estranho. Analise os sinais abaixo:
I. Cianose.
II. Sibilância.
III. Ausência de murmúrio vesicular.
IV. Tiragem.
V. Tosse.
Qual pode ser considerado para a sua hipótese?
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Menino, 9 meses de idade, eutrófico, é trazido à unidade de emergência, porque está com diarreia profusa (fezes aquosas) há 24 horas, acompanhada de vômitos e febre até 38,4°C. Ao exame clínico, tem sinais de desidratação, com perda estimada de peso de 5 a 10%. A pressão arterial é normal, e os pulsos periféricos são palpáveis.
Qual é a sua primeira hipótese diagnóstica?
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Um lactente, 2 meses de idade, tem vômitos pós-prandiais desde o nascimento, às vezes, com raias de sangue. O ganho de peso é adequado.
Qual dos diagnósticos listados a seguir é o mais provável?
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Qual é a principal hipótese diagnóstica numa criança de 3 anos de idade, com temperatura axilar de 39,2ºC, apresentando dispneia inspiratória, estridor e tiragem? A mãe refere que a criança tem dificuldade para engolir, se recusa a comer e se recusa a ficar deitada.
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A hipovolemia grave pode levar a um quadro de insuficiência circulatória e choque. Das situações a seguir, podem ser causas:
I. Infarto do miocárdio.
II. Desidratação.
III. Miocardite aguda.
IV. Queimaduras.
V. Trauma abdominal.
Quais estão corretas?
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Considerando um lactente com desidratação e alcalose metabólica, qual é a principal hipótese diagnóstica?
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Uma criança de 4 anos, com vacinação em dia, sofre um extenso ferimento ao cair de uma árvore. Qual a conduta com relação ao ferimento e risco de tétano?
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