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SORRIA
A substituição do homem pela máquina segue em ritmo acelerado. São máquinas que atendem ao telefone de muitas empresas. Isto é melhor para o cliente? Nem sempre. É mais barato para a empresa? Provavelmente sim. O que é certo é que elimina empregos de atendentes ao mesmo tempo em que gera empregos técnicos. Produz as adoradas estatísticas, que regem o mundo corporativo, sejam sensatas ou não.
Hoje ouvimos uma frase onipresente: “Para sua segurança esta ligação poderá ser gravada”. É uma versão rústica de outra mensagem frequente nos EUA: “Para controle de qualidade do nosso atendimento esta ligação poderá ser monitorada”.
Por que gravam nossas ligações? De que segurança estão falando? Estão querendo nos proteger ou proteger a eles mesmos? Se é para nos proteger, por que não facilitam o nosso acesso a tais gravações?
O paralelo mais óbvio às gravações de voz são as câmeras de segurança. No mundo da espionagem institucionalizada, a comunicação evoluiu para algo mais simpático e menos ameaçador. “Sorria. Você está sendo filmado.”
As câmeras são instaladas para flagrar furtos, roubos e outros crimes. Mas, ao ler essa frase, o cidadão pode se sentir um ator de cinema e realmente sorrir, esquecendo um instante que o motivo da filmagem é desconfiança e repressão.
Nas últimas semanas, um colégio tradicional paulistano instalou câmeras dentro de salas de aula. Não, não eram berçários dos quais pais aflitos, desconfiados ou culpados vigiam bebês e profissionais à distância. Era uma escola de elite que num só dia suspendeu 107 alunos do ensino médio que resolveram protestar quando descobriram as câmeras.
Questionada, a direção da escola alegou razões de segurança e disciplina. O fato de já haver câmeras em laboratórios [...] fez com que a escola não se preocupasse em discutir o tema com pais e alunos antes de instalar os olhos de vidro em todas as salas de aula.
Parte dos pais aprovou a medida, mas especialistas levantaram a voz para questionar que tipo de educação se desenvolve com base em desconfiança mútua. Outros questionaram o direito de uma escola filmar menores sem aval dos pais.
A ideia é do final do século 18 e foi concebida pelo filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham. Ganhou o nome de poder panóptico: a consciência da permanente visibilidade asseguraria o funcionamento de um poder autoritário, como uma prisão, um manicômio, uma empresa ou uma escola. A única novidade é a banalização do instrumento.
Panopticon é o nome de uma estrutura arquitetônica concebida para permitir a observação de tudo o que se passa num edifício sem que as pessoas a serem observadas saibam se estão sendo vigiadas. A simples possibilidade de estarem sendo vigiadas regularia o comportamento delas. O desenho consiste numa estrutura circular com uma torre de inspeção no centro, de onde o inspetor oculto poderia avistar todos os que estiverem no perímetro do edifício. Ele descreveu o projeto como um novo modo de obter poder da mente sobre a mente, numa quantidade até então sem paralelo.
STRECKER, Marion. Folha de S.Paulo. São Paulo, 15 out.2012. TEC, F8.[Fragmento]
Assinale a alternativa em que o fragmento do texto NÃO apresenta opinião do autor.
 

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2235470 Ano: 2013
Disciplina: Química
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
O complexo inorgânico cloreto de trans-diclorobis(dietilenodiamino) cobalto (III) tem a fórmula molecular [Co(en)2Cl2]Cl e possuiu uma cor verde intensa. Nessa fórmula molecular, “en” representa o composto orgânico etilenodiamino cuja fórmula molecular é H2NC2H4NH2.
Em solução aquosa, o íon [Co(en)2Cl2]+ troca um de seus cloretos por uma molécula de água, formando uma nova espécie química, de coloração rósea, o íon trans-cloro (aquo)(dietilenodiamino)cobalto (III), [Co(en)2(H2O)Cl]2+.
trans-[Co(en)2Cl2] + H2O → trans-[Co(en)2(H2O)Cl]2+ + Cl-
verde rosa
Essa reação de deslocamento do íon cloreto é uma reação termodinamicamente espontânea e possuiu uma descrição cinética relativamente simples.
Considerando a descrição desse processo químico, poderíamos anotar que:
I. A reação de deslocamento do íon cloreto que ocorre com o [Co(en)2Cl2]+ em solução aquosa é uma processo exotérmico.
II. A cinética da reação de deslocamento do íon cloreto no [Co(en)2Cl2]+ é de segunda ordem global cuja expressão matemática é dada por
!$ \dfrac {\Delta[Co(en)_2Cl_2]^+]} {\Delta t} = -k [[Co(en)_2Cl_2]^+][H_2O] !$
III. A variação da energia livre de Gibbs do processo químico em estudo tem um sinal algébrico negativo.
IV. O estudo da cinética dessa reação pode ser seguido por métodos fotométricos com informações coletadas na região do visível do espectro eletromagnético.
V. A mudança da cor verde para a rosa observada para composto de cobalto (III) em solução aquosa está relacionada ao processo de isomerização cis-trans que ocorre no arranjo espacial das duas moléculas do etilenodiamino na estrutura molecular do complexo.
São CORRETAS as afirmações feitas nas anotações:
 

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2235464 Ano: 2013
Disciplina: Química
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
Considere as seguintes equações químicas e suas respectivas expressões de constante de equilíbrio:
I. Ni2+ + 4 CN − ⇌ !$ Ni(Cn)^{2-}_{4} !$ !$ K = \dfrac {[Ni(Cn)^{2-}_{4}]} {[Ni^{2+}] [CN^-]^4} !$
II. NH3 + H2O ⇌ !$ NH^{+4} !$ + OH!$ K = \dfrac {[NH^{+}_{4}] [OH^-]} {[NH_3]} !$
III. !$ MnO^{-}_{4} !$ + 5 Fe2+ + 8 H+ ⇌ Mn2+ + 5 Fe3+ + 4 H2O !$ K = \dfrac {[Mn^{2+}] [Fe^{3+}]^5} {[MnO^{-}_{4}] [Fe^{2+}]^5 [H^+]^8} !$
IV. Ag2CrO4 ⇌ 2 Ag+ + !$ CrO^{2-}_{4} !$ !$ K = [Ag^+]^2 [CrO^{2-}_{4} !$
Essas reações químicas envolvem os equilíbrios de:
 

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2235452 Ano: 2013
Disciplina: Química
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
O azul da Prússia, Fe4[Fe(CN)6]3, é um pigmento a base de íons ferro e cianeto, de cor azul intenso, empregado em tintas, tingimentos de tecidos, impressão fotográfica blueprint e no tratamento de pacientes com suspeita de contaminação interna com césio e/ou tálio, por meio de um processo de troca iônica.
O Fe4[Fe(CN)6]3 pode ser preparado pela mistura em quantidades estequiométricas de uma solução de cloreto de ferro (III) a uma solução de ferrocianeto de potássio.
Como relação a preparação, uso e composição do azul da Prússia é CORRETO afirmar que:
 

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2235446 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Química
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
A fusão, uma transição de fase que ocorre com uma substância pura ou misturas de substâncias, ocorre quando se estabelece o equilíbrio termodinâmico entre as fases sólida e líquida da matéria. Para substâncias com um grau de impurezas muito pequeno, essa mudança é muito bem definida e, durante esse processo, a temperatura do sistema permanece constante em uma faixa estreita de temperatura. Experimentalmente, a faixa de fusão de um sólido é reconhecida a partir do primeiro momento em que se observa a alteração do sólido até o momento em que a amostra se torna completamente líquida.
É CORRETO afirmar que, para uma visão microscópica do processo de fusão da matéria:
 

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2235422 Ano: 2013
Disciplina: Química
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
Para que íons cobre (II) sejam retirados de rejeitos de laboratório, é necessário um tratamento com soluções contendo sais que produzam outros sais pouco solúveis desse íon.
Considere amostras de volumes iguais de um mesmo rejeito contendo íons cobre (II). É CORRETO afirmar que o tratamento mais eficaz para a remoção de íons cobre (II) nessas amostras é:
 

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SORRIA
A substituição do homem pela máquina segue em ritmo acelerado. São máquinas que atendem ao telefone de muitas empresas. Isto é melhor para o cliente? Nem sempre. É mais barato para a empresa? Provavelmente sim. O que é certo é que elimina empregos de atendentes ao mesmo tempo em que gera empregos técnicos. Produz as adoradas estatísticas, que regem o mundo corporativo, sejam sensatas ou não.
Hoje ouvimos uma frase onipresente: “Para sua segurança esta ligação poderá ser gravada”. É uma versão rústica de outra mensagem frequente nos EUA: “Para controle de qualidade do nosso atendimento esta ligação poderá ser monitorada”.
Por que gravam nossas ligações? De que segurança estão falando? Estão querendo nos proteger ou proteger a eles mesmos? Se é para nos proteger, por que não facilitam o nosso acesso a tais gravações?
O paralelo mais óbvio às gravações de voz são as câmeras de segurança. No mundo da espionagem institucionalizada, a comunicação evoluiu para algo mais simpático e menos ameaçador. “Sorria. Você está sendo filmado.”
As câmeras são instaladas para flagrar furtos, roubos e outros crimes. Mas, ao ler essa frase, o cidadão pode se sentir um ator de cinema e realmente sorrir, esquecendo um instante que o motivo da filmagem é desconfiança e repressão.
Nas últimas semanas, um colégio tradicional paulistano instalou câmeras dentro de salas de aula. Não, não eram berçários dos quais pais aflitos, desconfiados ou culpados vigiam bebês e profissionais à distância. Era uma escola de elite que num só dia suspendeu 107 alunos do ensino médio que resolveram protestar quando descobriram as câmeras.
Questionada, a direção da escola alegou razões de segurança e disciplina. O fato de já haver câmeras em laboratórios [...] fez com que a escola não se preocupasse em discutir o tema com pais e alunos antes de instalar os olhos de vidro em todas as salas de aula.
Parte dos pais aprovou a medida, mas especialistas levantaram a voz para questionar que tipo de educação se desenvolve com base em desconfiança mútua. Outros questionaram o direito de uma escola filmar menores sem aval dos pais.
A ideia é do final do século 18 e foi concebida pelo filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham. Ganhou o nome de poder panóptico: a consciência da permanente visibilidade asseguraria o funcionamento de um poder autoritário, como uma prisão, um manicômio, uma empresa ou uma escola. A única novidade é a banalização do instrumento.
Panopticon é o nome de uma estrutura arquitetônica concebida para permitir a observação de tudo o que se passa num edifício sem que as pessoas a serem observadas saibam se estão sendo vigiadas. A simples possibilidade de estarem sendo vigiadas regularia o comportamento delas. O desenho consiste numa estrutura circular com uma torre de inspeção no centro, de onde o inspetor oculto poderia avistar todos os que estiverem no perímetro do edifício. Ele descreveu o projeto como um novo modo de obter poder da mente sobre a mente, numa quantidade até então sem paralelo.
STRECKER, Marion. Folha de S.Paulo. São Paulo, 15 out.2012. TEC, F8.[Fragmento]
O título faz menção
I. a uma frase intimidadora, mas agradável.
II. à existência de câmeras de segurança instaladas.
III. ao mundo da espionagem.
IV. ao fato de a sociedade não se acostumar com as câmeras de segurança.
V. à ameaça sugerida quando alguém está sendo filmado.
As afirmativas CORRETAS são
 

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SORRIA
A substituição do homem pela máquina segue em ritmo acelerado. São máquinas que atendem ao telefone de muitas empresas. Isto é melhor para o cliente? Nem sempre. É mais barato para a empresa? Provavelmente sim. O que é certo é que elimina empregos de atendentes ao mesmo tempo em que gera empregos técnicos. Produz as adoradas estatísticas, que regem o mundo corporativo, sejam sensatas ou não.
Hoje ouvimos uma frase onipresente: “Para sua segurança esta ligação poderá ser gravada”. É uma versão rústica de outra mensagem frequente nos EUA: “Para controle de qualidade do nosso atendimento esta ligação poderá ser monitorada”.
Por que gravam nossas ligações? De que segurança estão falando? Estão querendo nos proteger ou proteger a eles mesmos? Se é para nos proteger, por que não facilitam o nosso acesso a tais gravações?
O paralelo mais óbvio às gravações de voz são as câmeras de segurança. No mundo da espionagem institucionalizada, a comunicação evoluiu para algo mais simpático e menos ameaçador. “Sorria. Você está sendo filmado.”
As câmeras são instaladas para flagrar furtos, roubos e outros crimes. Mas, ao ler essa frase, o cidadão pode se sentir um ator de cinema e realmente sorrir, esquecendo um instante que o motivo da filmagem é desconfiança e repressão.
Nas últimas semanas, um colégio tradicional paulistano instalou câmeras dentro de salas de aula. Não, não eram berçários dos quais pais aflitos, desconfiados ou culpados vigiam bebês e profissionais à distância. Era uma escola de elite que num só dia suspendeu 107 alunos do ensino médio que resolveram protestar quando descobriram as câmeras.
Questionada, a direção da escola alegou razões de segurança e disciplina. O fato de já haver câmeras em laboratórios [...] fez com que a escola não se preocupasse em discutir o tema com pais e alunos antes de instalar os olhos de vidro em todas as salas de aula.
Parte dos pais aprovou a medida, mas especialistas levantaram a voz para questionar que tipo de educação se desenvolve com base em desconfiança mútua. Outros questionaram o direito de uma escola filmar menores sem aval dos pais.
A ideia é do final do século 18 e foi concebida pelo filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham. Ganhou o nome de poder panóptico: a consciência da permanente visibilidade asseguraria o funcionamento de um poder autoritário, como uma prisão, um manicômio, uma empresa ou uma escola. A única novidade é a banalização do instrumento.
Panopticon é o nome de uma estrutura arquitetônica concebida para permitir a observação de tudo o que se passa num edifício sem que as pessoas a serem observadas saibam se estão sendo vigiadas. A simples possibilidade de estarem sendo vigiadas regularia o comportamento delas. O desenho consiste numa estrutura circular com uma torre de inspeção no centro, de onde o inspetor oculto poderia avistar todos os que estiverem no perímetro do edifício. Ele descreveu o projeto como um novo modo de obter poder da mente sobre a mente, numa quantidade até então sem paralelo.
STRECKER, Marion. Folha de S.Paulo. São Paulo, 15 out.2012. TEC, F8.[Fragmento]
Leia estes depoimentos, extraídos do http://www.diariodasaude.com.br/ publicado em 14 de abril de 2012.
I. “É lógico, quando um ladrão aparece assaltando um banco com a cara limpa, é moleza. Mas basta um capuz, um boné, ou pior, uma máscara, para tornar as coisas muito mais complicadas”.
II. “Se, há 15 anos, se falava de ‘revolução’ das câmeras de segurança na Inglaterra, país campeão do mundo na disciplina (um transeunte londrino é filmado em média 300 vezes por dia), as câmeras de hoje fazem parte da paisagem”.
III. “Quando vejo o número de empresas ou bancos com câmeras que são assaltados do mesmo jeito, fico achando que talvez não seja o melhor instrumento dissuasivo”.
IV. “No caso da pequena delinquência de rua, se os delinquentes somem quando as câmeras são instaladas, eles não demoram muito a voltar. E quando veem que nada acontece, tudo recomeça como antes”.
V. “As câmeras ajudam a fazer um diagnóstico à distância para desenvolver uma estratégia. Mas não adianta nada colocá-las em toda parte, porque elas acabam nos deixando cegos com uma quantidade enorme de informação a ser tratada.”
É CORRETO afirmar que os depoimentos
 

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As orações em destaque foram classificadas corretamente, EXCETO.
 

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2235268 Ano: 2013
Disciplina: Química
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
Uma solução tampão, de ácido lático e lactato de sódio, pode ser adicionada aos alimentos, tendo a função de um conservante. Nesse caso, a solução tampão mantém o meio em pH baixo, evita o desenvolvimento de microrganismos como fungos e bactérias, agindo, portanto, como agente antimicrobiano.
Considere o sistema tampão constituído por ácido lático 0,1 mol L−1 e lactato de sódio 0,1 mol L−1, cuja ionização do ácido lático é representada pela equação química:
CH3CH(OH)COOH + H2O ⇌ CH3CH(OH)COO− + H3O+ Ka = 1,0×10−4
Sobre essa solução tampão, é CORRETO afirmar que
 

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