Foram encontradas 320 questões.
Disciplina: Legislação dos Tribunais do Trabalho (TST e TRTs)
Banca: FCC
Orgão: TRT-21
De acordo com a Resolução nº 401/2021, do Conselho Nacional de Justiça, a pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo, com a finalidade de:
I.Proteção e socorro em quaisquer circunstâncias.
II.Disponibilização de recursos, tanto humanos quanto tecnológicos, que garantam atendimento em igualdade de condições com as demais pessoas.
III.Acesso a informações e disponibilização de recursos de comunicação acessíveis.
IV.Tramitação processual e procedimentos judiciais e administrativos em que for parte ou interessada, em todos os atos e diligências.
Os direitos previstos nos itens anteriores são extensivos a acompanhante da pessoa com deficiência ou a seu(sua) atendente pessoal, EXCETO quanto ao disposto APENAS em
Provas
Na redação oficial, é necessário atenção para o uso dos pronomes de tratamento em três momentos distintos: no endereçamento, no vocativo e no corpo do texto. No vocativo, o autor dirige-se ao destinatário no início do documento. No corpo do texto, pode-se empregar os pronomes de tratamento em sua forma abreviada ou por extenso. O endereçamento é o texto utilizado no envelope que contém a correspondência oficial.
(Manual de Redação da Presidência da República)
Assim, adota-se o vocativo
I. Excelentíssimo Senhor Presidente da República, na correspondência cujo destinatário seja o Presidente da República.
II. Excelentíssimo Senhor Vice-Presidente da República, na correspondência cujo destinatário seja o Vice-Presidente da República.
III. Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal, na correspondência cujo destinatário seja o Presidente do Supremo Tribunal Federal.
Está correto o que se afirma em
Provas
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, leia a crônica “A questão” de Luis Fernando Verissimo.
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.
2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.
3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?
4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .
5. — De baixo para cima, como todo mundo.
6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.
7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .
8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?
9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.
10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.
11. — Não gostei disso que você começou.
12. — Que foi que eu comecei?
13. — Essa história das camisas.
14. — Por que, seu Justinho?
15. — É desagregadora. Vai criar confusão.
16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.
17. — Que foi?
18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!
19. — Deixa que eu ajudo.
20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!
21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.
22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço.
23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.
24, — Mas era só uma brincadeira!
25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.
26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”
27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.
28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?
(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
A expressão sublinhada deve sua flexão ao verbo em negrito em:
Provas
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, leia a crônica “A questão” de Luis Fernando Verissimo.
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.
2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.
3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?
4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .
5. — De baixo para cima, como todo mundo.
6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.
7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .
8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?
9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.
10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.
11. — Não gostei disso que você começou.
12. — Que foi que eu comecei?
13. — Essa história das camisas.
14. — Por que, seu Justinho?
15. — É desagregadora. Vai criar confusão.
16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.
17. — Que foi?
18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!
19. — Deixa que eu ajudo.
20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!
21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.
22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço.
23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.
24, — Mas era só uma brincadeira!
25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.
26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”
27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.
28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?
(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
Pode ser transposto para a voz passiva o seguinte trecho da crônica:
Provas
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, leia a crônica “A questão” de Luis Fernando Verissimo.
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.
2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.
3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?
4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .
5. — De baixo para cima, como todo mundo.
6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.
7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .
8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?
9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.
10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.
11. — Não gostei disso que você começou.
12. — Que foi que eu comecei?
13. — Essa história das camisas.
14. — Por que, seu Justinho?
15. — É desagregadora. Vai criar confusão.
16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.
17. — Que foi?
18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!
19. — Deixa que eu ajudo.
20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!
21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.
22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço.
23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.
24, — Mas era só uma brincadeira!
25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.
26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”
27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.
28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?
(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
- Viu o que você fez? - perguntou o seu Justinho [...] para o Alaor. (23º parágrafo)
Ao se transpor o trecho acima para o discurso indireto, o verbo sublinhado assume a seguinte forma:
Provas
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, leia a crônica “A questão” de Luis Fernando Verissimo.
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.
2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.
3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?
4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .
5. — De baixo para cima, como todo mundo.
6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.
7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .
8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?
9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.
10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.
11. — Não gostei disso que você começou.
12. — Que foi que eu comecei?
13. — Essa história das camisas.
14. — Por que, seu Justinho?
15. — É desagregadora. Vai criar confusão.
16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.
17. — Que foi?
18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!
19. — Deixa que eu ajudo.
20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!
21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.
22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço.
23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.
24, — Mas era só uma brincadeira!
25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.
26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”
27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.
28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?
(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
Estabelece relação de condição o termo sublinhado em:
Provas
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, leia a crônica “A questão” de Luis Fernando Verissimo.
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.
2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.
3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?
4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .
5. — De baixo para cima, como todo mundo.
6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.
7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .
8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?
9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.
10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.
11. — Não gostei disso que você começou.
12. — Que foi que eu comecei?
13. — Essa história das camisas.
14. — Por que, seu Justinho?
15. — É desagregadora. Vai criar confusão.
16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.
17. — Que foi?
18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!
19. — Deixa que eu ajudo.
20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!
21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.
22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço.
23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.
24, — Mas era só uma brincadeira!
25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.
26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”
27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.
28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?
(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
Segundo o gramático Evanildo Bechara (Moderma gramática portuguesa, 2009), expressão expletiva ou de realce é uma expressão que não exerce função sintática. Constitui exemplo de expressão expletiva o segmento sublinhado em:
Provas
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, leia a crônica “A questão” de Luis Fernando Verissimo.
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.
2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.
3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?
4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .
5. — De baixo para cima, como todo mundo.
6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.
7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .
8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?
9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.
10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.
11. — Não gostei disso que você começou.
12. — Que foi que eu comecei?
13. — Essa história das camisas.
14. — Por que, seu Justinho?
15. — É desagregadora. Vai criar confusão.
16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.
17. — Que foi?
18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!
19. — Deixa que eu ajudo.
20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!
21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.
22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço.
23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.
24, — Mas era só uma brincadeira!
25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.
26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”
27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.
28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?
(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:
Provas
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, leia a crônica “A questão” de Luis Fernando Verissimo.
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.
2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.
3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?
4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .
5. — De baixo para cima, como todo mundo.
6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.
7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .
8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?
9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.
10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.
11. — Não gostei disso que você começou.
12. — Que foi que eu comecei?
13. — Essa história das camisas.
14. — Por que, seu Justinho?
15. — É desagregadora. Vai criar confusão.
16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.
17. — Que foi?
18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!
19. — Deixa que eu ajudo.
20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!
21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.
22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço.
23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.
24, — Mas era só uma brincadeira!
25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.
26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”
27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.
28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?
(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
Em Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo (16º parágrafo), a locução sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
Provas
Acerca das provas, considere:
I. As provas não podem ser determinadas de ofício, pelo juiz.
II. O juiz poderá admitir a prova emprestada, atribuindo-lhe o valor que considerar adequado, observado o contraditório.
III. Não dependem de prova os fatos em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade.
IV. O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito, e ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, não podendo o juiz distribuir o ônus de modo diverso.
De acordo com o Código de Processo Civil, é correto o que se afirma APENAS em
Provas
Caderno Container