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Foram encontradas 355 questões.

2402218 Ano: 2010
Disciplina: Geografia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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As biografias terminam com a morte do biografado, mas as autobiografias não têm esse fim natural. A maior parte do século passado não é parte da vida, e, sim, da preparação para exames escolares. O frio dia de inverno em que Adolf Hitler chegou ao poder em Berlim, de que me recordo vivamente, está imensuravelmente distante para quem tenha vinte anos. A crise dos mísseis de Cuba de 1962, durante a qual me casei, não pode ter significação humana na vida de vocês nem na de muitos de seus pais, pois nenhum ser humano de quarenta anos ou menos havia nascido quando ela ocorreu.

Para alguém da minha idade, viver durante o século XX constituiu uma lição absolutamente original sobre a potência das forças históricas genuínas. Durante os trinta anos posteriores à Segunda Guerra Mundial, o mundo e a sensação de viver nele modificaram-se mais rápida e fundamentalmente do que em qualquer outro período de duração semelhante na história da humanidade.

Eric Hobsbawm. Tempos interessantes: uma vida no século XX. São
Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 447-51 (com adaptações).

Tendo como referência o texto acima, julgue o seguinte item.

Entre as transformações a que o texto se refere, inclui-se a contínua atenuação das disparidades sociais e econômicas entre os países ricos e pobres e entre as diversas regiões do globo, em consequência do avanço científico e tecnológico, promotor do desenvolvimento em todas as dimensões da vida humana.

 

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2402217 Ano: 2010
Disciplina: Geografia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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As biografias terminam com a morte do biografado, mas as autobiografias não têm esse fim natural. A maior parte do século passado não é parte da vida, e, sim, da preparação para exames escolares. O frio dia de inverno em que Adolf Hitler chegou ao poder em Berlim, de que me recordo vivamente, está imensuravelmente distante para quem tenha vinte anos. A crise dos mísseis de Cuba de 1962, durante a qual me casei, não pode ter significação humana na vida de vocês nem na de muitos de seus pais, pois nenhum ser humano de quarenta anos ou menos havia nascido quando ela ocorreu.

Para alguém da minha idade, viver durante o século XX constituiu uma lição absolutamente original sobre a potência das forças históricas genuínas. Durante os trinta anos posteriores à Segunda Guerra Mundial, o mundo e a sensação de viver nele modificaram-se mais rápida e fundamentalmente do que em qualquer outro período de duração semelhante na história da humanidade.

Eric Hobsbawm. Tempos interessantes: uma vida no século XX. São
Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 447-51 (com adaptações).

Tendo como referência o texto acima, julgue o seguinte item.

A Revolução Cubana convulsionou o ambiente político latino-americano ao estimular não só a emergência de movimentos semelhantes em vários países, mas também a organização das forças de oposição às transformações estruturais da região.

 

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2402216 Ano: 2010
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Entramos no quarto. Encurvada em semicírculo sobre o leito, outra criatura que não a minha avó, uma espécie de animal que se tivesse disfarçado com os seus cabelos e deitado sob os seus lençóis, arquejava, gemia, sacudia as cobertas com as suas convulsões. As pálpebras estavam fechadas, e era porque fechavam mal, antes que porque se abrissem, que deixavam ver um canto da pupila, velado, remeloso, refletindo a obscuridade de uma visão orgânica e de um sofrimento interno.

Quando meus lábios a tocaram, as mãos de minha avó agitaram-se, ela foi percorrida inteira por um longo frêmito, ou reflexo, ou porque certas afeições possuam a sua hiperestesia, que reconhece, através do véu da inconsciência, aquilo que elas quase não têm necessidade dos sentidos para querer. Súbito, minha avó ergueu-se a meio, fez um esforço violento, como alguém que defende a própria vida. Françoise não pôde resistir, ao vê-lo, e rompeu em soluços. Lembrando-me do que o médico havia dito, quis fazê-la sair do quarto. Nesse momento, minha avó abriu os olhos. Precipitei-me sobre Françoise para lhe ocultar o pranto, enquanto meus pais falassem à enferma. O ruído do oxigênio calara-se, o médico afastou-se do leito. Minha avó estava morta.

A vida, retirando-se, acabava de carregar as desilusões da vida. Um sorriso parecia pousado nos lábios de minha avó. Sobre aquele leito fúnebre, a morte, como o escultor da Idade Média, tinha-a deitado sob a aparência de menina e moça.

Marcel Proust. Em busca do tempo perdido: o caminho de Guermantes. vol. 3, 3. a ed. rev. Trad. Mario Quintana. São Paulo: Globo, 2006, p. 376-7 (com adaptações).

Com base no fragmento de texto acima, de Marcel Proust, julgue o item.

Para Sartre, os seres dividem-se em seres-em-si e seres-parasi. Os seres-em-si não possuem, segundo esse filósofo, consciência, ao passo que os seres-para-si são dotados de uma consciência que lhes possibilita constituírem-se sempre como projeto, pelo qual dirigem seu presente a partir de sua liberdade. Com base na divisão sartreana entre seres-em-si e seres-para-si e suas relações com a temporalidade, a vida e a morte, verifica-se, na passagem do texto de Proust apresentada, que

 

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2402215 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Entramos no quarto. Encurvada em semicírculo sobre o leito, outra criatura que não a minha avó, uma espécie de animal que se tivesse disfarçado com os seus cabelos e deitado sob os seus lençóis, arquejava, gemia, sacudia as cobertas com as suas convulsões. As pálpebras estavam fechadas, e era porque fechavam mal, antes que porque se abrissem, que deixavam ver um canto da pupila,
velado, remeloso, refletindo a obscuridade de uma visão orgânica e de um sofrimento interno.

Quando meus lábios a tocaram, as mãos de minha avó agitaram-se, ela foi percorrida inteira por um longo frêmito, ou reflexo, ou porque certas afeições possuam a sua hiperestesia, que reconhece, através do véu da inconsciência, aquilo que elas quase não têm necessidade dos sentidos para querer. Súbito, minha avó ergueu-se a meio, fez um esforço violento, como alguém que defende a própria vida. Françoise não pôde resistir, ao vê-lo, e rompeu em soluços. Lembrando-me do que o médico havia dito, quis fazê-la sair do quarto. Nesse momento, minha avó abriu os olhos. Precipitei-me sobre Françoise para lhe ocultar o pranto, enquanto meus pais falassem à enferma. O ruído do oxigênio calara-se, o médico afastou-se do leito. Minha avó estava morta.

A vida, retirando-se, acabava de carregar as desilusões da vida. Um sorriso parecia pousado nos lábios de minha avó. Sobre aquele leito fúnebre, a morte, como o escultor da Idade Média, tinha-a deitado sob a aparência de menina e moça.

Marcel Proust. Em busca do tempo perdido: o caminho de Guermantes. vol. 3, 3. a
ed. rev. Trad. Mario Quintana. São Paulo: Globo, 2006, p. 376-7 (com adaptações).

Com base no fragmento de texto acima, de Marcel Proust, julgue o item.

Depreende-se do texto que a realidade é percebida — e assim construída — por meio de sensações aliadas a pensamentos fugidios, instantâneos, que, no entanto, se revelam como elementos integrantes de um todo.

 

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2402214 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Entramos no quarto. Encurvada em semicírculo sobre o leito, outra criatura que não a minha avó, uma espécie de animal que se tivesse disfarçado com os seus cabelos e deitado sob os seus lençóis, arquejava, gemia, sacudia as cobertas com as suas convulsões. As pálpebras estavam fechadas, e era porque fechavam mal, antes que porque se abrissem, que deixavam ver um canto da pupila,
velado, remeloso, refletindo a obscuridade de uma visão orgânica e de um sofrimento interno.

Quando meus lábios a tocaram, as mãos de minha avó agitaram-se, ela foi percorrida inteira por um longo frêmito, ou reflexo, ou porque certas afeições possuam a sua hiperestesia, que reconhece, através do véu da inconsciência, aquilo que elas quase não têm necessidade dos sentidos para querer. Súbito, minha avó ergueu-se a meio, fez um esforço violento, como alguém que defende a própria vida. Françoise não pôde resistir, ao vê-lo, e rompeu em soluços. Lembrando-me do que o médico havia dito, quis fazê-la sair do quarto. Nesse momento, minha avó abriu os olhos. Precipitei-me sobre Françoise para lhe ocultar o pranto, enquanto meus pais falassem à enferma. O ruído do oxigênio calara-se, o médico afastou-se do leito. Minha avó estava morta.

A vida, retirando-se, acabava de carregar as desilusões da vida. Um sorriso parecia pousado nos lábios de minha avó. Sobre aquele leito fúnebre, a morte, como o escultor da Idade Média, tinha-a deitado sob a aparência de menina e moça.

Marcel Proust. Em busca do tempo perdido: o caminho de Guermantes. vol. 3, 3. a
ed. rev. Trad. Mario Quintana. São Paulo: Globo, 2006, p. 376-7 (com adaptações).

Com base no fragmento de texto acima, de Marcel Proust, julgue o item.

A estrutura “reconhece, através do véu da inconsciência, aquilo que elas quase não têm necessidade dos sentidos para querer” é tal que permite, com correção e manutenção de relações gramaticais e semânticas, a seguinte possibilidade de escrita: reconhece, através do véu da inconsciência, aquilo a cujo sentido elas quase não têm necessidade de recorrer para querer.

 

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2402213 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Entramos no quarto. Encurvada em semicírculo sobre o leito, outra criatura que não a minha avó, uma espécie de animal que se tivesse disfarçado com os seus cabelos e deitado sob os seus lençóis, arquejava, gemia, sacudia as cobertas com as suas convulsões. As pálpebras estavam fechadas, e era porque fechavam mal, antes que porque se abrissem, que deixavam ver um canto da pupila,
velado, remeloso, refletindo a obscuridade de uma visão orgânica e de um sofrimento interno.

Quando meus lábios a tocaram, as mãos de minha avó agitaram-se, ela foi percorrida inteira por um longo frêmito, ou reflexo, ou porque certas afeições possuam a sua hiperestesia, que reconhece, através do véu da inconsciência, aquilo que elas quase não têm necessidade dos sentidos para querer. Súbito, minha avó ergueu-se a meio, fez um esforço violento, como alguém que defende a própria vida. Françoise não pôde resistir, ao vê-lo, e rompeu em soluços. Lembrando-me do que o médico havia dito, quis fazê-la sair do quarto. Nesse momento, minha avó abriu os olhos. Precipitei-me sobre Françoise para lhe ocultar o pranto, enquanto meus pais falassem à enferma. O ruído do oxigênio calara-se, o médico afastou-se do leito. Minha avó estava morta.

A vida, retirando-se, acabava de carregar as desilusões da vida. Um sorriso parecia pousado nos lábios de minha avó. Sobre aquele leito fúnebre, a morte, como o escultor da Idade Média, tinha-a deitado sob a aparência de menina e moça.

Marcel Proust. Em busca do tempo perdido: o caminho de Guermantes. vol. 3, 3. a
ed. rev. Trad. Mario Quintana. São Paulo: Globo, 2006, p. 376-7 (com adaptações).

Com base no fragmento de texto acima, de Marcel Proust, julgue o item.

A estrutura “e era porque fechavam mal, antes que porque se abrissem” é tal que possibilita a inversão de elementos que denotam oposição, ficando preservadas as condições sintáticas e semânticas, como: e era porque mal fechavam, antes de que porque não se abrissem.

 

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2402212 Ano: 2010
Disciplina: Sociologia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Entramos no quarto. Encurvada em semicírculo sobre o leito, outra criatura que não a minha avó, uma espécie de animal que se tivesse disfarçado com os seus cabelos e deitado sob os seus lençóis, arquejava, gemia, sacudia as cobertas com as suas convulsões. As pálpebras estavam fechadas, e era porque fechavam mal, antes que porque se abrissem, que deixavam ver um canto da pupila,
velado, remeloso, refletindo a obscuridade de uma visão orgânica e de um sofrimento interno.

Quando meus lábios a tocaram, as mãos de minha avó agitaram-se, ela foi percorrida inteira por um longo frêmito, ou reflexo, ou porque certas afeições possuam a sua hiperestesia, que reconhece, através do véu da inconsciência, aquilo que elas quase não têm necessidade dos sentidos para querer. Súbito, minha avó ergueu-se a meio, fez um esforço violento, como alguém que defende a própria vida. Françoise não pôde resistir, ao vê-lo, e rompeu em soluços. Lembrando-me do que o médico havia dito, quis fazê-la sair do quarto. Nesse momento, minha avó abriu os olhos. Precipitei-me sobre Françoise para lhe ocultar o pranto, enquanto meus pais falassem à enferma. O ruído do oxigênio calara-se, o médico afastou-se do leito. Minha avó estava morta.

A vida, retirando-se, acabava de carregar as desilusões da vida. Um sorriso parecia pousado nos lábios de minha avó. Sobre aquele leito fúnebre, a morte, como o escultor da Idade Média, tinha-a deitado sob a aparência de menina e moça.

Marcel Proust. Em busca do tempo perdido: o caminho de Guermantes. vol. 3, 3. a
ed. rev. Trad. Mario Quintana. São Paulo: Globo, 2006, p. 376-7 (com adaptações).

Com base no fragmento de texto acima, de Marcel Proust, julgue o item.

Do ponto de vista sociológico, o texto descreve o processo de agonia e morte de um indivíduo em contexto social comunitário, no qual os moribundos eram cercados de parentes e amigos, o que evidencia o caráter privado da morte.

 

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2402211 Ano: 2010
Disciplina: Música
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Morte e vida severina

Esta cova em que estás, com palmos medida
É a conta menor que tiraste em vida

É de bom tamanho, nem largo, nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio

Não é cova grande, é cova medida
É a terra que querias ver dividida

É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estarás mais ancho que estavas no mundo

É uma cova grande pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo, te sentirás largo

É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas à terra dada não se abre a boca

É a conta menor que tiraste em vida

É a parte que te cabe deste latifúndio

(É a terra que querias ver dividida)

Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas a terra dada não se abre a boca

João Cabral de Melo Neto. Morte e vida severina. Rio
de Janeiro: Sabiá, 1967 (com adaptações).

Com base no trecho de poema apresentado acima, julgue o próximo item.

Considere que Chico Buarque, ao compor a versão musical para o poema referido acima, repetiu a mesma música dos dois primeiros versos em todos os pares de versos subsequentes. Com base nessa informação, é correto afirmar que a estrutura formal da composição é a conhecida, em música, como a de tema e variações.

 

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2402210 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Morte e vida severina

Esta cova em que estás, com palmos medida
É a conta menor que tiraste em vida

É de bom tamanho, nem largo, nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio

Não é cova grande, é cova medida
É a terra que querias ver dividida

É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estarás mais ancho que estavas no mundo

É uma cova grande pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo, te sentirás largo

É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas à terra dada não se abre a boca

É a conta menor que tiraste em vida

É a parte que te cabe deste latifúndio

(É a terra que querias ver dividida)

Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas a terra dada não se abre a boca

João Cabral de Melo Neto. Morte e vida severina. Rio
de Janeiro: Sabiá, 1967 (com adaptações).

Com base no trecho de poema apresentado acima, julgue o próximo item.

A descrição da cova por meio dos segmentos “Não é cova grande” e “É uma cova grande” constitui um paradoxo porque essas estruturas, a frase negativa e a afirmativa, apontam para os mesmos elementos referenciais.

 

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2402209 Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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[...]
— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,

deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria

do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias

e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino

da Maria do Zacarias,

lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia

com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra

magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,

no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos

iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,

de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,

e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,

a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam

melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.

João Cabral de Melo Neto. Morte e vida severina. Rio de Janeiro: Sabiá, 1967 (com adaptações

Considerando o poema Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, o fragmento desse poema transcrito ao lado e as características da obra desse autor, julgue o iten a seguir.

João Cabral de Melo Neto, desde sua obra de estreia, pautou sua poesia pela economia de termos.

 

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