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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Santa Rita Sapucaí-MG
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Concórdia-SC
Texto 2 O que é uma língua?
A escola e, em geral, o consenso da sociedade ainda se ressentem das heranças deixadas por uma perspectiva de estudo do fenômeno linguístico cujo objeto de exploração era a língua enquanto conjunto potencial de signos, desvinculada de suas condições de uso e centrada na palavra e na frase isoladas. Nessa visão reduzida de língua, o foco das atenções se restringia ao domínio da morfossintaxe, com ênfase no rol das classificações e de suas respectivas nomenclaturas. Os efeitos de sentido pretendidos pelos interlocutores e as finalidades comunicativas presumidas para os eventos verbais quase nada importavam. Mas a integração da Linguística com outras ciências e a abertura das pesquisas sobre os fatos da linguagem a perspectivas mais amplas provocaram o paulatino surgimento de novas concepções.
A língua, por um lado, é provida de uma dimensão imanente, aquela própria do sistema em si mesmo, algo pronto para ser ativado pelos sujeitos, quando necessário. Por outro lado, a língua comporta a dimensão de sistema em uso, de sistema preso à realidade histórico-social do povo. Pela ótica dessa última dimensão, a língua passa a definir-se como um fenômeno social, como uma prática de atuação interativa, dependente da cultura de seus usuários, no sentido amplo da palavra. Assim, a língua assume um caráter político, um caráter histórico e sociocultural, que ultrapassa em muito o conjunto de suas determinações internas, ainda que consistentes e sistemáticas. Dessa forma, todas as questões que envolvem o uso da língua não podem ser resolvidas somente com um livro de gramática ou à luz do que prescrevem os comandos de alguns manuais de redação.
ANTUNES, Irandé. Língua, texto e ensino: outra escola possível. São
Paulo: Parábola, 2009. p.20-21. Adaptado.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), em consonância com o texto 2.
( ) Língua, história, sociedade e cultura são elementos indissociáveis na dimensão de sistema em uso; infere-se daí que isso deve ser considerado no ensino da língua.
( ) Na visão de língua como sistema autônomo, interessa o material linguístico considerado de forma descontextualizada.
( ) A concepção de língua como sistema em uso envolve os interlocutores e suas intenções comunicativas, bem como os efeitos de sentido
produzidos nas atividades de interação, entre outros fatores.
( ) Língua como sistema em si mesmo e língua como sistema em uso correlacionam-se, respectivamente, às dimensões interna (de imanência) e externa (de realidade sócio-histórica).
( ) As noções de sistema autônomo e de sistema em uso são excludentes, por isso o professor de língua portuguesa precisa assumir ou uma ou outra concepção.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Concórdia-SC
Texto 1 O conceito de língua
Língua é um conceito inalcançável por critérios apenas linguísticos. Falantes de diferentes variedades se reconhecem, por razões históricas, socioculturais e políticas, como falantes da mesma língua, ainda que haja poucas semelhanças léxico-gramaticais entre as variedades e, em certas situações, não haja sequer mútua inteligibilidade, como no caso dos falantes de chinês; ou dos falantes do iraquiano e do marroquino que se consideram todos falantes de árabe.
A língua “comum”, a que se dá um nome singular (português ou a língua portuguesa, por exemplo), é, de fato, um ente construído pelo imaginário social que, por um complexo entrelaçamento de fatores históricos, políticos e socioculturais, idealiza um objeto uno onde não há, efetivamente, unidade. O imaginário social se utiliza de uma rede conceitual para manter essa idealização em pé. Um dos mecanismos operativos aí presentes é confundir uma determinada variedade com a própria língua – é a chamada ideologia da língua-padrão/norma-padrão (cf. Milroy, 2011). Ao identificar a língua exclusivamente com as formas padronizadas, esse modelo ideológico desqualifica a heterogeneidade linguística e os processos de variação e mudança.
Do ponto de vista estritamente linguístico, a realidade recortada e identificada como uma língua é constituída por um conjunto de variedades, de normas, de gramáticas. Se não perdermos de vista essa perspectiva da heterogeneidade intrínseca do que chamamos de língua, podemos, em princípio, continuar a usar, por razões práticas, esse termo e suas designações singulares. Dizer isso não implica afirmar que a constituição e o funcionamento sociocultural do ente língua não sejam relevantes.
Destrinçar o emaranhado de critérios culturais e políticos que historicamente dá forma ao conceito imaginário de língua, assim como explicar seu funcionamento sociocultural constituem tarefas da Linguística. Nesse caso, os linguistas não podem trabalhar de forma isolada. Precisam se associar aos historiadores, antropólogos, sociólogos e psicólogos sociais. Só uma investigação multidisciplinar pode esclarecer essa intrincada questão.
FARACO, Carlos Alberto; ZILLES, Ana Maria. Para conhecer norma
linguística. São Paulo: Contexto, 2017. p. 29-31. Adaptado.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), em consonância com o texto 1.
( ) A língua é uma entidade recortada por um entrecruzamento de critérios históricos, socioculturais e políticos.
( ) Definida de uma perspectiva linguística, a língua equivale à norma-padrão.
( ) A heterogeneidade constitutiva da língua está diretamente relacionada com a diversidade dos grupos humanos que se reconhecem como seus falantes.
( ) Cada língua é constituída por diferentes normas e diferentes gramáticas.
( ) O principal critério para se reconhecer uma língua é a capacidade de compreensão interfalantes.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Itaguara-MG
Saindo criança de São Luís, no Maranhão, para Lisboa, Raimundo viaja órfão de pai, um ex-comerciante português, e afastado da mãe Domingas, uma ex-escrava do pai.
Depois de anos da Europa, Raimundo volta formado para o Brasil. Passa um ano no Rio e decide regressar a São Luís para rever seu tutor e tio, Manuel Pescada.
Bem recebido pela família do tio, Raimundo desperta logo as atenções de sua prima Ana Rosa que, em dado momento, lhe declara seu amor.
Essa paixão correspondida encontra, todavia, três obstáculos: o do pai, que queria a filha casada com um dos caixeiros da loja; o da avó Maria Bárbara, mulher racista; o do Cônego Diogo, comensal da casa e adversário de Raimundo.
Tudo aconteceu quando Raimundo nasceu, seu pai José Pedro da Silva casou-se com Quitéria Inocência de Freitas Santiago, mulher branca. Suspeitando da atenção que José Pedro dedicava ao pequeno Raimundo e à escrava Domingas, Quitéria ordena que açoitem a negra e lhe queimem as partes genitais.
Desesperado, José Pedro carrega o filho e leva-o para a casa do irmão, em São Luís. De volta à fazenda, imaginando Quitéria ainda refugiada na casa da mãe, José Pedro ouve vozes em seu quarto. Invadindo-o, o fazendeiro surpreende Quitéria e o então Padre Diogo, em pleno adultério. Desonrado, o pai de Raimundo mata Quitéria, tendo o Padre como testemunha. Graças à culpa do adultério e à culpa do homicídio, forma-se um pacto de cumplicidade entre ambos. Diante de mais essa desgraça, José Pedro abandona a fazenda, retira-se para a casa do irmão e adoece. Algum tempo depois, já restabelecido, José Pedro resolve voltar à fazenda, mas no meio do caminho, é tocaiado e morto. Por outro lado, aos poucos, o Padre Diogo começa a insinuar-se também, na casa de Manoel Pescada. Raimundo ignorava tudo isso.
Em São Luís, agora adulto, sua preocupação básica é desvendar suas origens e, por isso, insiste com o tio em visitar a fazenda onde nascera. Durante o percurso a São Brás, Raimundo começa a descobrir os primeiros dados sobre suas origens e insiste com o tio para que lhe conceda a mão de Ana Rosa. Depois de várias recusas, Raimundo fica sabendo que o motivo da proibição devia-se à cor de sua pele.
Voltando a São Luís, Raimundo muda-se da casa do tio, decide voltar para o Rio, confessa em carta à Ana Rosa, seu amor; mas acaba não viajando.
Apesar das proibições, Ana Rosa e ele planejam uma fuga. Entretanto, a carta principal é interceptada por um cúmplice do Cônego Diogo, o caixeiro Dias, empregado de Manoel Pescada e forte pretendente, sempre repelido, à mão de Ana Rosa. Na hora da fuga, os namorados são surpreendidos. Arma-se o escândalo, do qual o Cônego é o grande executor. Raimundo retira-se desolado e ao abrir a porta de casa, um tiro acerta-o pelas costas. Com uma arma que lhe emprestara o Cônego Diogo, o caixeiro Dias assassina o rival.
Ana Rosa aborta. Entretanto, seis anos depois, ela é vista saindo de uma recepção oficial, de braço com o senhor Dias e preocupada com os “três filhinhos que ficaram em casa, a dormir”.
O autor da obra mencionada é:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
Comparando os contos “O Alienista”, de Machado de Assis, e “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa, julgue as afirmações abaixo e assinale a alternativa que apresenta a (s) opção (ões) correta (s):
I. A loucura em “O alienista” relaciona-se mais diretamente a um estado psíquico do que em “A terceira margem do rio”, que constrói imagens mais poéticas e até afetuosas para as atitudes de “anormalidade” do pai.
II. No aspecto da linguagem, tanto o conto “O alienista” quanto o conto “A terceira margem do rio” apresentam inovação na linguagem pelo uso abundante de neologismos (processo de criação de uma nova palavra devido à necessidade de designar novos objetos ou novos conceitos.).
III. Nos dois contos não há possibilidade de estabelecer diferenças claras entre verdade e mentira, loucura e normalidade, realidade e imaginação, dentre outras.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
No conto “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa, a partida do pai tem como consequência angústias em todos os membros da família.
O trecho que não comprova essa afirmação é:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
Leia o trecho abaixo de “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa, para responder a questão:
“Nosso pai nada não dizia. Nossa casa, no tempo, ainda era mais próxima do rio, obra de nem quarto de légua: o rio por aí se estendendo grande, fundo, calado que sempre.”
Sobre o trecho transcrito e sobre os conhecimentos adquiridos na leitura de todo o conto, só não se pode afirmar que:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
Sobre a inauguração do manicômio, em “O Alienista”, de Machado de Assis, assinale a alternativa que completa corretamente a frase abaixo transcrita do conto.
“A foi o nome dado ao asilo, por alusão à , que pela primeira vez apareciam verdes em .”
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
Sobre o conto “O Alienista”, de Machado de Assis, é correto afirmar que:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
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