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2439998 Ano: 2012
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A dúvida pode significar o fim de uma fé, ou pode significar o começo de outra. Em dose moderada, estimula o pensamento. Em excesso, paralisa-o. A dúvida, como exercício intelectual, proporciona um dos poucos prazeres puros, mas, como experiência moral, ela é uma tortura. Aliada à curiosidade, é o berço da pesquisa e assim de todo conhecimento sistemático. Em estado destilado, mata toda curiosidade e é o fim de todo conhecimento.

O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé, uma certeza. A fé é, pois, o estado primordial do espírito. O espírito “ingênuo” e “inocente” crê. Essa ingenuidade e inocência se dissolvem no ácido corrosivo da dúvida, e o clima de autenticidade se perde irrevogavelmente. As tentativas dos espíritos corroídos pela dúvida de reconquistar a autenticidade, a fé original, não passam de nostalgias frustradas em busca da reconquista do paraíso perdido. As certezas originais postas em dúvida nunca mais serão certezas autênticas. Tal dúvida, metodicamente aplicada, produzirá novas certezas, mais refinadas e sofisticadas, mas essas certezas novas não serão autênticas. Conservarão sempre a marca da dúvida que lhes serviu de parteira.

A dúvida, portanto, é absurda, pois substitui a certeza autêntica pela certeza inautêntica. Surge, portanto, a pergunta: “por que duvido?” Essa pergunta é mais fundamental do que a outra: “de que duvido?” Trata-se, portanto, do último passo do método cartesiano: duvidar da dúvida — duvidar da autenticidade da dúvida. A pergunta “por que duvido?” engendra outra: “duvido mesmo?”

Descartes, e com ele todo o pensamento moderno, parece não dar esse último passo. Aceita a dúvida como indubitável.

Vilém Flusser. A dúvida. São Paulo: Editora
Annablume, 2011, p. 21-2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.

Assumindo-se que, segundo Platão, o não ser decorre de uma inadequação entre a conceituação de um objeto e as ideias, entre as quais uma, de fato, é a de objeto, é correto afirmar que a dúvida, de acordo com esse autor, é uma das portas de entrada do não ser.

 

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2439997 Ano: 2012
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A dúvida pode significar o fim de uma fé, ou pode significar o começo de outra. Em dose moderada, estimula o pensamento. Em excesso, paralisa-o. A dúvida, como exercício intelectual, proporciona um dos poucos prazeres puros, mas, como experiência moral, ela é uma tortura. Aliada à curiosidade, é o berço da pesquisa e assim de todo conhecimento sistemático. Em estado destilado, mata toda curiosidade e é o fim de todo conhecimento.

O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé, uma certeza. A fé é, pois, o estado primordial do espírito. O espírito “ingênuo” e “inocente” crê. Essa ingenuidade e inocência se dissolvem no ácido corrosivo da dúvida, e o clima de autenticidade se perde irrevogavelmente. As tentativas dos espíritos corroídos pela dúvida de reconquistar a autenticidade, a fé original, não passam de nostalgias frustradas em busca da reconquista do paraíso perdido. As certezas originais postas em dúvida nunca mais serão certezas autênticas. Tal dúvida, metodicamente aplicada, produzirá novas certezas, mais refinadas e sofisticadas, mas essas certezas novas não serão autênticas. Conservarão sempre a marca da dúvida que lhes serviu de parteira.

A dúvida, portanto, é absurda, pois substitui a certeza autêntica pela certeza inautêntica. Surge, portanto, a pergunta: “por que duvido?” Essa pergunta é mais fundamental do que a outra: “de que duvido?” Trata-se, portanto, do último passo do método cartesiano: duvidar da dúvida — duvidar da autenticidade da dúvida. A pergunta “por que duvido?” engendra outra: “duvido mesmo?”

Descartes, e com ele todo o pensamento moderno, parece não dar esse último passo. Aceita a dúvida como indubitável.

Vilém Flusser. A dúvida. São Paulo: Editora
Annablume, 2011, p. 21-2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.

Em análises fenomenológicas, como a de Heidegger, o ato de duvidar tem a mesma proeminência do ato de se angustiar, uma vez que, para esse autor, tanto a dúvida quanto a angústia pressupõem um objeto.

 

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2439992 Ano: 2012
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A dúvida pode significar o fim de uma fé, ou pode significar o começo de outra. Em dose moderada, estimula o pensamento. Em excesso, paralisa-o. A dúvida, como exercício intelectual, proporciona um dos poucos prazeres puros, mas, como experiência moral, ela é uma tortura. Aliada à curiosidade, é o berço da pesquisa e assim de todo conhecimento sistemático. Em estado destilado, mata toda curiosidade e é o fim de todo conhecimento.

O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé, uma certeza. A fé é, pois, o estado primordial do espírito. O espírito “ingênuo” e “inocente” crê. Essa ingenuidade e inocência se dissolvem no ácido corrosivo da dúvida, e o clima de autenticidade se perde irrevogavelmente. As tentativas dos espíritos corroídos pela dúvida de reconquistar a autenticidade, a fé original, não passam de nostalgias frustradas em busca da reconquista do paraíso perdido. As certezas originais postas em dúvida nunca mais serão certezas autênticas. Tal dúvida, metodicamente aplicada, produzirá novas certezas, mais refinadas e sofisticadas, mas essas certezas novas não serão autênticas. Conservarão sempre a marca da dúvida que lhes serviu de parteira.

A dúvida, portanto, é absurda, pois substitui a certeza autêntica pela certeza inautêntica. Surge, portanto, a pergunta: “por que duvido?” Essa pergunta é mais fundamental do que a outra: “de que duvido?” Trata-se, portanto, do último passo do método cartesiano: duvidar da dúvida — duvidar da autenticidade da dúvida. A pergunta “por que duvido?” engendra outra: “duvido mesmo?”

Descartes, e com ele todo o pensamento moderno, parece não dar esse último passo. Aceita a dúvida como indubitável.

Vilém Flusser. A dúvida. São Paulo: Editora
Annablume, 2011, p. 21-2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.

Na Idade Média, a despeito de o ato de duvidar ter sido considerado inapropriado por diversos teólogos, o exercício da dúvida a respeito de questões de filosofia natural resultou no desenvolvimento de importantes conceitos.

 

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2436465 Ano: 2012
Disciplina: Filosofia
Banca: QUADRIX
Orgão: CRP-18
O ramo da Filosofia que trata das questões sobre como devemos viver e sobre a natureza de certo e errado, bem ou mal, dever e obrigação, é denominado:
 

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O âmbito de reflexão que pode, com maior ou menor acordo, ser denominado ética política constrói discursos normativos orientadores da atividade pública.
(In VILLA, M. M. (dir.). Dicionário de pensamento contemporâneo. São Paulo: Paulus, 2000.)
A história da filosofia apresenta várias teorias que visam refletir sobre questões morais e suas relações com as ações dos governantes e dos governados.
A respeito de filósofos e obras que abordam reflexões sobre tais questões, considere os itens.
I - Aristóteles, em Política.
II - Montesquieu, em O espírito das leis.
III - Platão, em A República.
Estão corretos os itens
 

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2433292 Ano: 2012
Disciplina: Filosofia
Banca: UFMT
Orgão: MPE-MT
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Se uma pessoa não respeita o próximo, não cumpre as leis da convivência, não paga seus impostos ou não obedece às leis de trânsito, ela não é ética. Num primeiro momento, pequenas infrações isoladas parecem não ter importância. Mas, ao longo do tempo, a moral da comunidade é afetada em todas as suas esferas. Chamo a isso de círculo ético. Uma ação interfere na outra, e os valores morais perdem força, vão se diluindo. Para uma sociedade ser justa, o círculo ético é essencial.
(SINGER, P. Revista Veja. Disponível em http://veja.abril.com.br/210207/entrevista.shtml).
Assinale o trecho que traduz o assunto abordado no texto acima.
 

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2426614 Ano: 2012
Disciplina: Filosofia
Banca: UFMT
Orgão: MPE-MT
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Leia atentamente o texto abaixo.
Premissa 1: o remédio R curou a gastrite do paciente A. Premissa 2: o remédio R curou a gastrite do paciente B. Premissa 3: o remédio R curou a gastrite do paciente C. Premissa 4: o remédio R curou a gastrite do paciente D. Premissa 5: o remédio R curou a gastrite do paciente E. Conclusão: o remédio R cura gastrite. Neste exemplo, nota-se que foram analisados cinco casos particulares em que o remédio R foi bem sucedido na cura da gastrite. Com base nessa amostragem, generalizou-se a informação obtida nas premissas, atestando que o remédio R é bem sucedido na cura da gastrite.
(In VELASCO, P. D. N. Educação para a argumentação. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2010.)
Sobre o exemplo citado no texto, assinale a afirmativa correta.
 

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2425206 Ano: 2012
Disciplina: Filosofia
Banca: UFMT
Orgão: MPE-MT
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O adjetivo “normativo” refere-se não ao que é conforme a uma prescrição, mas ao que constitui uma norma ou tem relação com ela.
(In JAPIASSÚ, H.; MARCONDES, D. Dicionário básico de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.)
A partir da afirmativa acima, considere:
I - As normas que se referem às decisões sobre o belo e o feio constituem campo da estética. A estética pode ser considerada normativa.
II - As normas que se referem às decisões sobre o verdadeiro e o falso constituem campo da arte. A arte pode ser considerada normativa.
III - As normas que se referem às decisões sobre o bem e o mal constituem campo da moral. A moral pode ser considerada normativa.
São argumentos pertinentes:
 

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1730717 Ano: 2012
Disciplina: Filosofia
Banca: CAIP-IMES
Orgão: Pref. Diadema-SP
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São atributos da Tendência Racionalista (contemporânea) sobre a Teoria em Ciência:

I - Está onipresente na pesquisa e autoriza as hipóteses, as observações e as experiências.

II - É induzida das observações, que ditam fatos.

III - Tem papel primordial na seleção e mesmo na avaliação dos dados.

Estão corretas as afirmativas:

 

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1730716 Ano: 2012
Disciplina: Filosofia
Banca: CAIP-IMES
Orgão: Pref. Diadema-SP
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São características das dimensões epistemológicas da construção do conhecimento científico:

I - Os discursos científicos aparecem como verdades absolutas e libertos de toda a contingência.

II - O conhecimento científico é dotado de exterioridade – descrição do mundo real.

III - Tem em conta as descontinuidades/rupturas entre o tratamento científico dos problemas e o pensamento do senso comum.

Estão corretas as afirmativas:

 

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