Foram encontradas 70 questões.
Prezado candidato, leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir:
Leitor sem leitura
Do muito que já se disse sobre a leitura no Brasil, a qualidade do ato de ler é talvez a mais difícil de inferir. O mercado editorial vende muito, mas aquém da população potencialmente consumidora. E o consumo de obras de qualidade se mistura nas estatísticas ao papel pintado por prosa caça-níqueis, obra religiosa ou autoajuda.
A demanda por leitura é limitada. Temos 2.200 pontos de venda no Brasil, dos quais 1.800 livrarias. Metade em São Paulo (a capital tem 200). O Rio, umas 150. Acre e Amapá são lanterninhas: três cada. Há só uma livraria para 84.500 brasileiros. Os EUA têm uma para 15 mil pessoas e os argentinos, 50 mil – o que ajudou o mito de Buenos Aires ter mais livrarias que o Brasil (lá há 400, diz o Cerlac – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe).
Pesquisa do Instituto de Economia da UFRJ (2004) concluiu que o maior repressor na venda de livros é o hábito da leitura. Mais de 60% dos entrevistados preferem veículos mais rápidos. Só 32% de adultos, no conjunto de todas as classes sociais, dizem gostar de ler. A elite, já notou a Câmara Brasileira de Livro, sustenta muito da bobagem editorial consumida no Brasil. O estímulo à leitura está hoje centrado nos programas de livros didáticos do MEC, em ações da iniciativa privada e cursos de formação. Bibliotecas – insuficientes e mal aparelhadas – e ensino básico – desigual de norte a sul do Brasil – viraram, em alguns casos, complicadores.
Pôr a culpa pela falta de leitores na desigualdade explica, não justifica. Para Ingedore Koch (Unicamp), entrevistada da edição, problemas estruturais ainda são fortes niveladores por baixo da Educação. Boa parte dos alunos de 4.ª e 8.ª, ensinados pelo Estado e avaliados pelo MEC, é incapaz de interpretar textos simples e entender mais de uma informação de parágrafo. A família, verdade, é vital ao estímulo ao prazer de ler, mas o professor, pena, não pode usar as más condições de trabalho e de formação para eximir-se da responsabilidadec. Ingedore diz que, apesar de tudo, é possível pensar mecanismos para estimular a leitura em aula. É possível pensar em perspectivas que subjazem ao ler. Bom exemplo é a perícia de linguagem de escritores como Clarice Lispector, alvo de exposição no Museu da Língua Portuguesa e desta edição.
Em entrevista exibida na exposição, Clarice fala com amargor de um sistema que estimula os alunos a ler por obrigação. O ato de leitura, quem leu os textos de Clarice o sabe, pode virar uma genuína necessidade. Como respirar. Se produzimos prosa da elegância de Clarice, é saudável criar caminhos para experimentá-la. Hoje, este é o desafio dos professores de português do país.
Luiz Costa Pereira Junior (Revista Língua Portuguesa,
São Paulo, Ano II, número 19, maio de 2007, Carta ao leitor, p.5, com adaptação)
“Continue torcendo, assistindo shows, dando gargalhadas ou se emocionando na poltrona do teatro, praticando seu esporte preferido, mas complemente essas atividades com o hábito da leitura, seja em casa, no ônibus, no metrô, no intervalo do expediente, numa viagem, no parque ao som da natureza, na praia e também nas férias.” (http://www.luizinhobastos.com/incentivo.asp acesso em junho de 2011)
Faça um paralelo entre o texto principal (Texto A), escrito por Luiz Costa Pereira, e o texto que inicia esta questão (Texto B):
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Prezado candidato, leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir:
Leitor sem leitura
Do muito que já se disse sobre a leitura no Brasil, a qualidade do ato de ler é talvez a mais difícil de inferir. O mercado editorial vende muito, mas aquém da população potencialmente consumidora. E o consumo de obras de qualidade se mistura nas estatísticas ao papel pintado por prosa caça-níqueis, obra religiosa ou autoajuda.
A demanda por leitura é limitada. Temos 2.200 pontos de venda no Brasil, dos quais 1.800 livrarias. Metade em São Paulo (a capital tem 200). O Rio, umas 150. Acre e Amapá são lanterninhas: três cada. Há só uma livraria para 84.500 brasileiros. Os EUA têm uma para 15 mil pessoas e os argentinos, 50 mil – o que ajudou o mito de Buenos Aires ter mais livrarias que o Brasil (lá há 400, diz o Cerlac – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe).
Pesquisa do Instituto de Economia da UFRJ (2004) concluiu que o maior repressor na venda de livros é o hábito da leitura. Mais de 60% dos entrevistados preferem veículos mais rápidos. Só 32% de adultos, no conjunto de todas as classes sociais, dizem gostar de ler. A elite, já notou a Câmara Brasileira de Livro, sustenta muito da bobagem editorial consumida no Brasil. O estímulo à leitura está hoje centrado nos programas de livros didáticos do MEC, em ações da iniciativa privada e cursos de formação. Bibliotecas – insuficientes e mal aparelhadas – e ensino básico – desigual de norte a sul do Brasil – viraram, em alguns casos, complicadores.
Pôr a culpa pela falta de leitores na desigualdade explica, não justifica. Para Ingedore Koch (Unicamp), entrevistada da edição, problemas estruturais ainda são fortes niveladores por baixo da Educação. Boa parte dos alunos de 4.ª e 8.ª, ensinados pelo Estado e avaliados pelo MEC, é incapaz de interpretar textos simples e entender mais de uma informação de parágrafo. A família, verdade, é vital ao estímulo ao prazer de ler, mas o professor, pena, não pode usar as más condições de trabalho e de formação para eximir-se da responsabilidadec. Ingedore diz que, apesar de tudo, é possível pensar mecanismos para estimular a leitura em aula. É possível pensar em perspectivas que subjazem ao ler. Bom exemplo é a perícia de linguagem de escritores como Clarice Lispector, alvo de exposição no Museu da Língua Portuguesa e desta edição.
Em entrevista exibida na exposição, Clarice fala com amargor de um sistema que estimula os alunos a ler por obrigação. O ato de leitura, quem leu os textos de Clarice o sabe, pode virar uma genuína necessidade. Como respirar. Se produzimos prosa da elegância de Clarice, é saudável criar caminhos para experimentá-la. Hoje, este é o desafio dos professores de português do país.
Luiz Costa Pereira Junior (Revista Língua Portuguesa,
São Paulo, Ano II, número 19, maio de 2007, Carta ao leitor, p.5, com adaptação)
“Temos 2.200 pontos de venda no Brasil, dos quais 1.800 livrarias. Metade em São Paulo (a capital tem 200). O Rio, umas 150. Acre e Amapá são lanterninhas: três cada. Há só uma livraria para 84.500 brasileiros. Os EUA têm uma para 15 mil pessoas e os argentinos, 50 mil – o que ajudou o mito de Buenos Aires ter mais livrarias que o Brasil (lá há 400, diz o Cerlac – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe).”
Foram feitas associações que levam em conta verbos desse fragmento do texto apresentado. Verifica-se que não houve cumprimento do uso culto da língua em:
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Leitor sem leitura
Do muito que já se disse sobre a leitura no Brasil, a qualidade do ato de ler é talvez a mais difícil de inferir. O mercado editorial vende muito, mas aquém da população potencialmente consumidora. E o consumo de obras de qualidade se mistura nas estatísticas ao papel pintado por prosa caça-níqueis, obra religiosa ou autoajuda.
A demanda por leitura é limitada. Temos 2.200 pontos de venda no Brasil, dos quais 1.800 livrarias. Metade em São Paulo (a capital tem 200). O Rio, umas 150. Acre e Amapá são lanterninhas: três cada. Há só uma livraria para 84.500 brasileiros. Os EUA têm uma para 15 mil pessoas e os argentinos, 50 mil – o que ajudou o mito de Buenos Aires ter mais livrarias que o Brasil (lá há 400, diz o Cerlac – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe).
Pesquisa do Instituto de Economia da UFRJ (2004) concluiu que o maior repressor na venda de livros é o hábito da leitura. Mais de 60% dos entrevistados preferem veículos mais rápidos. Só 32% de adultos, no conjunto de todas as classes sociais, dizem gostar de ler. A elite, já notou a Câmara Brasileira de Livro, sustenta muito da bobagem editorial consumida no Brasil. O estímulo à leitura está hoje centrado nos programas de livros didáticos do MEC, em ações da iniciativa privada e cursos de formação. Bibliotecas – insuficientes e mal aparelhadas – e ensino básico – desigual de norte a sul do Brasil – viraram, em alguns casos, complicadores.
Pôr a culpa pela falta de leitores na desigualdade explica, não justifica. Para Ingedore Koch (Unicamp), entrevistada da edição, problemas estruturais ainda são fortes niveladores por baixo da Educação. Boa parte dos alunos de 4.ª e 8.ª, ensinados pelo Estado e avaliados pelo MEC, é incapaz de interpretar textos simples e entender mais de uma informação de parágrafo. A família, verdade, é vital ao estímulo ao prazer de ler, mas o professor, pena, não pode usar as más condições de trabalho e de formação para eximir-se da responsabilidadec. Ingedore diz que, apesar de tudo, é possível pensar mecanismos para estimular a leitura em aula. É possível pensar em perspectivas que subjazem ao ler. Bom exemplo é a perícia de linguagem de escritores como Clarice Lispector, alvo de exposição no Museu da Língua Portuguesa e desta edição.
Em entrevista exibida na exposição, Clarice fala com amargor de um sistema que estimula os alunos a ler por obrigação. O ato de leitura, quem leu os textos de Clarice o sabe, pode virar uma genuína necessidade. Como respirar. Se produzimos prosa da elegância de Clarice, é saudável criar caminhos para experimentá-la. Hoje, este é o desafio dos professores de português do país.
Luiz Costa Pereira Junior (Revista Língua Portuguesa,
São Paulo, Ano II, número 19, maio de 2007, Carta ao leitor, p.5, com adaptação)
Foram destacadas estas palavras do texto lido: caça-níqueis (primeiro parágrafo), demanda (segundo parágrafo), lanterninhas (segundo parágrafo) e repressor (terceiro parágrafo). De acordo com o contexto em que foram usadas, pode-se concluir:
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Leitor sem leitura
Do muito que já se disse sobre a leitura no Brasil, a qualidade do ato de ler é talvez a mais difícil de inferir. O mercado editorial vende muito, mas aquém da população potencialmente consumidora. E o consumo de obras de qualidade se mistura nas estatísticas ao papel pintado por prosa caça-níqueis, obra religiosa ou autoajuda.
A demanda por leitura é limitada. Temos 2.200 pontos de venda no Brasil, dos quais 1.800 livrarias. Metade em São Paulo (a capital tem 200). O Rio, umas 150. Acre e Amapá são lanterninhas: três cada. Há só uma livraria para 84.500 brasileiros. Os EUA têm uma para 15 mil pessoas e os argentinos, 50 mil – o que ajudou o mito de Buenos Aires ter mais livrarias que o Brasil (lá há 400, diz o Cerlac – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe).
Pesquisa do Instituto de Economia da UFRJ (2004) concluiu que o maior repressor na venda de livros é o hábito da leitura. Mais de 60% dos entrevistados preferem veículos mais rápidos. Só 32% de adultos, no conjunto de todas as classes sociais, dizem gostar de ler. A elite, já notou a Câmara Brasileira de Livro, sustenta muito da bobagem editorial consumida no Brasil. O estímulo à leitura está hoje centrado nos programas de livros didáticos do MEC, em ações da iniciativa privada e cursos de formação. Bibliotecas – insuficientes e mal aparelhadas – e ensino básico – desigual de norte a sul do Brasil – viraram, em alguns casos, complicadores.
Pôr a culpa pela falta de leitores na desigualdade explica, não justifica. Para Ingedore Koch (Unicamp), entrevistada da edição, problemas estruturais ainda são fortes niveladores por baixo da Educação. Boa parte dos alunos de 4.ª e 8.ª, ensinados pelo Estado e avaliados pelo MEC, é incapaz de interpretar textos simples e entender mais de uma informação de parágrafo. A família, verdade, é vital ao estímulo ao prazer de ler, mas o professor, pena, não pode usar as más condições de trabalho e de formação para eximir-se da responsabilidadec. Ingedore diz que, apesar de tudo, é possível pensar mecanismos para estimular a leitura em aula. É possível pensar em perspectivas que subjazem ao ler. Bom exemplo é a perícia de linguagem de escritores como Clarice Lispector, alvo de exposição no Museu da Língua Portuguesa e desta edição.
Em entrevista exibida na exposição, Clarice fala com amargor de um sistema que estimula os alunos a ler por obrigação. O ato de leitura, quem leu os textos de Clarice o sabe, pode virar uma genuína necessidade. Como respirar. Se produzimos prosa da elegância de Clarice, é saudável criar caminhos para experimentá-la. Hoje, este é o desafio dos professores de português do país.
Luiz Costa Pereira Junior (Revista Língua Portuguesa,
São Paulo, Ano II, número 19, maio de 2007, Carta ao leitor, p.5, com adaptação)
Regina Maria Braga e Maria de Fátima Barros Silvestre são autoras da obra “Construindo o leitor competente: atividades de leitura interativa para a sala de aula” (São Paulo: Peirópolis, 2002), da qual foram retirados alguns fragmentos. Assinale o que está de acordo com a linha central da discussão sobre leitura feita pelo texto “Leitor sem leitura”.
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Leitor sem leitura
Do muito que já se disse sobre a leitura no Brasil, a qualidade do ato de ler é talvez a mais difícil de inferir. O mercado editorial vende muito, mas aquém da população potencialmente consumidora. E o consumo de obras de qualidade se mistura nas estatísticas ao papel pintado por prosa caça-níqueis, obra religiosa ou autoajuda.
A demanda por leitura é limitada. Temos 2.200 pontos de venda no Brasil, dos quais 1.800 livrarias. Metade em São Paulo (a capital tem 200). O Rio, umas 150. Acre e Amapá são lanterninhas: três cada. Há só uma livraria para 84.500 brasileiros. Os EUA têm uma para 15 mil pessoas e os argentinos, 50 mil – o que ajudou o mito de Buenos Aires ter mais livrarias que o Brasil (lá há 400, diz o Cerlac – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe).
Pesquisa do Instituto de Economia da UFRJ (2004) concluiu que o maior repressor na venda de livros é o hábito da leitura. Mais de 60% dos entrevistados preferem veículos mais rápidos. Só 32% de adultos, no conjunto de todas as classes sociais, dizem gostar de ler. A elite, já notou a Câmara Brasileira de Livro, sustenta muito da bobagem editorial consumida no Brasil. O estímulo à leitura está hoje centrado nos programas de livros didáticos do MEC, em ações da iniciativa privada e cursos de formação. Bibliotecas – insuficientes e mal aparelhadas – e ensino básico – desigual de norte a sul do Brasil – viraram, em alguns casos, complicadores.
Pôr a culpa pela falta de leitores na desigualdade explica, não justifica. Para Ingedore Koch (Unicamp), entrevistada da edição, problemas estruturais ainda são fortes niveladores por baixo da Educação. Boa parte dos alunos de 4.ª e 8.ª, ensinados pelo Estado e avaliados pelo MEC, é incapaz de interpretar textos simples e entender mais de uma informação de parágrafo. A família, verdade, é vital ao estímulo ao prazer de ler, mas o professor, pena, não pode usar as más condições de trabalho e de formação para eximir-se da responsabilidadec. Ingedore diz que, apesar de tudo, é possível pensar mecanismos para estimular a leitura em aula. É possível pensar em perspectivas que subjazem ao ler. Bom exemplo é a perícia de linguagem de escritores como Clarice Lispector, alvo de exposição no Museu da Língua Portuguesa e desta edição.
Em entrevista exibida na exposição, Clarice fala com amargor de um sistema que estimula os alunos a ler por obrigação. O ato de leitura, quem leu os textos de Clarice o sabe, pode virar uma genuína necessidade. Como respirar. Se produzimos prosa da elegância de Clarice, é saudável criar caminhos para experimentá-la. Hoje, este é o desafio dos professores de português do país.
Luiz Costa Pereira Junior (Revista Língua Portuguesa,
São Paulo, Ano II, número 19, maio de 2007, Carta ao leitor, p.5, com adaptação)
O texto destaca mediadores da relação leitor/livro, mas apresenta, sem restrições, sem realce para a necessidade de complementação e sem questionamento de resultados, apenas a atuação deste:
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Leitor sem leitura
Do muito que já se disse sobre a leitura no Brasil, a qualidade do ato de ler é talvez a mais difícil de inferir. O mercado editorial vende muito, mas aquém da população potencialmente consumidora. E o consumo de obras de qualidade se mistura nas estatísticas ao papel pintado por prosa caça-níqueis, obra religiosa ou autoajuda.
A demanda por leitura é limitada. Temos 2.200 pontos de venda no Brasil, dos quais 1.800 livrarias. Metade em São Paulo (a capital tem 200). O Rio, umas 150. Acre e Amapá são lanterninhas: três cada. Há só uma livraria para 84.500 brasileiros. Os EUA têm uma para 15 mil pessoas e os argentinos, 50 mil – o que ajudou o mito de Buenos Aires ter mais livrarias que o Brasil (lá há 400, diz o Cerlac – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe).
Pesquisa do Instituto de Economia da UFRJ (2004) concluiu que o maior repressor na venda de livros é o hábito da leitura. Mais de 60% dos entrevistados preferem veículos mais rápidos. Só 32% de adultos, no conjunto de todas as classes sociais, dizem gostar de ler. A elite, já notou a Câmara Brasileira de Livro, sustenta muito da bobagem editorial consumida no Brasil. O estímulo à leitura está hoje centrado nos programas de livros didáticos do MEC, em ações da iniciativa privada e cursos de formação. Bibliotecas – insuficientes e mal aparelhadas – e ensino básico – desigual de norte a sul do Brasil – viraram, em alguns casos, complicadores.
Pôr a culpa pela falta de leitores na desigualdade explica, não justifica. Para Ingedore Koch (Unicamp), entrevistada da edição, problemas estruturais ainda são fortes niveladores por baixo da Educação. Boa parte dos alunos de 4.ª e 8.ª, ensinados pelo Estado e avaliados pelo MEC, é incapaz de interpretar textos simples e entender mais de uma informação de parágrafo. A família, verdade, é vital ao estímulo ao prazer de ler, mas o professor, pena, não pode usar as más condições de trabalho e de formação para eximir-se da responsabilidadec. Ingedore diz que, apesar de tudo, é possível pensar mecanismos para estimular a leitura em aula. É possível pensar em perspectivas que subjazem ao ler. Bom exemplo é a perícia de linguagem de escritores como Clarice Lispector, alvo de exposição no Museu da Língua Portuguesa e desta edição.
Em entrevista exibida na exposição, Clarice fala com amargor de um sistema que estimula os alunos a ler por obrigação. O ato de leitura, quem leu os textos de Clarice o sabe, pode virar uma genuína necessidade. Como respirar. Se produzimos prosa da elegância de Clarice, é saudável criar caminhos para experimentá-la. Hoje, este é o desafio dos professores de português do país.
Luiz Costa Pereira Junior (Revista Língua Portuguesa,
São Paulo, Ano II, número 19, maio de 2007, Carta ao leitor, p.5, com adaptação)
Considerando o encadeamento dos parágrafos que constituem o texto, pode-se afirmar o seguinte:
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Prezado candidato, leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir:
Leitor sem leitura
Do muito que já se disse sobre a leitura no Brasil, a qualidade do ato de ler é talvez a mais difícil de inferir. O mercado editorial vende muito, mas aquém da população potencialmente consumidora. E o consumo de obras de qualidade se mistura nas estatísticas ao papel pintado por prosa caça-níqueis, obra religiosa ou autoajuda.
A demanda por leitura é limitada. Temos 2.200 pontos de venda no Brasil, dos quais 1.800 livrarias. Metade em São Paulo (a capital tem 200). O Rio, umas 150. Acre e Amapá são lanterninhas: três cada. Há só uma livraria para 84.500 brasileiros. Os EUA têm uma para 15 mil pessoas e os argentinos, 50 mil – o que ajudou o mito de Buenos Aires ter mais livrarias que o Brasil (lá há 400, diz o Cerlac – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe).
Pesquisa do Instituto de Economia da UFRJ (2004) concluiu que o maior repressor na venda de livros é o hábito da leitura. Mais de 60% dos entrevistados preferem veículos mais rápidos. Só 32% de adultos, no conjunto de todas as classes sociais, dizem gostar de ler. A elite, já notou a Câmara Brasileira de Livro, sustenta muito da bobagem editorial consumida no Brasil. O estímulo à leitura está hoje centrado nos programas de livros didáticos do MEC, em ações da iniciativa privada e cursos de formação. Bibliotecas – insuficientes e mal aparelhadas – e ensino básico – desigual de norte a sul do Brasil – viraram, em alguns casos, complicadores.
Pôr a culpa pela falta de leitores na desigualdade explica, não justifica. Para Ingedore Koch (Unicamp), entrevistada da edição, problemas estruturais ainda são fortes niveladores por baixo da Educação. Boa parte dos alunos de 4.ª e 8.ª, ensinados pelo Estado e avaliados pelo MEC, é incapaz de interpretar textos simples e entender mais de uma informação de parágrafo. A família, verdade, é vital ao estímulo ao prazer de ler, mas o professor, pena, não pode usar as más condições de trabalho e de formação para eximir-se da responsabilidadec. Ingedore diz que, apesar de tudo, é possível pensar mecanismos para estimular a leitura em aula. É possível pensar em perspectivas que subjazem ao ler. Bom exemplo é a perícia de linguagem de escritores como Clarice Lispector, alvo de exposição no Museu da Língua Portuguesa e desta edição.
Em entrevista exibida na exposição, Clarice fala com amargor de um sistema que estimula os alunos a ler por obrigação. O ato de leitura, quem leu os textos de Clarice o sabe, pode virar uma genuína necessidade. Como respirar. Se produzimos prosa da elegância de Clarice, é saudável criar caminhos para experimentá-la. Hoje, este é o desafio dos professores de português do país.
Luiz Costa Pereira Junior (Revista Língua Portuguesa,
São Paulo, Ano II, número 19, maio de 2007, Carta ao leitor, p.5, com adaptação)
“Bibliotecas – insuficientes e mal aparelhadas – e ensino básico – desigual de norte a sul do Brasil – viraram, em alguns casos, complicadores.”
Fazendo referência a bibliotecas e ao ensino básico, o texto permite que se conclua o seguinte:
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Prezado candidato, leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir:
Leitor sem leitura
Do muito que já se disse sobre a leitura no Brasil, a qualidade do ato de ler é talvez a mais difícil de inferir. O mercado editorial vende muito, mas aquém da população potencialmente consumidora. E o consumo de obras de qualidade se mistura nas estatísticas ao papel pintado por prosa caça-níqueis, obra religiosa ou autoajuda.
A demanda por leitura é limitada. Temos 2.200 pontos de venda no Brasil, dos quais 1.800 livrarias. Metade em São Paulo (a capital tem 200). O Rio, umas 150. Acre e Amapá são lanterninhas: três cada. Há só uma livraria para 84.500 brasileiros. Os EUA têm uma para 15 mil pessoas e os argentinos, 50 mil – o que ajudou o mito de Buenos Aires ter mais livrarias que o Brasil (lá há 400, diz o Cerlac – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe).
Pesquisa do Instituto de Economia da UFRJ (2004) concluiu que o maior repressor na venda de livros é o hábito da leitura. Mais de 60% dos entrevistados preferem veículos mais rápidos. Só 32% de adultos, no conjunto de todas as classes sociais, dizem gostar de ler. A elite, já notou a Câmara Brasileira de Livro, sustenta muito da bobagem editorial consumida no Brasil. O estímulo à leitura está hoje centrado nos programas de livros didáticos do MEC, em ações da iniciativa privada e cursos de formação. Bibliotecas – insuficientes e mal aparelhadas – e ensino básico – desigual de norte a sul do Brasil – viraram, em alguns casos, complicadores.
Pôr a culpa pela falta de leitores na desigualdade explica, não justifica. Para Ingedore Koch (Unicamp), entrevistada da edição, problemas estruturais ainda são fortes niveladores por baixo da Educação. Boa parte dos alunos de 4.ª e 8.ª, ensinados pelo Estado e avaliados pelo MEC, é incapaz de interpretar textos simples e entender mais de uma informação de parágrafo. A família, verdade, é vital ao estímulo ao prazer de ler, mas o professor, pena, não pode usar as más condições de trabalho e de formação para eximir-se da responsabilidadec. Ingedore diz que, apesar de tudo, é possível pensar mecanismos para estimular a leitura em aula. É possível pensar em perspectivas que subjazem ao ler. Bom exemplo é a perícia de linguagem de escritores como Clarice Lispector, alvo de exposição no Museu da Língua Portuguesa e desta edição.
Em entrevista exibida na exposição, Clarice fala com amargor de um sistema que estimula os alunos a ler por obrigação. O ato de leitura, quem leu os textos de Clarice o sabe, pode virar uma genuína necessidade. Como respirar. Se produzimos prosa da elegância de Clarice, é saudável criar caminhos para experimentá-la. Hoje, este é o desafio dos professores de português do país.
Luiz Costa Pereira Junior (Revista Língua Portuguesa,
São Paulo, Ano II, número 19, maio de 2007, Carta ao leitor, p.5, com adaptação)
Considerando o 2.º e o 3.º parágrafo do texto, está adequada esta inclusão do marcador de coesão/coerência:
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Leitor sem leitura
Do muito que já se disse sobre a leitura no Brasil, a qualidade do ato de ler é talvez a mais difícil de inferir. O mercado editorial vende muito, mas aquém da população potencialmente consumidora. E o consumo de obras de qualidade se mistura nas estatísticas ao papel pintado por prosa caça-níqueis, obra religiosa ou autoajuda.
A demanda por leitura é limitada. Temos 2.200 pontos de venda no Brasil, dos quais 1.800 livrarias. Metade em São Paulo (a capital tem 200). O Rio, umas 150. Acre e Amapá são lanterninhas: três cada. Há só uma livraria para 84.500 brasileiros. Os EUA têm uma para 15 mil pessoas e os argentinos, 50 mil – o que ajudou o mito de Buenos Aires ter mais livrarias que o Brasil (lá há 400, diz o Cerlac – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe).
Pesquisa do Instituto de Economia da UFRJ (2004) concluiu que o maior repressor na venda de livros é o hábito da leitura. Mais de 60% dos entrevistados preferem veículos mais rápidos. Só 32% de adultos, no conjunto de todas as classes sociais, dizem gostar de ler. A elite, já notou a Câmara Brasileira de Livro, sustenta muito da bobagem editorial consumida no Brasil. O estímulo à leitura está hoje centrado nos programas de livros didáticos do MEC, em ações da iniciativa privada e cursos de formação. Bibliotecas – insuficientes e mal aparelhadas – e ensino básico – desigual de norte a sul do Brasil – viraram, em alguns casos, complicadores.
Pôr a culpa pela falta de leitores na desigualdade explica, não justifica. Para Ingedore Koch (Unicamp), entrevistada da edição, problemas estruturais ainda são fortes niveladores por baixo da Educação. Boa parte dos alunos de 4.ª e 8.ª, ensinados pelo Estado e avaliados pelo MEC, é incapaz de interpretar textos simples e entender mais de uma informação de parágrafo. A família, verdade, é vital ao estímulo ao prazer de lerb, mas o professor, pena, não pode usar as más condições de trabalho e de formação para eximir-se da responsabilidadec. Ingedore diz que, apesar de tudo, é possível pensar mecanismos para estimular a leitura em aulaa. É possível pensar em perspectivas que subjazem ao ler. Bom exemplo é a perícia de linguagem de escritores como Clarice Lispector, alvo de exposição no Museu da Língua Portuguesa e desta edição.
Em entrevista exibida na exposição, Clarice fala com amargor de um sistema que estimula os alunos a ler por obrigação. O ato de leitura, quem leu os textos de Clarice o sabe, pode virar uma genuína necessidaded. Como respirar. Se produzimos prosa da elegância de Clarice, é saudável criar caminhos para experimentá-la. Hoje, este é o desafio dos professores de português do país.
Luiz Costa Pereira Junior (Revista Língua Portuguesa,
São Paulo, Ano II, número 19, maio de 2007, Carta ao leitor, p.5, com adaptação)
Os fragmentos destacados permitem caracterizar comentários intercalados, sem marcadores morfossintáticos, que poderiam ser postos entre parênteses, não se incluindo, porém, este:
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Prezado candidato, leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir:
Leitor sem leitura
Do muito que já se disse sobre a leitura no Brasil, a qualidade do ato de ler é talvez a mais difícil de inferir. O mercado editorial vende muito, mas aquém da população potencialmente consumidora. E o consumo de obras de qualidade se mistura nas estatísticas ao papel pintado por prosa caça-níqueis, obra religiosa ou autoajuda.
A demanda por leitura é limitada. Temos 2.200 pontos de venda no Brasil, dos quais 1.800 livrarias. Metade em São Paulo (a capital tem 200). O Rio, umas 150. Acre e Amapá são lanterninhas: três cada. Há só uma livraria para 84.500 brasileiros. Os EUA têm uma para 15 mil pessoas e os argentinos, 50 mil – o que ajudou o mito de Buenos Aires ter mais livrarias que o Brasil (lá há 400, diz o Cerlac – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe).
Pesquisa do Instituto de Economia da UFRJ (2004) concluiu que o maior repressor na venda de livros é o hábito da leitura. Mais de 60% dos entrevistados preferem veículos mais rápidos. Só 32% de adultos, no conjunto de todas as classes sociais, dizem gostar de ler. A elite, já notou a Câmara Brasileira de Livro, sustenta muito da bobagem editorial consumida no Brasil. O estímulo à leitura está hoje centrado nos programas de livros didáticos do MEC, em ações da iniciativa privada e cursos de formação. Bibliotecas – insuficientes e mal aparelhadas – e ensino básico – desigual de norte a sul do Brasil – viraram, em alguns casos, complicadores.
Pôr a culpa pela falta de leitores na desigualdade explica, não justifica. Para Ingedore Koch (Unicamp), entrevistada da edição, problemas estruturais ainda são fortes niveladores por baixo da Educação. Boa parte dos alunos de 4.ª e 8.ª, ensinados pelo Estado e avaliados pelo MEC, é incapaz de interpretar textos simples e entender mais de uma informação de parágrafo. A família, verdade, é vital ao estímulo ao prazer de ler, mas o professor, pena, não pode usar as más condições de trabalho e de formação para eximir-se da responsabilidade. Ingedore diz que, apesar de tudo, é possível pensar mecanismos para estimular a leitura em aula. É possível pensar em perspectivas que subjazem ao ler. Bom exemplo é a perícia de linguagem de escritores como Clarice Lispector, alvo de exposição no Museu da Língua Portuguesa e desta edição.
Em entrevista exibida na exposição, Clarice fala com amargor de um sistema que estimula os alunos a ler por obrigação. O ato de leitura, quem leu os textos de Clarice o sabe, pode virar uma genuína necessidade. Como respirar. Se produzimos prosa da elegância de Clarice, é saudável criar caminhos para experimentá-la. Hoje, este é o desafio dos professores de português do país.
Luiz Costa Pereira Junior (Revista Língua Portuguesa,
São Paulo, Ano II, número 19, maio de 2007, Carta ao leitor, p.5, com adaptação)
Sobre o mercado editorial, pode-se concluir o seguinte:
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