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O paciente GJT de 72 anos foi diagnosticado com doença de Parkinson há 25 anos. Deu entrada no pronto-socorro com febre alta, prostração e desidratação. Nas últimas duas semanas começou a engasgar durante as refeições. Em casa estava recebendo dieta pastosa, com aceitação alimentar em torno de 60%.
A equipe multiprofissional o avaliou por meio de exames clínicos, tomografia de tórax, avaliação nutricional, videofluoroscopia e foram diagnosticadas: broncopneumonia aspirativa, disfagia orofaríngea de grau I (dificuldade na deglutição de alimentos sólidos, em pedaços, que requerem habilidade no processo de mastigação e de líquidos fluidos) e desnutrição proteico-calórica.
Considerando o histórico relatado, assinale a opção que apresenta a melhor conduta dietoterápica.
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Uma paciente de 62 anos tem doença de Crohn desde os 29 anos. Ela foi internada para a realização de ressecção de 20% do jejuno proximal, devido à obstrução e ao risco de perfuração intestinal. Encontra-se com desnutrição proteico-calórica.
Considerando-se o protocolo de otimização da recuperação pós-operatória Enhanced Recovery After Surgery (ERAS) e a diretriz ACERTO, que considera normas pré-operatórias, intraoperatórias e pós-operatórias, assinale a opção que indica a conduta mais apropriada para o caso relatado.
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Um paciente foi internado na clínica médica devido a complicações da insuficiência hepática, diagnosticada há três anos.
Apresentava sinais de encefalopatia hepática leve, consciente, com reflexos de tosse e deglutição intactos/funcionantes e ascite refratária. Com inapetência e baixa aceitação alimentar há uma semana e dificuldade de evacuação (sem evacuar há quatro dias). Por meio da avaliação nutricional foi identificada desnutrição com importante depleção proteica muscular.
Nesse contexto, assinale a opção que indica a conduta dietoterápica.
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Paciente com 57 anos, tabagista e etilista crônico há 20 anos. Deu entrada no pronto-socorro com queixas de dor na parte superior do abdômen, com piora após as refeições, náuseas, vômitos e esteatorreia há duas semanas. Refere inapetência na última semana e perda de peso involuntária.
Ao exame físico encontrava-se ictérico e emagrecido. Após avaliação médica e realização de exames bioquímicos e complementares foi diagnosticada pancreatite crônica agudizada, com insuficiência pancreática (exócrina). Segundo avaliação nutricional, encontrava-se com desnutrição proteico-calórica. O paciente foi internado para tratamento médico, permanecendo em jejum por 24 horas. Após esse período o médico responsável liberou a dieta via oral diante da sua melhora clínica.
Nesse contexto, no que diz respeito ao tratamento médico e à terapia nutricional adotada, assinale a alternativa correta.
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Uma mulher adulta, de 43 anos, foi diagnostica com Transtorno da Compulsão Alimentar (TCA).
Assinale a opção que apresenta características comuns em pacientes com diagnóstico semelhante.
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Uma bailarina de 20 anos está preocupada com seu peso, porque sua professora fez um comentário sobre seu corpo, que a deixou desconfortável. Desde então, começou a apresentar uma preocupação excessiva com sua alimentação, seguindo um ciclo diário de muito sofrimento, conhecido como o ciclo típico da Bulimia Nervosa (BN).
Assinale a opção que mostra a ordem correta do ciclo típico da BN.
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Uma adolescente de 16 anos foi diagnosticada com anorexia nervosa há 2 anos, e atualmente vem apresentando algumas complicações clínicas decorrentes do quadro de desnutrição.
Assinale a opção que indica, corretamente, 4 complicações que podem estar associadas ao diagnóstico da paciente.
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Em pacientes com câncer avançado, é comum observar uma diminuição na capacidade funcional e desequilíbrios metabólicos, promovendo ainda mais anorexia, fadiga e perda de massa muscular.
A terapia nutricional (TN) englobando suplemento nutricional oral, nutrição enteral e parenteral, pode ser administrada em cuidado paliativo com potencial aumento de sobrevida e qualidade de vida em pacientes específicos.
Considerando a terapia nutricional (TN) para um paciente com baixa expectativa de vida, analise as afirmativas a seguir.
I. Os objetivos da terapia nutricional em cuidados paliativos mudam conforme a doença avança e a condição clínica do paciente se altera, portanto deve ser reavaliada periodicamente.
II. A terapia nutricional oral, enteral ou parenteral, associadas ou isoladas devem ser consideradas até a fase final da vida, devido aos benefícios que trará ao paciente.
III. Caso o prognóstico do paciente não esteja claramente definido, a terapia nutricional poderá ser indicada de forma experimental. Deverá ser suspensa se os objetivos da indicação não forem alcançados ou na presença de complicações provenientes desse tratamento.
Está correto o que se afirma em.
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M.L.A., 53 anos, sexo feminino, com diagnóstico de câncer de esôfago. Primeira consulta no ambulatório de nutrição oncológica: queixa principal de astenia e disfagia para sólidos, iniciada há 4 meses.
Na anamnese nutricional, informa peso habitual de 63kg, nega etilismo, refere tabagismo ativo. Atualmente peso corporal de 43kg. Refere boa aceitação alimentar para preparações liquidificadas. A equipe informou que a paciente será submetida à cirurgia de esofagectomia total em 15 dias.
Sobre as necessidades nutricionais da paciente com câncer, candidata à cirurgia, analise as afirmativas a seguir.
I. A dieta via oral deve ser modificada e a TNO (Terapia Nutricional Oral) pode ser iniciada para garantir uma ingestão adequada de todos os nutrientes, evitando déficits nutricionais.
III. A dieta imunomoduladora deve ser prescrita apenas para os pacientes com câncer gravemente desnutridos, que estão em acompanhamento nutricional ambulatorial por um período mínimo de 5 a 7 dias no pré-operatório.
III. No pós-operatório deve-se iniciar a dieta precocemente nas primeiras 12 a 24 horas na presença de estabilidade hemodinâmica, independentemente da via de alimentação.
Está correto o que se afirma em
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O câncer é uma doença crônica complexa, caracterizada pelo crescimento celular desordenado, rápido e invasivo, alterando o seu material genético. O tratamento pode ser curativo ou paliativo; sistêmico ou cirúrgico. O indivíduo com diagnóstico oncológico pode enfrentar complicações que impactam negativamente seu estado nutricional. O déficit do estado nutricional está associado à diminuição da resposta ao tratamento e da qualidade de vida do paciente. Diante disso, é essencial que o plano de tratamento nutricional seja embasado em diretrizes e consensos nacionais de nutrição oncológica.
Em relação à triagem e à avaliação nutricional, analise as afirmativas a seguir.
I. O momento da triagem deve ser no diagnóstico do paciente, no ambulatório, na admissão, ou ao primeiro contato com o paciente durante a internação em até 48 horas, e deve ser repetida somente nos casos considerados em risco nutricional na primeira avaliação.
II. A avaliação do estado nutricional mais abrangente, de pacientes com câncer, deve ser realizada em todos que foram identificados em risco nutricional.
III. Os pacientes diagnosticados com risco nutricional devem ser monitorados periodicamente com visitas à beira leito, com investigação da ingestão oral, tolerância da terapia enteral, e caso seja necessário, com avaliação de sinais e sintomas.
Está correto o que se afirma em
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