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Foram encontradas 50 questões.

1130482 Ano: 2015
Disciplina: Biologia
Banca: UFRN
Orgão: UFRN
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O cultivo do algodão arbóreo constituiu o chamado “ouro branco”, no Nordeste, por várias décadas do século passado. No entanto, na década de 1980, surgiu o “bicudo”, um inseto exótico que devora as flores da planta e, portanto, a produção da fibra do algodão. A relação do “bicudo” com o algodoeiro é de
 

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1130481 Ano: 2015
Disciplina: Biologia
Banca: UFRN
Orgão: UFRN
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O bioma caatinga é predominante na região Nordeste do Brasil. Por bioma, entende-se
 

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1130480 Ano: 2015
Disciplina: Biologia
Banca: UFRN
Orgão: UFRN
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A toxoplasmose é uma doença endêmica em várias regiões do mundo, atingindo hospedeiros vertebrados, silvestres e domésticos, incluindo o ser humano. O agente etiológico é o Toxoplasma gondii e a infecção pode ocorrer através da ingestão de
 

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A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.

A tela e o desenvolvimento humano

Por Elvira Souza Lima

Que impacto tem o computador e outros artefatos tecnológicos no desenvolvimento e na

formação humana? São centenas as pesquisas sobre a interação homem e tecnologia. Uma

temática muito pesquisada é a interação com os equipamentos tecnológicos com tela. A

exposição à tela iluminada (TV, computador, celular, ipad, etc), segundo vários

pesquisadores, pode impactar negativamente o desenvolvimento humano. Tanto é que a

Associação Nacional de Pediatria dos Estados Unidos recomenda que crianças até dois anos

não sejam expostas à tela.

Razão: a tela plana interfere no desenvolvimento da visão que acontece ao longo dos dois

primeiros anos de vida. Um outro motivo: a limitação que o uso dos equipamentos

tecnológicos acaba por acarretar no desenvolvimento da criança, pelo fato de que, frente à

televisão ou computador, ela não realiza outras atividades básicas que garantam a formação

de memórias a partir das experiências com os outros sentidos e dos movimentos do corpo no

espaço. Além, naturalmente, de experiência com os ob jetos e pessoas do mundo real.

Há muito que pesquisar sobre o uso da tecnologia, porém é sempre bom lembrar que todo e

qualquer equipamento tecnológico faz parte da cultura humana e que o cérebro se desenvolve

em função da cultura. O desenvolvimento do cé rebro é de natureza biológica e cultural. O

cérebro forma-se, desenvolve-se e amadurece com base na genética da espécie e pelas

experiências de vida de cada um.

O cérebro tem enorme plasticidade, ou seja, é capaz de se organizar e reorganizar

continuamente durante toda a vida do ser humano. A plasticidade é maior na primeira infância,

mas se mantém durante a adolescência e toda a vida adulta. Esta é uma característica

importante do desenvolvimento: a possibilidade de modificações e mudanças a qualquer

idade.

Até na ocorrência de acidentes cerebrais, lesões ou outras condições biológicas adversas, o

cérebro é capaz de se reorganizar funcionalmente. Oliver Sacks escreveu extensivamente

sobre casos clínicos de patologias e acidentes cerebrais e a capacidade de reorganização do

cérebro apresentada por muitos pacientes e inclusive sobre a sua experiência pessoal, como a

perda de visão de um olho (O olhar da mente, de Oliver Sacks).

Em uma pessoa cega, por exemplo, o cérebro se modifica desenvolvendo mais os se ntidos do

tato e da audição, dois sentidos em que o cego se apoia para percepção e ações que seriam

próprias da área do córtex visual.

Nosso cérebro é, portanto, dinâmico. Conforme nos diz Kandel, prêmio Nobel de Medicina em

2000 (pela descoberta sobre a formação e funcionamento de memórias de curta e de longa

duração), “O cérebro não é estático, ele é plástico!”. Ele responde às mudanças nos

contextos em que a pessoa vive ou frequenta.

Ao longo da história cultural do ser humano, as invenções, aquisiçõe s e produções em cada

período histórico suscitam respostas ou diferenciações no cérebro e provocam mudanças

significativas em seu funcionamento.

Vejamos o exemplo da escrita. A escrita é uma invenção, é um produto cultural criado pelo

ser humano. Não há no cérebro uma área destinada a aprender a ler ou a escrever, como

acontece com a fala.

Para ler e/ou escrever, o cérebro passa por um processo de mudança formando redes

neuronais específicas para compreender os significados ao se ler um texto e para cria r

significados quando se escreve um texto. Isso acontece precisamente porque, como

observamos, não há uma área específica no cérebro para a aprendizagem da leitura e da

escrita.

Dehaene, neurocientista francês, um dos maiores especialistas em cérebro e escrita, em seu

livro Neurônios da Leitura, esclarece que “um dos efeitos maiores da escolarização é o

aumento da capacidade da memória.” Segundo ele, “há ainda modificações anatômicas como

é o caso do corpo caloso que se espessa na pessoa que aprende a le r.” (Dehaene, Neurônios

da Leitura, 2012, pg. 227).

A invenção da escrita, a invenção da imprensa e agora a invenção de novos instrumentos

tecnológicos e novos usos da tecnologia na vida cotidiana causam impacto na história

evolutiva da espécie. E, como mostram as pesquisas da neurociência acumuladas nas últimas

décadas, há certamente um impacto no desenvolvimento e funcionamento do cérebro, porém,

não a ponto de que, após cinco mil anos de existência da escrita, o cérebro dispense ensino,

exercício e sistematização para se tornar um cérebro capaz de ler e de escrever.

O cérebro se modifica anatomicamente, mas dessas modificações não resultam que ler e

escrever se desenvolvam naturalmente como a fala. A leitura e a escrita precisam ser

ensinadas e é necessário muito estudo para que uma pessoa, em qualquer idade, se aproprie

da estrutura básica do sistema linguístico de qualquer língua escrita, alfabética ou

ideográfica.

Para ler, diz ele, há que se formar uma nova estrutura no cérebro, que ele chamou de “ boîte

aux lettres” (tradução livre, caixa de letras). Essa estrutura possibilita aprender a lidar com o

sistema simbólico da escrita, em qualquer língua. Ela é resultante da plasticidade do cérebro e

revela que uma invenção cultural impacta e promove modif icações no cérebro. É o que

acontece, também, com instrumentos tecnológicos e com o uso da tecnologia.

Disponível em: www.cartanaescola.com.br . Acesso em 25 jan. 2015. [Adaptado]

No trecho “Não há no cérebro uma área destinada a aprender a ler ou a escrever [...]”, a não ocorrência do uso do acento grave, nas palavras em destaque, deve-se
 

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A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.

A tela e o desenvolvimento humano

Por Elvira Souza Lima

Que impacto tem o computador e outros artefatos tecnológicos no desenvolvimento e na

formação humana? São centenas as pesquisas sobre a interação homem e tecnologia. Uma

temática muito pesquisada é a interação com os equipamentos tecnológicos com tela. A

exposição à tela iluminada (TV, computador, celular, ipad, etc), segundo vários

pesquisadores, pode impactar negativamente o desenvolvimento humano. Tanto é que a

Associação Nacional de Pediatria dos Estados Unidos recomenda que crianças até dois anos

não sejam expostas à tela.

Razão: a tela plana interfere no desenvolvimento da visão que acontece ao longo dos dois

primeiros anos de vida. Um outro motivo: a limitação que o uso dos equipamentos

tecnológicos acaba por acarretar no desenvolvimento da criança, pelo fato de que, frente à

televisão ou computador, ela não realiza outras atividades básicas que garantam a formação

de memórias a partir das experiências com os outros sentidos e dos movimentos do corpo no

espaço. Além, naturalmente, de experiência com os ob jetos e pessoas do mundo real.

Há muito que pesquisar sobre o uso da tecnologia, porém é sempre bom lembrar que todo e

qualquer equipamento tecnológico faz parte da cultura humana e que o cérebro se desenvolve

em função da cultura. O desenvolvimento do cé rebro é de natureza biológica e cultural. O

cérebro forma-se, desenvolve-se e amadurece com base na genética da espécie e pelas

experiências de vida de cada um.

O cérebro tem enorme plasticidade, ou seja, é capaz de se organizar e reorganizar

continuamente durante toda a vida do ser humano. A plasticidade é maior na primeira infância,

mas se mantém durante a adolescência e toda a vida adulta. Esta é uma característica

importante do desenvolvimento: a possibilidade de modificações e mudanças a qualquer

idade.

Até na ocorrência de acidentes cerebrais, lesões ou outras condições biológicas adversas, o

cérebro é capaz de se reorganizar funcionalmente. Oliver Sacks escreveu extensivamente

sobre casos clínicos de patologias e acidentes cerebrais e a capacidade de reorganização do

cérebro apresentada por muitos pacientes e inclusive sobre a sua experiência pessoal, como a

perda de visão de um olho (O olhar da mente, de Oliver Sacks).

Em uma pessoa cega, por exemplo, o cérebro se modifica desenvolvendo mais os se ntidos do

tato e da audição, dois sentidos em que o cego se apoia para percepção e ações que seriam

próprias da área do córtex visual.

Nosso cérebro é, portanto, dinâmico. Conforme nos diz Kandel, prêmio Nobel de Medicina em

2000 (pela descoberta sobre a formação e funcionamento de memórias de curta e de longa

duração), “O cérebro não é estático, ele é plástico!”. Ele responde às mudanças nos

contextos em que a pessoa vive ou frequenta.

Ao longo da história cultural do ser humano, as invenções, aquisiçõe s e produções em cada

período histórico suscitam respostas ou diferenciações no cérebro e provocam mudanças

significativas em seu funcionamento.

Vejamos o exemplo da escrita. A escrita é uma invenção, é um produto cultural criado pelo

ser humano. Não há no cérebro uma área destinada a aprender a ler ou a escrever, como

acontece com a fala.

Para ler e/ou escrever, o cérebro passa por um processo de mudança formando redes

neuronais específicas para compreender os significados ao se ler um texto e para cria r

significados quando se escreve um texto. Isso acontece precisamente porque, como

observamos, não há uma área específica no cérebro para a aprendizagem da leitura e da

escrita.

Dehaene, neurocientista francês, um dos maiores especialistas em cérebro e escrita, em seu

livro Neurônios da Leitura, esclarece que “um dos efeitos maiores da escolarização é o

aumento da capacidade da memória.” Segundo ele, “há ainda modificações anatômicas como

é o caso do corpo caloso que se espessa na pessoa que aprende a le r.” (Dehaene, Neurônios

da Leitura, 2012, pg. 227).

A invenção da escrita, a invenção da imprensa e agora a invenção de novos instrumentos

tecnológicos e novos usos da tecnologia na vida cotidiana causam impacto na história

evolutiva da espécie. E, como mostram as pesquisas da neurociência acumuladas nas últimas

décadas, há certamente um impacto no desenvolvimento e funcionamento do cérebro, porém,

não a ponto de que, após cinco mil anos de existência da escrita, o cérebro dispense ensino,

exercício e sistematização para se tornar um cérebro capaz de ler e de escrever.

O cérebro se modifica anatomicamente, mas dessas modificações não resultam que ler e

escrever se desenvolvam naturalmente como a fala. A leitura e a escrita precisam ser

ensinadas e é necessário muito estudo para que uma pessoa, em qualquer idade, se aproprie

da estrutura básica do sistema linguístico de qualquer língua escrita, alfabética ou

ideográfica.

Para ler, diz ele, há que se formar uma nova estrutura no cérebro, que ele chamou de “ boîte

aux lettres” (tradução livre, caixa de letras). Essa estrutura possibilita aprender a lidar com o

sistema simbólico da escrita, em qualquer língua. Ela é resultante da plasticidade do cérebro e

revela que uma invenção cultural impacta e promove modif icações no cérebro. É o que

acontece, também, com instrumentos tecnológicos e com o uso da tecnologia.

Disponível em: www.cartanaescola.com.br . Acesso em 25 jan. 2015. [Adaptado]

A questão refere-se ao período reproduzido a seguir.

Nosso cérebro é, portanto, dinâmico (linha 32)


O conector presente, nesse período, estabelece uma relação de
 

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A tela e o desenvolvimento humano

Por Elvira Souza Lima

Que impacto tem o computador e outros artefatos tecnológicos no desenvolvimento e na

formação humana? São centenas as pesquisas sobre a interação homem e tecnologia. Uma

temática muito pesquisada é a interação com os equipamentos tecnológicos com tela. A

exposição à tela iluminada (TV, computador, celular, ipad, etc), segundo vários

pesquisadores, pode impactar negativamente o desenvolvimento humano. Tanto é que a

Associação Nacional de Pediatria dos Estados Unidos recomenda que crianças até dois anos

não sejam expostas à tela.

Razão: a tela plana interfere no desenvolvimento da visão que acontece ao longo dos dois

primeiros anos de vida. Um outro motivo: a limitação que o uso dos equipamentos

tecnológicos acaba por acarretar no desenvolvimento da criança, pelo fato de que, frente à

televisão ou computador, ela não realiza outras atividades básicas que garantam a formação

de memórias a partir das experiências com os outros sentidos e dos movimentos do corpo no

espaço. Além, naturalmente, de experiência com os ob jetos e pessoas do mundo real.

Há muito que pesquisar sobre o uso da tecnologia, porém é sempre bom lembrar que todo e

qualquer equipamento tecnológico faz parte da cultura humana e que o cérebro se desenvolve

em função da cultura. O desenvolvimento do cé rebro é de natureza biológica e cultural. O

cérebro forma-se, desenvolve-se e amadurece com base na genética da espécie e pelas

experiências de vida de cada um.

O cérebro tem enorme plasticidade, ou seja, é capaz de se organizar e reorganizar

continuamente durante toda a vida do ser humano. A plasticidade é maior na primeira infância,

mas se mantém durante a adolescência e toda a vida adulta. Esta é uma característica

importante do desenvolvimento: a possibilidade de modificações e mudanças a qualquer

idade.

Até na ocorrência de acidentes cerebrais, lesões ou outras condições biológicas adversas, o

cérebro é capaz de se reorganizar funcionalmente. Oliver Sacks escreveu extensivamente

sobre casos clínicos de patologias e acidentes cerebrais e a capacidade de reorganização do

cérebro apresentada por muitos pacientes e inclusive sobre a sua experiência pessoal, como a

perda de visão de um olho (O olhar da mente, de Oliver Sacks).

Em uma pessoa cega, por exemplo, o cérebro se modifica desenvolvendo mais os se ntidos do

tato e da audição, dois sentidos em que o cego se apoia para percepção e ações que seriam

próprias da área do córtex visual.

Nosso cérebro é, portanto, dinâmico. Conforme nos diz Kandel, prêmio Nobel de Medicina em

2000 (pela descoberta sobre a formação e funcionamento de memórias de curta e de longa

duração), “O cérebro não é estático, ele é plástico!”. Ele responde às mudanças nos

contextos em que a pessoa vive ou frequenta.

Ao longo da história cultural do ser humano, as invenções, aquisiçõe s e produções em cada

período histórico suscitam respostas ou diferenciações no cérebro e provocam mudanças

significativas em seu funcionamento.

Vejamos o exemplo da escrita. A escrita é uma invenção, é um produto cultural criado pelo

ser humano. Não há no cérebro uma área destinada a aprender a ler ou a escrever, como

acontece com a fala.

Para ler e/ou escrever, o cérebro passa por um processo de mudança formando redes

neuronais específicas para compreender os significados ao se ler um texto e para cria r

significados quando se escreve um texto. Isso acontece precisamente porque, como

observamos, não há uma área específica no cérebro para a aprendizagem da leitura e da

escrita.

Dehaene, neurocientista francês, um dos maiores especialistas em cérebro e escrita, em seu

livro Neurônios da Leitura, esclarece que “um dos efeitos maiores da escolarização é o

aumento da capacidade da memória.” Segundo ele, “há ainda modificações anatômicas como

é o caso do corpo caloso que se espessa na pessoa que aprende a le r.” (Dehaene, Neurônios

da Leitura, 2012, pg. 227).

A invenção da escrita, a invenção da imprensa e agora a invenção de novos instrumentos

tecnológicos e novos usos da tecnologia na vida cotidiana causam impacto na história

evolutiva da espécie. E, como mostram as pesquisas da neurociência acumuladas nas últimas

décadas, há certamente um impacto no desenvolvimento e funcionamento do cérebro, porém,

não a ponto de que, após cinco mil anos de existência da escrita, o cérebro dispense ensino,

exercício e sistematização para se tornar um cérebro capaz de ler e de escrever.

O cérebro se modifica anatomicamente, mas dessas modificações não resultam que ler e

escrever se desenvolvam naturalmente como a fala. A leitura e a escrita precisam ser

ensinadas e é necessário muito estudo para que uma pessoa, em qualquer idade, se aproprie

da estrutura básica do sistema linguístico de qualquer língua escrita, alfabética ou

ideográfica.

Para ler, diz ele, há que se formar uma nova estrutura no cérebro, que ele chamou de “ boîte

aux lettres” (tradução livre, caixa de letras). Essa estrutura possibilita aprender a lidar com o

sistema simbólico da escrita, em qualquer língua. Ela é resultante da plasticidade do cérebro e

revela que uma invenção cultural impacta e promove modif icações no cérebro. É o que

acontece, também, com instrumentos tecnológicos e com o uso da tecnologia.

Disponível em: www.cartanaescola.com.br . Acesso em 25 jan. 2015. [Adaptado]

Considere o trecho:
enunciado 1130428-2
Outra pontuação possível, para esse trecho, considerando-se as orientações normativas do português padrão escrito, é apresentada em:
 

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A tela e o desenvolvimento humano

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Que impacto tem o computador e outros artefatos tecnológicos no desenvolvimento e na

formação humana? São centenas as pesquisas sobre a interação homem e tecnologia. Uma

temática muito pesquisada é a interação com os equipamentos tecnológicos com tela. A

exposição à tela iluminada (TV, computador, celular, ipad, etc), segundo vários

pesquisadores, pode impactar negativamente o desenvolvimento humano. Tanto é que a

Associação Nacional de Pediatria dos Estados Unidos recomenda que crianças até dois anos

não sejam expostas à tela.

Razão: a tela plana interfere no desenvolvimento da visão que acontece ao longo dos dois

primeiros anos de vida. Um outro motivo: a limitação que o uso dos equipamentos

tecnológicos acaba por acarretar no desenvolvimento da criança, pelo fato de que, frente à

televisão ou computador, ela não realiza outras atividades básicas que garantam a formação

de memórias a partir das experiências com os outros sentidos e dos movimentos do corpo no

espaço. Além, naturalmente, de experiência com os ob jetos e pessoas do mundo real.

Há muito que pesquisar sobre o uso da tecnologia, porém é sempre bom lembrar que todo e

qualquer equipamento tecnológico faz parte da cultura humana e que o cérebro se desenvolve

em função da cultura. O desenvolvimento do cé rebro é de natureza biológica e cultural. O

cérebro forma-se, desenvolve-se e amadurece com base na genética da espécie e pelas

experiências de vida de cada um.

O cérebro tem enorme plasticidade, ou seja, é capaz de se organizar e reorganizar

continuamente durante toda a vida do ser humano. A plasticidade é maior na primeira infância,

mas se mantém durante a adolescência e toda a vida adulta. Esta é uma característica

importante do desenvolvimento: a possibilidade de modificações e mudanças a qualquer

idade.

Até na ocorrência de acidentes cerebrais, lesões ou outras condições biológicas adversas, o

cérebro é capaz de se reorganizar funcionalmente. Oliver Sacks escreveu extensivamente

sobre casos clínicos de patologias e acidentes cerebrais e a capacidade de reorganização do

cérebro apresentada por muitos pacientes e inclusive sobre a sua experiência pessoal, como a

perda de visão de um olho (O olhar da mente, de Oliver Sacks).

Em uma pessoa cega, por exemplo, o cérebro se modifica desenvolvendo mais os se ntidos do

tato e da audição, dois sentidos em que o cego se apoia para percepção e ações que seriam

próprias da área do córtex visual.

Nosso cérebro é, portanto, dinâmico. Conforme nos diz Kandel, prêmio Nobel de Medicina em

2000 (pela descoberta sobre a formação e funcionamento de memórias de curta e de longa

duração), “O cérebro não é estático, ele é plástico!”. Ele responde às mudanças nos

contextos em que a pessoa vive ou frequenta.

Ao longo da história cultural do ser humano, as invenções, aquisiçõe s e produções em cada

período histórico suscitam respostas ou diferenciações no cérebro e provocam mudanças

significativas em seu funcionamento.

Vejamos o exemplo da escrita. A escrita é uma invenção, é um produto cultural criado pelo

ser humano. Não há no cérebro uma área destinada a aprender a ler ou a escrever, como

acontece com a fala.

Para ler e/ou escrever, o cérebro passa por um processo de mudança formando redes

neuronais específicas para compreender os significados ao se ler um texto e para cria r

significados quando se escreve um texto. Isso acontece precisamente porque, como

observamos, não há uma área específica no cérebro para a aprendizagem da leitura e da

escrita.

Dehaene, neurocientista francês, um dos maiores especialistas em cérebro e escrita, em seu

livro Neurônios da Leitura, esclarece que “um dos efeitos maiores da escolarização é o

aumento da capacidade da memória.” Segundo ele, “há ainda modificações anatômicas como

é o caso do corpo caloso que se espessa na pessoa que aprende a le r.” (Dehaene, Neurônios

da Leitura, 2012, pg. 227).

A invenção da escrita, a invenção da imprensa e agora a invenção de novos instrumentos

tecnológicos e novos usos da tecnologia na vida cotidiana causam impacto na história

evolutiva da espécie. E, como mostram as pesquisas da neurociência acumuladas nas últimas

décadas, há certamente um impacto no desenvolvimento e funcionamento do cérebro, porém,

não a ponto de que, após cinco mil anos de existência da escrita, o cérebro dispense ensino,

exercício e sistematização para se tornar um cérebro capaz de ler e de escrever.

O cérebro se modifica anatomicamente, mas dessas modificações não resultam que ler e

escrever se desenvolvam naturalmente como a fala. A leitura e a escrita precisam ser

ensinadas e é necessário muito estudo para que uma pessoa, em qualquer idade, se aproprie

da estrutura básica do sistema linguístico de qualquer língua escrita, alfabética ou

ideográfica.

Para ler, diz ele, há que se formar uma nova estrutura no cérebro, que ele chamou de “ boîte

aux lettres” (tradução livre, caixa de letras). Essa estrutura possibilita aprender a lidar com o

sistema simbólico da escrita, em qualquer língua. Ela é resultante da plasticidade do cérebro e

revela que uma invenção cultural impacta e promove modif icações no cérebro. É o que

acontece, também, com instrumentos tecnológicos e com o uso da tecnologia.

Disponível em: www.cartanaescola.com.br . Acesso em 25 jan. 2015. [Adaptado]

A questão; refere-se ao trecho reproduzido a seguir.
enunciado 1130427-2
Os elementos linguísticos com função de pronome relativo poderiam, conforme as orientações normativas da escrita padrão da língua portuguesa, ser substituídos, respectivamente, por
 

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A tela e o desenvolvimento humano

Por Elvira Souza Lima

Que impacto tem o computador e outros artefatos tecnológicos no desenvolvimento e na

formação humana? São centenas as pesquisas sobre a interação homem e tecnologia. Uma

temática muito pesquisada é a interação com os equipamentos tecnológicos com tela. A

exposição à tela iluminada (TV, computador, celular, ipad, etc), segundo vários

pesquisadores, pode impactar negativamente o desenvolvimento humano. Tanto é que a

Associação Nacional de Pediatria dos Estados Unidos recomenda que crianças até dois anos

não sejam expostas à tela.

Razão: a tela plana interfere no desenvolvimento da visão que acontece ao longo dos dois

primeiros anos de vida. Um outro motivo: a limitação que o uso dos equipamentos

tecnológicos acaba por acarretar no desenvolvimento da criança, pelo fato de que, frente à

televisão ou computador, ela não realiza outras atividades básicas que garantam a formação

de memórias a partir das experiências com os outros sentidos e dos movimentos do corpo no

espaço. Além, naturalmente, de experiência com os ob jetos e pessoas do mundo real.

Há muito que pesquisar sobre o uso da tecnologia, porém é sempre bom lembrar que todo e

qualquer equipamento tecnológico faz parte da cultura humana e que o cérebro se desenvolve

em função da cultura. O desenvolvimento do cé rebro é de natureza biológica e cultural. O

cérebro forma-se, desenvolve-se e amadurece com base na genética da espécie e pelas

experiências de vida de cada um.

O cérebro tem enorme plasticidade, ou seja, é capaz de se organizar e reorganizar

continuamente durante toda a vida do ser humano. A plasticidade é maior na primeira infância,

mas se mantém durante a adolescência e toda a vida adulta. Esta é uma característica

importante do desenvolvimento: a possibilidade de modificações e mudanças a qualquer

idade.

Até na ocorrência de acidentes cerebrais, lesões ou outras condições biológicas adversas, o

cérebro é capaz de se reorganizar funcionalmente. Oliver Sacks escreveu extensivamente

sobre casos clínicos de patologias e acidentes cerebrais e a capacidade de reorganização do

cérebro apresentada por muitos pacientes e inclusive sobre a sua experiência pessoal, como a

perda de visão de um olho (O olhar da mente, de Oliver Sacks).

Em uma pessoa cega, por exemplo, o cérebro se modifica desenvolvendo mais os se ntidos do

tato e da audição, dois sentidos em que o cego se apoia para percepção e ações que seriam

próprias da área do córtex visual.

Nosso cérebro é, portanto, dinâmico. Conforme nos diz Kandel, prêmio Nobel de Medicina em

2000 (pela descoberta sobre a formação e funcionamento de memórias de curta e de longa

duração), “O cérebro não é estático, ele é plástico!”. Ele responde às mudanças nos

contextos em que a pessoa vive ou frequenta.

Ao longo da história cultural do ser humano, as invenções, aquisiçõe s e produções em cada

período histórico suscitam respostas ou diferenciações no cérebro e provocam mudanças

significativas em seu funcionamento.

Vejamos o exemplo da escrita. A escrita é uma invenção, é um produto cultural criado pelo

ser humano. Não há no cérebro uma área destinada a aprender a ler ou a escrever, como

acontece com a fala.

Para ler e/ou escrever, o cérebro passa por um processo de mudança formando redes

neuronais específicas para compreender os significados ao se ler um texto e para cria r

significados quando se escreve um texto. Isso acontece precisamente porque, como

observamos, não há uma área específica no cérebro para a aprendizagem da leitura e da

escrita.

Dehaene, neurocientista francês, um dos maiores especialistas em cérebro e escrita, em seu

livro Neurônios da Leitura, esclarece que “um dos efeitos maiores da escolarização é o

aumento da capacidade da memória.” Segundo ele, “há ainda modificações anatômicas como

é o caso do corpo caloso que se espessa na pessoa que aprende a le r.” (Dehaene, Neurônios

da Leitura, 2012, pg. 227).

A invenção da escrita, a invenção da imprensa e agora a invenção de novos instrumentos

tecnológicos e novos usos da tecnologia na vida cotidiana causam impacto na história

evolutiva da espécie. E, como mostram as pesquisas da neurociência acumuladas nas últimas

décadas, há certamente um impacto no desenvolvimento e funcionamento do cérebro, porém,

não a ponto de que, após cinco mil anos de existência da escrita, o cérebro dispense ensino,

exercício e sistematização para se tornar um cérebro capaz de ler e de escrever.

O cérebro se modifica anatomicamente, mas dessas modificações não resultam que ler e

escrever se desenvolvam naturalmente como a fala. A leitura e a escrita precisam ser

ensinadas e é necessário muito estudo para que uma pessoa, em qualquer idade, se aproprie

da estrutura básica do sistema linguístico de qualquer língua escrita, alfabética ou

ideográfica.

Para ler, diz ele, há que se formar uma nova estrutura no cérebro, que ele chamou de “ boîte

aux lettres” (tradução livre, caixa de letras). Essa estrutura possibilita aprender a lidar com o

sistema simbólico da escrita, em qualquer língua. Ela é resultante da plasticidade do cérebro e

revela que uma invenção cultural impacta e promove modif icações no cérebro. É o que

acontece, também, com instrumentos tecnológicos e com o uso da tecnologia.

Disponível em: www.cartanaescola.com.br . Acesso em 25 jan. 2015. [Adaptado]

Leia o período reproduzido a seguir.
enunciado 1130426-2
Nesse período, a palavra em destaque denota
 

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A tela e o desenvolvimento humano

Por Elvira Souza Lima

Que impacto tem o computador e outros artefatos tecnológicos no desenvolvimento e na

formação humana? São centenas as pesquisas sobre a interação homem e tecnologia. Uma

temática muito pesquisada é a interação com os equipamentos tecnológicos com tela. A

exposição à tela iluminada (TV, computador, celular, ipad, etc), segundo vários

pesquisadores, pode impactar negativamente o desenvolvimento humano. Tanto é que a

Associação Nacional de Pediatria dos Estados Unidos recomenda que crianças até dois anos

não sejam expostas à tela.

Razão: a tela plana interfere no desenvolvimento da visão que acontece ao longo dos dois

primeiros anos de vida. Um outro motivo: a limitação que o uso dos equipamentos

tecnológicos acaba por acarretar no desenvolvimento da criança, pelo fato de que, frente à

televisão ou computador, ela não realiza outras atividades básicas que garantam a formação

de memórias a partir das experiências com os outros sentidos e dos movimentos do corpo no

espaço. Além, naturalmente, de experiência com os ob jetos e pessoas do mundo real.

Há muito que pesquisar sobre o uso da tecnologia, porém é sempre bom lembrar que todo e

qualquer equipamento tecnológico faz parte da cultura humana e que o cérebro se desenvolve

em função da cultura. O desenvolvimento do cé rebro é de natureza biológica e cultural. O

cérebro forma-se, desenvolve-se e amadurece com base na genética da espécie e pelas

experiências de vida de cada um.

O cérebro tem enorme plasticidade, ou seja, é capaz de se organizar e reorganizar

continuamente durante toda a vida do ser humano. A plasticidade é maior na primeira infância,

mas se mantém durante a adolescência e toda a vida adulta. Esta é uma característica

importante do desenvolvimento: a possibilidade de modificações e mudanças a qualquer

idade.

Até na ocorrência de acidentes cerebrais, lesões ou outras condições biológicas adversas, o

cérebro é capaz de se reorganizar funcionalmente. Oliver Sacks escreveu extensivamente

sobre casos clínicos de patologias e acidentes cerebrais e a capacidade de reorganização do

cérebro apresentada por muitos pacientes e inclusive sobre a sua experiência pessoal, como a

perda de visão de um olho (O olhar da mente, de Oliver Sacks).

Em uma pessoa cega, por exemplo, o cérebro se modifica desenvolvendo mais os se ntidos do

tato e da audição, dois sentidos em que o cego se apoia para percepção e ações que seriam

próprias da área do córtex visual.

Nosso cérebro é, portanto, dinâmico. Conforme nos diz Kandel, prêmio Nobel de Medicina em

2000 (pela descoberta sobre a formação e funcionamento de memórias de curta e de longa

duração), “O cérebro não é estático, ele é plástico!”. Ele responde às mudanças nos

contextos em que a pessoa vive ou frequenta.

Ao longo da história cultural do ser humano, as invenções, aquisiçõe s e produções em cada

período histórico suscitam respostas ou diferenciações no cérebro e provocam mudanças

significativas em seu funcionamento.

Vejamos o exemplo da escrita. A escrita é uma invenção, é um produto cultural criado pelo

ser humano. Não há no cérebro uma área destinada a aprender a ler ou a escrever, como

acontece com a fala.

Para ler e/ou escrever, o cérebro passa por um processo de mudança formando redes

neuronais específicas para compreender os significados ao se ler um texto e para cria r

significados quando se escreve um texto. Isso acontece precisamente porque, como

observamos, não há uma área específica no cérebro para a aprendizagem da leitura e da

escrita.

Dehaene, neurocientista francês, um dos maiores especialistas em cérebro e escrita, em seu

livro Neurônios da Leitura, esclarece que “um dos efeitos maiores da escolarização é o

aumento da capacidade da memória.” Segundo ele, “há ainda modificações anatômicas como

é o caso do corpo caloso que se espessa na pessoa que aprende a le r.” (Dehaene, Neurônios

da Leitura, 2012, pg. 227).

A invenção da escrita, a invenção da imprensa e agora a invenção de novos instrumentos

tecnológicos e novos usos da tecnologia na vida cotidiana causam impacto na história

evolutiva da espécie. E, como mostram as pesquisas da neurociência acumuladas nas últimas

décadas, há certamente um impacto no desenvolvimento e funcionamento do cérebro, porém,

não a ponto de que, após cinco mil anos de existência da escrita, o cérebro dispense ensino,

exercício e sistematização para se tornar um cérebro capaz de ler e de escrever.

O cérebro se modifica anatomicamente, mas dessas modificações não resultam que ler e

escrever se desenvolvam naturalmente como a fala. A leitura e a escrita precisam ser

ensinadas e é necessário muito estudo para que uma pessoa, em qualquer idade, se aproprie

da estrutura básica do sistema linguístico de qualquer língua escrita, alfabética ou

ideográfica.

Para ler, diz ele, há que se formar uma nova estrutura no cérebro, que ele chamou de “ boîte

aux lettres” (tradução livre, caixa de letras). Essa estrutura possibilita aprender a lidar com o

sistema simbólico da escrita, em qualquer língua. Ela é resultante da plasticidade do cérebro e

revela que uma invenção cultural impacta e promove modif icações no cérebro. É o que

acontece, também, com instrumentos tecnológicos e com o uso da tecnologia.

Disponível em: www.cartanaescola.com.br . Acesso em 25 jan. 2015. [Adaptado]

Considere o trecho:
enunciado 1130425-2
Há, entre os dois períodos, uma relação semântica de
 

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A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.

A tela e o desenvolvimento humano

Por Elvira Souza Lima

Que impacto tem o computador e outros artefatos tecnológicos no desenvolvimento e na

formação humana? São centenas as pesquisas sobre a interação homem e tecnologia. Uma

temática muito pesquisada é a interação com os equipamentos tecnológicos com tela. A

exposição à tela iluminada (TV, computador, celular, ipad, etc), segundo vários

pesquisadores, pode impactar negativamente o desenvolvimento humano. Tanto é que a

Associação Nacional de Pediatria dos Estados Unidos recomenda que crianças até dois anos

não sejam expostas à tela.

Razão: a tela plana interfere no desenvolvimento da visão que acontece ao longo dos dois

primeiros anos de vida. Um outro motivo: a limitação que o uso dos equipamentos

tecnológicos acaba por acarretar no desenvolvimento da criança, pelo fato de que, frente à

televisão ou computador, ela não realiza outras atividades básicas que garantam a formação

de memórias a partir das experiências com os outros sentidos e dos movimentos do corpo no

espaço. Além, naturalmente, de experiência com os ob jetos e pessoas do mundo real.

Há muito que pesquisar sobre o uso da tecnologia, porém é sempre bom lembrar que todo e

qualquer equipamento tecnológico faz parte da cultura humana e que o cérebro se desenvolve

em função da cultura. O desenvolvimento do cé rebro é de natureza biológica e cultural. O

cérebro forma-se, desenvolve-se e amadurece com base na genética da espécie e pelas

experiências de vida de cada um.

O cérebro tem enorme plasticidade, ou seja, é capaz de se organizar e reorganizar

continuamente durante toda a vida do ser humano. A plasticidade é maior na primeira infância,

mas se mantém durante a adolescência e toda a vida adulta. Esta é uma característica

importante do desenvolvimento: a possibilidade de modificações e mudanças a qualquer

idade.

Até na ocorrência de acidentes cerebrais, lesões ou outras condições biológicas adversas, o

cérebro é capaz de se reorganizar funcionalmente. Oliver Sacks escreveu extensivamente

sobre casos clínicos de patologias e acidentes cerebrais e a capacidade de reorganização do

cérebro apresentada por muitos pacientes e inclusive sobre a sua experiência pessoal, como a

perda de visão de um olho (O olhar da mente, de Oliver Sacks).

Em uma pessoa cega, por exemplo, o cérebro se modifica desenvolvendo mais os se ntidos do

tato e da audição, dois sentidos em que o cego se apoia para percepção e ações que seriam

próprias da área do córtex visual.

Nosso cérebro é, portanto, dinâmico. Conforme nos diz Kandel, prêmio Nobel de Medicina em

2000 (pela descoberta sobre a formação e funcionamento de memórias de curta e de longa

duração), “O cérebro não é estático, ele é plástico!”. Ele responde às mudanças nos

contextos em que a pessoa vive ou frequenta.

Ao longo da história cultural do ser humano, as invenções, aquisiçõe s e produções em cada

período histórico suscitam respostas ou diferenciações no cérebro e provocam mudanças

significativas em seu funcionamento.

Vejamos o exemplo da escrita. A escrita é uma invenção, é um produto cultural criado pelo

ser humano. Não há no cérebro uma área destinada a aprender a ler ou a escrever, como

acontece com a fala.

Para ler e/ou escrever, o cérebro passa por um processo de mudança formando redes

neuronais específicas para compreender os significados ao se ler um texto e para cria r

significados quando se escreve um texto. Isso acontece precisamente porque, como

observamos, não há uma área específica no cérebro para a aprendizagem da leitura e da

escrita.

Dehaene, neurocientista francês, um dos maiores especialistas em cérebro e escrita, em seu

livro Neurônios da Leitura, esclarece que “um dos efeitos maiores da escolarização é o

aumento da capacidade da memória.” Segundo ele, “há ainda modificações anatômicas como

é o caso do corpo caloso que se espessa na pessoa que aprende a le r.” (Dehaene, Neurônios

da Leitura, 2012, pg. 227).

A invenção da escrita, a invenção da imprensa e agora a invenção de novos instrumentos

tecnológicos e novos usos da tecnologia na vida cotidiana causam impacto na história

evolutiva da espécie. E, como mostram as pesquisas da neurociência acumuladas nas últimas

décadas, há certamente um impacto no desenvolvimento e funcionamento do cérebro, porém,

não a ponto de que, após cinco mil anos de existência da escrita, o cérebro dispense ensino,

exercício e sistematização para se tornar um cérebro capaz de ler e de escrever.

O cérebro se modifica anatomicamente, mas dessas modificações não resultam que ler e

escrever se desenvolvam naturalmente como a fala. A leitura e a escrita precisam ser

ensinadas e é necessário muito estudo para que uma pessoa, em qualquer idade, se aproprie

da estrutura básica do sistema linguístico de qualquer língua escrita, alfabética ou

ideográfica.

Para ler, diz ele, há que se formar uma nova estrutura no cérebro, que ele chamou de “ boîte

aux lettres” (tradução livre, caixa de letras). Essa estrutura possibilita aprender a lidar com o

sistema simbólico da escrita, em qualquer língua. Ela é resultante da plasticidade do cérebro e

revela que uma invenção cultural impacta e promove modif icações no cérebro. É o que

acontece, também, com instrumentos tecnológicos e com o uso da tecnologia.

Disponível em: www.cartanaescola.com.br . Acesso em 25 jan. 2015. [Adaptado]

A questão refere-se ao período reproduzido a seguir.

Nosso cérebro é, portanto, dinâmico (linha 32)


Acentuam-se graficamente pela mesma regra das palavras em destaque:
 

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