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1924966 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: QUADRIX
Orgão: SESC-DF
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Assinale a alternativa correta acerca da composição do narrador em Memórias póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, de Machado de Assis, e São Bernardo e Vidas secas, de Graciliano Ramos.

 

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1924963 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: QUADRIX
Orgão: SESC-DF
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Essa coisa da realidade, essa dificuldade, esse suposto confronto entre poesia e realidade, talvez ele não exista verdadeiramente, ou será que existe? Manuel Bandeira tem razão quando diz que estamos imersos em poesia e isso é uma grande verdade. Ao mesmo tempo, João Cabral também está certo quando diz, nos versos finais de Uma faca só lâmina, que a realidade arrebenta com toda palavra; isso também é uma verdade. São contradições? São. Mas o que importa é que ambos dizem verdades. É que a realidade é uma coisa muito difícil, imensamente difícil de saber. As palavras, quer dizer, essa coisa da fala, como se fosse um canto geral, uma música, uma verdadeira música que o homem diz nas circunstâncias mais banais, têm um sentido de uma intensidade admirável; não há no mundo palavra que seja uma palavra perdida, ao contrário das balas. As palavras acertam fundo; todo o discurso humano é um canto realmente extraordinário. Isso ultrapassa o país, isso ultrapassa as fronteiras. Agora, o ouvido é pequeno, o ouvido é insuficiente, o ouvido realmente não dá, não tem a medida do diapasão desse canto, que é o canto da realidade, do qual, no entanto, não desistimos, não desanimamos de escutar onde quer que estejamos.

Francisco Alvim. In: Flora Süssekind e Tânia Dias (org.). Cultura brasileira hoje: diálogos. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2018. p. 236. Internet: (com adaptações)

Com base no texto acima, assinale a alternativa correta acerca de literatura, cultura e realidade.

 

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1924962 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: QUADRIX
Orgão: SESC-DF
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Assinale a alternativa correta com relação à produção poética de diferentes períodos da literatura brasileira.

 

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1924960 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: QUADRIX
Orgão: SESC-DF
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Com relação aos períodos literários e ao contexto histórico brasileiro, assinale a alternativa correta.

 

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1924959 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: QUADRIX
Orgão: SESC-DF
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Pelas precedentes considerações se manifesta que não é ofício do poeta narrar o que aconteceu; é, sim, o de representar o que poderia acontecer, quer dizer: o que é possível segundo a verossimilhança e a necessidade. Com efeito, não diferem o historiador e o poeta, por escreverem verso ou prosa (pois que bem poderiam ser postas em verso as obras de Heródoto, e nem por isso deixariam de ser histórias, se fossem em verso o que eram em prosa), — diferem, sim, em que diz um as coisas que sucederam, e outro as que poderiam suceder.

Aristóteles (tradução de Eudoro de Sousa). Poética. Porto: Casa da Moeda, 1986, p. 50.

O texto acima apresenta uma das primeiras iniciativas no sentido de formular um conceito de literatura a partir de uma das especificidades da linguagem literária que a difere das demais expressões culturais. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta o conceito de literatura com base em uma especificidade da linguagem literária que dialoga com a anunciada no texto de Aristóteles.

 

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1913865 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: Pref. Porteiras-CE
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TEXTO I

José

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

Você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

E agora, José?


Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?


E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora?


Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?


Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!


Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?

(Carlos Drummond de Andrade; Poesias -1942. Adap)

Observe a primeira estrofe e marque a opção correta:

 

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1913859 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: Pref. Porteiras-CE
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TEXTO I

José

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

Você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

E agora, José?


Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?


E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora?


Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?


Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!


Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?

(Carlos Drummond de Andrade; Poesias -1942. Adap)

De acordo com as ideias expostas pelo poeta, José poderia modificar o seu destino; tais sugestões estão expostas:

 

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1892461 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
Popularizada em feiras livres da Região Nordeste do Brasil, onde seus folhetos impressos em papel pardo adornados por xilogravuras ficavam expostos em varais, a literatura de cordel também pode ser acessada via internet. Uma das principais fontes para tal é a Fundação Casa de Rui Barbosa, localizada no Rio de Janeiro. Repositório de literatura popular desde 1989, o órgão disponibilizou parte do acervo de 9 mil folhetos em um site especialmente construído para facilitar o acesso remoto. Segundo Dilza Ramos Bastos, chefe de Serviço de Biblioteca da instituição, o trabalho começou em 2001. Inicialmente, a ideia era divulgar o material por meio de CDs e, depois, migrou para a rede. A digitalização foi uma medida importante para a preservação do próprio acervo, que passou a ser menos manipulado por pesquisadores. "Nós diminuímos a manipulação e facilitamos o acesso à informação visual do texto e das ilustrações", explica. "Hoje são raros os casos em que precisamos dar acesso direto ao documento."
[...]
Para o presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira da Silva, todos os meios de comunicação acabam se constituindo como novos espaços de produção e divulgação dos cordéis. "Muita gente pensou no início que o rádio de pilha acabaria com a literatura de cordel. Pelo contrário, ele serviu como veículo de divulgação para os cordelistas e repentistas", reflete o cordelista nascido na cidade cearense de Ipu, em 1937.
Fonte: Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/educacao/cordel-digital Acesso em: 20 maio 2018.
Enunciado 1892461-1
A preservação de um acervo cultural por meio de digitalização abre espaço para uma divulgação maior desse acervo.
Acerca de tal iniciativa, só NÃO é válido afirmar que:
 

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De acordo com BAKHTIN, analisar a sentença abaixo:
A palavra, ou seja, o signo, é interindividual. Tudo que é dito, explícito, é situado fora da “alma”, fora do emissor não lhe pertence com exclusividade (1ª parte). O autor não tem seus direitos permanentes sobre a palavra e o ouvinte tem seus direitos, e todos aqueles das quais as vozes soam na palavra não têm seus direitos (2ª parte).
 

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Segundo KOCH, analisar os itens abaixo:
I - A leitura é uma atividade de compreensão de ideias do autor, não interessando os conhecimentos e as experiências do leitor.
II - No ponto de vista de língua como código para instrumento de comunicação, o texto é considerado como mero produto de codificação de um emissor a ser decodificado pelo leitor/ouvinte.
 

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