A história de classificação dos “objetos” salvaguardados em reservas técnicas etnológicas, desde as curiosidades artificiais da virada dos séculos XVIII-XIX até os artefatos etnográficos da virada dos séculos XIX-XX, evidencia tanto a contínua redefinição de parâmetros científicos, quanto a relação tensa entre classificação científica, classificação étnica e classificação de gestão museal. Nem sempre curadores, conservadores e, mais recentemente, indígenas, falam a mesma língua. Do ponto de vista das grandes classificações das culturas materiais indígenas, momentos como o de dicionarização de Berta Ribeiro, entre as décadas de 1970-1980, são definidores de certas gramáticas científico-museais. Sobre sua proposta de classificação, pode-se dizer que, a partir de acervos de museus históricos como o Museu Nacional do Rio de Janeiro e o Emílio Goeldi do Pará, organiza a produção material indígena em:
Historicamente, pode-se organizar os marcos de desenvolvimento de um determinado campo científico- museal tomando como índices o incremento de coleções, a ampliação de quadros profissionais ou a especialização de áreas de conhecimento. Para algumas etnologias americanas e europeias, a década de 1930 é representada historicamente como de crescimento de acervos, profissionalização de quadros e maior institucionalização. Para as “coleções etnográficas”, este fato se traduz tanto no aumento e especialização de coleções, quanto na profissionalização das atividades de coleta e curadoria. Para os trabalhos etnológicos desenvolvidos no Museu Nacional do Rio de Janeiro, o período entre as décadas de 1930-1940 caracteriza uma aproximação entre Brasil e:
A organização das práticas de colecionamento etnográfico atravessou várias fases, do colecionamento naturalista do século XIX ao “trabalho de campo” da segunda metade do século XX. Quadros de pesquisa-ação, hierarquias entre saberes e práticas e gestão de acervos vêm se constituindo e se reorganizando. No caso dos trabalhos etnológicos das primeiras décadas do século XX no Brasil, algumas figuras se destacaram pela excepcionalidade de seus trabalhos em regimes de saber multidisciplinares, entre ações museais, de pesquisa antropológica e de gestão indigenista. Dentre estas, Curt Nimuendajú se destaca por seu trabalho ao longo de:
A “Expedição” à Serra do Norte (1912), empreendida por E. Roquette-Pinto, pode ser considerada marco histórico na organização da ciência antropológico-etnográfica brasileira. Seus resultados colecionistas são de aproximadamente 2 mil objetos entre artefatos, fotografias e fonogramas. É momento exemplar de associação entre atores e agendas científico-museais e estatais de administração de territórios e populações. Tomando-se como roteiro a leitura de Rondônia, Antropologia e Etnografia (1917), de Roquette-Pinto, e comentadores posteriores, sabe-se que a Expedição se dirigiu para a Serra do Norte ao encontro dos índios:
“Será o programa Erasmus Mundus um dos motores do soft power europeu, como têm sido há sessenta anos as famosas bolsas Fulbright para os Estados Unidos da América?”, perguntava Sarah Piovesan no jornal francês Le Monde, em novembro de 2008. Sobre o programa Erasmus Mundus é correto afirmar que:
“Após a Segunda Guerra Mundial, os países da Europa Ocidental iniciam um processo de integração do continente em termos econômicos, de infraestrutura e políticas comuns, que culminam numa série de iniciativas para uniformizar as práticas acadêmicas nos países da região. Assim, através das mudanças implementadas a partir do Acordo de Bolonha (1999), todos os países da União Europeia se esforçam para tornar mais homogêneos os períodos letivos, a concessão de créditos escolares e a validação de diplomas e documentos acadêmicos” (LIMA & CONTEL, 2011). Quanto ao referido Acordo de Bolonha, é correto afirmar que:
Quanto ao Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) e ao Programa de Estudantes- Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG), criados, respectivamente, em 1965 e 1981, é correto afirmar que: