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1927829 Ano: 2014
Disciplina: Libras
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF

O que é necessário para ser um interprete da Língua de Sinais?

 

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1927828 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Homo Sedens

Tratar o ato de sentar como uma questão culturalmente relevante pode soar como mera

brincadeira. Quem, começando a levá-la a sério, se perguntar “quanto tempo de nossas vidas

passamos sentados?” ou “quantas cadeiras há no mundo?”, por mais que consiga respostas

estatisticamente impressionantes, não terá, contudo, atingido o cerne da questão inusitada que

5 nos faz pensar nas formas assumidas pelo sedentarismo como caráter da cultura. Na contramão

do nomadismo, o sedentarismo faz parte da história de nossa civilização. Mais do que parte da

história, é uma postura que caracteriza nosso tempo presente. A maior parte de nossos gestos

corporais acaba no assento; passamos muitas horas do dia sentados, tudo, em nossas vidas,

convida-nos a sentar. Mas esse convite agradável ao descanso tem significados mais complexos:

10sentamos em casa, na rua, nas escolas, sentamo-nos diante de máquinas; sobretudo, hoje em

dia, sentamo-nos diante de telas.

Norval Baitello Junior, professor da PUC de São Paulo, escreveu, em seu livro O

pensamento sentado (Unisinos, 2012), sobre o lugar do “assento” em uma cultura sedentária. Sua

crítica vai na direção de um pensamento sentado que, para ele, seria o pensamento acomodado.

15 Recuperando a expressão alemã usada por Nietzsche para falar da “vida sedentária” – Sitzfleisch

– ele explora a tradução por “carne de assento” que, literalmente, leva à usual “bunda”. Bunda

tem um vasto alcance no Brasil. Mesmo que soe deselegante, não seria um erro considerar a

atualidade de um “pensamento-bunda”, aquele pensamento cansado que, no extremo, expressa o

que entendemos no cotidiano, no âmbito da irresponsabilidade do “bundão”.

20 O caráter “assentado” é o da “discursividade previsível e acomodada”, a que reduz o ato

de pensar em nossa época, contra sua natureza mais íntima. O “decréscimo da mobilidade” do

corpo é, segundo ele, também do pensar, cuja imprevisibilidade e capacidade de surpreender

estariam em baixa. Conhecemos essa acomodação, sabemos que ela é necessária ao poder, ao

sistema econômico e político, que esperam corpos dóceis e mentes paradas, repetindo

25 acomodadamente mais do mesmo que mantém tudo no mesmo lugar: sentado.

Pensar na reflexão aos saltos do livro de Baitello é uma atitude dinâmica, como seria o

movimento de nosso corpo, inquieto e propenso a caminhar, pular, correr e saltar. A capacidade

humana, que está ligada a todo o nosso processo de aprendizagem em relação à vida, de

explorar o entorno, é diminuída quando tudo se reduz a “assento”. O primata que somos se

30 ressente de não poder mover-se.

Baitello nos lembra que sentar e sedar têm a mesma origem etimológica: sedere. Assim,

comentando que somos “Homo sedens”, a atrofia dos músculos e dos movimentos surge

como uma espécie de regra da cultura. Quando observamos o nosso dia a dia, sentados por todos

os lados, diante de computadores, da televisão, dentro de carros, temos certeza que a mobilidade

35 corporal que nos caracterizaria, e que ainda se coloca como nossa potência, cede lugar à

estranha mobilidade incorporal da máquina. As máquinas se movem em nosso lugar, tornamo-nos

imóveis: esperamos sentados a máquina que nos substitui. De certo modo, participamos

passivamente de um “devir” imóvel, que não nos leva a lugar nenhum, senão àquele onde já

fomos previamente postos.

40 Por fim, forçados a sentar, vivendo o elogio da disciplina, resistimos enquanto seres

sentados em nome de um esforço. Valorizamos aquele que consegue aguentar a sala de aula, a

cadeira no trabalho burocrático.

Somos, por fim, vítimas do que Baitello apontou como uma “conjunção perversa”, em que

o sedentarismo de nossos corpos alia-se à hiperatividade visual. Anestesiados diante das

45 máquinas, vivemos na direção contrária de nossa própria capacidade nômade.

Talvez fugir desse mundo seja um desejo soterrado por cadeiras numa avalanche mole

ao qual nosso corpo se adequa por ter medo de seus próprias potências. Bom lembrar que fugir é

sempre um direito.

TÍBURI, Márcia. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2013/11/homo-sedens/.

Acesso em 3 de março de 2014.

No período “De certo modo, participamos passivamente de um ‘devir’ imóvel, que não nos leva a lugar nenhum, senão àquele onde já fomos previamente postos.” (l. 37-39), a palavra destacada é:

 

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1927827 Ano: 2014
Disciplina: Libras
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF

A Lei que regulamenta o exercício da profissão de tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais – Libras é:

 

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1927826 Ano: 2014
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF

As angiotécnicas são técnicas anatômicas cujo objetivo é a facilitação do estudo da vascularização de órgãos e tecidos. Nestas técnicas, é comum a injeção de substâncias dentro dos vasos sanguíneos ou linfáticos para que os mesmos fiquem destacados ou para que se observe a arquitetura vascular da peça tratada, após a corrosão de todo tecido. As substâncias abaixo podem ser utilizadas para a injeção vascular, EXCETO:

 

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1927825 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Homo Sedens

Tratar o ato de sentar como uma questão culturalmente relevante pode soar como mera

brincadeira. Quem, começando a levá-la a sério, se perguntar “quanto tempo de nossas vidas

passamos sentados?” ou “quantas cadeiras há no mundo?”, por mais que consiga respostas

estatisticamente impressionantes, não terá, contudo, atingido o cerne da questão inusitada que

5 nos faz pensar nas formas assumidas pelo sedentarismo como caráter da cultura. Na contramão

do nomadismo, o sedentarismo faz parte da história de nossa civilização. Mais do que parte da

história, é uma postura que caracteriza nosso tempo presente. A maior parte de nossos gestos

corporais acaba no assento; passamos muitas horas do dia sentados, tudo, em nossas vidas,

convida-nos a sentar. Mas esse convite agradável ao descanso tem significados mais complexos:

10sentamos em casa, na rua, nas escolas, sentamo-nos diante de máquinas; sobretudo, hoje em

dia, sentamo-nos diante de telas.

Norval Baitello Junior, professor da PUC de São Paulo, escreveu, em seu livro O

pensamento sentado (Unisinos, 2012), sobre o lugar do “assento” em uma cultura sedentária. Sua

crítica vai na direção de um pensamento sentado que, para ele, seria o pensamento acomodado.

15 Recuperando a expressão alemã usada por Nietzsche para falar da “vida sedentária” – Sitzfleisch

– ele explora a tradução por “carne de assento” que, literalmente, leva à usual “bunda”. Bunda

tem um vasto alcance no Brasil. Mesmo que soe deselegante, não seria um erro considerar a

atualidade de um “pensamento-bunda”, aquele pensamento cansado que, no extremo, expressa o

que entendemos no cotidiano, no âmbito da irresponsabilidade do “bundão”.

20 O caráter “assentado” é o da “discursividade previsível e acomodada”, a que reduz o ato

de pensar em nossa época, contra sua natureza mais íntima. O “decréscimo da mobilidade” do

corpo é, segundo ele, também do pensar, cuja imprevisibilidade e capacidade de surpreender

estariam em baixa. Conhecemos essa acomodação, sabemos que ela é necessária ao poder, ao

sistema econômico e político, que esperam corpos dóceis e mentes paradas, repetindo

25 acomodadamente mais do mesmo que mantém tudo no mesmo lugar: sentado.

Pensar na reflexão aos saltos do livro de Baitello é uma atitude dinâmica, como seria o

movimento de nosso corpo, inquieto e propenso a caminhar, pular, correr e saltar. A capacidade

humana, que está ligada a todo o nosso processo de aprendizagem em relação à vida, de

explorar o entorno, é diminuída quando tudo se reduz a “assento”. O primata que somos se

30 ressente de não poder mover-se.

Baitello nos lembra que sentar e sedar têm a mesma origem etimológica: sedere. Assim,

comentando que somos “Homo sedens”, a atrofia dos músculos e dos movimentos surge

como uma espécie de regra da cultura. Quando observamos o nosso dia a dia, sentados por todos

os lados, diante de computadores, da televisão, dentro de carros, temos certeza que a mobilidade

35 corporal que nos caracterizaria, e que ainda se coloca como nossa potência, cede lugar à

estranha mobilidade incorporal da máquina. As máquinas se movem em nosso lugar, tornamo-nos

imóveis: esperamos sentados a máquina que nos substitui. De certo modo, participamos

passivamente de um “devir” imóvel, que não nos leva a lugar nenhum, senão àquele onde já

fomos previamente postos.

40 Por fim, forçados a sentar, vivendo o elogio da disciplina, resistimos enquanto seres

sentados em nome de um esforço. Valorizamos aquele que consegue aguentar a sala de aula, a

cadeira no trabalho burocrático.

Somos, por fim, vítimas do que Baitello apontou como uma “conjunção perversa”, em que

o sedentarismo de nossos corpos alia-se à hiperatividade visual. Anestesiados diante das

45 máquinas, vivemos na direção contrária de nossa própria capacidade nômade.

Talvez fugir desse mundo seja um desejo soterrado por cadeiras numa avalanche mole

ao qual nosso corpo se adequa por ter medo de seus próprias potências. Bom lembrar que fugir é

sempre um direito.

TÍBURI, Márcia. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2013/11/homo-sedens/.

Acesso em 3 de março de 2014.

Tomando-se como parâmetro as regras prescritas pela gramática normativa e a ortografia da Língua Portuguesa, em qual das alternativas a seguir se aponta e se analisa adequadamente um desvio cometido pela autora do texto “Homo Sedens”?

 

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1927824 Ano: 2014
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF

Sobre a comunicação no gerenciamento de crise analise as afirmativas.

I- Para informar à imprensa em uma situação de crise a instituição deve dar prioridade a determinados meios de comunicação, levando em consideração suas audiências.

II- Em uma situação de crise determinada instituição deve controlar qualquer informação negativa; tornando pública apenas aquelas positivas a sua imagem.

III- Se uma instituição estiver preparada e gerenciar uma crise de forma eficaz, respeitando as diferentes audiências, poderá até fortalecer a sua credibilidade diante do público.

 

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1927823 Ano: 2014
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF

Os fixadores mais comumente utilizados no Brasil são formol, álcool etílico, glicerina e fenol. O formol, ou formalina é uma solução aquosa saturada de aldeído fórmico a 40%. Para o embalsamamento de um cadáver para fins acadêmicos, qual a solução aquosa de formol deve ser empregada na fixação:

 

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1927822 Ano: 2014
Disciplina: Libras
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF

São exemplos de Sinais Icônicos na Libras:

 

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1927821 Ano: 2014
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF

As peças anatômicas são fixadas para evitar-se a deterioração dos tecidos. São requisitos para uma boa fixação de órgãos ou peças isoladas, EXCETO:

 

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1927820 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Homo Sedens

Tratar o ato de sentar como uma questão culturalmente relevante pode soar como mera

brincadeira. Quem, começando a levá-la a sério, se perguntar “quanto tempo de nossas vidas

passamos sentados?” ou “quantas cadeiras há no mundo?”, por mais que consiga respostas

estatisticamente impressionantes, não terá, contudo, atingido o cerne da questão inusitada que

5 nos faz pensar nas formas assumidas pelo sedentarismo como caráter da cultura. Na contramão

do nomadismo, o sedentarismo faz parte da história de nossa civilização. Mais do que parte da

história, é uma postura que caracteriza nosso tempo presente. A maior parte de nossos gestos

corporais acaba no assento; passamos muitas horas do dia sentados, tudo, em nossas vidas,

convida-nos a sentar. Mas esse convite agradável ao descanso tem significados mais complexos:

10sentamos em casa, na rua, nas escolas, sentamo-nos diante de máquinas; sobretudo, hoje em

dia, sentamo-nos diante de telas.

Norval Baitello Junior, professor da PUC de São Paulo, escreveu, em seu livro O

pensamento sentado (Unisinos, 2012), sobre o lugar do “assento” em uma cultura sedentária. Sua

crítica vai na direção de um pensamento sentado que, para ele, seria o pensamento acomodado.

15 Recuperando a expressão alemã usada por Nietzsche para falar da “vida sedentária” – Sitzfleisch

– ele explora a tradução por “carne de assento” que, literalmente, leva à usual “bunda”. Bunda

tem um vasto alcance no Brasil. Mesmo que soe deselegante, não seria um erro considerar a

atualidade de um “pensamento-bunda”, aquele pensamento cansado que, no extremo, expressa o

que entendemos no cotidiano, no âmbito da irresponsabilidade do “bundão”.

20 O caráter “assentado” é o da “discursividade previsível e acomodada”, a que reduz o ato

de pensar em nossa época, contra sua natureza mais íntima. O “decréscimo da mobilidade” do

corpo é, segundo ele, também do pensar, cuja imprevisibilidade e capacidade de surpreender

estariam em baixa. Conhecemos essa acomodação, sabemos que ela é necessária ao poder, ao

sistema econômico e político, que esperam corpos dóceis e mentes paradas, repetindo

25 acomodadamente mais do mesmo que mantém tudo no mesmo lugar: sentado.

Pensar na reflexão aos saltos do livro de Baitello é uma atitude dinâmica, como seria o

movimento de nosso corpo, inquieto e propenso a caminhar, pular, correr e saltar. A capacidade

humana, que está ligada a todo o nosso processo de aprendizagem em relação à vida, de

explorar o entorno, é diminuída quando tudo se reduz a “assento”. O primata que somos se

30 ressente de não poder mover-se.

Baitello nos lembra que sentar e sedar têm a mesma origem etimológica: sedere. Assim,

comentando que somos “Homo sedens”, a atrofia dos músculos e dos movimentos surge

como uma espécie de regra da cultura. Quando observamos o nosso dia a dia, sentados por todos

os lados, diante de computadores, da televisão, dentro de carros, temos certeza que a mobilidade

35 corporal que nos caracterizaria, e que ainda se coloca como nossa potência, cede lugar à

estranha mobilidade incorporal da máquina. As máquinas se movem em nosso lugar, tornamo-nos

imóveis: esperamos sentados a máquina que nos substitui. De certo modo, participamos

passivamente de um “devir” imóvel, que não nos leva a lugar nenhum, senão àquele onde já

fomos previamente postos.

40 Por fim, forçados a sentar, vivendo o elogio da disciplina, resistimos enquanto seres

sentados em nome de um esforço. Valorizamos aquele que consegue aguentar a sala de aula, a

cadeira no trabalho burocrático.

Somos, por fim, vítimas do que Baitello apontou como uma “conjunção perversa”, em que

o sedentarismo de nossos corpos alia-se à hiperatividade visual. Anestesiados diante das

45 máquinas, vivemos na direção contrária de nossa própria capacidade nômade.

Talvez fugir desse mundo seja um desejo soterrado por cadeiras numa avalanche mole

ao qual nosso corpo se adequa por ter medo de seus próprias potências. Bom lembrar que fugir é

sempre um direito.

TÍBURI, Márcia. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2013/11/homo-sedens/.

Acesso em 3 de março de 2014.

A metáfora é, nas palavras de Azeredo (2011, p. 485), um recurso estilístico que se formula a partir da associação de termos pertencentes a domínios conceituais distintos. Nesse tipo de recurso, a interpretação eficiente depende da construção de um sentido inovador para o termo metaforizado, pois uma interpretação literal pode revelar uma impertinência semântica. Assim sendo, NÃO deve ser interpretada, em sua literalidade, a seguinte expressão:

 

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