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A nutrição tem grande importância em pediatria, pois propicia crescimento e desenvolvimento adequados e sua prática correta previne doenças a curto, médio e longo prazos. Crianças que não possam receber leite materno, por alguma razão, sejam elas saudáveis ou doentes, podem se beneficiar com fórmulas adequadas à sua condição de saúde. Na prática nutricional, há disponibilidade de fórmulas poliméricas e fórmulas hidrolisadas, indicadas para diferentes situações. Na nutrição infantil, fórmulas poliméricas (I) e fórmulas hidrolisadas (II) são entendidas, respectivamente, como:
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O hipotiroidismo congênito apresenta uma incidência de 1:3400 nascidos vivos e o diagnóstico tardio implica em alterações irreversíveis para o bebê, sendo de grande impacto para a vida desta criança e sua família. Esses foram alguns dos motivos em que a implantação do teste do Pezinho, na década de 1970, e a incorporação da dosagem dos marcadores para hipotiroidismo congênito, em 1980, foram de vital importância para diagnóstico rápido evitando sequelas para estes bebês.
Em relação ao Hipotiroidismo Congênito, qual(is) afirmativa (s) estão INCORRETAS.
I. A maioria dos casos de Hipotiroidismo Congênito é devido a defeitos embriológicos, sendo que a disgenesia tireóidea corresponde à maior prevalência.
II. Alguns sinais e sintomas, que podem ser observados no recém-nascido são: icterícia prolongada, sucção débil, hérnia umbilical e fontanela anterior ampla.
III. O tempo ideal para coleta do teste do pezinho é entre 3 e 5 dias de vida (máximo de 7 dias de vida) porém, nos prematuros, esse período da coleta apresenta maior chance de falsos positivos.
IV. O tratamento corresponde à introdução, o mais precoce possível, da levotiroxina em doses baixas, com aumento progressivo da dose, de acordo com a resposta clínica e laboratorial de cada bebê.
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A tempestade tireotóxica ou crise tireotóxica corresponde a um evento raro na Pediatria, mas de significância clínica, pois é definida como um estado grave de hipertiroidismo associado à descompensação de um ou mais órgãos e, por isso, deve ser diagnosticado o mais precocemente possível a fim de evitar o risco de morte.
Paciente, sexo feminino, 14 anos, refere que, há 2 meses, iniciou com quadro de emagrecimento, taquicardia (Fc = 115bpm) , PA = 160 x 100 mmHg, presença de bócio e diarreia intermitente associada a dor abdominal e vômitos. Refere ainda que o quadro iniciou após evento pessoal de grande estresse psicológico.
Com esses sintomas e realização de exames confirmatórios, é feito diagnóstico de crise tireotóxica.
Para o tratamento, qual anti-hipertensivo é mais indicado nessa fase e por que?
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Recém -nascido, sexo masculino, 23 dias de vida, com história de pré-natal, natal e pós-natal sem intercorrências. Está em aleitamento materno exclusivo e mãe refere que, há 2 dias, começou a apresentar vômitos e está choroso. Nega diarreia, febre e qualquer outro sintoma. Mãe refere ter colhido o teste do pezinho, mas ainda não recebeu os resultados. Você faz como uma das hipóteses diagnósticas a hiperplasia congênita de supra-renal.
Em relação a esse distúrbio metabólico, é CORRETO afirmar:
1. Neste momento, este recém-nascido apresenta hiponatremia e a confirmação do diagnóstico é feita com o aumento da 17-OH- progesterona.
2. O diagnóstico deste recém-nascido é Hiperplasia Congênita de Supra-Renal forma perdedora de sal e para tratamento adequado, neste momento, é necessário hidratação venosa, corticoterapia com hidrocortisona ou metilprednisolona e 9-alfa- fludrocortisona.
3. Na alta hospitalar, este recém-nascido necessita apenas fazer o uso via oral de prednisona.
4. No exame físico deste recém-nascido, com certeza, foi encontrado algum grau de ambiguidade genital. 5. É preconizado para este paciente, dobrar a dose do corticóide, em períodos de estresse.
Marque a alternativa CORRETA.
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A maioria dos diagnósticos de Diabetes Mellitus tipo 1 são feitos no Pronto-Socorro, com o paciente em Cetoacidose Diabética.
No quadro laboratorial de Cetoacidose Diabética, são evidenciadas as seguintes alterações:
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Criança, 2 anos e 6 meses, apresenta quadro de poliúria, polidipsia e dificuldade de ganho de peso (SIC) . A mãe refere que aceita normalmente a alimentação e que como já havia pensado que podia ser Diabetes tipo1, fez um exame de glicemia que veio normal e já fez, por conta própria, várias dosagens de glicemia capilar em jejum e sempre comvaçores normais. Está preocupada, pois sabe que troca muito mais fraldas encharcadas neste filho comparando com o irmão mais velho.
Ao exame físico: Criança ativa, reativa, emagrecida (peso= 9 Kg), desidratação leve, eupneico, acianótico, afebril. ACV: RCR 2T, BNF, sem sopros; FC = 100; AR: MV audível bilateralmente sem ruídos adventícios. Abdome : pouco escavado, RHA+, sem visceromegalias. Extremidades: pulsos cheios, boa perfusão periférica.
Com essa história, tendo sido descartado DM1, o provável diagnóstico é Diabetes Insipidus. Pensando nisso, foram solicitados os exames pertinentes para confirmar.
Indique qual afirmativa, dentre as apresentadas, confirma o diagnóstico de Diabetes Insipidus Central.
1. Hipernatremia e aumento da osmolaridade sérica (acima de 300mOsm/Kg), com dosagem de sódio urinário diminuídos e diminuição da osmolalidade urinária (abaixo de 300mOsm/Kg).
2. Hipernatremia e diminuição da osmolaridade sérica (abaixo de 300mOsm/Kg). com dosagem de sódio urinário diminuídos e aumento da osmolalidade urinária (acima de 300mOsm/Kg).
3. Hiponatremia e aumento da osmolaridade sérica (acima de 300mOsm/Kg). Com dosagem de sódio urinário aumentados e diminuição da osmolalidade urinária (abaixo de 300mOsm/Kg).
4. Hiponatremia e diminuição da osmolaridade sérica (abaixo de 300mOsm/Kg). com dosagem de sódio urinário aumentados e aumento da osmolalidade urinária (acima de 300mOsm/Kg).
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Pré escolar, 4 anos, feminino, iniciou, há cerca de 5 dias, quadro com febre elevada (Temperatura axilar 39 C), odinofagia e hiporexia. Após 48 h, evoluiu com nódulos subcutâneos dolorosos em membros inferiores, livedo reticular, além de dor e edema em joelhos e tornozelos. Úlceras e áreas de necrose surgiram em segmentos distais de pés, após cerca de 7 dias do início do quadro, quando buscou atendimento em Pronto Socorro local. Foi internado e realizou os seguintes exames laboratoriais:
Hemograma: hb 10,6 ht 31,8 VCM 82 HCM 28 CHCM 34. Plaquetas 250 mil. Leucócitos 16800 ( S 75 %, Eo 7 %, L 15%). PCR 126 mg/L. VHS 160 mm/h. ASLO 600 Ul/ml. Urina 1: ph 6, densidade 1020, glicose ausente, proteinas ausente, cristais ausentes, celulas epiteliais e cilindros ausentes, cetonas ausente.
Qual o diagnóstico?
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Lactente de 10 meses de idade, sexo feminino, nascido de parto normal a termo em domicilio, filho de mãe infectada pelo HIV, sem uso de terapia antirretroviral. Vacinação incompleta. Em aleitamento materno e alimentação semelhante a da família. Trazida para primeira consulta com pediatra em unidade de saúde. Ao exame físico, apresenta-se clinicamente com lesões cutâneas, sob a forma de escamas graxentas branco-amareladas sobre placas eritematosas em fronte, sulco naso-geniano, regiões pré-esternal e médio-dorsal e áreas intertriginosas, além de couro cabeludo.
Qual o diagnóstico?
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Pré escolar, 1 ano e 6 meses, sexo masculino, há cerca de 3 semanas febre com temperatura superior a 38 graus. Após 2 dias do inicio do quadro, foi atendido em Pronto Socorro e como não apresentava outros sinais e sintomas e não apresentava alterações no exame físico foi orientado a realizar curva térmica e uso de antitérmicos, se necessário. Após 5 dias, mantendo febre e irritabilidade buscou novo atendimento e embora não apresentasse alterações ao exame físico, exceto hiperemia de orofaringe, foi orientado uso de amoxicilina, por 10 dias. Após 24 h do inicio do antibiótico, estava afebril. Após 7 dias de ter concluído uso do antibiótico, voltou a ter febre por mais 48 h, hiporexia e adinamia. Nega alterações urinárias e nas evacuações. Nega vômitos. Criança ingressou na creche há cerca de 4 semanas. Neste terceiro atendimento, apresentava-se ao exame físico: BEG, ativa e reativa, febril ao toque (temperatura axilar 38,8 graus), taquipneica, hipocorada, hidratada. AP: MV presente, sem RA. AC: BCNF RR EM 2 T SEM SOPROS. Otoscopia: membrana timpânica translúcida bilateralmente. Oroscopia: ausência de ulceras e ou hiperemia em orofaringe e mucosa oral. Pele sem lesões. Abdome inocente. SNC sem sinais meníngeos. MM com boa perfusão periférica, sem edemas. Ausência de gânglios em cadeias axilar, cervical, inguinal e retroauricular. HMG hb 12 ht 36 plaquetas 200 mil leucócitos: 9900 (S 45% B 0% L 65%). Urina 1: sem alterações. PCR: 2 mg/L. VHS 10 mm/h. TGO 20 TGP 24. Sorologias: CMV IgG reagente IgM não reagente. EBV IgG reagente IgM não reagente. Parvovírus B19 IgG reagente IgM não reagente. Herpes vírus IgG reagente IgM não reagente.
Qual o diagnóstico?
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Escolar 6 anos, sexo feminino, iniciou lesões avermelhadas e elevadas em membros inferiores, com prurido intenso associado após picada por formigas em pés. As lesões se espalharam rapidamente por todo o corpo sendo que algumas confluíram formando placas em abdome e dorso. Não apresentou tosse, desconforto respiratório ou sensação de sufocamento. Foi levada imediatamente ao Posto de Saúde próximo de sua residência onde recebeu Hidrocortisona e Difenidramina injetáveis e teve alta após 1 hora, com melhora do quadro e mantendo apenas algumas lesões em tronco. Criança com historia prévia de alergia a picada por insetos.
Indique o diagnóstico CORRETO.
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