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Foram encontradas 4.894 questões.

3571653 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Foz Jordão-PR
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Sobre Monteiro Lobato e sua obra literária é INCORRETO afirmar que:

 

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3565236 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Ubatuba-SP
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O contexto histórico, que marca o surgimento da literatura infantil, dentro da visão apresentada por Regina Zilberman, demonstra como surgiu esse gênero literário e quais características são observadas ao longo do tempo. Dentro dessa sistemática, assinale a alternativa que condiz com as bases históricas explicitadas pela referida autora.

 

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3554938 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Instituto Bahia
Orgão: CLINAB
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Texto para questões de 01 a 04.

Traduzir-se

Ferreira Gullar

Uma parte de mim

é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.

Uma parte de mim

é multidão:

outra parte estranheza

e solidão.

Uma parte de mim

pesa, pondera:

outra parte

delira.

Uma parte de mim

almoça e janta:

outra parte

se espanta.

Uma parte de mim

é permanente:

outra parte

se sabe de repente.

Uma parte de mim

é só vertigem:

outra parte,

linguagem.

Traduzir uma parte

na outra parte

— que é uma questão

de vida ou morte —

será arte?

Analise as assertivas abaixo, considerando o poema “Traduzir-se”:

01- A reiteração, presente até o sexto verso no uso das expressões "Uma parte de mim/outra parte", dá ao poema um tom melódico quase como de um refrão.

02- Enquanto que “Uma parte” vem identificada pelos termos "todo mundo" e "multidão", e recebe em atributivo os verbos “pesa e pondera", indicando ser esta a parte racional. A "outra parte" é "ninguém", "fundo sem fundo", "estranheza e solidão.

04- A estrofe final apresenta a proposta do poeta: a síntese da existência humana. Em outras palavras, Gullar pretende, ainda que apenas no universo poético, traduzir uma parte na outra parte, até que sejam uma.

08- O título aponta a tentativa do eu lírico de tentar traduzir ou explicar, entender suas próprias contradições.

A alternativa que corresponde a soma das alternativas corretas é:

 

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3554936 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Instituto Bahia
Orgão: CLINAB
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Texto para questões de 01 a 04.

Traduzir-se

Ferreira Gullar

Uma parte de mim

é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.

Uma parte de mim

é multidão:

outra parte estranheza

e solidão.

Uma parte de mim

pesa, pondera:

outra parte

delira.

Uma parte de mim

almoça e janta:

outra parte

se espanta.

Uma parte de mim

é permanente:

outra parte

se sabe de repente.

Uma parte de mim

é só vertigem:

outra parte,

linguagem.

Traduzir uma parte

na outra parte

— que é uma questão

de vida ou morte —

será arte?

Considerando o poema “Traduzir-se “de Ferreira Gullar, analise as proposições a seguir:

I- O poema apresenta um exercício líricoexistencial, cuja elaboração estética articula metáforas sintomáticas de uma subjetividade cindida.

II- O poema alude a uma autorreferencialidade do eu lírico e de suas marcas narcísicas.

III- O poema delineia um horizonte de ordem intersubjetiva, no qual se vislumbra um potencial autoritário do sujeito lírico, a emergência de uma subjetividade que se prenuncia híbrida, conflituosa.

IV- No poema de Gullar, o mote da tradução elabora um conjunto metafórico: o título reivindica uma hermenêutica de si.

Está correto o que se afirma em:

 

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3501971 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Icapuí-CE
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Leia um trecho do conto a seguir.

Tentação – Clarice Lispector

Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.

Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazêla erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos. (...)

LISPECTOR, Clarice. Felicidade clandestina.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.

Sobre o texto de Clarice Lispector, podemos considerá-la como uma escritora

 

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3501970 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Icapuí-CE
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Leia o poema a seguir.

A um poeta – Olavo Bilac

Longe do estéril turbilhão da rua,

Beneditino escreve! No aconchego

Do claustro, na paciência e no sossego,

Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego

Do esforço: e trama viva se construa

De tal modo, que a imagem fique nua

Rica mas sóbria, como um templo grego

Não se mostre na fábrica o suplício

Do mestre. E natural, o efeito agrade

Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade

Arte pura, inimiga do artifício,

É a força e a graça na simplicidade

O poema a seguir pertence a escola literária do

 

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3454909 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Para responder a questão, leia a crônica de Luis Fernando Verissimo.

Esta ideia para um conto de terror é tão terrível que, logo depois de tê-la, me arrependi. Mas já estava tida, não adiantava mais. Você, leitor, no entanto, tem uma escolha. Pode parar aqui, e se poupar, ou ler até o fim e provavelmente nunca mais dormir. Vejo que decidiu continuar. Muito bem, vamos em frente. Talvez, posta no papel, a ideia perca um pouco do seu poder de susto. Mas não posso garantir nada. É assim:

Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.

— Ronca.

— Não ronco.

— Ele diz que não ronca — comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.

Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar feito e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.

— Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer — diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz. — É o que eu vou fazer! Esta noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos.

— Humrfm — diz o velho.

Você, leitor, já deve estar sentindo o que vai acontecer. Pare de ler, leitor. Eu não posso parar de escrever. As ideias não podem ser desperdiçadas, mesmo que nos custem amigos, a vida ou o sono. Imagine se Shakespeare tivesse se horrorizado com suas próprias ideias e deixado de escrevê- -las, por puro comedimento. Não que eu queira me comparar a Shakespeare. Shakespeare era bem mais magro. Tenho que exercer este ofício, esta danação. Você, no entanto, não é obrigado a me acompanhar, leitor. Vá passear, vá tomar sol. Uma das maneiras de controlar a demência solta no mundo é deixar os escritores falando sozinhos, exercendo sozinhos a sua profissão malsã, o seu vício solitário. Você ainda está lendo. Você é pior do que eu, leitor. Você tinha escolha.

Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba.

Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.

— Rará! — diz a velha, feliz.

Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa. A velha também ronca!

— Rará! — diz o velho, vingativo.

E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve- -se um sussurro. Uma voz sussurrando, leitor. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio — por causa dos roncos — não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.

“Estão prontos?”

“Não, acho que ainda não…”

“Então vamos voltar amanhã…”

(Luis Fernando Verissimo. O suicida e o computador, 1992.)

Na composição de sua crônica, Luis Fernando Verissimo lança mão dos seguintes procedimentos estilísticos que caracterizam a prosa madura do escritor Machado de Assis:

 

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3454903 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage, para responder a questão.

Olha, Marília, as flautas dos pastores,

Que bem que soam, como estão cadentes!

Olha o Tejo a sorrir-se! Olha: não sentes

Os Zéfiros 1 brincar por entre as flores?

Vê como ali, beijando-se, os Amores

Incitam nossos ósculos 2 ardentes!

Ei-las de planta em planta as inocentes,

As vagas borboletas de mil cores!

Naquele arbusto o rouxinol suspira;

Ora nas folhas a abelhinha para.

Ora nos ares, sussurrando, gira.

Que alegre campo! Que manhã tão clara!

Mas ah!, tudo o que vês, se eu não te vira,

Mais tristeza que a noite me causara.

(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)

1 Zéfiro: vento que sopra do ocidente. 2 ósculo: beijo.

A paisagem retratada no soneto constitui um tópico recorrente na poesia

 

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3454767 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).

acabei até sabendo que eu não tinha nada que separar Amigo pra cá e por que pra lá. O que eu tinha era que fazer o que ele fez com as folhas e com o azul do céu: juntar. (p. 85)

O final do romance de Lygia Bojunga apresenta uma espécie de solução subjetiva de Cláudio, na tentativa de compreender o drama de seu Amigo Pintor.

Essa solução pode ser expressa da seguinte maneira:

 

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3454764 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).

No primeiro sonho relatado no livro, o narrador se encontra em um teatro e acaba subindo ao palco para contar uma história.

Pode-se inferir que a história contada manifesta o seguinte desejo do narrador em relação a seu Amigo Pintor:

 

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