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Foram encontradas 40 questões.

3264589 Ano: 2014
Disciplina: Antropologia
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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Em relação ao paralelo entre missionários e antropólogos mencionado no texto, identifique as seguintes afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) A produção de conhecimento sobre os povos indígenas na América do Sul por parte das missões católicas desde o século XVI teve grande impacto no modo como filósofos e teólogos europeus assimilam a questão da alteridade em seu pensamento, fato que influencia o modo como a antropologia viria a conceber seu objeto de pesquisa a partir do século XIX.

( ) A atividade missionária e a antropologia, embora sejam marcadas por profundas diferenças, podem ser comparáveis na medida em que são ambas iniciativas gestadas pelo ocidente moderno para compreender (e por vezes incorporar) as diferenças culturais.

( ) Os relatos de missionários são fontes de grande importância para a produção de conhecimento em antropologia, pois fornecem dados detalhados e valiosos acerca da vida de comunidades indígenas e povos tradicionais no passado.

( ) A continuidade entre antropólogos e missionários, apontada pela autora do texto, como difusores de valores como “cultura”, “dinheiro”, “trabalho” e “higiene”, restringe-se ao trabalho da chamada “antropologia engajada”, sendo que os antropólogos científicos não interferem nas populações que estudam e evitam introduzir qualquer inovação que possa pôr em risco a sua cultura.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:

 

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3264588 Ano: 2014
Disciplina: Antropologia
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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Considere o texto abaixo e responda a questão.

“Uma destas categorias é “cultura”. Noções como “raça”, e mais tarde “cultura”, a par de outras como “trabalho”, “dinheiro” e “higiene”, são todas elas bens (ou males) exportados. Os povos da periferia foram levados a adotá-las, do mesmo modo que foram levados a comprar mercadorias manufaturadas. Algumas foram difundidas pelos missionários do século XIX, como bem mostraram Jean e John Commaroff, mas num período mais recente foram os antropólogos os principais provedores da ideia de “cultura”, levando-a na bagagem e garantindo sua viagem de ida. Desde então, a “cultura” passou a ser adotada e renovada na periferia. E tornou-se um argumento central – como observou pela primeira vez Terry Turner – não só nas reivindicações de terras como em todas as demais.”

(CUNHA, Manoela C. Cultura com Aspas. São Paulo: Cosac&Naify, 2009, p. 312.)

Sobre o texto acima, considere as seguintes afirmativas:

1. A autora refere-se à forma como populações periféricas têm recentemente se apropriado da categoria “cultura” e dela se utilizado para atuar nas arenas sociais e políticas como grupos autônomos. No caso brasileiro, poderíamos citar indígenas e quilombolas como exemplos paradigmáticos do processo em questão.

2. O uso das aspas na palavra “cultura” tem o objetivo de marcar o seu uso como categoria apropriada pelas populações tradicionais nas suas reivindicações por direitos, o que a torna diferente da noção de cultura conforme é debatida na antropologia.

3. As aspas no termo “cultura” são utilizadas pela autora para apontar a insuficiência e inadequação do conceito para dar conta dos processos culturais contemporâneos.

4. A última frase do texto afirma que a cultura tornou-se um argumento central não só nas reivindicações de terras como em todas as outras demais. Entre estas outras reivindicações, poderíamos incluir, por exemplo, o direito à educação diferenciada e à prática do extrativismo de pequena escala em reservas ambientais.

Assinale a alternativa correta.

 

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3264587 Ano: 2014
Disciplina: Antropologia
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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Leia o texto abaixo:

“No final do século XX, neste nosso tempo, um tempo mítico, somos todos quimeras, híbridos – teóricos e fabricados – de máquina e organismo; somos, em suma, ciborgues. O ciborgue é nossa ontologia; ele determina nossa política. O ciborgue é uma imagem condensada tanto da imaginação quanto da realidade material: esses dois centros, conjugados, estruturam qualquer possibilidade de transformação histórica. Nas tradições da ciência e da política ocidentais (a tradição do capitalismo racista, dominado pelos homens; a tradição do progresso; a tradição da apropriação da natureza como matéria para a produção da cultura; a tradição da reprodução do eu a partir dos reflexos do outro), a relação entre organismo e máquina tem sido uma guerra de fronteiras. As coisas que estão em jogo nessa guerra de fronteiras são os territórios da produção, da reprodução e da imaginação. Este ensaio é um argumento em favor do prazer da confusão de fronteiras, bem como em favor da responsabilidade em sua construção.”

(HARAWAY, Donna. Manifesto ciborgue: ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX. In: HARAWAY, Donna; KUNZRU, Hari e TADEU, Tomaz (org.) A Antropologia do Ciborgue: as Vertigens do Pós-Humano. Belo Horizonte: Autêntica, 2000, p. 37.)

A partir do trecho acima, considere se as seguintes afirmativas são verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) A relação estabelecida pela autora entre imaginação e realidade material está relacionada à importância, na teoria feminista, da oposição entre criatividade e sensibilidade femininas e senso prático e materialismo masculinos.

( ) A “guerra de fronteiras” à qual o texto de refere diz respeito principalmente às fronteiras do corpo e da pessoa, pensados pela autora não como unidades autônomas e coerentes, mas como entes atravessados por vários tipos de relações – com outros corpos, com o ambiente e com as técnicas e tecnologias modernas.

( ) A noção de ciborgue enfatiza a inseparabilidade, na constituição de pessoas e corpos na época contemporânea, entre a natureza biológica do ser humano e os produtos tecnológicos resultantes de sua cultura.

( ) Ao relacionar a ciência (e política) ocidental à “tradição do capitalismo racista, dominado por homens”, a autora pretende explicitar o modo como, no pensamento feminista e pós-colonial, a questão da objetividade dos argumentos científicos não pode ser separada das condições sociais e políticas de sua enunciação.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:

 

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3264586 Ano: 2014
Disciplina: Antropologia
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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Acerca das noções antropológicas de pessoa e indivíduo, considere as afirmativas abaixo:

1. Embora presente de forma eventual em algumas tradições e autores mais antigos, a questão da pessoa aparece pela primeira vez como objeto central de reflexão antropológica no texto “Uma Categoria do Espírito Humano: a Noção de Pessoa, a de Eu”, de Marcel Mauss.

2. A tradição antropológica norte-americana abordou de forma inovadora a questão das noções de pessoa e indivíduo ao incorporar princípios teóricos e metodológicos da escola sociológica denominada “interacionismo simbólico”.

3. Em sua obra “As Estruturas Elementares do Parentesco”, Claude Lévi-Strauss tratou extensivamente da noção de pessoa ao examinar as estruturas psicológicas conscientes e inconscientes que sustentam as relações de parentesco.

4. A antropologia brasileira, sobretudo o campo da etnologia indígena, contribui teoricamente com os debates em torno da noção de pessoa ao relacioná-la com a questão da produção e da elaboração corporal, através do compartilhamento de substâncias e do uso de adornos e pinturas.

Assinale a alternativa correta.

 

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3264585 Ano: 2014
Disciplina: Antropologia
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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Em relação às teorias acerca do “perspectivismo ameríndio”, assinale a alternativa correta.

 

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3264584 Ano: 2014
Disciplina: Antropologia
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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Considere o texto abaixo e responda à questão.

“Na perspectiva atual, a evolução do Homo sapiens – o homem moderno – a partir de seu ambiente pré-sapiens imediato, surgiu definitivamente há cerca de quatro milhões de anos, com o aparecimento do agora famoso Australopitecíneo – os assim chamados homens-macacos da África do Sul e Oriental – e culminou com a emergência do próprio sapiens, há apenas uns duzentos ou trezentos mil anos. Assim, como pelo menos formas elementares de atividade cultural ou, se desejam, protocultural (a feitura de ferramentas simples, a caça e assim por diante) parecem ter estado presentes entre alguns dos Australopitecíneos, há então uma superposição de mais de um milhão de anos entre o início da cultura e o aparecimento do homem como hoje o conhecemos. As datas precisas – que são apenas tentativas e que pesquisas futuras podem alterar para mais ou menos – não são importantes; o que é importante é ter havido uma superposição, e ela ter sido muito extensa. As fases finais (finais até hoje, pelo menos) da história filogenética do homem tiveram lugar na mesma era geológica grandiosa – a chamada Era Glacial – das fases iniciais da sua história cultural. Os homens comemoram aniversários, mas o homem não.”

(GEERTZ, Clifford. O impacto do conceito de cultura sobre o conceito de homem. In: _________ A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989, p. 59.

Ainda sobre o texto de Clifford Geertz, considere as seguintes afirmativas:

1. O trecho trata da complementaridade entre o desenvolvimento biológico da espécie humana e o seu desenvolvimento cultural, havendo uma longa superposição entre o surgimento das primeiras e mais rudimentares atividades culturais, tais como o uso de ferramentas simples, e o atual estágio de desenvolvimento filogenético do homem moderno.

2. A frase “Os homens comemoram aniversários, mas o homem não” refere-se ao fato de que não é possível marcar o momento exato na história filogenética do Homo sapiens em que a espécie humana desenvolve suas capacidades culturais.

3. Ao tratar da questão do desenvolvimento humano desde uma perspectiva biológica, o autor acaba por relegar os temas da cultura a um segundo plano na análise, reduzindo-a ao uso de ferramentas elementares, que ele classifica como “protoculturais”.

4. O trecho trata da evolução biológica da espécie humana, apontando para a necessidade de pesquisas acerca das várias superposições entre os diversos antepassados em nossa linha evolutiva até a emergência do Homo sapiens moderno, o único dotado da capacidade de desenvolver cultura.

Assinale a alternativa correta.

 

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3264583 Ano: 2014
Disciplina: Antropologia
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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Considere o texto abaixo e responda à questão.

“Na perspectiva atual, a evolução do Homo sapiens – o homem moderno – a partir de seu ambiente pré-sapiens imediato, surgiu definitivamente há cerca de quatro milhões de anos, com o aparecimento do agora famoso Australopitecíneo – os assim chamados homens-macacos da África do Sul e Oriental – e culminou com a emergência do próprio sapiens, há apenas uns duzentos ou trezentos mil anos. Assim, como pelo menos formas elementares de atividade cultural ou, se desejam, protocultural (a feitura de ferramentas simples, a caça e assim por diante) parecem ter estado presentes entre alguns dos Australopitecíneos, há então uma superposição de mais de um milhão de anos entre o início da cultura e o aparecimento do homem como hoje o conhecemos. As datas precisas – que são apenas tentativas e que pesquisas futuras podem alterar para mais ou menos – não são importantes; o que é importante é ter havido uma superposição, e ela ter sido muito extensa. As fases finais (finais até hoje, pelo menos) da história filogenética do homem tiveram lugar na mesma era geológica grandiosa – a chamada Era Glacial – das fases iniciais da sua história cultural. Os homens comemoram aniversários, mas o homem não.”

(GEERTZ, Clifford. O impacto do conceito de cultura sobre o conceito de homem. In: _________ A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989, p. 59.

A partir da leitura do fragmento acima, assinale a alternativa que melhor corresponde à concepção de ser humano veiculada pelo autor:

 

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3264582 Ano: 2014
Disciplina: Antropologia
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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Leia o texto abaixo:

Na obra “Ensaio sobre a Dádiva”, Marcel Mauss (2003) escreve sobre prestações e contraprestações que expressam um sistema de trocas. Para o autor, estas prestações possuem um “caráter voluntário, por assim dizer, aparentemente livre e gratuito, e no entanto obrigatório e interessado” (p. 188), na medida em que “Elas assumiram quase sempre a forma do regalo, do presente oferecido generosamente, mesmo quando, nesse gesto que acompanha a transação, há somente ficção, formalismo e mentira social” (p. 188).

Sobre a obra, identifique as seguintes afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) O autor define seu estudo sobre a dádiva como um estudo comparativo, onde são utilizados dados provenientes de diferentes regiões, como da Melanésia, da Polinésia e do Noroeste Americano.

( ) As trocas que acontecem entre indivíduos e grupos não têm como objetos exclusivos os bens e as riquezas, mas também são trocadas, por exemplo, festas, banquetes, crianças e ritos.

( ) As trocas envolvem três obrigações, classificadas pelo autor nos atos de dar, receber e retribuir.

( ) Um sistema de prestações totais pode ser pensado como um fenômeno social total, pois nele se expressam diversas instituições que remetem à religião, ao direito, à economia, ao consumo e à estética.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:

 

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3264581 Ano: 2014
Disciplina: Antropologia
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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A respeito da obra de Louis Dumont, identifique as seguintes afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) As noções de hierarquia e individualismo, em Louis Dumont, servem como princípios estruturais para a compreensão das diferenças entre as ideologias mais gerais que orientam a sociedade indiana e a sociedade ocidental moderna.

( ) A expressão englobamento do contrário diferencia a noção de hierarquia dentro da tradição teórica do estruturalismo francês da noção de senso comum, para a qual a hierarquia não passa de um sistema de ordenamento de diferentes posições de prestígio.

( ) O individualismo, para Louis Dumont, diz respeito à ideologia que toma como princípio máximo de valor o indivíduo independente de suas relações sociais. A figura do renunciante, na Índia, exemplifica esta posição de indivíduo-fora-do-mundo, ou seja, apartado das relações sociais hierárquicas que constituem a sociedade indiana.

( ) O Homo hierarchicus, obra de Louis Dumont sobre o sistema de castas na Índia, é baseado em dados etnográficos minuciosos coletados sobretudo em pequenas cidades e aldeias na região central do país. Seu trabalho deve ser compreendido como uma leitura da hierarquia e do sistema de castas a partir das subdivisões locais e das especificidades da região na qual o antropólogo permaneceu por longos anos.

 

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3264580 Ano: 2014
Disciplina: Antropologia
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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Considere as seguintes afirmativas sobre o método etnográfico:

1. A etnografia, embora seja reconhecida como o mais importante instrumento para a obtenção e produção de dados de pesquisa em antropologia, é um método utilizado também em pesquisas de outras áreas das Ciências Humanas, não sendo exclusivo desta disciplina.

2. A observação participante é uma estratégia metodológica que consiste na produção de uma posição especial de observação objetiva, na qual a participação e o envolvimento com o cotidiano do grupo a ser estudado são cuidadosamente controlados, com o objetivo de evitar que a subjetividade do pesquisador interfira na coleta de dados cientificamente válidos.

3. A Antropologia Visual busca aplicar os princípios da etnografia e da observação participante à produção de peças audiovisuais. Estas podem constituir uma narrativa etnográfica independente de outros meios ou podem ser combinadas com textos escritos.

4. Marcel Mauss e Claude Lévi-Strauss, embora tenham reconhecido a importância do método etnográfico, nunca escreveram monografias etnográficas clássicas.

Assinale a alternativa correta.

 

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