Foram encontradas 4.894 questões.
A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
Quando eu abri a porta, dois caras disseram que eram da polícia e me mandaram embora: queriam ficar sozinhos com o meu Amigo pra interrogar ele. Depois a gente ficou sabendo que o síndico tinha ido na polícia dizer que o meu Amigo estava morando aqui no prédio.
(...)
– Será que ele achava que ia ser preso de novo? – a minha mãe perguntou. (p. 28-30)
A primeira versão de O Meu Amigo Pintor foi publicada logo após o fim da ditadura militar (1964-1985) no Brasil.
Considerando esse período da história, o trecho destacado acima e o conjunto da narrativa, pode-se especular que o suicídio do pintor teria como causa:
Provas
A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
Na relação entre o menino Cláudio e seu Amigo, a pintura é tratada como uma forma de linguagem, cuja leitura pode ser aprendida.
Nesse contexto, as cores adquirem significações, como se observa em:
Provas
A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
No livro, os capítulos são nomeados por dias da semana.
Essa representação do tempo e o modo como os eventos são abordados contribuem para construir uma narrativa baseada no seguinte aspecto:
Provas
A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
O suicídio é um tema central em O Meu Amigo Pintor.
Com base no comportamento dos personagens adultos, deduz-se que esse tema se caracteriza como:
Provas
A QUESTÃO REFERE-SE AO LIVRO ANOS DE CHUMBO E OUTROS CONTOS, DE CHICO BUARQUE (São Paulo: Companhia das Letras, 2021).
CONTO “ANOS DE CHUMBO”
Chico Buarque, além de escritor de contos e romances, também é compositor de canções, várias sobre o mesmo período da história do Brasil retratado em Anos de chumbo. Abaixo, encontram-se estrofes de canções compostas por Chico Buarque.
A estrofe que melhor se relaciona com o desfecho do conto Anos de chumbo é:
Provas
A QUESTÃO REFERE-SE AO LIVRO ANOS DE CHUMBO E OUTROS CONTOS, DE CHICO BUARQUE (São Paulo: Companhia das Letras, 2021).
CONTO “ANOS DE CHUMBO”
o major citava o prestígio que meu pai gozava entre os subordinados. A todo o oficialato ele se impunha pelo exemplo, como ao sacrificar suas horas de repouso e lazer no recesso do lar para se ocupar dos seus prisioneiros noite adentro. O major explicava à minha mãe que esses delinquentes, tanto homens quanto mulheres, ficavam horas pendurados numa barra de ferro, mais ou menos como frangos no espeto. (p. 162)
Considerando que o conto faz referência à década de 1970, o trabalho do pai do narrador, mencionado no trecho acima, consiste em:
Provas
A QUESTÃO REFERE-SE AO LIVRO ANOS DE CHUMBO E OUTROS CONTOS, DE CHICO BUARQUE (São Paulo: Companhia das Letras, 2021).
CONTO “ANOS DE CHUMBO”
Mais tarde, ele passou a vir mesmo nas noites em que meu pai dava plantão no quartel, e antes de dormir eu vinha cumprimentar os dois, tentando me enxerir um pouco nos assuntos deles. Assim eu soube que era ele, o major, quem delegava ao capitão, meu pai, missões especiais que deveriam nos orgulhar, à minha mãe e a mim. Era uma tarefa dura e perigosa, porque ele enfrentava um inimigo traiçoeiro, e aqui não estávamos falando de soldados de chumbo (p. 160)
No trecho, o menino se refere às missões especiais atribuídas a seu pai.
Ao longo do conto, essas missões se revelam como índice narrativo de:
Provas
A QUESTÃO REFERE-SE AO LIVRO ANOS DE CHUMBO E OUTROS CONTOS, DE CHICO BUARQUE (São Paulo: Companhia das Letras, 2021).
Há temáticas que se repetem ao longo do livro de Chico Buarque.
Nos contos Meu tio e Anos de chumbo, identifica-se o seguinte tema comum:
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Saquarema-RJ
Texto 3 - Sinopse do filme Parasita, longa-metragem sul-coreano de 2019 ganhador de diversos prêmios
Em Parasita, toda a família de Ki-taek está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos.
Fonte: https://www.adorocinema.com/filmes/filme255238/. Acesso em: 16/11/2022
Texto 1: Piscina
Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e, tendo ao lado, uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem.
Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d'água na cabeça. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias mulheres que se detinham e ficavam olhando.
Naquela manhã de sábado ele tomava seu gim-tônica no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada de maiô à beira da piscina, quando perceberam que alguém os observava pelo portão entreaberto.
Era um ser encardido, cujos trapos em forma de saia não bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na mão, e estava parada, à espreita, silenciosa como um bicho. Por um instante as duas mulheres se olharam, separadamente pela piscina.
De súbito pareceu à dona de casa que a estranha criatura se esgueirava, portão adentro, sem tirar dela os olhos. Ergue-se um pouco, apoiando-se no cotovelo, e viu com terror que ela se aproximava lentamente: já atingia a piscina, agachava-se junto à borda de azulejos, sempre a olhá-la, em desafio, e agora colhia água com a lata. Depois, sem uma palavra, iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça - e em pouco sumia-se pelo portão.
Lá no terraço o marido, fascinado, assistiu a toda a cena. Não durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra como os instantes tensos de silêncio e de paz que antecedem um combate. Não teve dúvida: na semana seguinte vende a casa.
FERNANDO SABINO
In: A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1976.
Texto 2 - O BICHO
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio,
Catando comida entre os detritos.
Quando achava aluma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão.
Não era um gato.
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
MANUEL BANDEIRA
In: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José
Olympio, 1973.
Os três textos - Piscina, O bicho e a sinopse do filme Parasita - localizam a desigualdade social em determinados espaços, caracterizando-os como forma de construção de significado para os textos. Os trechos que exemplificam esta afirmação, em Piscina, O bicho e a sinopse do filme, são, respectivamente:
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Saquarema-RJ
Texto 1: Piscina
Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e, tendo ao lado, uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem.
Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d'água na cabeça. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias mulheres que se detinham e ficavam olhando.
Naquela manhã de sábado ele tomava seu gim-tônica no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada de maiô à beira da piscina, quando perceberam que alguém os observava pelo portão entreaberto.
Era um ser encardido, cujos trapos em forma de saia não bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na mão, e estava parada, à espreita, silenciosa como um bicho. Por um instante as duas mulheres se olharam, separadamente pela piscina.
De súbito pareceu à dona de casa que a estranha criatura se esgueirava, portão adentro, sem tirar dela os olhos. Ergue-se um pouco, apoiando-se no cotovelo, e viu com terror que ela se aproximava lentamente: já atingia a piscina, agachava-se junto à borda de azulejos, sempre a olhá-la, em desafio, e agora colhia água com a lata. Depois, sem uma palavra, iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça - e em pouco sumia-se pelo portão.
Lá no terraço o marido, fascinado, assistiu a toda a cena. Não durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra como os instantes tensos de silêncio e de paz que antecedem um combate. Não teve dúvida: na semana seguinte vende a casa.
FERNANDO SABINO
In: A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Nova fronteira,
1976.
Texto 2 - O BICHO
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio,
Catando comida entre os detritos.
Quando achava aluma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão.
Não era um gato.
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
MANUEL BANDEIRA
In: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José
Olympio, 1973.
Para construir significado, os textos O bicho e Piscina lançam mão de processo metafórico. Nestes textos, as pessoas em condição de vulnerabilidade social são comparadas a bicho. A alternativa que traz dois excertos, um de cada texto, que exemplificam esse processo metafórico é a seguinte:
Provas
Caderno Container