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Os escritos quinhentistas não são reconhecidos por estudiosos como literatura autenticamente brasileira e sim sobre o Brasil.
Assinale a opção que confirma essa afirmação:
 

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1696888 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ACEP
Orgão: Pref. Aracati-CE
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TEXTO II
O DIPLOMA
Olha o diploma da mamãe! Quem tem sua mamãe, deve lhe oferecer este diploma! Era atrás do edifício da Noite, na passagem lamacenta onde se aglomeram vendedores de canetas automáticas de dez cores, e outros artigos. O rapaz aproximou-se da banca onde se exibiam os diplomas. Pediu licença para pegar um deles, enquanto o vendedor continuava gritando a mercadoria sentimental. Mirou e remirou o papel com atenção. – Onde é que bota o retrato? – Que retrato? – inquiriu o camelô. – O meu, para oferecer a ela... – Ah, compreendo, o cavalheiro quer dar um retratinho a sua mamãe. Muito bem, pode colocar sua bonita estampa nas costas do diploma, está vendo? Timidamente, o rapaz formulou a objeção: – Mas, se ela enquadrar o diploma e pendurar na parede, o retrato fica escondido nas costas. – Perfeitamente, nesse caso, ela pode pendurar o quadro de costas e o amigo fica aparecendo. – Isso não. Eu queria botar meu retrato na frente do diploma, junto disso tudo que está aí escrito. – Não tem problema, cola aqui neste canto, fica mais interessante. O rapaz tirou um embrulhinho do bolso, tirou do embrulhinho sua fotografia em tamanho postal, aplicou-a sobre o diploma, no lugar indicado pelo vendedor. Reconheceu aborrecido: – Cabe não. – Cabe sim. Com licença, cavalheiro. Olhe como ficou bacana. – Assim ele tapa as letras da escrita. – Ora, só umas letrinhas. A maioria das palavras continua visível. Que importância tem tapar algumas palavras? O cavalheiro cobre elas com o carinho de sua fotografia. O rapaz continuava indeciso. Dar um diploma a sua mãe, no dia das Mães, era ideia nova, excitante. Não entendia bem o que fosse diploma, porém, certamente, sua mãe o merecia; e se o diploma levasse o retrato dele, deixava de ser um diploma qualquer, oferecido a qualquer mãe. Mas, como, se não tinham previsto o lugar para o retrato do filho? – Vai levar? – perguntou o camelô, desejoso de fechar o negócio e voltar à pregação oratória – pois eles gostam ainda mais de falar à multidão do que de vender. – Bem… eu levo. Corto o peito do meu retrato, assim ele cabe sem ofender as palavras. E como eu faço para mandar para Inajaroba? – Onde fica isso, meu chapa? – Sergipe, então não sabe? – Até este momento não sabia, mas não tem problema. Enrola, bota no Correio, vai de avião. – Chega todo esbandalhado. – Então, passa ali na papelaria e pede para botar enchimento, fazer um embrulho bem legal. – Mais
um favorzinho, moço – e o rapaz baixou a voz e a cabeça. – Vai dizendo, vai dizendo. – Pode ler para mim o que está escrito aí? Eu não gostava que minha mãe recebesse o diploma sem eu saber o que estou mandando dizer nele... – Como todo prazer - ele leu com ênfase, para o rapaz e para o grupo em redor, a declaração de amor de um filho à sua mãe, em forma de diploma.
Fonte: ANDRADE, C. Drummond de, et al. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1980. v. 2.
Na perspectiva da história da literatura brasileira, Carlos Drummond de Andrade pertence à Segunda Fase do Modernismo ou Fase de Consolidação (1930-1945). Assinale a opção que liste apenas movimentos literários desenvolvidos no Brasil.
 

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1690486 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: CRECI-14
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Leia o poema “O apanhador de desperdícios”, de Manoel de Barros, para responder à questão.
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes. Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
Com base na leitura do poema, assinale a alternativa incorreta.
 

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Sobre o texto III, uma cantiga de amigo, pode-se afirmar que:
 

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1674179 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Itaguara-MG
O livro conta a história de Eugênio e Olívia, dois médicos que sofrem as angústias do mundo moderno.
O livro divide-se em duas partes: na primeira, ocorre o cruzamento de dois níveis temporais – o presente (Eugênio dentro do carro em direção ao hospital) e o passado (sua vida de infância, seus traumas, o conhecimento de Olívia, o casamento com Eunice, a frustração, o sentimento de se ter vendido para vencer); a segunda parte desenvolve-se de maneira mais linear, embora o passado se misture ao presente através das cartas de Olívia e pela presença da filha. Assim, nessa narrativa de vários planos temporais, entrelaça-se uma crítica à sociedade fútil e vazia, ao acúmulo de riquezas e à consequente hipocrisia das relações sociais. Nesse mundo em crise, a voz de Olívia representaria a mensagem do próprio autor, simbolizada na metáfora do título. Uma mensagem de otimismo, de confiança, que Eugênio só compreenderá no final.
É sintomático que o herói do romance, Eugênio, seja médico. O médico tornou-se, na sociedade atual, aquele mediador entre a ciência, a técnica e o sentimento humanitário. Pensando primeiro em si mesmo, egoisticamente, Eugênio evolui para a solidariedade, através das colocações de Olívia, que mesmo depois de morta, é uma personagem presente no romance, fazendo contraponto com Eugênio.
A obra citada é:
 

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Sobre Linguística, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) A matéria da Linguística, inicialmente, é formada por todas as manifestações da linguagem humana, quer se trate de povos selvagens ou de nações civilizadas.
( ) A Linguística não mantém relação com outras ciências, já que elas não lhe fornecem dados para estudo.
( ) Uma das atribuições da Linguística é realizar a descrição e a história de todas as línguas que puder abranger.
 

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A obra Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, pertence ao movimento literário denominado:
 

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1639749 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Santana do Matos-RN
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Sobre as concepções contemporâneas de Literatura, marque a opção correta.
 

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1638051 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
Leia o texto a seguir:
AOS VÍCIOS
Eu sou aquele que os passados anos
cantei na minha lira maldizente
torpezas do Brasil, vícios e enganos.
[...]
De que pode servir calar quem cala,
Nunca se há de falar o que se sente?!
Sempre se há de sentir o que se fala!
Qual homem pode haver tão paciente
Que, vendo o triste estado da Bahia,
Não chore, não suspire e não lamente?
[...]
Se souberas falar, também falaras,
Também satirizaras, se souberas,
E se foras Poeta, poetizaras.
A ignorância dos homens destas eras
Sisudos faz ser uns, outros prudentes,
Que a mudez canoniza bestas feras.
Há bons, por não poder ser insolentes,
Outros há comedidos de medrosos,
Não mordem outros não, por não ter dentes.
Quantos há que os telhados têm vidrosos,
E deixam de atirar sua pedrada
De sua mesma telha receosos.
Uma só natureza nos foi dada:
Não criou Deus os naturais diversos,
Um só Adão formou, e esse de nada.
Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício, e a virtude,
De que uns são comensais outros adversos.
Quem maior a tiver, do que eu ter pude,
Esse só me censure, esse me note,
Calem-se os mais, chitom, e haja saúde.
Gregório de Matos. Fonte: Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000119.pdf Acesso em: 21 maio 2018.
Vocabulário: canonizar: considerar santo, incluir no rol dos santos; quem maior a tiver: quem tiver virtude maior; chitom: silêncio! (do francês chut donc).
Sobre o fragmento, analise a veracidade (V) ou falsidade (F) das proposições abaixo:
( ) O eu lírico é vítima das mazelas da sociedade colonial.
( ) Refere-se ao apogeu econômico da sociedade brasileira do século XVII.
( ) O eu lírico sugere que, através de sua lira, pode resolver os problemas da Bahia.
( ) Faz alusão à própria produção satírica de Gregório de Matos, que se caracteriza pela crítica social.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses de cima para baixo.
 

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1631790 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: CRECI-14
Sua obra é associada ao ciclo do cacau, na Bahia. Foi com base na sociedade cacaueira e de seus tipos físicos mais representativos que o escritor construiu um painel dos costumes de sua época. Em seu romance Gabriela, Cravo e Canela, a figura da mulata Gabriela, transformou-se em símbolo da mulher baiana. Logo a imagem da mulher, misto de ingenuidade e de erotismo, cristalizou-se, e o escritor repetiu essa fórmula nos romances Dona Flor e seus dois maridos, Tereza Batista cansada de guerra e Tieta do Agreste.
O autor em questão é:
 

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