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Foram encontradas 65 questões.

Tira para questões 14 e 15.


enunciado 1728604-1


QUINO. Mafalda.

Depreende-se da tira que:

 

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Texto para questões 11 a 13.


Da democracia

Não é bom que o que faz as leis as execute, nem que o corpo do povo desvie a sua atenção dos objetivos gerais, para concentrá-la nos objetos particulares. Nada é mais perigoso do que a influência dos interesses privados nos negócios públicos; e o abuso das leis pelo governo é um mal menor do que a corrupção do legislador, consequência infalível dos alvos particulares. Então, se modificado o Estado em sua substância, qualquer reforma se torna impossível. Um povo que não abusasse jamais do governo, não abusaria mais da independência; um povo que sempre governasse bem não teria necessidade de ser governado.

Se se tomar o termo no rigor da acepção, jamais existiu verdadeira democracia, e jamais existirá. É contrário à ordem natural que o grande número governe e que o pequeno seja governado. Não se pode imaginar que o povo fique incessantemente reunido para cuidar dos negócios públicos; e vê-se facilmente que não poderia ele estabelecer comissões para isso sem que se mude a forma da administração.

(...)

Se houvesse um povo de deuses, ele se governaria democraticamente. Tão perfeito governo não convém aos homens.


ROUSSEAU, J. J. Do contrato social.

Considerando aspectos da superfície textual, julgue os itens abaixo e escolha o item correto:

 

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Texto para questões 11 a 13.


Da democracia

Não é bom que o que faz as leis as execute, nem que o corpo do povo desvie a sua atenção dos objetivos gerais, para concentrá-la nos objetos particulares. Nada é mais perigoso do que a influência dos interesses privados nos negócios públicos; e o abuso das leis pelo governo é um mal menor do que a corrupção do legislador, consequência infalível dos alvos particulares. Então, se modificado o Estado em sua substância, qualquer reforma se torna impossível. Um povo que não abusasse jamais do governo, não abusaria mais da independência; um povo que sempre governasse bem não teria necessidade de ser governado.

Se se tomar o termo no rigor da acepção, jamais existiu verdadeira democracia, e jamais existirá. É contrário à ordem natural que o grande número governe e que o pequeno seja governado. Não se pode imaginar que o povo fique incessantemente reunido para cuidar dos negócios públicos; e vê-se facilmente que não poderia ele estabelecer comissões para isso sem que se mude a forma da administração.

(...)

Se houvesse um povo de deuses, ele se governaria democraticamente. Tão perfeito governo não convém aos homens.


ROUSSEAU, J. J. Do contrato social.

Depreende-se do excerto que:

 

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Texto para questões 11 a 13.


Da democracia

Não é bom que o que faz as leis as execute, nem que o corpo do povo desvie a sua atenção dos objetivos gerais, para concentrá-la nos objetos particulares. Nada é mais perigoso do que a influência dos interesses privados nos negócios públicos; e o abuso das leis pelo governo é um mal menor do que a corrupção do legislador, consequência infalível dos alvos particulares. Então, se modificado o Estado em sua substância, qualquer reforma se torna impossível. Um povo que não abusasse jamais do governo, não abusaria mais da independência; um povo que sempre governasse bem não teria necessidade de ser governado.

Se se tomar o termo no rigor da acepção, jamais existiu verdadeira democracia, e jamais existirá. É contrário à ordem natural que o grande número governe e que o pequeno seja governado. Não se pode imaginar que o povo fique incessantemente reunido para cuidar dos negócios públicos; e vê-se facilmente que não poderia ele estabelecer comissões para isso sem que se mude a forma da administração.

(...)

Se houvesse um povo de deuses, ele se governaria democraticamente. Tão perfeito governo não convém aos homens.


ROUSSEAU, J. J. Do contrato social.

O trecho Do contrato social aborda a opinião de Rousseau, filósofo político que viveu na época do Iluminismo, acerca da democracia. A alternativa que melhor sumariza o trecho acima se encontra na letra:

 

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Ao contemplar tanta calamidade, não pude reter um grito de angústia, que Natureza ou Pandora escutou sem protestar nem rir; e não sei por que lei de transtorno cerebral, fui eu que me pus a rir, – de um riso descompassado e idiota.

– Tens razão, disse eu, a cousa é divertida e vale a pena, – talvez monótona – mas vale a pena. Quando Jó amaldiçoava o dia em que fora concebido, é porque lhe davam ganas de ver cá de cima o espetáculo. Vamos lá, Pandora, abre o ventre, e digere-me; a cousa é divertida, mas digere-me.

ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas.

Acerca das referências a entes externos feitas pelo narrador, escolha a alternativa correta:

 

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Texto para questões 08 e 09.


Explorando o valor da persuasão, a mídia desenvolve técnicas ou estratégias para fortalecer o consumismo em todos os setores da sociedade: educação, comércio, indústria e serviços. As estratégias perscrutam a conjugação das demandas sociais com as fantasias dos diferentes grupos (adolescentes, mulheres etc.), a fim de impor o desejo de posse de objetos, aquisição de atitudes ou conservação de bens. A mídia publicitária cria a impressão, principalmente entre os jovens, de que adquirir um objeto-valor, ou assumir uma postura, faz o homem sentir-se integrado na sociedade. Com essa intenção, utilizam imagens de aventura, modelos de comportamentos vividos por personagens fascinantes, capazes de vencer situações difíceis e enfrentar o desafio com sucesso.

A manipulação publicitária entrelaça, pois, fatores cognitivos, psicológicos, sociais, econômicos e ideológicos para seduzir o enunciatário e manter sua atenção através de vários recursos: luzes, cores, movimentos, dimensão, espaço e polarizações originais. A pluralidade de informações é estrategicamente controlada pela estética de sua organização que, eufemizando a imposição de uma determinada ideologia, possibilita ao enunciatário a ilusão de liberdade de escolha.


VASCONCELOS, M. F. de M. Discurso publicitário: ação, paixão e cognição. Tese de doutorado. PUC-SP, 2007. (adaptado)

Acerca das palavras destacadas em negrito to trecho, assinale o item correto:

 

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Texto para questões 08 e 09.


Explorando o valor da persuasão, a mídia desenvolve técnicas ou estratégias para fortalecer o consumismo em todos os setores da sociedade: educação, comércio, indústria e serviços. As estratégias perscrutam a conjugação das demandas sociais com as fantasias dos diferentes grupos (adolescentes, mulheres etc.), a fim de impor o desejo de posse de objetos, aquisição de atitudes ou conservação de bens. A mídia publicitária cria a impressão, principalmente entre os jovens, de que adquirir um objeto-valor, ou assumir uma postura, faz o homem sentir-se integrado na sociedade. Com essa intenção, utilizam imagens de aventura, modelos de comportamentos vividos por personagens fascinantes, capazes de vencer situações difíceis e enfrentar o desafio com sucesso.

A manipulação publicitária entrelaça, pois, fatores cognitivos, psicológicos, sociais, econômicos e ideológicos para seduzir o enunciatário e manter sua atenção através de vários recursos: luzes, cores, movimentos, dimensão, espaço e polarizações originais. A pluralidade de informações é estrategicamente controlada pela estética de sua organização que, eufemizando a imposição de uma determinada ideologia, possibilita ao enunciatário a ilusão de liberdade de escolha.


VASCONCELOS, M. F. de M. Discurso publicitário: ação, paixão e cognição. Tese de doutorado. PUC-SP, 2007. (adaptado)

Depreende-se do fragmento que:

 

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Texto para questões 06 e 07.


(...) Em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar, via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço que elas despiam suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas das mãos. As portas das latrinas não descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá dentro e vinham ainda amarrando as calças ou saias; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fundos, por detrás da estalagem ou no recanto das hortas.


AZEVEDO, Aluísio. O cortiço.

Ainda acerca da composição do trecho de O cortiço, assinale o item incorreto:

 

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Texto para questões 06 e 07.


(...) Em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar, via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço que elas despiam suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas das mãos. As portas das latrinas não descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá dentro e vinham ainda amarrando as calças ou saias; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fundos, por detrás da estalagem ou no recanto das hortas.


AZEVEDO, Aluísio. O cortiço.

A respeito da organização textual do trecho, podemos afirmar que ele é:

 

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Texto para questões 01 a 05.


Era linda, era filha, era única. Filha de rei. Mas de que adiantava ser princesa se não tinha com quem brincar?

Sozinha, no palácio, chorava e chorava. Não queria saber de bonecas, não queria saber de brinquedos. Queria uma amiga para gostar.

De noite o rei ouvia os soluços da filha. De que adiantava a coroa se a filha da gente chora à noite? Decidiu acabar com tanta tristeza. Chamou o vidraceiro, chamou o moldureiro. E em segredo mandou fazer o maior espelho do reino. E em silêncio mandou colocar o espelho ao pé da cama da filha que dormia.

Quando a princesa acordou, já não estava sozinha. Uma menina linda e única olhava para ela, os cabelos ainda desfeitos do sono. Rápido saltaram as duas da cama. Rápido chegaram perto e ficaram se encontrando. Uma sorriu e deu bom dia. A outra deu bom dia sorrindo.

– Engraçado – pensou uma –, a outra é canhota.

E riram as duas.

Riram muito depois. Felizes juntas, felizes iguais. A brincadeira de uma era a graça da outra. O salto de uma era o pulo da outra. E quando uma estava cansada, a outra dormia.

O rei, encantado com tanta alegria, mandou fazer brinquedos novos, que entregou à filha numa cesta. Bichos, bonecas, casinhas e uma bola de ouro. A bola no fundo da cesta. Porém tão brilhante, que foi o primeiro presente que escolheram.

Rolaram com ela no tapete, lançaram na cama atiraram para o alto. Mas quando a princesa resolveu jogá-la nas mãos da amiga, a bola estilhaçou jogo e amizade.

Uma moldura vazia, cacos de espelho no chão.

A tristeza pesou nos olhos da única filha do rei. Abaixou a cabeça para chorar. A lágrima inchou, já ia cair, quando a princesa viu o rosto que tanto amava. Não um só rosto de amiga, mas tantos rostos de tantas amigas. Não na lágrima que logo caiu, mas nos cacos que cobriam o chão.

– Engraçado, são canhotas – pensou.

E riram.

Riram por algum tempo depois. Era diferente brincar com tantas amigas. Agora podia escolher. Um dia escolheu uma e logo se cansou. No dia seguinte preferiu outra, e esqueceu-se dela logo em seguida. Depois outra e outra, até achar que todas eram poucas. Então pegou uma, jogou contra a parede e fez duas. Cansou das duas, pisou com o sapato e fez quatro. Não achou mais graça nas quatro, quebrou com o martelo e fez oito. Irritou-se com as oito partiu com uma pedra e fez doze.

Mas duas eram menores do que uma, quatro menores do que duas, oito menores do que quatro, doze menores do que oito.

Menores cada vez menores.

Tão menores que não cabiam em si, pedaços de amigas com as quais não se podia brincar. Um olho, um sorriso, um pedaço de si. Depois, nem isso, pó brilhante de amigas espalhado pelo chão.

Sozinha outra vez a filha do rei.

Chorava? Nem sei.

Não queria saber das bonecas, não queria saber dos brinquedos.

Saiu do palácio e foi correr no jardim para cansar a tristeza.

Correu, correu, e a tristeza continuava com ela. Correu pelo bosque, correu pelo prado. Parou à beira do lago.

No reflexo da água a amiga esperava por ela.

Mas a princesa não queria mais uma única amiga, queria tantas, queria todas, aquelas que tinha tido e as novas que encontraria. Soprou na água. A amiga encrespou-se, mas continuou sendo uma.

Então a linda filha do rei atirou-se na água de braços abertos, estilhaçando o espelho em tantos cacos, tantas amigas que foram afundando com ela, sumindo nas pequenas ondas com que o lago arrumava sua superfície.

COLASANTI, M. A primeira só. In: Uma ideia toda azul.

Tendo em vista aspectos morfológicos e sintáticos, escolha a alternativa correta:

 

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