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Foram encontradas 4.896 questões.

3052555 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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A alegria ainda morou na cabana, todo o tempo que as espigas de milho levaram para amarelecer. Uma alvorada, caminhava o cristão pela borda do mar. Sua alma estava cansada.

O colibri sacia-se de mel e perfume; depois adormece em seu branco ninho de cotão, até que volta no outro ano a lua das flores. Como o colibri, a alma do guerreiro também satura-se de felicidade, e carece de sono e repouso. A caça e as excursões pelas montanhas em companhia do amigo, as carícias da terna esposa que o esperavam na volta, e o doce carbeto no copiar da cabana, já não acordavam nele as emoções de outrora. Seu coração ressonava.

Quando Iracema brincava pela praia, os olhos do guerreiro retiravam-se dela para se estenderem pela imensidade dos mares.

Viram umas asas brancas, que adejavam pelos campos azuis. Conheceu o cristão que era uma grande igara de muitas velas, como construíam seus irmãos; e a saudade da pátria apertou-lhe no seio.

O trecho acima integra o romance Iracema, de José de Alencar. Dele não se pode afirmar que

 

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3052554 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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A MÁQUINA DO MUNDO

E como eu palmilhasse vagamente

uma estrada de Minas, pedregosa,

e no fecho da tarde um sino rouco

se misturasse ao som de meus sapatos

que era pausado e seco; e aves pairassem

no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo

na escuridão maior, vinda dos montes

e de meu próprio ser desenganado,

a máquina do mundo se entreabriu

para quem de a romper já se esquivava

e só de o ter pensado se carpia.

( ... )

O trecho ao lado integra um poema maior da obra Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade. Considerando o poema como um todo, NÃO É CORRETO afirmar que

 

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3041062 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-TO
Orgão: IF-TO

A redefinição de fronteiras geopolíticas, os inacreditáveis avanços científicos, as crises econômicas, a crescente violência urbana, o acesso imediato à informação são algumas características da vida do final do século XX e início do século XXI no Brasil. A literatura, por sua vez, reflete esse quadro e multiplica tendências.

Aponte a alternativa errada em relação às tendências contemporâneas da literatura.

 

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3041061 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-TO
Orgão: IF-TO

Associado ao período do fim da Segunda Guerra Mundial, o surgimento do Pós-Modernismo parece ter sido desencadeado pela crise dos valores que vigoraram a partir do início do século XX e, com isso, a arte procura novos rumos.

Sendo assim, marque a alternativa que mais caracteriza o Pós-Modernismo no Brasil.

 

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3041060 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-TO
Orgão: IF-TO

O Brasil testemunhou, na década de 1930, uma explosão do romance e o regionalismo dominou a ficção da segunda geração modernista.

Sobre isso, aponte a alternativa que está em desacordo com o projeto literário do romance de 1930 no Brasil.

 

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3041059 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-TO
Orgão: IF-TO

Ao se considerar a escrita como produção textual, cuja realização exige do produtor a ativação de conhecimentos e a mobilização e várias estratégias, há relação com a concepção interacional (dialógica) da língua. Com isso, tanto aquele que escreve como aquele para quem se escreve são vistos como atores (construtores sociais, sujeitos ativos que se constroem e são constituídos no texto (KOCH, 2009).

A partir disso, todas as alternativas estão corretas, exceto.

 

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3041058 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-TO
Orgão: IF-TO

Os gêneros textuais têm uma forma e uma função, bem como um estilo e um conteúdo, mas sua determinação se dá basicamente pela função social e não pela forma. São formas culturais e cognitivas de ação social (MARCUSCHI, 2008).

Desse modo, marque a alternativa convergente a essa concepção de gênero textual.

 

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2798291 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Cursiva
Orgão: Pref. Treze Tílias-SC
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Defendendo uma posição primitivista, por meio de uma poesia ingênua e portando um olhar que visava redescobrir o Brasil e o Mundo, Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral fundaram o movimento conhecido como:

 

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2549823 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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No capítulo sobre Sociolinguística que compõe o primeiro volume de Introdução à 1.Linguística: domínios e fronteiras, Tânia Alkmin menciona a contribuição de Émile Benveniste para se compreender os liames entre língua e sociedade, destacando, dentre outras ponderações do autor, a ideia de ser por meio da língua que o homem estabelece sua posição na natureza e na sociedade, já que “se situa necessariamente em uma classe, seja uma classe de autoridade ou classe de produção”
(BENVENISTE, 1989, apud ALKMIN, 2012).
Com base nessa observação e nas reflexões desenvolvidas por Marcos Bagno em suas obras sobre língua, marque (V) para as sentenças verdadeiras e (F) para as sentenças falsas:
( ) Na hierarquia social, há uma escala valorativa entre o que é considerado “errado” e o que é considerado “certo”, e a forma pela qual nos comunicamos não está isenta de tal avaliação. Nesse contexto, embora os linguistas entendam que a norma padrão tradicional não corresponde às realidades de uso da língua, há uma demanda social que a vislumbra enquanto bem simbólico de prestígio.
( ) Em relação ao ensino da língua, os linguistas consideram problemático centralizar as atividades na aprendizagem da norma padrão tradicional, pois isso não atende às necessidades do mundo do trabalho e das interações verbais. Sinônimo de norma culta, a norma padrão é um constructo social, não fazendo parte da língua, pois ninguém a utiliza efetivamente, da mesma forma que não existem pessoas incultas.
( ) Nas interações verbais, especialmente em sala de aula, circulam variedades linguísticas prestigiadas e estigma tizadas. Nesse universo, está presente uma variedade de dialetos, cronoletos, socioletos e idioletos. O professor deverá reconhecer os dois grandes conjuntos de variedades e considerar também o constructo social entendido por norma padrão, atuando de forma investigativa e integradora no Ensino da Língua Portuguesa.
( ) Na Sociolinguística, são definidos diferentes tipos de variação, os quais vão ao encontro da afirmação de Benveniste, pois permitem situar o homem na sociedade, de acordo com um conjunto de características. Podem ser citadas como exemplo: a variação diatópica, que associa a fala do indivíduo à região, zona ou área onde viveu; a variação diastrática, que indicia a classe social do sujeito; a variação diafásica, que sinaliza diferenças entre língua falada e língua escrita; e a variação diacrônica, que compreende as mudanças históricas operadas na língua.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é
 

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2549806 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
IEMANJÁ DOS CINCO NOMES
Ninguém no cais tem um nome só. Todos têm também um apelido ou abreviam o nome, ou o aumentam, ou lhe acrescentam qualquer coisa que recorde uma história, uma luta, um amor.
Iemanjá, que é dona do cais, dos saveiros, da vida deles todos, tem cinco nomes, cinco nomes doces que todo o mudo sabe. Ela se chama Iemanjá, sempre foi chamada assim e esse é seu verdadeiro nome, de dona das águas, de senhora dos oceanos. No entanto os canoeiros amam chamá-la de dona Janaína, e os pretos, que são seus filhos mais diletos, que dançam para ela e mais que todos a temem, a chamam de Inaê, com devoção, ou fazem as suas súplicas à Princesa de Aiocá, rainha dessas terras misteriosas que se escondem na linha azul que as separa das outras terras. Porém, as mulheres do cais, que são simples e valentes, Rosa Palmeirão, as mulheres da vida, as mulheres casadas, as moças que esperam noivos, a tratam de dona Maria, que Maria é um nome bonito, é mesmo o mais bonito de todos, o mais venerado, e assim o dão a Iemanjá como um presente, como se lhe levassem uma caixa de sabonetes à sua pedra no Dique. Ela é sereia, é a mãe-d’água, a dona do mar, Iemanjá, dona Janaína, dona Maria, Inaê, Princesa de Aiocá. Ela domina esses mares, ela adora a lua, que vem ver as noites sem nuvens, ela ama as músicas dos negros.
Todo o ano se faz a festa de Iemanjá, no Dique e em Monte Serrat. Então a chamam por todos seus cinco nomes, dão-lhe todos os seus títulos, levam-lhe presentes, cantam para ela.
(AMADO, Jorge. Mar morto. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p.78-9)
Analisando a obra de Jorge Amado, Alfredo Bosi (2002) cita Mar Morto como exemplo de 24.um dos grandes momentos da literatura do autor baiano.
Esse momento caracteriza-se
 

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