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Cultura refere-se ao significado que um grupo social dá à
sua experiência, incluindo aqui ideias, crenças, costumes,
artes, linguagem, moral, direito, culinária etc. A cultura é
dinâmica, se recicla incessantemente incorporando novos
elementos, abandonando antigos, mesclando os dois,
transformando-os num terceiro com novo sentido. Tratamos,
portanto, do mundo das representações, incorporadas
simbolicamente na complexidade das manifestações
culturais. Cultura não é acessório da condição humana, é sim
seu substrato. O ser humano é humano porque produz
cultura, dando sentido à experiência objetiva, sensorial. Daí a
importância da interação social do “outro”, na construção dos
espaços simbólicos, onde expressamos nossa existência
humana, em termos de múltiplas identidades.
Quando se diz que alguém “não tem cultura”, a referência
é à sofisticação, sabedoria, de educação no sentido restrito do
termo. Ou seja, pressupõe-se que o volume de leituras,
controle de informações e títulos universitários equivalham à
“inteligência”. A cultura em seu sentido antropológico, por
outro lado, transcende a noção de refinamento intelectual
(cujo adjetivo é “culto”, e não “cultural”). A cultura permite
traduzir melhor a diferença entre nós e os outros e, assim
fazendo, resgatar a nossa humanidade no outro e a do outro
em nós mesmos.
Dar sentido à experiência, ao estar-no-mundo,
representá-la através de símbolos e orientar os indivíduos,
uns em relação aos outros, dotando-os de identidades,
também é característica daquilo que entendemos por arte. É
uma área de conhecimento que opera com a organização
imaginativa do sujeito a partir da experiência universal da
humanidade e das experiências particulares de cada um,
resguardados os princípios da unidade na diversidade, da
harmonia na heterogeneidade e do equilíbrio nas diferenças,
consolidando-se como fator de humanização, de socialização
e de fortalecimento da identidade cultural.
A arte é um meio de representação da realidade, uma
construção social, percepção de nós mesmos no mundo
possibilitando-nos assumir modelos de identidade e
comportamento. Tais representações do mundo podem nos
inspirar para a compreensão do presente e criação de
alternativas para o futuro.
Gruman, M. Caminhos da cidadania cultural: o ensino de artes no Brasil.
Educar em Revista, Curitiba, Brasil, n. 45, p. 199-211, jul/set. 2012. Editora
UFPR. Adaptado.
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Semana passada, Paris mais uma vez reuniu a nata do
mundo da moda e mais uma multidão de ricos e famosos,
influencers, fotógrafos, entusiastas e curiosos para mais uma
semana de moda.
No meio do burburinho, tem sempre alguma coisa que faz
tanto barulho que fura a bolha da moda e chega até gente
como eu, que não está prestando tanta atenção.
Neste ano, o assunto mais comentado da Paris Fashion
Week não foi um desfile, nem uma festa de arromba. O que
fez a internet parar foi uma bolsa feita de ar (e 1% de vidro).
Trata-se de uma releitura da Swipe Bag, modelo clássico da
marca Coperni, famosa pela maneira inovadora de pensar e
apresentar moda.
Avaliada em R$ 14 mil, a Air Swipe Bag pesa 33 gramas e é
feita de 99% de ar e 1% de vidro. Apesar de inédito no mundo
da moda, o aerogel de sílica, material utilizado na fabricação
da bolsa e considerado o sólido mais leve da Terra, já é
amplamente utilizado pela Nasa para capturar poeira estelar,
uma vez que pode suportar calor extremo e uma pressão de
4.000 vezes o seu peso.
Como apreciadora da moda como expressão criativa e
artística, admiro a Coperni por seu espírito inovador e pela
maneira como é capaz de unir tecnologia e moda. Mas o que
mais me atrai na marca é a habilidade com que,
intencionalmente ou não, faz de suas criações um reflexo do
nosso tempo.
A bolsa de ar me parece a metáfora perfeita para a
maneira como consumimos moda hoje. Com a proliferação de
redes sociais e a moda sendo catapultada a geradora de
assunto e ferramenta de ampliação de visibilidade, vemos
mais e mais gente interessada em pagar caríssimo por
produtos —muitas vezes esdrúxulos, de qualidade duvidosa,
pouco práticos e que provavelmente serão vistos como
obsoletos em alguns meses— apenas para sinalizar acesso e
pertencimento. Mais do que nunca, compramos, portanto,
não a roupa, a bolsa, o sapato, mas o intangível que eles
representam. O rei nunca esteve tão nu e nunca se pagou
tanto por sua capa invisível.
Joanna Moura Adaptado.https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joannamoura/2024/03/voce-compraria-uma-bolsa-feita-de-ar.shtml. Acesso em
6/03/2024
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Semana passada, Paris mais uma vez reuniu a nata do
mundo da moda e mais uma multidão de ricos e famosos,
influencers, fotógrafos, entusiastas e curiosos para mais uma
semana de moda.
No meio do burburinho, tem sempre alguma coisa que faz
tanto barulho que fura a bolha da moda e chega até gente
como eu, que não está prestando tanta atenção.
Neste ano, o assunto mais comentado da Paris Fashion
Week não foi um desfile, nem uma festa de arromba. O que
fez a internet parar foi uma bolsa feita de ar (e 1% de vidro).
Trata-se de uma releitura da Swipe Bag, modelo clássico da
marca Coperni, famosa pela maneira inovadora de pensar e
apresentar moda.
Avaliada em R$ 14 mil, a Air Swipe Bag pesa 33 gramas e é
feita de 99% de ar e 1% de vidro. Apesar de inédito no mundo
da moda, o aerogel de sílica, material utilizado na fabricação
da bolsa e considerado o sólido mais leve da Terra, já é
amplamente utilizado pela Nasa para capturar poeira estelar,
uma vez que pode suportar calor extremo e uma pressão de
4.000 vezes o seu peso.
Como apreciadora da moda como expressão criativa e
artística, admiro a Coperni por seu espírito inovador e pela
maneira como é capaz de unir tecnologia e moda. Mas o que
mais me atrai na marca é a habilidade com que,
intencionalmente ou não, faz de suas criações um reflexo do
nosso tempo.
A bolsa de ar me parece a metáfora perfeita para a
maneira como consumimos moda hoje. Com a proliferação de
redes sociais e a moda sendo catapultada a geradora de
assunto e ferramenta de ampliação de visibilidade, vemos
mais e mais gente interessada em pagar caríssimo por
produtos —muitas vezes esdrúxulos, de qualidade duvidosa,
pouco práticos e que provavelmente serão vistos como
obsoletos em alguns meses— apenas para sinalizar acesso e
pertencimento. Mais do que nunca, compramos, portanto,
não a roupa, a bolsa, o sapato, mas o intangível que eles
representam. O rei nunca esteve tão nu e nunca se pagou
tanto por sua capa invisível.
Joanna Moura Adaptado.https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joannamoura/2024/03/voce-compraria-uma-bolsa-feita-de-ar.shtml. Acesso em
6/03/2024
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O relatório “The Future of Jobs 2020”, do Fórum
Econômico Mundial, sinaliza que 50% das habilidades
profissionais devem mudar nos próximos cinco anos e destaca
duas delas: a criatividade e a flexibilidade. As habilidades que
integram o perfil profissional não são somente técnicas. Há
alguns anos, programar era o “novo inglês” — todo
profissional deveria saber, não importava o cargo. Agora, soft
skills, como inteligência emocional e inovação, parecem
premissa básica de qualquer profissão. Diante desse cenário,
as competências são perecíveis e não valerão para o restante
da vida.
Foi percebendo essa volatilidade no mercado de trabalho
que Leandro Herrera, fundador e CEO da Edtech Tera,
começou a capacitar profissionais nas habilidades digitais
mais importantes para os negócios.
Para Herrera, é preciso desapegar da ideia de investir muito
tempo e dinheiro no aprendizado de uma competência que
valerá para sempre. Segundo ele, o mundo da transformação
digital exige um profissional híbrido, que será menos
especialista e precisará ter conhecimentos sobre vários
campos e áreas. “Os problemas que as empresas estão se
propondo resolver e as novas soluções que a sociedade está
pedindo são muito novos. Por isso, vemos hoje uma demanda
do mercado por colaboradores que tenham conhecimentos
sobre vários campos”, explica Herrera. Segundo
levantamento da Tera, as habilidades mais demandadas no
mercado de trabalho são: resolução de problemas complexos,
criatividade e inovação, negociação, inteligência emocional,
capacidade para tomada de decisão, trabalho em equipe,
pensamento crítico, lógica de programação. De acordo com
estimativa do Fórum Econômico Mundial no relatório “O Futuro dos Empregos”, quase 50% dos trabalhadores que
permanecerem em suas funções nos próximos cinco anos
precisarão de requalificação em suas habilidades essenciais.
https://inforchannel.com.br/2021/08/02/relatorio-the-future-of-jobs-2020-
mostra-quais-sao-as-habilidades-do-profissional-do-futuro/Acesso em
22.02.2024. Adaptado.
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O relatório “The Future of Jobs 2020”, do Fórum
Econômico Mundial, sinaliza que 50% das habilidades
profissionais devem mudar nos próximos cinco anos e destaca
duas delas: a criatividade e a flexibilidade. As habilidades que
integram o perfil profissional não são somente técnicas. Há
alguns anos, programar era o “novo inglês” — todo
profissional deveria saber, não importava o cargo. Agora, soft
skills, como inteligência emocional e inovação, parecem
premissa básica de qualquer profissão. Diante desse cenário,
as competências são perecíveis e não valerão para o restante
da vida.
Foi percebendo essa volatilidade no mercado de trabalho
que Leandro Herrera, fundador e CEO da Edtech Tera,
começou a capacitar profissionais nas habilidades digitais
mais importantes para os negócios.
Para Herrera, é preciso desapegar da ideia de investir muito
tempo e dinheiro no aprendizado de uma competência que
valerá para sempre. Segundo ele, o mundo da transformação
digital exige um profissional híbrido, que será menos
especialista e precisará ter conhecimentos sobre vários
campos e áreas. “Os problemas que as empresas estão se
propondo resolver e as novas soluções que a sociedade está
pedindo são muito novos. Por isso, vemos hoje uma demanda
do mercado por colaboradores que tenham conhecimentos
sobre vários campos”, explica Herrera. Segundo
levantamento da Tera, as habilidades mais demandadas no
mercado de trabalho são: resolução de problemas complexos,
criatividade e inovação, negociação, inteligência emocional,
capacidade para tomada de decisão, trabalho em equipe,
pensamento crítico, lógica de programação. De acordo com
estimativa do Fórum Econômico Mundial no relatório “O Futuro dos Empregos”, quase 50% dos trabalhadores que
permanecerem em suas funções nos próximos cinco anos
precisarão de requalificação em suas habilidades essenciais.
https://inforchannel.com.br/2021/08/02/relatorio-the-future-of-jobs-2020-
mostra-quais-sao-as-habilidades-do-profissional-do-futuro/Acesso em
22.02.2024. Adaptado.
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Com relação a suas publicações, os membros da Universidade
estão proibidos de
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São comissões permanentes do Conselho Universitário as de:
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“Os bantos, os primeiros a chegar, deram o primeiro
exemplo de resistência à escravidão na reconstrução do
modelo africano do ‘quilombo’, importado da área
geográfico-cultural Congo-Angola. Os escravizados foragidos
das fazendas se agruparam em áreas não ocupadas e de difícil
acesso, organizando ali novas sociedades que apelidaram de
quilombos. De origem da língua umbundu de Angola,
‘quilombo’ é um aportuguesamento da palavra kilombo, cujo
conteúdo remete a uma instituição sociopolítica e militar que
resulta de longa história envolvendo regiões e povos lunda,
ovimbundu, mbundu, luba, kongo e imbangala ou jaga, cujos
territórios se situam hoje nas repúblicas de Angola e dos dois
Congo.”
Origens africanas do Brasil contemporâneo. Kabengele Munanga.
Assinale a alternativa que indica um fato recente ocorrido em área quilombola no Brasil.
Origens africanas do Brasil contemporâneo. Kabengele Munanga.
Assinale a alternativa que indica um fato recente ocorrido em área quilombola no Brasil.
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“Filhos de imigrantes italianos, moradores do Bexiga, cujos
pais chegaram em São Paulo entre 1901 e 1905, eram
comerciantes ou médicos na década de 1920. Muitos ainda
moravam no mesmo bairro, mas outros já haviam se mudado
para os novos bairros do Paraíso e Vila Mariana. Os bairros
estrangeiros em São Paulo, portanto, não se constituíram nem
como guetos e nem mesmo em local de moradia permanente
para as sucessivas gerações de imigrantes. Ao contrário, uma
de suas características foi a permanente sucessão de grupos
de estrangeiros.”
Comer o pão, viver a cidade. Ana Lucia Duarte Lanna.
Pode-se afirmar, de acordo com o texto, que as comunidades de imigrantes
Comer o pão, viver a cidade. Ana Lucia Duarte Lanna.
Pode-se afirmar, de acordo com o texto, que as comunidades de imigrantes
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“O mundo bateu recordes sucessivos de calor. O ano de 2023
foi confirmado como o mais quente já registrado, segundo
relatório divulgado pelo observatório europeu Copernicus. A
temperatura média no ano passado foi 1,48 °C mais quente
do que na era pré-industrial (meados do século 19), segundo
a agência. E quebrou a barreira de 1,5 °C em 12 meses,
marco do Acordo de Paris, no mês passado.
A influência do fenômeno climático ainda esteve relacionada a eventos extremos, como ciclones extratropicais no Sul e a estiagem acompanhada de queimadas na Amazônia, além das ondas de calor em várias regiões do Brasil.”
Fonte: CNN Brasil
A qual fenômeno climático o texto faz referência?
A influência do fenômeno climático ainda esteve relacionada a eventos extremos, como ciclones extratropicais no Sul e a estiagem acompanhada de queimadas na Amazônia, além das ondas de calor em várias regiões do Brasil.”
Fonte: CNN Brasil
A qual fenômeno climático o texto faz referência?
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