Foram encontradas 70 questões.
De acordo com os conceitos abordados por Marilena Leite Paes, analise as afirmativas abaixo:
I) Quanto à extensão de sua atuação, os arquivos podem ser setoriais ou centrais
II) Arquivo especial é aquele que tem sob sua guarda documentos de formas físicas diversas
III) Arquivo especializado é aquele que possui documentos resultantes da experiência humana em um campo específico, independente da forma física
Marque a opção CORRETA:
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- Estatística DescritivaMedidas de Tendência CentralMédiasMédia AritméticaMédia Simples (Não Agrupados)
Um setor da universidade possui 22 funcionários. Um deles se aposentou e foi substituído por um novo funcionário de 21 anos. Com isso, a média das idades dos funcionários desse setor diminuiu em dois anos.
Qual é a idade do funcionário que se aposentou?
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Uma universidade possui um grupo de teatro, um coral e um time de vôlei formado por alunos. Quinze alunos participam do grupo de teatro, quinze do time de vôlei e vinte do coral. Dois estudantes participam do grupo de teatro, do coral e do time de vôlei. Cinco estudantes participam do teatro e do coral. Sete estudantes participam do grupo de teatro e do time de vôlei. Oito estudantes participam exclusivamente do time de vôlei.
Quantos estudantes participam de pelo menos uma atividade?
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A organização e a administração dos arquivos pressupõem o desenvolvimento de etapas de trabalho que visam garantir a eficácia e a eficiência dos serviços arquivísticos.
( ) O planejamento deve considerar as necessidades da instituição e seus usuários no que se refere ao tratamento e acesso aos documentos considerando as disposições legais em vigor.
( ) O sistema descentralizado de arquivos é o mais adequado a instituições de pequeno porte onde é possível obter maior controle das atividades desenvolvidas pelas unidades setoriais.
( ) Ao planejar as atividades arquivísticas, a instituição deve ter o cuidado de escolher um único método de arquivamento a fim de manter o controle eficaz na gestão de seus documentos.
Sobre essas etapas, julgue as que são verdadeiras (V) e as que são falsas (F), respectivamente.
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Em um determinado setor, os funcionários trabalham uniformizados. Um uniforme completo é composto por uma camisa, uma calça e um sapato. Há três opções possíveis de camisas, duas opões de calças e duas opções de sapato, dentre os itens do uniforme.
De quantas maneiras distintas um funcionário desse setor pode se vestir com um uniforme completo?
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Leia o verbete abaixo, extraído do Novo dicionário eletrônico Aurélio, sem os exemplos.
já
[Do lat. jam.]
Advérbio.
1.Neste momento; agora.
2.Sem demora, sem detença; agora mesmo; logo, imediatamente.
3.Nesse tempo; então.
4.Em algum ou qualquer tempo passado.
5.Antecipadamente; de antemão.
6.Em todo caso; até mesmo; até.
Conjunção.
7.Ora.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário eletrônico Aurélio versão 6.0. 4. ed. Curitiba: Positivo, 2008.
Considere tão somente o trecho abaixo:
“Torna-se menos provável a ocorrência de grave tensão institucional por desadaptação da norma legal ao comportamento aceito. Não há grande necessidade de se dar um jeito (...)” (§ 7)
Propomos nas opções seguintes outras formas de redigir o trecho citado. Somente uma dessas redações, entretanto, é ADEQUADA por não comprometer o sentido original ou algum princípio da língua escrita em sua variante culta. Assinale-a.
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Num processo seletivo de servidores para uma determinada universidade foi aplicada uma prova com oito questões de múltipla escolha. O gráfico abaixo mostra a distribuição dos candidatos de acordo com o número de questões acertadas.

Considere as seguintes afirmativas feitas a partir dos dados do gráfico acima e classifique-as em verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) 14% dos candidatos acertaram mais de 75% das questões da prova.
( ) A maioria dos candidatos acertou mais da metade das questões da prova.
( ) 30% dos candidatos não acertaram nenhuma questão da prova.
( ) 58% dos candidatos acertaram pelo menos metade das questões da prova.
( ) O número de candidatos que fizeram a prova foi inferior a 500.
A sequência CORRETA dessa classificação, feita de cima para baixo, é:
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Sobre a lei nº 8159 de 08 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências, é correto afirmar, EXCETO:
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O que constitui o Instrumento de Pesquisa?
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Leia com atenção o seguinte texto, ao qual se refere a questão.
A sociologia do jeito
Roberto Campos
O jeito não é uma instituição legal nem ilegal, é “paralegal”.
Em primeiro lugar, essa instituição viceja assaz nos países latinos e é quase desconhecida nos anglosaxões, porque naqueles perduraram por mais tempo hábitos feudais, quer nas relações jurídicas, quer nas econômicas. O feudalismo é um sistema de profunda desigualdade jurídica, em que a lei a rigor só é aplicável ao servo e aos vassalos, porém extremamente flexível para o barão e o suserano. Estes se governam por relações voluntarísticas; aqueles por fórmulas impositivas.
Na Inglaterra, graças ao precoce desenvolvimento de sua burguesia mercantil, que se afirmou contra o Rei e os nobres, estabelecendo formas jurídicas de validade mais universal, feneceu muito antes que na Europa Latina o molde feudal.
Isso cerceou barbaramente as possibilidades de florescimento da instituição “paralegal” do jeito, a qual pressupõe, evidentemente, como diria Orwell, que todos os animais sejam em princípio iguais perante a lei, conquanto alguns sejam mais iguais que outros. Ou, como praticam, entre nós, os mineiros e os gaúchos: “Para os amigos tudo, para os indiferentes nada, para os inimigos a lei!”
A segunda explicação sociológica reside na diferença de atitudes entre latinos e anglo-saxões, no tocante às relações entre a lei e o fato social. Para o empiricismo jurídico anglo-saxão, a lei é muito menos uma construção lógica que uma cristalização de costumes. Ao contrário do Direito Civil, a Common Law é uma coletânea de casos e precedentes, antes que um sistema apriorístico e formal de relações.
Até mesmo na Lex Magna – a Constituição – prevalece essa diferença de atitudes. A Constituição inglesa, por exemplo, nunca foi escrita e a americana se cinge a três admiráveis páginas. Já as Constituições de tipo latino são miudamente norminativas e regulamentares. Com isso nos arriscamos, quase sempre, a um descompasso em relação ao fato social, o que nos leva ora à solução elegante e proveitosa (para os juristas) da mudança da Constituição, ora a interregnos deselegantes de ditaduras inconstitucionais.
As consequências sociológicas dessa díspar atitude – de um lado a tradição interpretável, do outro o preceito incontroverso – são profundas. No caso anglo-saxão, a lei pode ser obedecida, porque ordinariamente apenas codifica o costume corrente. Torna-se menos provável a ocorrência de grave tensão institucional por desadaptação da norma legal ao comportamento aceito. Não há grande necessidade de se dar um jeito, pois que a lei raramente é inexequível; nos casos em que é violada, é possível configurar-se, então, a existência de dolo ou crime praticado por pequena minoria social.
Dentro do formalismo jurídico latino, frequentemente o descumprimento da lei é uma condição de sobrevivência do indivíduo, e de preservação do corpo social sem inordinato atrito. Como dizia um meu criado português: “Esta lei não pegou, senhor doutor.” Pois (...) há leis que “pegam” e leis que não “pegam”. Estas, ordinariamente, são construções teóricas que não nasceram do costume e que às vezes transplantam formas jurídicas importadas de além-mar, sem relevância para as possibilidades econômicas de nosso ambiente. Textos fora de contexto.
Resta saber se não há uma terceira explicação, em termos de atitudes religiosas. No catolicismo, rígido é o dogma, e a regra moral, intolerante. No protestantismo, complacente é a doutrina, e a moral, utilitária. Há menos beleza e também menos angústia.
É bem verdade que numa visão mais comprida da história e do tempo, o catolicismo tem revelado surpreendente plasticidade para se adaptar à evolução dos povos e instituições. A curto prazo, entretanto, pode gerar intolerável tensão institucional, que não fora a válvula de escape do jeito, arriscaria perturbar o funcionamento da sociedade.
Já o protestantismo nasceu sob o signo revisionista. Elidiu-se praticamente a doutrina revelada ab alto, e quando as necessidades institucionais criam a ameaça de uma generalização do pecado, é muito mais fácil o protestantismo entortar as normas éticas. Assim, quando as exigências de um emergente capitalismo mercantil impuseram a organização de um mercado financeiro, Calvino fez da cobrança de juros um esporte legítimo, lançando às urtigas o preconceito aristotélico de que o dinheiro é estéril e o belo arrazoado aquiniano de ser o juro ilegítimo porque implica em cobrar o tempo, coisa que pertence a Deus e não aos homens. Ante a revolução trazida pelas grandes descobertas marítimas e a necessidade de acumulação para financiar investimentos na exploração comercial e industrial, os puritanos passaram a enxergar a opulência como manifestação exterior da bênção divina e não um desvario cúpido. E quando os mórmons se viram frente ao problema de povoar um deserto, não hesitaram em sancionar a poligamia. Ainda hoje, desaparecida a questão do povoamento acelerado, e proibida a bigamia simultânea, permanece legal a poligamia sucessiva, através do divórcio.
Procurou-se evitar a tensão social mediante uma frontal modificação das normas éticas, ao invés de recorrer-se ao instituto do jeito.
Não se tome a disquisição acima, entretanto, como uma justificação indiscriminada e licenciosa do jeito. Assim como há rua e rua, há jeito e jeito; em muitos casos não passa ele de molecagem de inadaptados sociais que ao invés de jeitosos são rematados facínoras.
Mas forçoso é reconhecer que há raízes sociológicas mais profundas; e que, se amputada essa instituição “paralegal”, dado o irrealismo de nossas formulações legais, a tensão social poderia levar-nos a duas extremas posições: a da sociedade paralítica, por obediente, e da sociedade explosiva, pelo descompasso entre a lei, o costume e o fato.
Daí, irmãos, a essencialidade do jeito.
CAMPOS, Roberto. A sociologia do jeito. Senhor, Rio de Janeiro, n. 7, p. 28-9, jul. 1960.
Quanto à presença ou ausência dos sinais de pontuação em cada um dos segmentos destacados, analise as proposições feitas a seguir:
I) – “Na Inglaterra, graças ao precoce desenvolvimento de sua burguesia mercantil, que se afirmou contra o Rei e os nobres, estabelecendo formas jurídicas de validade mais universal, feneceu muito antes que na Europa Latina o molde feudal.” (§ 3) → As vírgulas separam uma oração adjetiva explicativa; sem as vírgulas, o autor transmitiria a informação de que um tipo de burguesia mercantil, entre outras, se afirmou contra o rei e os nobres.
II) “Até mesmo na Lex Magna – a Constituição – prevalece essa diferença de atitudes.” (§ 6) → O autor, com o duplo travessão, isolou o aposto, mas poderia, também, ter empregado vírgulas.
III) “Esta lei não pegou, senhor doutor.”(§ 8) → Nesse segmento da fala do criado, as vírgulas separam vocativo, utilidade idêntica à que têm no trecho “Daí, irmãos, a essencialidade do jeito” (§ 15), quando o autor se dirige aos seus leitores.
IV) “ (...) a tensão social poderia levar-nos a duas extremas posições: a da sociedade paralítica (...) e da sociedade explosiva (...).” (§ 14) → Os dois-pontos antecedem uma enumeração, e, em casos como esse, não seria adequado o emprego de ponto e vírgula.
V) “A segunda explicação sociológica reside na diferença de atitudes entre latinos e anglo-saxões...” (§ 5) → Pela mesma razão por que não empregou a vírgula após sociológica, o autor deixou de usá-la após lei, no seguinte trecho: “ (...) o descumprimento da lei é uma condição de sobrevivência (...) (§ 8)”.
Analisadas as proposições, aponte a alternativa CORRETA.
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