Freire (1996) afirma que não há ensino sem pesquisa e viceversa. D’Ambrosio (2001) também enfatiza a importância da
pesquisa no processo de formação de professores, se
colocando entre a teoria e a prática docente. A pesquisa é
inerente à espécie humana, à própria vida, já que uma de
nossas habilidades é a busca de explicações para fatos e
fenômenos ou a investigação de soluções para diversas
situações da realidade. D’Ambrosio (2001) valoriza a
experimentação matemática, os modelos e os projetos.
Sobre a utilização de modelos como proposta didática para
o ensino de matemática, o autor considera que ela depende
de uma rotina de ações organizadas que envolvem a
formulação da situação-problema real:
No momento de planejamento de propostas didáticas para o
ensino de matemática é necessário que o docente leve em
consideração a organização dos conteúdos de aprendizagem
e como eles serão trabalhados. Na visão de D’Ambrosio
(2013), o ensino de matemática visa a aprendizagem dos
conteúdos de uma forma contextualizada, de maneira que o
CONCURSO PROFEM 2022
estudante tenha possibilidades de utilizar, na escola, saberes
que adquire fora dela e, também, para que possa levar o
conhecimento escolar para seu dia a dia. No livro
“Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade”,
são apresentados três conceitos considerados importantes
para a organização de conhecimentos e comportamentos
que são necessários para a formação de uma cidadania plena.
São eles: literacia, materacia e tecnoracia. A respeito destes
conceitos é correto afirmar:
D’Ambrosio (2001) é um dos educadores que discutem a
abordagem histórica no ensino de matemática. Porém, o
autor se coloca em uma posição bastante cautelosa em
relação ao potencial pedagógico da história. Para o autor:
Uma das formas de avaliação das aprendizagens dos
estudantes é o portfólio. Essa estratégia, segundo
Hernandez (1998), provém do campo das artes, mas, aos
poucos, tem ganhado espaço no Ensino Fundamental,
Médio e Superior. Sobre o portfólio como estratégia de
avaliação, é correto afirmar:
Uma etnomatemática do cotidiano é o fazer matemático
não aprendido nas escolas. Atividades como comparar,
classificar, quantificar, medir, explicar, generalizar e inferir
são saberes/fazeres matemáticos que podem nascer do
ambiente familiar, no ambiente dos brinquedos ou no do
trabalho. Embora seja inegável que o emprego da aritmética
feita pela representação de algarismos indo-arábicos tenha
permitido o avanço do raciocínio quantitativo
(D’AMBROSIO, 2013), na visão da etnomatemática, o
saber/fazer matemático pode estar presente, de forma viva
no cotidiano das pessoas, muito antes da formalização
conceitual apresentada na escola.
Levando em consideração essa ideia, assinale a alternativa
que apresenta uma etnomatemática do cotidiano,
aplicando-se conceitos de aritmética.
Uma das ideias centrais nas obras de Vygotsky é a relação
indivíduo/sociedade. Segundo o autor, as características
tipicamente humanas nascem a partir da interação dialética
do homem com o seu meio sociocultural (REGO, 1995).
Nesse sentido, Vygotsky reforça a tese de que, sem as
devidas interações com o meio sociocultural, apenas a
exposição passiva do indivíduo ao meio externo não é
suficiente para o desenvolvimento de suas funções
psíquicas. Levando em consideração as ideias de Vygotsky trazidas por
Rego (1995), para que o aluno possa desenvolver as
habilidades matemáticas, é necessário que ele:
Os jogos podem ser excelentes recursos didáticos, já que
possibilitam a compreensão de regras, promovem
interesses, satisfação e prazer, formam hábitos e geram a
identificação de regularidades (DANTE, 2010). Os jogos
também podem criar situações que exijam soluções
originais e rápidas. Além disso, no processo de jogar,
atividades de investigação, de tentativa e erro, de
levantamento e checagem de hipóteses também estão
relacionadas às habilidades de raciocínio lógico (SMOLE;
DINIZ, 2003), que são pertinentes à aprendizagem de
matemática. No entanto, o seu uso ainda gera resistência
por parte de professores, principalmente, no ensino médio,
pois:
Ensinar de forma contextualizada é criar oportunidades
para que os alunos possam criar relações existentes entre
os conteúdos estudados na escola com o seu cotidiano
pessoal e contexto social (DANTE, 2010). Assinale a
alternativa que traga uma proposta de ensino
contextualizado dos conteúdos pertinentes ao tema de
Estatística.
Hernandez (1998) ressalta a importância dos projetos de
trabalho dentro de um contexto escolar, pois são eles que
dão sentido ao saber escolar para o aluno. Inclusive, tais
projetos são capazes de contribuir, por exemplo, para a
aquisição de capacidades de autodireção, de formulação e
resolução de problemas, de integração e de tomada de
decisões. Nessa mesma perspectiva, Smole e Diniz (2003)
também apresentam seções chamadas de “Invente você”,
como forma de desenvolver a habilidade de criação de
atividades. Para as autoras, é importante que o aluno
assuma a posição de autor e não de um sujeito que
meramente cumpre a atividade com o objetivo de ser
avaliado pelo professor. Além disso, espera-se que o
estudante seja estimulado a aperfeiçoar as suas próprias
produções, por meio de discussões e compartilhamento
com seus pares.
Levando em conta essa perspectiva de projetos de trabalho
defendida pelos autores Hernandez (1998), Smole e Diniz
(2003), assinale a alternativa que apresenta uma sugestão
de trabalho que esteja de acordo com os objetivos
propostos pelos autores.
Mudar um processo de avaliação, segundo Perrenoud
(1999), é tirar dos pais os pontos de referência habituais de
um processo de avaliação, criando-lhes uma incerteza e
angústia de não saberem ao certo como seus filhos estão
aprendendo de fato. Segundo essa descrição do autor, quais
seriam as práticas de avaliação mais habituais de uma
avaliação clássica em matemática?