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Foram encontradas 50 questões.

3707106 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIFEI
Orgão: UNIFEI

Texto E (para a questão)

Enunciado 3819053-1

(DAVIS, Jim. Garfield. Disponível em: <https://tirinhasdogarfield.blogspot.com.br/search?updated-max=2010-08-13T10:05:00-03:00&max-results=7&start=14&by-date=false>. Acesso em: 25 nov. 2016.)

A intenção de Garfield ao fazer a última pergunta:

 

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3707105 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIFEI
Orgão: UNIFEI

Texto D (para a questão)

Enunciado 3819052-1

(DAVIS, Jim. Garfield. Disponível em: <https://tirinhasdogarfield.blogspot.com.br/search?updated-max=2013-02-25T08:30:00-03:00&max-results=7>. Acesso em: 25 nov. 2016.)

Assinale a alternativa correta.

 

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3707104 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIFEI
Orgão: UNIFEI

Texto C (para a questão)

Incentivos perversos

Um amigo meu costumava pagar US$ 1 aos filhos pequenos toda vez que escreviam um bilhete de agradecimento. (Geralmente dava para perceber, lendo os bilhetes, que tinham sido escritos sob pressão.) A longo prazo, essa política pode funcionar ou não. Pode acontecer que, depois de escrever muitos bilhetes, as crianças acabem aprendendo seu real significado e continuem manifestando gratidão ao receber alguma coisa, mesmo se não forem mais pagas por isso. Também é possível que aprendam a lição errada e encarem esses bilhetes como uma obrigação, uma tarefa a ser desempenhada em troca de remuneração. Nesse caso, o hábito não se fixará e elas pararão de escrever os bilhetes quando deixarem de ser pagas. Pior ainda, essa forma de suborno pode corromper sua educação moral e tornar mais difícil para elas o aprendizado da virtude da gratidão. Ainda que aumente a produtividade a curto prazo, o suborno pelos bilhetes de agradecimento terá fracassado e inculcado uma maneira errada de valorar o bem em questão.

Uma questão semelhante surge no caso da remuneração dos bons resultados escolares: por que não pagar a uma criança para tirar boas notas ou ler um livro? O objetivo é motivá-la a estudar ou ler. O pagamento é um incentivo nesse sentido. Ensina a economia que as pessoas reagem a incentivos. E embora certas crianças possam sentir-se motivadas a ler livros pelo gosto do aprendizado, com outras isso não acontece. Por que então não usar o dinheiro como um incentivo a mais?

Pode acontecer – como dá a entender a lógica econômica – que dois incentivos funcionem mais do que um só. Mas também pode dar-se que o incentivo monetário venha a solapar o incentivo intrínseco e levar a criança a ler menos, e não mais. Ou levá-la a ler mais a curto prazo, mas pelo motivo errado.

Nessa situação, o mercado é um instrumento, mas não um instrumento inocente. O que começa como um mecanismo de mercado se torna uma norma de mercado. O motivo mais óbvio de preocupação é que o pagamento acostume as crianças a pensar na leitura de livros como uma forma de ganhar dinheiro e comprometa, sobrepuje ou corrompa o gosto da leitura pela leitura.
[...]

(SANDEL, M. J. O que o dinheiro não compra: os limites morais do mercado. Tradução de Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.)

Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada não é uma conjunção.

 

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3707103 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIFEI
Orgão: UNIFEI

Texto C (para a questão)

Incentivos perversos

Um amigo meu costumava pagar US$ 1 aos filhos pequenos toda vez que escreviam um bilhete de agradecimento. (Geralmente dava para perceber, lendo os bilhetes, que tinham sido escritos sob pressão.) A longo prazo, essa política pode funcionar ou não. Pode acontecer que, depois de escrever muitos bilhetes, as crianças acabem aprendendo seu real significado e continuem manifestando gratidão ao receber alguma coisa, mesmo se não forem mais pagas por isso. Também é possível que aprendam a lição errada e encarem esses bilhetes como uma obrigação, uma tarefa a ser desempenhada em troca de remuneração. Nesse caso, o hábito não se fixará e elas pararão de escrever os bilhetes quando deixarem de ser pagas. Pior ainda, essa forma de suborno pode corromper sua educação moral e tornar mais difícil para elas o aprendizado da virtude da gratidão. Ainda que aumente a produtividade a curto prazo, o suborno pelos bilhetes de agradecimento terá fracassado e inculcado uma maneira errada de valorar o bem em questão.

Uma questão semelhante surge no caso da remuneração dos bons resultados escolares: por que não pagar a uma criança para tirar boas notas ou ler um livro? O objetivo é motivá-la a estudar ou ler. O pagamento é um incentivo nesse sentido. Ensina a economia que as pessoas reagem a incentivos. E embora certas crianças possam sentir-se motivadas a ler livros pelo gosto do aprendizado, com outras isso não acontece. Por que então não usar o dinheiro como um incentivo a mais?

Pode acontecer – como dá a entender a lógica econômica – que dois incentivos funcionem mais do que um só. Mas também pode dar-se que o incentivo monetário venha a solapar o incentivo intrínseco e levar a criança a ler menos, e não mais. Ou levá-la a ler mais a curto prazo, mas pelo motivo errado.

Nessa situação, o mercado é um instrumento, mas não um instrumento inocente. O que começa como um mecanismo de mercado se torna uma norma de mercado. O motivo mais óbvio de preocupação é que o pagamento acostume as crianças a pensar na leitura de livros como uma forma de ganhar dinheiro e comprometa, sobrepuje ou corrompa o gosto da leitura pela leitura.
[...]

(SANDEL, M. J. O que o dinheiro não compra: os limites morais do mercado. Tradução de Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.)

Por meio das perguntas apresentadas no segundo parágrafo, o autor:

 

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3707102 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIFEI
Orgão: UNIFEI

Texto C (para a questão)

Incentivos perversos

Um amigo meu costumava pagar US$ 1 aos filhos pequenos toda vez que escreviam um bilhete de agradecimento. (Geralmente dava para perceber, lendo os bilhetes, que tinham sido escritos sob pressão.) A longo prazo, essa política pode funcionar ou não. Pode acontecer que, depois de escrever muitos bilhetes, as crianças acabem aprendendo seu real significado e continuem manifestando gratidão ao receber alguma coisa, mesmo se não forem mais pagas por isso. Também é possível que aprendam a lição errada e encarem esses bilhetes como uma obrigação, uma tarefa a ser desempenhada em troca de remuneração. Nesse caso, o hábito não se fixará e elas pararão de escrever os bilhetes quando deixarem de ser pagas. Pior ainda, essa forma de suborno pode corromper sua educação moral e tornar mais difícil para elas o aprendizado da virtude da gratidão. Ainda que aumente a produtividade a curto prazo, o suborno pelos bilhetes de agradecimento terá fracassado e inculcado uma maneira errada de valorar o bem em questão.

Uma questão semelhante surge no caso da remuneração dos bons resultados escolares: por que não pagar a uma criança para tirar boas notas ou ler um livro? O objetivo é motivá-la a estudar ou ler. O pagamento é um incentivo nesse sentido. Ensina a economia que as pessoas reagem a incentivos. E embora certas crianças possam sentir-se motivadas a ler livros pelo gosto do aprendizado, com outras isso não acontece. Por que então não usar o dinheiro como um incentivo a mais?

Pode acontecer – como dá a entender a lógica econômica – que dois incentivos funcionem mais do que um só. Mas também pode dar-se que o incentivo monetário venha a solapar o incentivo intrínseco e levar a criança a ler menos, e não mais. Ou levá-la a ler mais a curto prazo, mas pelo motivo errado.

Nessa situação, o mercado é um instrumento, mas não um instrumento inocente. O que começa como um mecanismo de mercado se torna uma norma de mercado. O motivo mais óbvio de preocupação é que o pagamento acostume as crianças a pensar na leitura de livros como uma forma de ganhar dinheiro e comprometa, sobrepuje ou corrompa o gosto da leitura pela leitura.
[...]

(SANDEL, M. J. O que o dinheiro não compra: os limites morais do mercado. Tradução de Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.)

Assinale a alternativa em que o vocábulo extraído do texto não está definido corretamente.

 

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3707101 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIFEI
Orgão: UNIFEI

Texto C (para a questão)

Incentivos perversos

Um amigo meu costumava pagar US$ 1 aos filhos pequenos toda vez que escreviam um bilhete de agradecimento. (Geralmente dava para perceber, lendo os bilhetes, que tinham sido escritos sob pressão.) A longo prazo, essa política pode funcionar ou não. Pode acontecer que, depois de escrever muitos bilhetes, as crianças acabem aprendendo seu real significado e continuem manifestando gratidão ao receber alguma coisa, mesmo se não forem mais pagas por isso. Também é possível que aprendam a lição errada e encarem esses bilhetes como uma obrigação, uma tarefa a ser desempenhada em troca de remuneração. Nesse caso, o hábito não se fixará e elas pararão de escrever os bilhetes quando deixarem de ser pagas. Pior ainda, essa forma de suborno pode corromper sua educação moral e tornar mais difícil para elas o aprendizado da virtude da gratidão. Ainda que aumente a produtividade a curto prazo, o suborno pelos bilhetes de agradecimento terá fracassado e inculcado uma maneira errada de valorar o bem em questão.

Uma questão semelhante surge no caso da remuneração dos bons resultados escolares: por que não pagar a uma criança para tirar boas notas ou ler um livro? O objetivo é motivá-la a estudar ou ler. O pagamento é um incentivo nesse sentido. Ensina a economia que as pessoas reagem a incentivos. E embora certas crianças possam sentir-se motivadas a ler livros pelo gosto do aprendizado, com outras isso não acontece. Por que então não usar o dinheiro como um incentivo a mais?

Pode acontecer – como dá a entender a lógica econômica – que dois incentivos funcionem mais do que um só. Mas também pode dar-se que o incentivo monetário venha a solapar o incentivo intrínseco e levar a criança a ler menos, e não mais. Ou levá-la a ler mais a curto prazo, mas pelo motivo errado.

Nessa situação, o mercado é um instrumento, mas não um instrumento inocente. O que começa como um mecanismo de mercado se torna uma norma de mercado. O motivo mais óbvio de preocupação é que o pagamento acostume as crianças a pensar na leitura de livros como uma forma de ganhar dinheiro e comprometa, sobrepuje ou corrompa o gosto da leitura pela leitura.
[...]

(SANDEL, M. J. O que o dinheiro não compra: os limites morais do mercado. Tradução de Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.)

A leitura do texto permite concluir que o título se refere:

 

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3707100 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIFEI
Orgão: UNIFEI

Texto B (para a questão)

Youtuber também é cultura

A mãe ou o pai passou pelo quarto do filho adolescente e viu que ele assistia a um vídeo repleto de gírias e palavrões de um youtuber – nome que se dá aos famosíssimos comentaristas de tudo e de nada na internet. Isso acontece toda hora. E se o assunto era história ou biologia, disciplinas que enchem de tédio a meninada na escola? Por incrível que pareça, isso também está acontecendo toda hora e, sim, atrai milhões de visualizações. Entre as celebridades que alcançam fama na rede jogando conversa fora, é possível encontrar aqui e ali jovens que efetivamente ensinam algo de útil, sem que isso leve o nome de aula e sem que eles sejam chamados de professores. E eles ainda ganham dinheiro.

No nicho das aulas que não parecem aulas, faturamento é tabu, mas patrocínios e dezenas de anúncios mostram que o negócio é rentável. Foi um tanto no improviso que os youtubers enveredaram pelo caminho do ensino, descobrindo que havia público e seguindo em frente. “Meu objetivo não é fazer com que o cara passe de ano ou estudo para o Enem”, diz o desbravador e mais bem-sucedido não professor do YouTube, o paulista Felipe Castanhari, 26 anos. “Quero levantar o interesse, despertar a curiosidade para um assunto importante.”

O vídeo mais acessado de Castanhari nessa vertente trata da II Guerra Mundial. No seu canal, Nostalgia, fundado em 2011 e hoje com 7,9 milhões de inscritos, o carro-chefe são gravações comentando filmes, séries, desenhos animados, músicas e outros exemplares da cultura pop. Mas, quando soube que o livro Mein Kampf (Minha Luta), de Adolf Hitler, cairia em domínio público, Castanhari (que jura ter lido trechos da obra) resolveu contar à sua maneira a trajetória do ditador nazista, com fotos e vídeos da época. Contabilidade até agora: quase 4 milhões de visualizações. “Acho incrível que um vídeo de mais de uma hora seja tão acessado”, comenta Castanhari. Ele diz receber com frequência relatos de exibição do filmete em sala de aula – apesar dos palavrões e das referências pouco elogiosas aos professores.

[...]

(VIEIRA, M. C. Youtuber também é cultura. Veja, São Paulo, ano 49, n. 46, p. 92-95, 16 nov. 2016.)

Assinale a afirmação incorreta.

 

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3707099 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIFEI
Orgão: UNIFEI

Texto B (para a questão)

Youtuber também é cultura

A mãe ou o pai passou pelo quarto do filho adolescente e viu que ele assistia a um vídeo repleto de gírias e palavrões de um youtuber – nome que se dá aos famosíssimos comentaristas de tudo e de nada na internet. Isso acontece toda hora. E se o assunto era história ou biologia, disciplinas que enchem de tédio a meninada na escola? Por incrível que pareça, isso também está acontecendo toda hora e, sim, atrai milhões de visualizações. Entre as celebridades que alcançam fama na rede jogando conversa fora, é possível encontrar aqui e ali jovens que efetivamente ensinam algo de útil, sem que isso leve o nome de aula e sem que eles sejam chamados de professores. E eles ainda ganham dinheiro.

No nicho das aulas que não parecem aulas, faturamento é tabu, mas patrocínios e dezenas de anúncios mostram que o negócio é rentável. Foi um tanto no improviso que os youtubers enveredaram pelo caminho do ensino, descobrindo que havia público e seguindo em frente. “Meu objetivo não é fazer com que o cara passe de ano ou estudo para o Enem”, diz o desbravador e mais bem-sucedido não professor do YouTube, o paulista Felipe Castanhari, 26 anos. “Quero levantar o interesse, despertar a curiosidade para um assunto importante.”

O vídeo mais acessado de Castanhari nessa vertente trata da II Guerra Mundial. No seu canal, Nostalgia, fundado em 2011 e hoje com 7,9 milhões de inscritos, o carro-chefe são gravações comentando filmes, séries, desenhos animados, músicas e outros exemplares da cultura pop. Mas, quando soube que o livro Mein Kampf (Minha Luta), de Adolf Hitler, cairia em domínio público, Castanhari (que jura ter lido trechos da obra) resolveu contar à sua maneira a trajetória do ditador nazista, com fotos e vídeos da época. Contabilidade até agora: quase 4 milhões de visualizações. “Acho incrível que um vídeo de mais de uma hora seja tão acessado”, comenta Castanhari. Ele diz receber com frequência relatos de exibição do filmete em sala de aula – apesar dos palavrões e das referências pouco elogiosas aos professores.

[...]

(VIEIRA, M. C. Youtuber também é cultura. Veja, São Paulo, ano 49, n. 46, p. 92-95, 16 nov. 2016.)

Qual das orações apresentadas abaixo pode substituir, sem que haja alteração de sentido, o trecho “apesar dos palavrões e das referências pouco elogiosas aos professores”?

 

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3707098 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIFEI
Orgão: UNIFEI

Texto B (para a questão)

Youtuber também é cultura

A mãe ou o pai passou pelo quarto do filho adolescente e viu que ele assistia a um vídeo repleto de gírias e palavrões de um youtuber – nome que se dá aos famosíssimos comentaristas de tudo e de nada na internet. Isso acontece toda hora. E se o assunto era história ou biologia, disciplinas que enchem de tédio a meninada na escola? Por incrível que pareça, isso também está acontecendo toda hora e, sim, atrai milhões de visualizações. Entre as celebridades que alcançam fama na rede jogando conversa fora, é possível encontrar aqui e ali jovens que efetivamente ensinam algo de útil, sem que isso leve o nome de aula e sem que eles sejam chamados de professores. E eles ainda ganham dinheiro.

No nicho das aulas que não parecem aulas, faturamento é tabu, mas patrocínios e dezenas de anúncios mostram que o negócio é rentável. Foi um tanto no improviso que os youtubers enveredaram pelo caminho do ensino, descobrindo que havia público e seguindo em frente. “Meu objetivo não é fazer com que o cara passe de ano ou estudo para o Enem”, diz o desbravador e mais bem-sucedido não professor do YouTube, o paulista Felipe Castanhari, 26 anos. “Quero levantar o interesse, despertar a curiosidade para um assunto importante.”

O vídeo mais acessado de Castanhari nessa vertente trata da II Guerra Mundial. No seu canal, Nostalgia, fundado em 2011 e hoje com 7,9 milhões de inscritos, o carro-chefe são gravações comentando filmes, séries, desenhos animados, músicas e outros exemplares da cultura pop. Mas, quando soube que o livro Mein Kampf (Minha Luta), de Adolf Hitler, cairia em domínio público, Castanhari (que jura ter lido trechos da obra) resolveu contar à sua maneira a trajetória do ditador nazista, com fotos e vídeos da época. Contabilidade até agora: quase 4 milhões de visualizações. “Acho incrível que um vídeo de mais de uma hora seja tão acessado”, comenta Castanhari. Ele diz receber com frequência relatos de exibição do filmete em sala de aula – apesar dos palavrões e das referências pouco elogiosas aos professores.

[...]

(VIEIRA, M. C. Youtuber também é cultura. Veja, São Paulo, ano 49, n. 46, p. 92-95, 16 nov. 2016.)

Para relatar que Castanhari informou ter feito a leitura de algumas partes de Mein Kampf, a autora do texto apresenta a seguinte afirmação: “que jura ter lido trechos da obra”. Dessa forma, a autora:

 

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3707097 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIFEI
Orgão: UNIFEI

Texto B (para a questão)

Youtuber também é cultura

A mãe ou o pai passou pelo quarto do filho adolescente e viu que ele assistia a um vídeo repleto de gírias e palavrões de um youtuber – nome que se dá aos famosíssimos comentaristas de tudo e de nada na internet. Isso acontece toda hora. E se o assunto era história ou biologia, disciplinas que enchem de tédio a meninada na escola? Por incrível que pareça, isso também está acontecendo toda hora e, sim, atrai milhões de visualizações. Entre as celebridades que alcançam fama na rede jogando conversa fora, é possível encontrar aqui e ali jovens que efetivamente ensinam algo de útil, sem que isso leve o nome de aula e sem que eles sejam chamados de professores. E eles ainda ganham dinheiro.

No nicho das aulas que não parecem aulas, faturamento é tabu, mas patrocínios e dezenas de anúncios mostram que o negócio é rentável. Foi um tanto no improviso que os youtubers enveredaram pelo caminho do ensino, descobrindo que havia público e seguindo em frente. “Meu objetivo não é fazer com que o cara passe de ano ou estudo para o Enem”, diz o desbravador e mais bem-sucedido não professor do YouTube, o paulista Felipe Castanhari, 26 anos. “Quero levantar o interesse, despertar a curiosidade para um assunto importante.”

O vídeo mais acessado de Castanhari nessa vertente trata da II Guerra Mundial. No seu canal, Nostalgia, fundado em 2011 e hoje com 7,9 milhões de inscritos, o carro-chefe são gravações comentando filmes, séries, desenhos animados, músicas e outros exemplares da cultura pop. Mas, quando soube que o livro Mein Kampf (Minha Luta), de Adolf Hitler, cairia em domínio público, Castanhari (que jura ter lido trechos da obra) resolveu contar à sua maneira a trajetória do ditador nazista, com fotos e vídeos da época. Contabilidade até agora: quase 4 milhões de visualizações. “Acho incrível que um vídeo de mais de uma hora seja tão acessado”, comenta Castanhari. Ele diz receber com frequência relatos de exibição do filmete em sala de aula – apesar dos palavrões e das referências pouco elogiosas aos professores.

[...]

(VIEIRA, M. C. Youtuber também é cultura. Veja, São Paulo, ano 49, n. 46, p. 92-95, 16 nov. 2016.)

Assinale a alternativa que melhor expressa o sentido da seguinte afirmação: “No nicho das aulas que não parecem aulas, faturamento é tabu [...]”.

 

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