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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O jovem Haubert estava secando ao sol várias peças de metal previamente mergulhadas em uma infusão de aguarrás quando Ana Maria Hoffstätter o encontrou. Ela trazia um grande cesto de roupas para serem penduradas no varal e decidira-se a cumprir seu dever com a maior rapidez possível, pois a pequena Aurélia chorava desde manhã com a garganta envolta num pano embebido em cânfora. Cruzou pelo jovem Haubert e baixou a cabeça, rumando para os fundos do pátio. Com o canto dos olhos percebeu que ele desviava a atenção do seu trabalho e a observava. Apressou o passo, quase corria com a cesta amparada cintura.
– Não vá cair – disse Haubert – senão vou ter que te levantar.
Ana Maria estacou, voltando-se. O jovem Haubert sorria, os braços cruzados. O sol de inverno batia de lado nos cabelos revoltos, erguendo reverberações de cobre.
– Sei me levantar sozinha – ela disse, inundada por um prazer até então desconhecido.
– É pena. eu gosto de ajudar.
– Sei. Gosta de ajudar a todas as moças – Ana Maria sentiu um inesperado despeito.
– As velhas eu deixo que se levantem por si mesmas
– ele ria, caminhando em sua direção.
Ana Maria contraiu-se. Ao mesmo tempo queria e não queria sair dali. Quando ele ia pegar o cesto de roupas, ela deu-se conta de que nunca havia enxergado traços tão perfeitos, lábios tão frescos e pele tão branca, onde despontava uma barba juvenil, de fios dourados e macios.
– Te ajudo com isso – ele repetiu.
Ela passou-lhe o cesto, que Haubert ergueu como se fosse uma pluma, levando-o aos ombros largos.
Seguiram caminhando lado a lado.
– Como é que você aguenta tanto serviço? Você precisa de uma ajudante.
– Estou acostumada. Sempre fiz todo o trabalho de casa.
O jovem Haubert ficou sério.
– Melhor isso do que ser amante do Inspetor Lehn.
Aquilo, dito de forma tão crua, fez com que Ana Maria emudecesse. Não imaginava que o assunto fosse do conhecimento geral.
Adaptado de ASSIS BRASIL, L. A.
Videiras de cristal. O romance dos Muckers. 5ª ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 07, 12 e 21, nessa ordem.
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Os preconceitos linguísticos no discurso de quem vê nos estrangeirismos uma ameaça têm aspectos comuns a todo tipo de posição purista, mas têm também matizes próprios. As línguas humanas estão em constante movimento, por variação e mudança dentro da comunidade linguística, de uma geração para outra, sendo o contato entre os dialetos e línguas uma força motriz comum e de grande relevância nesse processo. Ou seja, empréstimos, sempre houve e sempre haverá.
Embora seja insustentável, a crença de que o empréstimo possa conservar para sempre o seu caráter insidiosamente alienígena, distinguindo os colaboracionistas dos patriotas, é uma face do raciocínio pseudolinguístico que é crucial para o caráter aparentemente progressista do discurso antiestrangeirismos. Se, por um lado, associamos o preconceito ao conservadorismo, a ideia de que o uso de estrangeirismos significaria uma estratégia deliberada de exclusão faz com que seu combate se justifique como parte de uma militância política crítica, progressista, de inclusão democrática. O raciocínio é o de que o cidadão que usa estrangeirismos – ao convidar para uma happy hour, por exemplo – estaria excluindo quem não entende inglês, sendo que aqueles que não tiveram a oportunidade de aprender inglês, como a vastíssima maioria da população brasileira, estariam assim excluídos do convite. Expandindo o processo, por analogia, para outras tantas situações de maior consequência, o uso de estrangeirismos seria um meio linguístico de exclusão social.
O equívoco desse raciocínio linguisticamente preconceituoso não está em dizer que esse pode ser um processo de exclusão. O equívoco está, por um lado, em não ver que usamos a linguagem, com ou sem estrangeirismos, o tempo todo, para demarcarmos quem é de dentro ou de fora do nosso círculo de interlocução, de dentro ou de fora dos grupos sociais aos quais queremos nos associar ou dos quais queremos nos diferenciar. Há, pois, diversas maneiras de fazer exclusão pelo uso da linguagem, dentre elas o uso de estrangeirismos – possivelmente, uma das menos eficazes, porque muito evidente (parece bem mais eficaz uma outra estratégia: a exigência de uso da variedade da língua falada pelas classes dominantes como única forma legítima de acesso à mobilidade social e ao poder!).
Adaptado de: GARCEZ, P. M; ZILLES, A. M. S.
Estrangeirismos: desejos e ameaças. In: FARACO, C. A. Estrangeirismos: guerras em torno da língua. 3ª ed. São Paulo: Parábola, 2004.
Assinale a alternativa que apresenta sinônimos das palavras matizes, insidiosamente e deliberada, tais como foram empregadas no texto.
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Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, associando os processos administrativos às atividades desempenhadas pelo nutricionista em um serviço de alimentação.
(1) Planejamento
(2) Organização
(3) Direção
(4) Controle
( ) Promover reuniões semanais com nutricionistas da produção.
( ) Definir os objetivos da unidade e o seu posicionamento no mercado.
( ) Verificar a planilha de aferição da temperatura na distribuição de refeições.
( ) Definir as relações de trabalho através de um organograma.
A sequência numérica correta de preenchimento dos parênteses da segunda coluna, de cima para baixo, é
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Disciplina: Legislação Específica das Agências Reguladoras
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS
Nas etapas do processo de produção de refeições, o binômio tempo e temperatura é fator importante, pois afeta a proliferação de microrganismos. Os microrganismos mesófilos correspondem à maioria daqueles de importância em alimentos. Em razão do risco, a RDC nº 216/2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), estabelece parâmetros para o monitoramento durante o processamento e distribuição de refeições. Considere as afirmações abaixo sobre alimentos ou preparações e critérios de tempo e temperatura.
I - Os alimentos preparados devem ser mantidos refrigerados até 5°C e mantidos congelados em temperatura inferior a -12°C.
II - As preparações quentes devem ser mantidas e distribuídas em temperatura superior a 60°C por um período máximo de seis horas.
III - O resfriamento de alimentos preparados deve garantir a redução da temperatura de 60°C para 10°C em até duas horas.
IV - Alimentos preparados devem ser mantidos em refrigeração sob temperatura inferior a 5°C por, no máximo, cinco dias.
Quais estão corretas?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Os preconceitos linguísticos no discurso de quem(a) vê nos estrangeirismos uma ameaça têm aspectos comuns a todo tipo de posição purista, mas têm também matizes próprios. As línguas humanas estão em constante movimento, por variação e mudança dentro da comunidade linguística, de uma geração para outra, sendo o contato entre os dialetos e línguas uma força motriz comum e de grande relevância nesse processo. Ou seja, empréstimos(b), sempre houve e sempre haverá.
Embora seja insustentável, a crença de que o empréstimo possa conservar para sempre o seu caráter insidiosamente alienígena(c), distinguindo os colaboracionistas dos patriotas, é uma face do raciocínio pseudolinguístico que é crucial para o caráter aparentemente progressista do discurso antiestrangeirismos. Se, por um lado, associamos o preconceito ao conservadorismo, a ideia de que o uso de estrangeirismos significaria uma estratégia deliberada de exclusão faz com que seu combate se justifique como parte de uma militância política crítica, progressista, de inclusão democrática. O raciocínio é o de que o cidadão que usa estrangeirismos(d) – ao convidar para uma happy hour, por exemplo – estaria excluindo quem não entende inglês, sendo que aqueles que não tiveram a oportunidade de aprender inglês, como a vastíssima maioria da população brasileira, estariam assim excluídos do convite. Expandindo o processo, por analogia, para outras tantas situações de maior consequência, o uso de estrangeirismos seria um meio linguístico de exclusão social.
O equívoco desse raciocínio linguisticamente preconceituoso não está em dizer que esse pode ser um processo de exclusão. O equívoco está, por um lado, em não ver que usamos a linguagem, com ou sem estrangeirismos, o tempo todo, para demarcarmos quem é de dentro ou de fora do nosso círculo de interlocução, de dentro ou de fora dos grupos sociais aos quais queremos nos associar ou dos quais queremos nos diferenciar. Há, pois, diversas maneiras de fazer exclusão pelo uso da linguagem, dentre elas o uso de estrangeirismos – possivelmente, uma das menos eficazes, porque muito evidente (parece bem mais eficaz uma outra estratégia(e): a exigência de uso da variedade da língua falada pelas classes dominantes como única forma legítima de acesso à mobilidade social e ao poder!).
Adaptado de: GARCEZ, P. M; ZILLES, A. M. S.
Estrangeirismos: desejos e ameaças. In: FARACO, C. A. Estrangeirismos: guerras em torno da língua. 3ª ed. São Paulo: Parábola, 2004.
Assinale a única alternativa que NÃO apresenta um termo que desempenha a função sintática de sujeito dentro da sua oração.
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Segundo a Política Nacional de Alimentação e Nutrição, diante do atual quadro epidemiológico do país, qual das alternativas abaixo NÃO é prioritária para ações preventivas e de tratamento?
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O Ministério do Trabalho, por meio da Norma Regulamentadora nº 6 (NR-6), obriga o empregador a fornecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) destinados a proteger a integridade física do trabalhador, cabendo ao empregado
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Qual das alternativas abaixo NÃO é um dos dez passos para uma alimentação adequada e saudável, conforme o Guia Alimentar para a População Brasileira (2014)?
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Inquéritos populacionais são relevantes para avaliação e monitoramento das condições de saúde, alimentação e nutrição da população. Considere as afirmações abaixo sobre os instrumentos de avaliação do consumo alimentar utilizados nos principais inquéritos realizados na população brasileira.
I - A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 2008/2009 permitiu avaliação do consumo alimentar a partir do preenchimento de recordatórios alimentares por parte da amostra de participantes.
II - A Vigilância dos Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), realizada anualmente, desde 2006, permite avaliação do consumo alimentar a partir de alimentos marcadores de padrões saudáveis e não saudáveis de alimentação.
III - O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) permite avaliação do consumo alimentar a partir de registro alimentar de 24h.
Quais estão corretas?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Os preconceitos linguísticos no discurso de quem vê nos estrangeirismos(a) uma ameaça têm aspectos comuns a todo tipo de posição purista(a), mas têm também matizes próprios. As línguas humanas estão em constante movimento, por variação e mudança dentro da comunidade linguística, de uma geração para outra, sendo o contato entre os dialetos e línguas uma força motriz comum e de grande relevância nesse processo. Ou seja, empréstimos, sempre houve e sempre haverá.
Embora seja insustentável(b), a crença de que o empréstimo possa conservar para sempre o seu caráter insidiosamente alienígena, distinguindo os colaboracionistas dos patriotas, é uma face do raciocínio pseudolinguístico(d) que é crucial para o caráter aparentemente progressista do discurso antiestrangeirismos(d). Se, por um lado, associamos o preconceito ao conservadorismo, a ideia de que o uso de estrangeirismos significaria uma estratégia deliberada de exclusão(c) faz com que seu combate se justifique como parte de uma militância política crítica, progressista, de inclusão(c) democrática(d). O raciocínio é o de que o cidadão que usa estrangeirismos – ao convidar para uma happy hour, por exemplo – estaria excluindo quem não entende inglês, sendo que aqueles que não tiveram a oportunidade de aprender inglês, como a vastíssima(c) maioria da população brasileira, estariam assim excluídos do convite. Expandindo(e) o processo, por analogia(b), para outras tantas situações de maior consequência, o uso de estrangeirismos seria um meio linguístico de exclusão social.
O equívoco desse raciocínio linguisticamente(a) preconceituoso(e) não está em dizer que esse pode ser um processo de exclusão. O equívoco(c) está, por um lado, em não ver que usamos a linguagem, com ou sem estrangeirismos, o tempo todo, para demarcarmos(e) quem é de dentro ou de fora do nosso círculo de interlocução, de dentro ou de fora dos grupos sociais aos quais queremos nos associar ou dos quais queremos nos diferenciar. Há, pois, diversas maneiras de fazer exclusão pelo uso da linguagem, dentre elas o uso de estrangeirismos – possivelmente, uma das menos eficazes, porque muito evidente (parece bem mais eficaz uma outra estratégia: a exigência de uso da variedade da língua falada pelas classes dominantes como única forma legítima de acesso à mobilidade social e ao poder!).
Adaptado de: GARCEZ, P. M; ZILLES, A. M. S.
Estrangeirismos: desejos e ameaças. In: FARACO, C. A. Estrangeirismos: guerras em torno da língua. 3ª ed. São Paulo: Parábola, 2004.
Assinale a alternativa que apresenta apenas palavras formadas por derivação sufixal.
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