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1515066 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
O HOMEM
De repente, uma variante trágica.Aproxima-se a seca.
O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular com que se desencadeia o flagelo.
Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.
Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o rodeiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o peruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado pelas vibrações da terra.
Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apavora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das dolorosas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis episódios, alimenta a todo transe esperanças de uma resistência impossível.
Fonte: CUNHA, Euclides da. Os sertões. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1954.
O trecho destacado pertence à obra de Euclides da Cunha, Os Sertões. O livro tem um caráter científico, podendo ser considerado um tratado geofísico e social de nosso país. O autor de Os Sertões pertence a um momento literário de transição entre a literatura do século XIX e a do século XX.
Sobre essa fase é correto afirmar que:
 

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1506058 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Col.Mil. Santa Maria
Orgão: Col.Mil. Santa Maria
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Leia o Texto 05 para responder aos itens ele 12 a 15.


TEXTO 05


Brincadeira de Criança


Hoje fui brincar de roda,

Na calçada pula corda

E também amarelinha,

Eu, a Paula e a Julinha.


Lá no muro contei dez,

Todo mundo se escondeu.

Corre aqui corre acolá,

E o João Pedro se perdeu.


Na cirmida cirandinha

Nossa roda bem grandinha.

Pras meninas passa anel,

Pros meninos figurinha.


Todas essas brincadeiras

As crianças sempre gostam.

Com carinho e alegria

No sorriso sempre mostram.


Cláudia Liz


Fonte: https://semana1nunclialclobrincar.,vorclpress.com/2012/06/29/na-cirancla-ciranclinha-nossa-rocla-bem-granclinha/.

Em relação às duas primeiras estrofes do poema, quantas brincadeiras estão presentes?

 

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1497301 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFF
Orgão: Pref. Maricá-RJ
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enunciado 1497301-1
O verso em que se observa, no esquema rítmico do poema, um ditongo crescente intervocabular é:
 

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1497300 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFF
Orgão: Pref. Maricá-RJ
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enunciado 1497300-1
Dentre os demais versos do poema, aquele que apresenta a mesma distribuição de ictos – ou seja, de acentos tônicos – que “a submissa rebeldia” é:
 

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1497299 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFF
Orgão: Pref. Maricá-RJ
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enunciado 1497299-1
As duas estrofes em que se observam no poema apenas rimas ricas, isto é, rimas de palavras de classes distintas, são:
 

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1497297 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFF
Orgão: Pref. Maricá-RJ
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enunciado 1497297-1
A passagem em que, no poema, Cecília recorre ao mesmo tipo de paradoxo por ela explorado em: “mas meu nome, de barca e estrela, / foi “SERENA DESESPERADA” é a seguinte:
 

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1462335 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: UFRR
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Biografia

[...] Rachel de Queirós nasceu em Fortaleza (CE), em 17 de novembro de 1910, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) em 4 de novembro de 2003. Filha de Daniel de Queirós e de Clotilde Franklin de Queirós, descende, pelo lado materno, da estirpe dos Alencar, parente portanto do autor ilustre de O Guarani, e, pelo lado paterno, dos Queirós, família de raízes profundamente lançadas no Quixadá e Beberibe.

Em 1917, veio para o Rio de Janeiro, em companhia dos pais que procuravam, nessa migração, fugir dos horrores da terrível seca de 1915, que mais tarde a romancista iria aproveitar como tema de O Quinze [...]. Em 1919, regressou a Fortaleza e, em 1921, matriculou-se no Colégio da Imaculada Conceição, onde fez o curso normal, diplomando-se em 1925, aos 15 anos de idade.

Estreou em 1927, com o pseudônimo de Rita de Queirós, publicando trabalho no jornal O Ceará, de que se tornou afinal redatora efetiva. Em fins de 1930, publicou o romance O Quinze, que teve inesperada e funda repercussão no Rio de Janeiro e em São Paulo. Com vinte anos apenas, projetava-se na vida literária do país, agitando a bandeira do romance de fundo social, profundamente realista na sua dramática exposição da luta secular de um povo contra a miséria e a seca. [...]

Disponível em: <http://www.academia.org.br/academicos/rachel-de-queiroz/ biografia>. Acesso em: 08 out. 2018. Adaptado.

I. O romance O Quinze refere-se lutas de um povo.

II. A autora projetou-se na vida literária do país, propagando bandeira do romance de fundo social.

III. O jornalista definiu melhores obras da escritora.

A alternativa que apresenta os elementos que preenchem corretamente as lacunas na ordem em que aparecem, é:

 

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1462334 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: UFRR
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- Está aqui o doutor, disse-lhe Pereira, que vem curar-te de vez.

- Boas-noites, dona, saudou Cirino.

Tímida voz murmurou uma resposta, ao passo que o jovem, no seu papel de médico, se sentava num escabelo junto à cama e tomava o pulso à doente.

Caía então luz de chapa sobre ela, iluminando-lhe o rosto, parte do colo e da cabeça, coberta por um lenço vermelho atado por trás da nuca.

Apesar de bastante descorada e um tanto magra, era Inocência de beleza deslumbrante.

Do seu rosto irradiava singela expressão de encantadora ingenuidade, realçada pela meiguice do olhar sereno que, a custo, parecia coar por entre os cílios sedosos a franjarlhe as pálpebras, e compridos a ponto de projetarem sombras nas mimosas faces.

Era o nariz fino, um bocadinho arqueado; a boca pequena, e o queixo admiravelmente torneado.

Ao erguer a cabeça para tirar o braço de sob o lençol, descera um nada a camisinha de crivo que vestia, deixando nu um colo de fascinadora alvura, em que ressaltava um ou outro sinal de nascença.

Razões de sobra tinha, pois, o pretenso facultativo para sentir a mão fria e um tanto incerta, e não poder atinar com o pulso de tão gentil cliente.

- Então? - perguntou o pai.

- Febre nenhuma, respondeu Cirino, cujos olhos fitavam com mal disfarçada surpresa as feições de Inocência.

- E que temos que fazer?

- Dar-lhe hoje mesmo um suador de folhas de laranjeira da terra a ver se transpira bastante e, quando for meia-noite, acordar-me para vir administrar uma boa dose de sulfato.

Levantara a doente os olhos e os cravara em Cirino, para seguir com atenção as prescrições que lhe deviam restituir a saúde.

Baseado na obra Inocência, assinale a alternativa INCORRETA:

 

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1455023 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: UECE
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Uma vela para Dario

Dalton Trevisan

Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo.

Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem(a). Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de ataque(b).

Ele reclinou-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos outros que se afastassem e o deixassem respirar. Abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe retiraram os sapatos, Dario roncou feio e bolhas de espuma surgiram no canto da boca.

Cada pessoa que chegava erguia-se na ponta dos pés, embora não o pudesse ver. Os moradores da rua conversavam de uma porta à outra, as crianças foram despertadas e de pijama acudiram à janela. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada(c), soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.

A velhinha de cabeça grisalha gritou que ele estava morrendo(d). Um grupo o arrastou para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protestou o motorista: quem pagaria a corrida? Concordaram chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede – não tinha os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.

Alguém informou da farmácia na outra rua. Não carregaram Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito pesado. Foi largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobriu o rosto, sem que fizesse um gesto para espantá-las.

Ocupado o café próximo pelas pessoas que vieram apreciar o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozavam as delícias da noite. Dario ficou torto como o deixaram, no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso. Um terceiro sugeriu que lhe examinassem os papéis, retirados – com vários objetos – de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do nome, idade; sinal de nascença. O endereço na carteira era de outra cidade.

Registrou-se correria de mais de duzentos curiosos que, a essa hora, ocupavam toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investiu a multidão. Várias pessoas tropeçaram no corpo de Dario, que foi pisoteado dezessete vezes.

O guarda aproximou-se do cadáver e não pôde identificá-lo – os bolsos vazios. Restava a aliança de ouro na mão esquerda, que ele próprio – quando vivo – só podia destacar umedecida com sabonete. Ficou decidido que o caso era com o rabecão.

A última boca repetiu “Ele morreu, ele morreu”. A gente começou a se dispersar. Dario levara duas horas para morrer, ninguém acreditou que estivesse no fim. Agora, aos que podiam vê-lo, tinha todo o ar de um defunto.

Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça. Cruzou as suas mãos no peito. Não pôde fechar os olhos nem a boca, onde a espuma tinha desaparecido. Apenas um homem morto e a multidão se espalhou, as mesas do café ficaram vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.

Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que acendeu ao lado do cadáver. Parecia morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva. Fecharam-se uma a uma as janelas e, três horas depois, lá estava Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó, e o dedo sem a aliança. A vela tinha queimado até a metade e apagou-se às primeiras gotas da chuva, que voltava a cair.

TREVISAN, Dalton. Vinte Contos Menores. Rio de Janeiro: Record, 1979.

Sobre o uso do verbo dicendi na introdução da fala das personagens no conto de Dalton Trevisan, é correto afirmar que

 

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1454684 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: UECE
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TEXTO 1

O Bicho

Manuel Bandeira

Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

BANDEIRA, M. Poesias completas. 4. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986.

Em relação à estrutura do poema em análise, é INCORRETO afirmar que

 

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