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Foram encontradas 369 questões.

1927809 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Homo Sedens

Tratar o ato de sentar como uma questão culturalmente relevante pode soar como mera

brincadeira. Quem, começando a levá-la a sério, se perguntar “quanto tempo de nossas vidas

passamos sentados?” ou “quantas cadeiras há no mundo?”, por mais que consiga respostas

estatisticamente impressionantes, não terá, contudo, atingido o cerne da questão inusitada que

5 nos faz pensar nas formas assumidas pelo sedentarismo como caráter da cultura. Na contramão

do nomadismo, o sedentarismo faz parte da história de nossa civilização. Mais do que parte da

história, é uma postura que caracteriza nosso tempo presente. A maior parte de nossos gestos

corporais acaba no assento; passamos muitas horas do dia sentados, tudo, em nossas vidas,

convida-nos a sentar. Mas esse convite agradável ao descanso tem significados mais complexos:

10sentamos em casa, na rua, nas escolas, sentamo-nos diante de máquinas; sobretudo, hoje em

dia, sentamo-nos diante de telas.

Norval Baitello Junior, professor da PUC de São Paulo, escreveu, em seu livro O

pensamento sentado (Unisinos, 2012), sobre o lugar do “assento” em uma cultura sedentária. Sua

crítica vai na direção de um pensamento sentado que, para ele, seria o pensamento acomodado.

15 Recuperando a expressão alemã usada por Nietzsche para falar da “vida sedentária” – Sitzfleisch

– ele explora a tradução por “carne de assento” que, literalmente, leva à usual “bunda”. Bunda

tem um vasto alcance no Brasil. Mesmo que soe deselegante, não seria um erro considerar a

atualidade de um “pensamento-bunda”, aquele pensamento cansado que, no extremo, expressa o

que entendemos no cotidiano, no âmbito da irresponsabilidade do “bundão”.

20 O caráter “assentado” é o da “discursividade previsível e acomodada”, a que reduz o ato

de pensar em nossa época, contra sua natureza mais íntima. O “decréscimo da mobilidade” do

corpo é, segundo ele, também do pensar, cuja imprevisibilidade e capacidade de surpreender

estariam em baixa. Conhecemos essa acomodação, sabemos que ela é necessária ao poder, ao

sistema econômico e político, que esperam corpos dóceis e mentes paradas, repetindo

25 acomodadamente mais do mesmo que mantém tudo no mesmo lugar: sentado.

Pensar na reflexão aos saltos do livro de Baitello é uma atitude dinâmica, como seria o

movimento de nosso corpo, inquieto e propenso a caminhar, pular, correr e saltar. A capacidade

humana, que está ligada a todo o nosso processo de aprendizagem em relação à vida, de

explorar o entorno, é diminuída quando tudo se reduz a “assento”. O primata que somos se

30 ressente de não poder mover-se.

Baitello nos lembra que sentar e sedar têm a mesma origem etimológica: sedere. Assim,

comentando que somos “Homo sedens”, a atrofia dos músculos e dos movimentos surge

como uma espécie de regra da cultura. Quando observamos o nosso dia a dia, sentados por todos

os lados, diante de computadores, da televisão, dentro de carros, temos certeza que a mobilidade

35 corporal que nos caracterizaria, e que ainda se coloca como nossa potência, cede lugar à

estranha mobilidade incorporal da máquina. As máquinas se movem em nosso lugar, tornamo-nos

imóveis: esperamos sentados a máquina que nos substitui. De certo modo, participamos

passivamente de um “devir” imóvel, que não nos leva a lugar nenhum, senão àquele onde já

fomos previamente postos.

40 Por fim, forçados a sentar, vivendo o elogio da disciplina, resistimos enquanto seres

sentados em nome de um esforço. Valorizamos aquele que consegue aguentar a sala de aula, a

cadeira no trabalho burocrático.

Somos, por fim, vítimas do que Baitello apontou como uma “conjunção perversa”, em que

o sedentarismo de nossos corpos alia-se à hiperatividade visual. Anestesiados diante das

45 máquinas, vivemos na direção contrária de nossa própria capacidade nômade.

Talvez fugir desse mundo seja um desejo soterrado por cadeiras numa avalanche mole

ao qual nosso corpo se adequa por ter medo de seus próprias potências. Bom lembrar que fugir é

sempre um direito.

TÍBURI, Márcia. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2013/11/homo-sedens/.

Acesso em 3 de março de 2014.

Entre as afirmações a seguir, indique aquela que sintetiza uma ideia defendida no texto.

 

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1927808 Ano: 2014
Disciplina: Veterinária
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Um gato é internado para receber tratamento, pois há três dias estava apresentando anorexia e diarreia líquida em grande quantidade. Durante o período de internação, foi prescrito fluidoterapia com solução salina 0,9%. No terceiro dia de internação, o paciente ainda se encontrava anorético e começou a apresentar ventroflexão do pescoço, hipermetria dos membros torácicos e uma posição de base larga dos membros pélvicos. Estes sinais clínicos ocorreram devido à deficiência de qual eletrólito?

 

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1927807 Ano: 2014
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Em relação à abordagem de gerenciamento de projetos Scrum, assinale abaixo a alternativa INCORRETA.

 

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1927806 Ano: 2014
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF

Com relação à crise, observa-se que não é algo com que as empresas, instituições ou governo se deparam cotidianamente. Mesmo assim é CORRETO afirmar:

 

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1927805 Ano: 2014
Disciplina: Veterinária
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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A doença vestibular representa uma categoria de anormalidades que afetam o sistema vestibular central ou periférico de cães e de gatos. Geralmente causam sinais clínicos como inclinação da cabeça, nistagmo e perda do equilíbrio. Qual afecção abaixo causa doença vestibular central em cães?

 

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1927803 Ano: 2014
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Assinale abaixo a alternativa INCORRETA em relação a metodologias ágeis de gerenciamento de projetos e a abordagem Scrum.

 

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1927802 Ano: 2014
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF

Sobre as Armas Nacionais, é CORRETO afirmar que

 

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1927801 Ano: 2014
Disciplina: Libras
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF

O código de ética orienta o profissional tradutor intérprete de Libras na atuação de seu trabalho, estabelecendo o tipo de relação que deve existir entre o tradutor intérprete de Libras e as partes envolvidas na interação. O código de ética é parte integrante do Regimento Interno do Departamento Nacional de Intérpretes (Feneis) e foi aprovado no II Encontro Nacional de Intérpretes, em 1992. O Capítulo 1 traz os princípios fundamentais dos intérpretes e o parágrafo 2 diz que “O intérprete deve manter uma atitude imparcial durante o transcurso da interpretação”. Assim, o intérprete deve evitar

 

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1927800 Ano: 2014
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Quanto a projetos de banco de dados e o modelo Entidade Relacionamento (ER), é INCORRETO, afirmar que

 

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1927799 Ano: 2014
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF

São recomendações ao mestre de cerimônias:

 

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