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O trabalho do assistente social no âmbito da educação superior, localizado na política de assistência estudantil, traz um rol de desafios da sua atuação no cotidiano do espaço de trabalho. Frente à realidade desafiadora do trabalho do assistente social na esfera estatal, no âmbito da educação pública federal, especificamente na política de assistência estudantil, analise as afirmativas a seguir e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) O trabalho do assistente social no espaço sócio-ocupacional da área estudantil está associado à alienação que envolve o trabalho assalariado e que se reflete na autonomia do profissional. As características do trabalho concreto têm suas especificidades na área da política de assistência estudantil, traduzidas na relação com as regras institucionais que limitam e impedem a atuação profissional. Diante dessa realidade contraditória, não se tem como explorar possibilidades de intervenções na direção da garantia do direito, uma vez que, como profissional assalariado, o assistente social pode perder seu vínculo empregatício.
( ) A realidade do campo de atuação do assistente social, considerando a totalidade e a compreensão da redução de recursos, está envolta pela precarização da universidade, pela sobrecarga de trabalho e por uma lógica permeada por gestores autoritários que ferem a autonomia profissional. Esse contexto traz um ambiente de trabalho repleto de desafios, os quais envolvem a busca pelas condições éticas e técnicas de trabalho e a afirmação da autonomia profissional como aspecto imprescindível ao exercício profissional.
( ) O trabalho do assistente social está inserido num contexto em que a educação torna-se mercadoria. No âmbito da educação pública brasileira, esse espaço sofre reflexo das mudanças advindas da “reforma universitária”, as quais trazem a transformação da concepção de educação. Consequentemente, essa realidade traz reflexos ao exercício profissional no espaço sócio-ocupacional da política de assistência estudantil, demandando competência teórica, política e técnica e uma análise crítica da correlação de forças e da construção de proposições que se contraponham aos interesses institucionais os quais ferem direitos dos sujeitos que recorrem à referida política.
( ) Um dos elementos que incidem sobre a universidade, entendida como um espaço público, é a burocracia. A instituição é impregnada de um “conhecimento burocrático” que se dissemina na cultura da instituição pública, refletindo na atuação de muitos profissionais. O assistente social não está isento dessa cultura organizacional, a qual pode formar um campo complexo, no qual as normas burocráticas passam a ser regra na elaboração da política à qual responde, na elaboração de programas e de projetos, engessando o desenvolvimento do pensamento crítico na direção da totalidade.
( ) No espaço sócio-ocupacional do assistente social na área da assistência estudantil, podem aparecer requisições que estão fora das suas competências e atribuições. A falta de profissionais para a realização das atividades administrativas leva o assistente social a assumir essas demandas para a garantia dos benefícios requisitados. Esse campo conflituoso exige compreensão e aproximação às lutas gerais dos trabalhadores por uma educação pública, gratuita e de qualidade, bem como um profissional crítico, capaz de formular e avaliar propostas que contribuam para a democratização das relações sociais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
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O viajante clandestino
Mia Couto
– Não é arvião. Diz-se: avião.
O menino estranhou a emenda de sua mãe. Não mencionava ele uma criatura do ar? A criança tem a vantagem de estrear o mundo, iniciando outro matrimônio entre as coisas e os nomes. Outros a elas se assemelham, à vida sempre recém-chegando. São os homens em estado de poesia, essa infância autorizada pelo brilho da palavra.
– Mãe: avioneta é a neta do avião?
– Vamos para a sala de espera, ordenou a mãe.
Ela lhe admoestou, prescrevendo juízo. Aquilo era um aeroporto, lugar de respeito. A senhora apontou os passageiros, seus ares graves, soturnos. O menino mediu-se com aquele luto, aceitando os deveres do seu tamanho. Depois, se desenrolou do colo materno, fez sua a sua mão e foi à vidraça. Espreitou os imponentes ruídos, alertou a mãe para um qualquer espanto. Mas a sua voz se afogou no tropel dos motores.
Eu assistia a criança. Procurava naquele aprendiz de criatura a ingenuidade que nos autoriza a sermos estranhos num mundo que nos estranha. Frágeis onde a mentira credencia os fortes.
Seria aquele menino a fratura por onde, naquela toda frieza, espreitava a humanidade? No aeroporto eu me salvava da angústia através de um exemplar da infância.
O menino agora contemplava as traseiras do céu, seguindo as fumagens, lentas pegadas dos instantâneos aviões. Ele então se fingiu um aeroplano, braços estendidos em asas. Descolava do chão, o mundo sendo seu enorme brinquedo. E viajava por seus infinitos, roçando as malas e as pernas dos passageiros entediados. Até que a mãe debitou suas ordens. Ele que recolhesse a fantasia, aquele lugar era pertença exclusiva dos adultos.
– Te ajeita. Estamos quase partindo.
– Então vou me despedir do passaporteiro.
A mãe corrigiu em dupla dose. Primeiro, não ia a nenhuma parte. Segundo, não se chamava assim ao senhor dos passaportes. Mas só no presente o menino se deixava calar. Porque, em seu sonho, mais adiante, ele se proclama:
– Quando for grande quero ser passaporteiro.
E ele já se antefruía, de farda, dentro do vidro. Ele é que autorizava a subida aos céus.
– Vou estudar para migraceiro.
– Tá doido, filho. Fica quieto.
O garoto guardou seus jogos, contido. Que criança, neste mundo, tem vocação para adulto?
Saímos da sala para o avião. Chuviscava. O menino seguia seus passos quando, na lisura do asfalto, ele viu o sapo. Encharcado, o bicho saltiritava. Sua boca, maior que o corpo, traduzia o espanto das diferenças. Que fazia ali aquele representante dos primórdios, naquele lugar de futuros apressados?
O menino parou, observador, cuidando os perigos do batráquio. Na imensa incompreensão do asfalto, o bicho seria esmagado por cega e certeira roda.
– Mãe, eu posso levar o sapo?
A senhora estremeceu de horror. Olhou envergonhada, pedindo desculpas aos passantes. Então, começou a disputa. A senhora obrigava o braço do filho, os dois se teimavam. Venceu a secular maternidade. O menino, murcho como acento circunflexo, subiu as escadas, ocupou seu lugar, ajeitou o cinto.
Do meu assento eu podia ver a tristeza desembrulhando líquidas miçangas no seu rosto. Fiz-lhe sinal, ele me encarou de soslado. Então, em seu rosto se acendeu a mais grata bandeira de felicidade. Porque do côncavo de minhas mãos espreitou o focinho do mais clandestino de todos os passageiros.
Disponível em: <http://jardimdasdelicias.blogs.sapo.pt/277137.html>.
[Adaptado] Acesso em: 8 abr. 2014.
Glossário
Admoestar – repreender branda e benevolamente
Antefruir – usufruir antecipadamente
Batráquio – anfíbio
Debitar suas ordens – anunciar, proclamar suas regras
Fumagem – fumaça
Soslado – lado, oblíquo
Soturno – aspecto triste, taciturno
Tropel – grande ruído
Considere o trecho retirado do Texto e assinale a alternativa CORRETA, com base na norma padrão escrita.
O menino agora contemplava as traseiras do céu, seguindo as fumagens, lentas pegadas dos instantâneos aviões. Ele então se fingiu um aeroplano, braços estendidos em asas. Descolava do chão, o mundo sendo seu enorme brinquedo. E viajava por seus infinitos, roçando as malas e as pernas dos passageiros entediados. Até que a mãe debitou suas ordens. Ele que recolhesse a fantasia, aquele lugar era pertença exclusiva dos adultos.
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Sobre a legislação social e os direitos sociais no contexto social brasileiro, a partir de Couto (2010), é CORRETO afirmar que:
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Com base na discussão de Mioto e Nogueira (2009), assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE as bases teóricas e éticas para a intervenção profissional em saúde.
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O viajante clandestino
Mia Couto
– Não é arvião. Diz-se: avião.
O menino estranhou a emenda de sua mãe. Não mencionava ele uma criatura do ar? A criança tem a vantagem de estrear o mundo, iniciando outro matrimônio entre as coisas e os nomes. Outros a elas se assemelham, à vida sempre recém-chegando. São os homens em estado de poesia, essa infância autorizada pelo brilho da palavra.
– Mãe: avioneta é a neta do avião?
– Vamos para a sala de espera, ordenou a mãe.
Ela lhe admoestou, prescrevendo juízo. Aquilo era um aeroporto, lugar de respeito. A senhora apontou os passageiros, seus ares graves, soturnos. O menino mediu-se com aquele luto, aceitando os deveres do seu tamanho. Depois, se desenrolou do colo materno, fez sua a sua mão e foi à vidraça. Espreitou os imponentes ruídos, alertou a mãe para um qualquer espanto. Mas a sua voz se afogou no tropel dos motores.
Eu assistia a criança. Procurava naquele aprendiz de criatura a ingenuidade que nos autoriza a sermos estranhos num mundo que nos estranha. Frágeis onde a mentira credencia os fortes.
Seria aquele menino a fratura por onde, naquela toda frieza, espreitava a humanidade? No aeroporto eu me salvava da angústia através de um exemplar da infância.
O menino agora contemplava as traseiras do céu, seguindo as fumagens, lentas pegadas dos instantâneos aviões. Ele então se fingiu um aeroplano, braços estendidos em asas. Descolava do chão, o mundo sendo seu enorme brinquedo. E viajava por seus infinitos, roçando as malas e as pernas dos passageiros entediados. Até que a mãe debitou suas ordens. Ele que recolhesse a fantasia, aquele lugar era pertença exclusiva dos adultos.
– Te ajeita. Estamos quase partindo.
– Então vou me despedir do passaporteiro.
A mãe corrigiu em dupla dose. Primeiro, não ia a nenhuma parte. Segundo, não se chamava assim ao senhor dos passaportes. Mas só no presente o menino se deixava calar. Porque, em seu sonho, mais adiante, ele se proclama:
– Quando for grande quero ser passaporteiro.
E ele já se antefruía, de farda, dentro do vidro. Ele é que autorizava a subida aos céus.
– Vou estudar para migraceiro.
– Tá doido, filho. Fica quieto.
O garoto guardou seus jogos, contido. Que criança, neste mundo, tem vocação para adulto?
Saímos da sala para o avião. Chuviscava. O menino seguia seus passos quando, na lisura do asfalto, ele viu o sapo. Encharcado, o bicho saltiritava. Sua boca, maior que o corpo, traduzia o espanto das diferenças. Que fazia ali aquele representante dos primórdios, naquele lugar de futuros apressados?
O menino parou, observador, cuidando os perigos do batráquio. Na imensa incompreensão do asfalto, o bicho seria esmagado por cega e certeira roda.
– Mãe, eu posso levar o sapo?
A senhora estremeceu de horror. Olhou envergonhada, pedindo desculpas aos passantes. Então, começou a disputa. A senhora obrigava o braço do filho, os dois se teimavam. Venceu a secular maternidade. O menino, murcho como acento circunflexo, subiu as escadas, ocupou seu lugar, ajeitou o cinto.
Do meu assento eu podia ver a tristeza desembrulhando líquidas miçangas no seu rosto. Fiz-lhe sinal, ele me encarou de soslado. Então, em seu rosto se acendeu a mais grata bandeira de felicidade. Porque do côncavo de minhas mãos espreitou o focinho do mais clandestino de todos os passageiros.
Disponível em: <http://jardimdasdelicias.blogs.sapo.pt/277137.html>.
[Adaptado] Acesso em: 8 abr. 2014.
Glossário
Admoestar – repreender branda e benevolamente
Antefruir – usufruir antecipadamente
Batráquio – anfíbio
Debitar suas ordens – anunciar, proclamar suas regras
Fumagem – fumaça
Soslado – lado, oblíquo
Soturno – aspecto triste, taciturno
Tropel – grande ruído
Com base no Texto e na norma padrão escrita, assinale a alternativa CORRETA.
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Com relação à instrumentalidade em Serviço Social, é CORRETO afirmar que:
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Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas da afirmativa a seguir.
O projeto pedagógico que o Serviço Social vem construindo para a formação de seus quadros é referenciado na construção de uma nova , sem , , o que supõe a erradicação de todos os processos de exploração, opressão e alienação (KOIKE, 2009).
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A partir da discussão de Mioto (2002) sobre o trabalho com redes como procedimento da intervenção profissional do assistente social, classifique as afirmativas abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) O trabalho com redes deve ser considerado num contexto que envolva a crise do Wellfare State, o florescimento do terceiro setor e as transformações das condições, dos modos e dos estilos de vida da sociedade atual.
( ) Na perspectiva do trabalho em redes, a família deve ocupar papel central na proteção social dos indivíduos.
( ) A intervenção em rede deve acontecer vinculada aos setores formais de cuidado e assistência.
( ) A utilização do trabalho em redes como procedimento de intervenção não está diretamente relacionada à implicação dos operadores sociais nos projetos societários em pauta na sociedade.
( ) A intervenção em rede coloca-se como prerrogativa do trabalho profissional na política de assistência social, fundamentalmente quando a rede de referência do sujeito demonstra impossibilidade de desenvolver suas tarefas de cuidado ou de lidar com expressões particulares de sofrimento de seus membros.
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA, de cima para baixo.
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“A expansão da área de saúde do trabalhador pode caracterizar-se por meio de dupla dimensão: uma decorrente da nova ordem do capital sobre o trabalho; outra por conta do reconhecimento político da área, representado pela sua inserção, ainda que insuficiente, no conjunto das políticas públicas e intersetoriais, resultante da capacidade de organização de diferentes agentes políticos.” (MENDES, Jussara Maria Rosa; WUNSCH, Dolores Sanches. Serviço Social e a saúde do trabalhador: uma dispersa demanda. Serviço Social & Sociedade. São Paulo, n. 107, p. 461-481, 2011).
Com base no texto acima, analise as afirmativas a seguir.
I. A concepção atual de saúde do trabalhador localiza as condições de saúde dentro do contexto social. Essa concepção requer que os programas de saúde nessa área incluam a proteção, a recuperação e a promoção da saúde do trabalhador. Alguns dos desafios referem-se à necessidade de estruturação de uma abordagem que fomente ações coletivas nas esferas da vigilância, da promoção e da proteção da saúde.
II. Na área da saúde do trabalhador, as demandas dos trabalhadores, como assédio moral, dependência química, conflitos de trabalho, autoritarismo das chefias, entre outras, devem ser analisadas conforme os recursos existentes, considerando-se apenas a ótica institucional, que prima pelo bem público.
III. A saúde do trabalhador é antagônica à lógica do capital na relação entre os interesses de classe. O processo da lógica do capital resulta nos adoecimentos dos trabalhadores em seu espaço sócio-ocupacional. Essa realidade exige do profissional abandonar uma visão pautada em juízos de valores, em condutas moralizantes e policialescas na direção do direito de as instituições terem acesso às políticas sociais.
IV. O trabalho do assistente social na área de saúde do trabalhador exige mediações que precisam ser levadas em conta para realizar a passagem da reflexão do significado social da profissão ao seu exercício profissional no referido espaço ocupacional. Cabe ao profissional desenvolver ações coletivas e interdisciplinares, que tragam a análise dos recursos existentes, o contato com as políticas existentes na rede, bem como a socialização de informações na ótica do direito social.
V. Conforme a perspectiva adotada, a definição de saúde do trabalhador deve ser entendida dentro de um processo corporativo, o qual envolve os sujeitos sociais. Assim, os avanços dessa área fazem parte do processo histórico na busca dos trabalhadores pelos seus direitos, o que significa a superação das desigualdades e da opressão vividas cotidianamente.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas da afirmativa a seguir.
Segundo o art. 33 do Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), “a assistência social aos idosos será prestada, de forma articulada, conforme os princípios e diretrizes previstos na , na , no e demais normas pertinentes”.
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