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“A metafísica tem uma história longa e eminente e,
em razão disso, é improvável que existam quaisquer
novas verdades a serem descobertas na metafísica
descritiva. Mas isso não significa que a tarefa da metafísica foi, ou pode ser, executada de uma vez por
todas. Ela deve ser constantemente refeita. Se não
há novas verdades a serem descobertas, há velhas
verdades a serem redescobertas, pois, ainda que o
assunto central da metafísica descritiva não mude, o
idioma crítico e analítico da filosofia muda o tempo
todo. Relações permanentes são descritas em um
idioma não permanente, que reflete tanto o clima
do pensamento da época, como o estilo pessoal de
pensamento do filósofo individual. Nenhum filósofo
entende seu predecessor até que tenha repensado
seu pensamento em seu próprio vocabulário contemporâneo e é característico dos maiores filósofos,
como Kant e Aristóteles, que eles, mais do que quaisquer outros, recompensem esse esforço de repensar”.
Strawson, Peter. Indivíduos: um ensaio de metafísica descritiva. São Paulo: Unesp, 2019, p. 15.
De acordo com Peter Strawson, os empreendimentos metafísicos podem ser divididos em “revisionistas” e “descritivistas”.
A metafísica aristotélica é classificada corretamente como “descritiva”, pois ela
Strawson, Peter. Indivíduos: um ensaio de metafísica descritiva. São Paulo: Unesp, 2019, p. 15.
De acordo com Peter Strawson, os empreendimentos metafísicos podem ser divididos em “revisionistas” e “descritivistas”.
A metafísica aristotélica é classificada corretamente como “descritiva”, pois ela
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Leia o trecho que apresenta a forma como o antropólogo Evans-Pritchard descreveu uma vivência com o
povo africano Azande.
“A princípio achei estranho viver entre os Azande e ouvir suas ingênuas explicações de infortúnios que, para nós, têm causas evidentes. Depois de certo tempo aprendi a lógica do seu pensamento e passei a aplicar noções de feitiçaria de forma tão espontânea quanto eles mesmos, nas situações em que o conceito era relevante. Um menino bateu o pé num pequeno toco de madeira que estava no seu caminho – coisa que acontece frequentemente na África – e a ferida doía e incomodava. O corte era no dedão e era impossível mantê-lo limpo. Inflamou. Ele afirmou que bateu o dedo no toco por causa da feitiçaria. Como era meu hábito argumentar com os Azande e criticar suas declarações, foi o que fiz. Disse ao garoto que ele batera o pé no toco de madeira porque ele havia sido descuidado, e que o toco não havia sido colocado no caminho por feitiçaria, pois ele ali crescera naturalmente. Ele concordou que a feitiçaria não era responsável pelo fato de o toco estar no seu caminho, mas acrescentou que ele tinha os seus olhos bem abertos para evitar tocos – como, na verdade, os Azande fazem cuidadosamente – e que se ele não tivesse sido enfeitiçado ele teria visto o toco. Como argumento final para comprovar o seu ponto de vista ele acrescentou que cortes não demoram dias e dias para cicatrizar, mas que, ao contrário, cicatrizam rapidamente, pois esta é a natureza dos cortes. Por que, então, sua ferida havia inflamado se não houvesse feitiçaria atrás dela?” (Alves, 1981, p. 13).
Considerando a tese da falseabilidade de Karl Popper, é correto afirmar que
“A princípio achei estranho viver entre os Azande e ouvir suas ingênuas explicações de infortúnios que, para nós, têm causas evidentes. Depois de certo tempo aprendi a lógica do seu pensamento e passei a aplicar noções de feitiçaria de forma tão espontânea quanto eles mesmos, nas situações em que o conceito era relevante. Um menino bateu o pé num pequeno toco de madeira que estava no seu caminho – coisa que acontece frequentemente na África – e a ferida doía e incomodava. O corte era no dedão e era impossível mantê-lo limpo. Inflamou. Ele afirmou que bateu o dedo no toco por causa da feitiçaria. Como era meu hábito argumentar com os Azande e criticar suas declarações, foi o que fiz. Disse ao garoto que ele batera o pé no toco de madeira porque ele havia sido descuidado, e que o toco não havia sido colocado no caminho por feitiçaria, pois ele ali crescera naturalmente. Ele concordou que a feitiçaria não era responsável pelo fato de o toco estar no seu caminho, mas acrescentou que ele tinha os seus olhos bem abertos para evitar tocos – como, na verdade, os Azande fazem cuidadosamente – e que se ele não tivesse sido enfeitiçado ele teria visto o toco. Como argumento final para comprovar o seu ponto de vista ele acrescentou que cortes não demoram dias e dias para cicatrizar, mas que, ao contrário, cicatrizam rapidamente, pois esta é a natureza dos cortes. Por que, então, sua ferida havia inflamado se não houvesse feitiçaria atrás dela?” (Alves, 1981, p. 13).
Considerando a tese da falseabilidade de Karl Popper, é correto afirmar que
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“Resta ao homem, assim, apenas a liberdade, e é
esta a fonte principal de sua angústia. “Somos condenados a ser livres”, diz Sartre. Os homens alienados recusam essa liberdade porque a temem, temem
confrontar o vazio de sua própria existência porque
não assumem os riscos e desafios que ela envolve.
Porém, o homem autêntico realizará o seu próprio
projeto, dando assim sentido à sua existência”.
Marcondes, Danilo. Textos básicos de Filosofia. 7 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2011, p. 163).
A filosofia existencialista pressupõe uma resposta ética à questão “como o sujeito deve agir?”
A esse respeito, é correto afirmar que a resposta a essa pergunta é dada a partir da relação mútua entre a liberdade e
Marcondes, Danilo. Textos básicos de Filosofia. 7 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2011, p. 163).
A filosofia existencialista pressupõe uma resposta ética à questão “como o sujeito deve agir?”
A esse respeito, é correto afirmar que a resposta a essa pergunta é dada a partir da relação mútua entre a liberdade e
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Leia esse trecho, em que Kant faz uma analogia entre
a sua perspectiva filosófica e a “revolução copernicana” na astronomia.
“Até hoje admitia-se que o nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém, todas as tentativas para descobrir a priori, mediante conceitos, algo que ampliasse o nosso conhecimento, malogravamse com este pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento, o que assim já concorda melhor com o que desejamos, a saber, a possibilidade de um conhecimento a priori desses objetos, que estabeleça algo sobre eles antes de nos serem dados. Trata-se aqui de uma semelhança com a primeira ideia de Copérnico; não podendo prosseguir na explicação dos movimentos celestes enquanto admitia que toda a multidão de estrelas se movia em torno do espectador, tentou se não daria melhor resultado fazer antes girar o espectador e deixar os astros imóveis” (Kant, 2001, p. 43).
A esse respeito, é correto afirmar que essa analogia consiste em
“Até hoje admitia-se que o nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém, todas as tentativas para descobrir a priori, mediante conceitos, algo que ampliasse o nosso conhecimento, malogravamse com este pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento, o que assim já concorda melhor com o que desejamos, a saber, a possibilidade de um conhecimento a priori desses objetos, que estabeleça algo sobre eles antes de nos serem dados. Trata-se aqui de uma semelhança com a primeira ideia de Copérnico; não podendo prosseguir na explicação dos movimentos celestes enquanto admitia que toda a multidão de estrelas se movia em torno do espectador, tentou se não daria melhor resultado fazer antes girar o espectador e deixar os astros imóveis” (Kant, 2001, p. 43).
A esse respeito, é correto afirmar que essa analogia consiste em
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Leia os Artigos 1 e 2 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
“Artigo 1 Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
Artigo 2
1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição”.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos Acesso em 22 dez. 2025.
Com base nesses artigos, é correto afirmar que o documento pode ser tomado como exemplo de ética deontológica porque
“Artigo 1 Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
Artigo 2
1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição”.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos Acesso em 22 dez. 2025.
Com base nesses artigos, é correto afirmar que o documento pode ser tomado como exemplo de ética deontológica porque
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“Eis uma possibilidade de ficção científica que os filósofos discutem: imagine que um ser humano (você
pode imaginar isso para si mesmo) tenha sido submetido a uma operação por um cientista maligno. O
cérebro dessa pessoa (o seu cérebro) foi removido
de seu corpo e colocado numa cuba com nutrientes
que mantêm o cérebro vivo. As terminações nervosas foram conectadas a um supercomputador que
causa na pessoa, cujo cérebro ela é, a ilusão de que
tudo é perfeitamente normal. Parece haver pessoas,
objetos, o céu, etc.; mas na verdade tudo o que as
pessoas (você) estão experienciando é o resultado
de impulsos elétricos viajando do computador às terminações nervosas. O computador é tão engenhoso
que se a pessoa tenta levantar a mão, um feedback
logo o fará “ver” e “sentir” a mão sendo levantada”
(Putnam, 1992, p. 28).
A esse respeito, é correto afirmar que o experimento mental dos cérebros na cuba atualiza um argumento cético da tradição moderna relativo à
A esse respeito, é correto afirmar que o experimento mental dos cérebros na cuba atualiza um argumento cético da tradição moderna relativo à
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“Deus existe ou não existe; mas para que lado penderemos? A razão nada pode determinar a esse respeito. Existe um caos infinito que nos separa. Joga-se um
jogo na extremidade dessa distância infinita, em que
dará cara ou coroa. Que aposta fareis? [...] Pesemos
o ganho e a perda escolhendo coroa que Deus existe.
Avaliemos esses dois casos: se ganhardes, ganhareis
tudo, e se perderdes, não perdeis nada: apostai, pois,
que ele existe sem hesitar” (Pascal, 2005, p. 159-160).
O argumento de Pascal a respeito da existência de Deus pode ser classificado corretamente como
O argumento de Pascal a respeito da existência de Deus pode ser classificado corretamente como
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“Premissa 1: Todas as coisas realizam bem sua atividade ou função (ergon) se e apenas se tiverem sua
virtude e excelência (aretê).
Premissa 2: A atividade da alma é viver, ou seja, vivemos por meio da alma.
Premissa 3: A justiça é a virtude da alma.
Premissa 4: Quem vive bem é feliz; quem vive mal é miserável”.
Bruce, Michael; Barone, Steven. Os 100 argumentos mais importantes da filosofia ocidental. São Paulo: Cultrix, 2014, p. 252 – adaptado.
É correto afirmar que as premissas básicas do argumento apresentado por Platão no final do Livro I de A República o levam à conclusão de que
Premissa 2: A atividade da alma é viver, ou seja, vivemos por meio da alma.
Premissa 3: A justiça é a virtude da alma.
Premissa 4: Quem vive bem é feliz; quem vive mal é miserável”.
Bruce, Michael; Barone, Steven. Os 100 argumentos mais importantes da filosofia ocidental. São Paulo: Cultrix, 2014, p. 252 – adaptado.
É correto afirmar que as premissas básicas do argumento apresentado por Platão no final do Livro I de A República o levam à conclusão de que
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“A felicidade é, portanto, algo absoluto e auto-suficiente, sendo também a finalidade da ação. Mas dizer que
a felicidade é o Bem Maior talvez pareça uma banalidade, e falta ainda explicar mais claramente o que ela
seja. Tal explicação não ofereceria grande dificuldade se
pudéssemos determinar primeiro a função do ser humano. Pois, assim como para um flautista, um escultor
ou um pintor, e em geral para todas as coisas que têm
uma função ou atividade, considera-se que o bem e o
"bem feito" residem na função, o mesmo ocorreria com
o homem se ele tivesse uma função” (Aristóteles, 1991,
p. 30).
De acordo com Aristóteles, é correto afirmar que a função do ser humano está relacionada à vida
De acordo com Aristóteles, é correto afirmar que a função do ser humano está relacionada à vida
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“1. A observação nos mostra que cada Estado é uma
comunidade estabelecida com alguma boa finalidade, uma vez que todos sempre agem de modo a obter o que acham bom. Mas, se todas as comunidades
almejam o bem, o Estado ou comunidade política,
que é a forma mais elevada de comunidade e engloba tudo o mais, objetiva o bem nas maiores proporções e excelência possíveis.
2. É um erro supor que sejam as mesmas as relações entre um estadista e o Estado, entre um rei e seus súditos, entre um chefe de família e sua casa, entre senhores e escravos. Com efeito, elas diferem não apenas no tamanho, mas na espécie. Tamanho não é critério” (Aristóteles, 2004, p. 143).
Com base no fragmento, é correto afirmar que Aristóteles articula a finalidade do Estado com a distinção entre formas de domínio doméstico e comunitário, apontando para a relação entre a
2. É um erro supor que sejam as mesmas as relações entre um estadista e o Estado, entre um rei e seus súditos, entre um chefe de família e sua casa, entre senhores e escravos. Com efeito, elas diferem não apenas no tamanho, mas na espécie. Tamanho não é critério” (Aristóteles, 2004, p. 143).
Com base no fragmento, é correto afirmar que Aristóteles articula a finalidade do Estado com a distinção entre formas de domínio doméstico e comunitário, apontando para a relação entre a
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